FORTALECIMENTO DO CAMPO: Emdagro divulga levantamento de ações realizadas na pandemia para o fortalecimento da agropecuária

Esta semana, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro) publicou uma nova edição do informativo “Emdagro em Números 2020 – Apesar da Pandemia”. A publicação traz um panorama de ações realizadas, em suas diversas áreas de atuação, para atendimento a pequenos produtores rurais e fomento a políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do setor agropecuário de Sergipe, especificamente, no período da pandemia de Covid-19.

 

Segundo o levantamento, na área de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), a Emdagro realizou mais de 88 mil atendimentos a agricultores familiares, com repetição, ao longo de 2020. Os dados são relevantes porque evidenciam a grande demanda dos produtores rurais por apoio da Ater pública, sobretudo diante das restrições impostas pela pandemia e das consequentes dificuldades enfrentadas na geração de emprego e renda para sobrevivência do homem do campo. Outro levantamento trazido no documento aponta que programas de transferência de renda, a exemplo do Mão Amiga da Cana-de-açúcar e da Citricultura, executado pela Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seias) em parceria com a Emdagro, Banese, Sindicatos de Trabalhadores Rurais e municípios, beneficiaram mais de 7.800 trabalhadores rurais de 35 municípios em 2020, com o pagamento de um benefício de R$ 760 dividido em quatro parcelas, durante os meses da entressafra da cana e da laranja.

 

Também teve destaque o Projeto Dom Távora, que contribuiu fortemente para o combate à pobreza e o apoio ao desenvolvimento rural sustentável de milhares de agricultores familiares com a implantação de projetos agropecuários e não agropecuários fortalecendo, dessa maneira, os principais arranjos produtivos do Estado. Ainda segundo a publicação, q Emdagro emitiu 7.424 Declarações de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, garantindo o acesso desses agricultores às principais políticas públicas. “É evidente que a Pandemia limitou muito nossa atuação no campo, mas mesmo assim, os dados apresentados nesse relatório demonstram os esforços que a Emdagro vem envidando para não deixar os trabalhadores e trabalhadoras rurais desassistidos”, avalia o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Ele exemplifica, mencionando a realização de 278 eventos de capacitação realizados no período, como palestras, cursos, intercâmbios e oficinas, que beneficiaram 3.560 produtores rurais, profissionais de diversas áreas e público em geral. “Também foram promovidas 4.306 visitas técnicas a propriedades, nas 440 comunidades rurais visitadas regularmente nos 75 municípios do Estado, e a assistência a 170 organizações rurais, a exemplo de associações, cooperativas, grupos de produtoras e produtores, conselhos comunitários, escolas e sindicatos. Além disso, assistimos 1.119 produtores, estudantes, professores, público em geral, através das plataformas e canais virtuais da empresa”, contabilizou o presidente.

 

Na área de Defesa Animal e Vegetal, ao longo de 2020, a Emdagro registrou ações significativas no combate e controle de pragas e doenças, inclusive, com a utilização de drones, bem como nas fiscalizações de cargas, estabelecimentos comerciais e propriedades. “A campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, por exemplo, garantiu um índice de imunização de 96,09% de todo o rebanho de bovinos e bubalinos, e manteve Sergipe com o status de área livre da doença conquistado há 25 anos. Também, foram emitidas 129.906 certificações de transporte de animais, realizada a fiscalização de 8.013 cargas de produtos vegetais e a assistência a 829 produtores em Defesa Sanitária Animal e Vegetal. Outra atuação de relevância é o nosso serviço de Inspeção Animal, que não parou nessa pandemia, e fiscalizou os três frigoríficos do Estado, garantindo a qualidade da carne que vai para a mesa do sergipanos”, afirma a diretora Aparecida Andrade.

Ao longo da pandemia, o trabalho também envolveu a área de Regularização Fundiária, segundo conta o presidente da Emdagro. “Realizamos um trabalho significativo, que culminou com a entrega de 703 títulos de propriedade a produtores rurais. O documento garante às famílias que ocupam terras a se tornarem seus verdadeiros proprietários, garantindo que tenham acesso a uma infinidade de benefícios, como a aposentaria rural, o acesso a políticas públicas, ao crédito rural, dentre outros”, concluiu Jefferson Feitoza.

Emdagro alerta agricultores familiares para prorrogação da Declaração de Aptidão do Pronaf

Portaria do Ministério da Agricultura estende vigência das DAPs até 30 de setembro

 

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) alerta produtores rurais sergipanos para a prorrogação, até 30 de setembro, da vigência da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A prorrogação por seis meses foi definida pela Secretaria de Agricultura Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria SAF/MAPA nº 121, de 19 de março de 2021, levando em consideração o estado de calamidade pública provocado pela pandemia de Covid-19.

 

Assim, terão sua validade prorrogada, as Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – DAPs Ativas que expirarão a partir de 31 de março de 2021, até 30 de setembro de 2021. “A prorrogação do prazo de validade de que trata a portaria do MAPA publicada nesta segunda se refere aos tipos de DAP Ativa, ou seja, as que possibilitam o acesso dos agricultores familiares às políticas públicas dirigidas às suas respectivas categorias de produtores, desde que seja a última versão e que esteja válida”, explicou o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele, o Ministério da Agricultura tem sido sensível aos apelos dos Estados sobre as dificuldades encontradas pelos agricultores familiares na renovação das suas DAPs. “O Ministério tem levado em consideração as medidas emergenciais e temporárias de prevenção ao contágio pela Covid-19 determinadas pelos Estados e Municípios, no que tange às restrições de locomoção e à prestação de serviços públicos, especialmente os presenciais, que devem ser observadas para conter a proliferação do vírus”, destacou Jefferson.

 

Ainda de acordo com o presidente da Emdagro, a Portaria veio em boa hora, considerando a necessidade de adoção de medidas que possibilitem minimizar os impactos econômicos e sociais da Covid-19, especialmente em relação aos agricultores familiares, associações e cooperativas. “Essa prorrogação das DAP´s por seis meses, portanto, dará a esses produtores rurais uma tranquilidade maior, até que o país consiga administrar os efeitos dessa pandemia. Por isso, alertamos aos agricultores que não há necessidade de correrem para os escritórios da Emdagro para renovar suas DAP´s, já que elas tiveram suas vigências prorrogadas”, concluiu.

 

DAP
A Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é o instrumento utilizado para identificar e qualificar as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) da agricultura familiar e suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas. Ela é a porta de entrada do agricultor familiar para acesso às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. Como uma identidade, o documento tem dados pessoais dos donos da terra, dados territoriais e produtivos do imóvel rural e da renda da família. Para acessar uma linha de crédito do Pronaf, por exemplo, é imprescindível a DAP, pois nela constam informações que darão segurança jurídica às transações necessárias aos financiamentos.

Emdagro recebe auditoria do Mapa para avaliar programas de saúde animal

Programa da Febre Aftosa é um dos bons exemplos de Sergipe, mantendo o estado livre da doença há mais de 25 anos

Até a última sexta-feira (19), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) participou de uma auditoria remota, realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os trabalhos tiveram inicio na segunda-feira (15) com o objetivo de aferir a qualidade da Defesa Sanitária Animal, serviço que norteia os rumos da pecuária no Estado e é desenvolvido pela Emdagro, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Rural e da Pesca (Seagri). A auditoria busca avaliar a execução de programas nacionais – destinados a prevenir, controlar ou erradicar doenças – e conta com o envolvimento dos setores da Emdagro, como as diretorias de Defesa Animal e Vegetal, Administrativa e Financeira, e suas respectivas coordenadorias.

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, falou sobre a importância da parceria com o Ministério, durante a saudação aos auditores. “Nos últimos 16 meses, a Emdagro vem passando por uma reestruturação administrativa, sobretudo na área de Defesa Animal e Vegetal, de forma a efetivarmos nossas ações nos 75 municípios sergipanos. Essa reestruturação acontece graças às parcerias entre a Emdagro e o Ministério da Agricultura, para a execução dos principais programas nacionais na área de Defesa Sanitária Animal e Vegetal”, reforçou o presidente da Emdagro. Também participaram da auditoria a diretora de Defesa Animal e Vegetal da empresa, Aparecida Andrade, o diretor Administrativo e Financeiro, Anderson Souza, e coordenadores de áreas e assessores da Emdagro.

A auditoria busca analisar itens referentes aos recursos humanos, físicos e financeiros, estrutura organizacional, gestão de qualidade, capacidade técnica e operacional, e prevenção. No aspecto do controle e erradicação de doenças, os auditores avaliam a execução dos principais programas nacionais de sanidade animal, como explica a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. “É avaliada a execução de programas nacionais, como: de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose; de Controle da Raiva; de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa; Sanidade Avícola; Sanidade dos Suídeos; Sanidade de Caprinos e Ovinos; dentre outros”, especificou Aparecida Andrade.

O secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, participou do início da auditoria, juntamente com os representantes da empresa, e evidenciou programas de destaque em Sergipe. “A auditória é uma oportunidade de estreitar a parceria com o Governo Federal e demonstrar o que o Estado de Sergipe, através da Emdagro, vem fazendo em prol da Defesa Animal, e que contribui também para o nosso país. Um exemplo é o Programa da Febre Aftosa, com Sergipe livre da doença há 25 anos. E, também, é uma oportunidade de colocar as dificuldades que encontramos. Tudo para que possamos, em conjunto, encontrar ações para fortalecer cada vez mais essa importante atividade do nosso país, que é a Defesa Sanitária Animal”, ressaltou André.

Emdagro realiza serviço de desinfecção para combater a covid-19

Na tarde desta terça-feira (16), as dependências da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em Aracaju, passaram por um amplo trabalho desinfecção, como medida preventiva à propagação da Covid-19.

 

A empresa vem buscando cumprir à risca todos os protocolos de biossegurança determinados pelos órgãos de saúde e do Comitê Gestor da Pandemia, bem como o decreto do Governo Estadual, para conter a curva de contaminação pelo novo coronavirus.

 

“Estamos adotando, em toda a empresa, o distanciamento social, O uso de máscara e álcool 70%. Os atendimentos presenciais e as visitas às propriedades rurais estão temporariamente suspensas, e reduzimos à metade o trabalho presencial, adotando o sistema remoto e rodízio de servidores. Agora, por sugestão da Secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, estamos realizando essa desinfecção em todas as dependências da Emdagro”, disse o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele, os serviços essenciais prestados pela empresa se mantém. “Como forma de reduzir o número de servidores nas dependências da empresa, adotamos o trabalho remoto ficando apenas em atividade presencial os serviços essenciais, como a vigilância agropecuária, a emissão da Declaração de Aptidão do Agricultor (DAP), dentre outros”, reforçou o presidente.

 

Quem necessitar de algum serviço da Emdagro, poderá solicitá-lo pelos canais de comunicação com a empresa: (79) 3234-2644 (ouvidoria); (79) 3234-2608 (Whatsapp); (79) 9 9191-4341 (Wathsapp Defesa Animal) ou pelo chat no site www.emdagro.se.gov.br.

 

 

 

 

 

 

 

Emdagro e Polícia Civil flagram indícios de abate clandestino em propriedade de Cedro de São João

Vigilância agropecuária da Emdagro realizou 8.136 fiscalizações de carga animal e 11.051 de carga vegetal em 2020

 

Equipes da fiscalização da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais da Polícia Civil realizaram operação conjunta, na manhã da última quinta-feira (11), em Cedro de São João, para averiguação de denúncia de prática de abate clandestino de gado na propriedade Cajazeira. Nenhum animal vivo ou abatido foi encontrado, mas fiscais e policiais encontraram restos de animais, como ossos e couros, demonstrando a prática do abate no local.

 

Segundo o fiscal agropecuário da Emdagro, Ruy Fernando, o papel da empresa é a verificação documental dos animais. “A nossa parte de fiscalização agropecuária é quanto aos documentos, para saber a origem e a procedência do animal, assim como o seu estado de saúde. O local é clandestino e a procedência das reses é duvidosa, o que pode gerar grandes riscos à saúde das pessoas e à sanidade bovina do Estado”, salientou o fiscal. Para a Polícia, além de a prática ser ilegal, também há indícios de que os animais que abastecem o matadouro clandestino advenham de roubos e furtos, o que será alvo de investigação por parte da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais.

 

Serviço essencial

 

Consideradas como serviço essencial, as ações da vigilância agropecuária da Emdagro não pararam no período de pandemia. Por ser um dos mecanismos mais importantes para a manutenção da saúde pública e do desenvolvimento econômico do Estado, a defesa agropecuária realizou, em 2020, 8.136 fiscalizações de carga animal e 11.051 de carga vegetal. Em Sergipe, as ações regulares e efetivas de controle e fiscalização de animais e produtos agrícolas são desempenhadas pelas equipes do serviço oficial, que atuam nos postos fixos de Cristinápolis, Canindé de São Francisco, Porto da Folha e Propriá; além das fiscalizações realizadas pelas equipes volantes em pontos considerados estratégicos, de forma aleatória e semanalmente, em acessos a feiras, frigoríficos, eventos agropecuários e em situações como a da propriedade Cajazeiras – a partir de denúncias da sociedade.

 

“As ações de vigilância agropecuária têm sido reconhecidas como essenciais pelo Governo Estadual durante a pandemia do novo coronavírus”, segundo afirma a Coordenadora de Controle Agropecuário da Emdagro, Lucyla Flor. De acordo com ela, a manutenção das fiscalizações evita a vulnerabilidade da agropecuária sergipana à ocorrência de doenças e pragas que prejudicariam a economia, criando barreiras para o desenvolvimento do agronegócio, que envolve o comércio de animais, vegetais e seus subprodutos. Além de evitar a entrada de mercadorias com risco zoossanitário, fitossanitário ou sanitário no Estado, a vigilância agropecuária também garante que os produtos brasileiros atendam às exigências do mercado internacional.

 

“Uma praga ou doença como a febre aftosa, por exemplo, acarretaria grandes perdas, como embargos econômicos em nível internacional, sendo este o principal efeito comercial da doença, além das perdas diretas que provocam queda da produção animal e prejuízo para o produtor rural”, analisa a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Ela reforça que é graças ao aprimoramento dos serviços veterinários, a exemplo dos atendimentos emergenciais e da fiscalização, que Sergipe garante o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, e avança para uma próxima etapa de retirada da vacina.

 

Canais de denúncia

 

Para enviar denúncias à Emdagro, qualquer cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria através do telefone (79) 3234-2644; com os canais de Whatsapp (79) 3234-2608 e (79) 99191-4341 (Defesa Agropecuária); através do chat disponível no site www.emdagro.se.gov.br; ou presencialmente, na Av. Carlos Rodrigues da Cruz, s/n, Bairro Capucho, Aracaju/SE.

ITABAIANINHA | Emdagro fiscaliza uso irregular da ‘cama de frango’ na alimentação de bovinos

Ação conjunta com Polícia Militar e Ministério da Agricultura culminou na interdição de três propriedades

 

Ao longo do mês de fevereiro, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou vigilâncias e fiscalizações em propriedades rurais do município de Itabaianinha, região Centro Sul de Sergipe. Com o objetivo de identificar produtores que utilizam a “cama de frango ou de galinha” na alimentação do gado, as ações foram feitas em parceria com a Polícia Militar e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), como parte do Programa Nacional de Controle de Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias (PNCERH). Proibidos pelo MAPA, materiais que tiverem origem animal não podem ser consumidos por ruminantes, pois podem causar doenças nos bovinos, como o Botulismo e a Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como a doença da “Vaca Louca”.

Em Sergipe, ainda há produtores que se utilizam dessa prática perigosa, que pode levar ao sacrifício de animais e trazer prejuízos à produção. Através da Fiscalização Agropecuária, a Emdagro visitou oito propriedades em Itabaianinha, juntamente com o MAPA e a PM/SE. Dessas, três foram interditadas por suspeita do uso da cama de frango, como explica a coordenadora de Controle Agropecuário da Emdagro, Lucyla Flor. “Nesses locais, nossa equipe identificou que os alimentos ofertados no cocho dos bovinos indicavam a presença da cama de aviário, motivo pelo qual foram interditadas até que o resultado final das análises do material colhido no local comprove ou não a existência”, disse a coordenadora.

Ela explica que a ‘cama de frango’ é composta “pelo material usado para forrar o piso dos galpões de aves, onde geralmente fezes, urina, restos de ração e penas das aves se misturam à palha de arroz, maravalha, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, e são ofertados erroneamente na alimentação dos bovinos”. Além da cama de frango, outros produtos que contenham proteína ou gordura de origem animal, como farinha de sangue, de carnes e ossos, de resíduos de açougue, dejetos de suínos, sangue e derivados, entre outros, também são proibidos na alimentação de ruminantes.

As razões pelas quais a utilização desses produtos pode gerar riscos à saúde do animal e do consumidor são destacadas pela responsável pelo Programa Nacional de Encefalopatias Espongiforme Bovina (PNEEB) da Emdagro, Marcella Porto. “Um dos motivos da proibição desses produtos pelo MAPA é o risco que seu uso traz para a sanidade do rebanho, não só por conta da doença da ‘Vaca Louca’ – que é gravíssima – mas também pela possibilidade de veicular agentes infecciosos ou traumáticos, como arames e pregos, além de resíduos de inseticidas e antibióticos, que representam perigo para a alimentação de animais”, explicou.

Ainda segundo Marcella, o Brasil não é considerado um país de risco para o mal da ‘Vaca Louca’. “Entretanto, o Ministério da Agricultura diz que é preciso ficar alerta quanto a essa prática, que pode prejudicar toda a cadeia de bovinocultura do Estado e, por que não dizer, do País. Por isso, uma das medidas preventivas contra a ‘Vaca Louca’ é a não utilização da cama de frango. Nós, da Emdagro, estaremos atentos, fiscalizando e interditando as propriedades que ainda insistem nessa prática”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parceria entre Governo do Estado e Ministério do Meio Ambiente vai tratar do manejo sustentável de terras no Semiárido sergipano

O Projeto será executado pela Emdagro para a implementação das boas práticas para a redução e reversão da degradação das terras em Sergipe

Combater os processos de desertificação e degradação das terras do semiárido sergipano por meio do fortalecimento da estrutura de governança do manejo sustentável da propriedade, esse é o objetivo do Projeto “Manejo do uso sustentável da terra no Semiárido do Nordeste brasileiro – Sergipe” discutido em reunião entre a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro) e representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), ocorrida na última quarta-feira (03), na sede da empresa, em Aracaju.

Estiveram presentes o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, acompanhado do Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Antônio Reis, da coordenadora de Ater Izildinha Dantas e os técnicos envolvidos com o projeto Elizabeth Campos e Pedro Calasans, respectivamente, além da Diretora do MMA Ivana Guerreiro e o assessor para o projeto em Sergipe, Thiago Roberto, que discutiram os termo da parceria firmada entre o Governo do Estado, através da Emdagro, Sedurbs, Ibama, Adema e Seagri, e o Ministério visando a execução, por parte da empresa, do Projeto BRA/14/G32 que prevê, dentre outras coisas, a implantação, multiplicação e escalonamento de ações voltadas ao manejo sustentável de terras na região do Alto Sertão e Áreas Suscetíveis à Desertificação de Sergipe (ASD-SE).

O projeto contempla ainda a capacitação de 280 pessoas, entre agricultores familiares, colaboradores e tratoristas em técnicas e práticas conservacionistas. Além disso, visa também a realização de preparo de solo mecanizado e plantio em 100 propriedades da agricultura familiar no Semiárido sergipano, de modo a iniciar o processo de mudança no trato com os recursos água e solo e prevenção e contenção dos processos erosivos na região. “Nesse contexto, com a implementação das boas práticas em parceria com a Emdagro, o projeto deverá gerar impactos positivos na redução e reversão da degradação das terras em Sergipe, favorecendo o processo de transição para uma agricultura mais sustentável”, comentou o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

Segundo a Diretora do Ministério do Meio Ambiente, Ivana Guerreiro, o processo está em fase de licitação. “Nós estamos aqui para tratar sobre a execução desse importante projeto, bem como da contrapartida do Estado que deve constar de todas as ações do Governo sobre o Território do Alto Sertão Sergipano que contribuem para a redução da desertificação. Uma vez viabilizada a licitação, o projeto vai beneficiar 8 municípios de Sergipe: Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo, Porto da Folha, Itabi, Nossa Senhora de Lourdes, Canindé do São Francisco e Gararu”, frisou.

A diretora explicou ainda que o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vem implementando o Projeto Manejo do Uso Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro (Sergipe). “Esse projeto foi elaborado com objetivo de otimizar e coordenar os programas existentes para promover o fortalecimento da estrutura de governança do manejo sustentável da terra e aplicar tecnologias socioambientais para reverter a degradação nas áreas suscetíveis à desertificação de Sergipe, e conta com o apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – sigla em inglês)”, detalhou Ivana Guerreiro.

Parceria Emdagro e BNB beneficiou 800 agricultores familiares em Simão Dias

Programa Agroamigo investiu mais de 4 milhões em projetos produtivos voltados para o meio rural

 

Uma parceria entre a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) vem rendendo bons frutos para mais de 800 agricultores familiares do município de Simão Dias, região Centro Sul sergipano. Trata-se do Programa Agroamigo, desenvolvido pela instituição bancária, para o financiamento de sistemas produtivos locais, a exemplo da bovinocultura de corte e leite, ovinocultura, avicultura caipira e artesanato, e cujos resultados foram discutidos entre as duas instituições numa reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (25), no escritório local da empresa daquele município.

 

Estiveram presentes o chefe do escritório da Emdagro em Simão Dias, Cézar Valadares, acompanhado de técnicos da empresa, e dos Coordenadores do Programa Agroamigo (Pronaf B), Rivaldo Gois e José Carlos, que comemoraram o sucesso da parceria que resultou num investimento de, aproximadamente, quatro milhões de reais em projetos de infraestrutura de agricultores familiares enquadrados na modalidade B do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) assistidos pela Emdagro no município. “Cada projeto pode chegar a mais de 5 mil reais de investimento”, comentou o Cézar Valadares.

 

Segundo ele, é através do programa Agroamigo do BNB que os agricultores recebem um financiamento para desenvolverem seus arranjos produtivos com vistas a gerar renda e melhorar assim suas condições financeiras. “O Agroamigo é responsável pela proposta de financiamento para que o agricultor interessado possa desenvolver atividades geradora de renda, sejam agrícolas, pecuárias ou outras atividades não agropecuárias no meio rural, como turismo rural, agroindústria, pesca, serviços no meio rural e artesanato”, explicou.

 

Para tanto, para comprovar a condição de agricultores familiares, os agricultores deverão apresentar a sua Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), emitida pelos órgãos oficiais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) dos Estados, que em Sergipe é a Emdagro, ou pelos Sindicatos de Trabalhadores. “Mas para ter acesso a essas linhas de créditos, não é tão fácil assim. É aonde entra o serviço de Ater com a emissão da DAP, na orientação e elaboração dos projetos produtivos e, após a assinatura do contrato com o BNB, o acompanhamento e assessoramento da produção, comercialização e definição de políticas públicas para que o agricultor beneficiado tenha um projeto duradouro”, detalhou Cézar Valadares.

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 chefe do escritório da Emdagro em Simão Dias explicou ainda que na assistência prestada aos agricultores familiares outras ações são também importantes. “Realizamos reuniões em conjunto com a equipe do Agroamigo e nesses momentos promovemos palestras informativas, tiramos dúvidas, agendamos visitas técnicas às propriedades para a emissão da Declaração de Aptidão do Agricultor e orientação sobre crédito”, concluiu Cézar.

Produtores de abacaxi de Aquidabã participam de intercâmbio sobre cooperativismo

Ao menos 26 agricultores familiares visitaram as cooperativas Cooperafes e Coofama, no Agreste sergipano

 

A troca de experiências sempre foi uma importante ferramenta para desenvolvimento pessoal em qualquer ramo de atividade, e no meio rural não é diferente. Pensando nisso, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), realizou, na última quinta-feira (25), em Moita Bonita, região Agreste de Sergipe, um intercâmbio técnico com 26 agricultores familiares do município de Aquidabã sobre cooperativismo. O objetivo do intercambio foi apresentar aos agricultores o processo para a criação de uma cooperativa agrícola como uma opção viável, uma vez que beneficia o pequeno agricultor ajudando-o a escoar sua produção e garantir a compra de insumos, matéria-prima e suprimentos a preços atrativos.

 

Na ocasião, o grupo de produtores de abacaxi do Povoado Moita Redonda e da Comunidade Quilombola Mocambo, ambos em Aquidabã, visitou as cooperativas de Produção da Agricultura Familiar e Economia Solidaria do Município De Moita Bonita (Cooperafes), e a dos Produtores de Farinha de Mandioca do Município de Campo do Brito (Coofama). Na Cooperafes, os visitantes foram recepcionados pelo Cooperado e ex-presidente José Joelito Costa Santos que detalhou o trabalho da cooperativa desde a sua criação, em 2007. “Nossa cooperativa tem hoje 76 cooperados, maioria deles agricultores familiares pronafeanos. Nossos produtos são comercializados tanto para os mercados institucionais dos Programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), como também no Mercado Setorial do Augusto Franco, em Aracaju”, explanou Joelito, destacando a parceria com a Emdagro, momento em que lembrou da atuação do agrônomo da Geraldo Sobrinho, já falecido, responsável pelo início dos trabalhos com mercados institucionais no Estado.

Já em visita à Coofama, criada em 2006 e que conta com 56 cooperados, os visitantes entenderam a importância das parcerias com entidades como a Emdagro para o sucesso do empreendimento. “Nós precisamos da colaboração de vários órgãos, que acreditaram e nos apoiaram na capacitação em associativismo, empreendedorismo e gestão de negócios e em intercâmbios, a exemplo da Emdagro, Sebrae e Embrapa. Sem essas parcerias tudo fica mais difícil”, disse o presidente da cooperativa, Carlos Lapa, reforçando a necessidade da confiança, união e transparência entre todos para que o negócio seja um sucesso.

 

A agricultora do Povoado Quilombola Mocambo, Maria Gréssi de Santana Silveira, se mostrou feliz por participar do intercâmbio e reforçou a importância do cooperativismo. “Estou muito feliz em está aqui. Quero agradecer a todos que se comprometeram em realizar esse intercâmbio e dizer que é muito importante participarmos dessas rodas de conversas, porque o processo de organização de uma cooperativa precisa ser bem debatido. Precisamos organizar as comunidades juridicamente, fazer intercâmbios como esse, trazer técnicos para nos auxiliar nesse assunto”, frisou.

 

Para o chefe do escritório regional da Emagro de Lagarto, Adailton dos Santos, aqueles que almejam criar uma cooperativa agrícola deverão estar bastante conscientes do que se pretende. “Primeiro eles têm que saber o objetivo da criação da cooperativa, ter um foco e para que será criada. Segundo, saber quais os produtos que a cooperativa vai trabalhar, porque uma questão importante que deverá ser observada é a diversidade, uma vez que uma cooperativa com um produto só, dificilmente, conseguirá sobreviver e, principalmente, quando se tratar de produtos in natura por conta da sazonalidade e da época do ano que o produto é mais aceito no mercado, então a questão da diversificação dos produtos é de fundamental importância nessa momento”, esclareceu Adailton.

 

Participaram do intercâmbio os chefes dos escritórios regional e local da Emdagro de Nossa Senhora da Glória, Rita Selene, e Aquidabã, Fernando Piedade e sua equipe, além dos assessores das áreas de Desenvolvimento Social, Abeaci dos Santos e Tabita Evangelista, de Comercialização Wagner Brito, da Comunicação Suzana Leite, do técnico agrícola do escritório local de Itabaiana, Agenor Nascimento, e do Secretário da Agricultura de Aquidabã Alciberto Valença Coutinho.

Emdagro capacita fiscais agropecuários em atividades de defesa animal e vegeta

Dando continuidade à capacitação de fiscais agropecuários, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário dos de Sergipe (Emdagro) realizou, esta semana, mais um treinamento de atualização dos Procedimentos de Fiscalização nos postos fixos, barreiras móveis, eventos agropecuários.

Na programação, estão sendo abordados também os principais programas sanitários, a exemplo da Febre Aftosa, Brucelose, dentre outros, as exigências para trânsito animal e vegetal e de produtos de origem animal, bem como o preenchimento de autos de multa e a alimentação de dados no Sistema de Defesa Agropecuária (SIAPEC 3).

Segundo a responsável pela capacitação, Lucyla Mariz, o treinamento é uma importante ferramenta para qualificar ainda mais os serviços de defesa agropecuária em Sergipe. “Esse é um trabalho contínuo que estamos desenvolvendo para o aprimoramento dos procedimentos de fiscalização em postos fixos, eventos agropecuários e barreiras móveis”, reforçou.

Ainda de acordo com Lucyla, sendo a Emdagro dedicada especialmente à defesa agropecuária, além das outras atribuições, tem o papel de garantir a qualidade do que é produzido no Estado. “Daí a grande importância das capacitações. Para esta, contamos com o envolvimento das coordenadorias de Defesa Animal, de Inspeção de Produtos de Origem Animal, de Defesa Vegetal e de Insumos e Controle Agropecuário”, concluiu Lucyla.


Última atualização: 1 de março de 2021 09:13.