Reunião entre Emdagro e SERHMA reforça parceria para desenvolvimento de programas ambientais no Estado

Monitor da Seca e Programa Produtor de Água foram os temas abordados entre as duas instituições

Diretores, chefes de escritórios regionais e assessores da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro) estiveram reunidos, na última segunda-feira (22), no auditório da empresa, com o Superintendente de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SERHMA), Ailton Rocha e sua equipe, para discutirem as parcerias entre as duas instituições na execução de dois importantes programas voltados para o meio ambiente em Sergipe, que são o Monitor da Seca e o Produtor de Águas.

Os temas discutidos na reunião são de fundamental importância por a criação de estratégias de monitoramento do clima com vistas à definição de políticas públicas, bem como para a proteção de mananciais. No caso do Monitor da Seca, essa é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Brasil que, em Sergipe, é desenvolvido pela Superintendência de Recursos Hídricos em parceria com a Emdagro. As informações produzidas no campo, através dos escritórios da empresa, juntamente com as imagens de satélite, permitem que seja construído o mapa da seca, o que possibilita avaliar os impactos da estiagem em curto, médio e longo prazo de forma a orientar os órgãos envolvidos na, a exemplo da Defesa Civil e Agricultura, na elaboração de políticas que minimizem seus efeitos.

Já no tocante ao programa Produtor de Água, esse é um Projeto de Lei que se encontra em vias de aprovação na Assembleia Legislativa de Sergipe. Em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), esse programa pretende, a partir da adesão dos produtores rurais, pagar esses produtores pelos serviços ambientais prestados por proteger áreas de recarga dos mananciais, principalmente, aqueles que são utilizados para abastecimento humano, minadouros, nascentes de ribeirão e riachos. “Esse programa fizemos questão de apresentar em primeira mão à Emdagro para assim que for aprovado na Assembleia e sancionado pelo Governador Belivaldo Chagas possamos transformá-lo em política pública para começarmos a atuar em todo o Estado de Sergipe”, frisou o Superintendente de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Ailton Rocha.

Segundo ele, o intuito da reunião é de aprofundar a parceria entre as duas instituições, inclusive, com a perspectivas de aprimoramento. “A Emdagro é uma empresa que, além de ter um conhecimento técnico muito valoroso, possui uma capilaridade grande e conhece muito bem o meio rural sergipano. Por isso, que o fortalecimento dessa parceria é imprescindível nesse trabalho, pois, vai nos ajudar bastante, inclusive, na educação ambiental desses produtores rurais para que eles venham a aderir ao programa”, reforçou o Superintendente.

Segundo o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, existe um planejamento muito consolidado em que a Emdagro tem sido parceria desde o primeiro momento. “No caso do Monitor da Seca, cada escritório da Emdagro está instruído a ter observadores, onde eles preenchem mensalmente os formulários que são enviados aos validadores da Superintendência que, de posse dessas informações, remetem à Coordenação Nacional para a elaboração do mapa da seca”, acrescentou o presidente.

Agricultora assistida pela Emdagro em Pirambu se destaca na produção de amendoim orgânico

Produção saudável é vendida em feiras livres de Pirambu, Carmópolis, Japaratuba e Maruim

 

Poucos os alimentos são tão versáteis quanto o amendoim. Utilizado como petisco, ingrediente de tortas, doces e salgados dos mais variados, o amendoim é parte importante da culinária brasileira. De alto valor nutritivo, como vitaminas, fibras e minerais, o alimento é um excelente aliado para quem busca uma alimentação saudável, principalmente quando produzido de forma orgânica. Nesse tipo de produção, esbanja experiência a agricultora familiar Iraci dos Santos Sena, do Povoado Baixa Grande (Pirambu), assistida pela equipe de assistência técnica e extensão rural do escritório local da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) de Japaratuba.

 

A agricultora diz que sua vida mudou quando optou pela produção orgânica do amendoim, após passar por vários treinamentos na área de agroecologia ofertados pela empresa. “Tudo começou quando me casei, há mais de 20 anos. Meu marido é agricultor e, quando vim de Santos (SP) para Sergipe, me apaixonei por essa natureza. Passei, então, a trabalhar na lavoura, mas de forma convencional. Foi quando conheci os inúmeros benefícios de uma produção saudável, através dos vários treinamentos em agroecologia oferecidos pela Emdagro”, contou dona Iraci.

 

Hoje ela possui uma área de pouco mais de 4 tarefas, das quais destina a metade para a produção do amendoim orgânico. O produto é o carro chefe, na composição da renda de sua família. Tudo o que produz é comercializado nas feiras livres dos municípios de Pirambu, Carmópolis e Maruim. “Eu produzo tudo aqui na minha propriedade, com o apoio da minha família, e comercializo nas feiras de Pirambu, onde vendo uma média de 20 a 25 litros de amendoim orgânico; em Carmópolis, entre 50 e 60 litros; e em Maruim, de 20 a 30 litros”, detalhou a agricultora, que produz, além do amendoim, milho, melancia, abóbora, coco, mangaba e mandioca – todos as culturas no sistema agroecológico.

Para o Técnico do escritório local da Emdagro, em Japaratuba, Josenildes Meneses, que acompanha o trabalho de dona Iraci há mais de 20 anos, a agricultora sempre foi dedicada e receptiva às orientações da assistência técnica e extensão rural da empresa. “É muito gratificante trabalhar com Dona Iraci e sua família, pois, além de receberem bem nossas instruções e colocá-las em prática, eles também são multiplicadores, repassando o que aprendem para as agricultoras vizinhas”, frisou Josenildes. Ele conta que a agricultora recebeu treinamentos sobre preparo de solo, agroecologia, produtos orgânicos, associativismo e cooperativismo, além de ser beneficiária de políticas públicas como o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), e participar da Organização de Controle Social (OCS).

 

Segundo o Técnico Agrícola da Emdagro, Izaque Santos de Jesus, os produtos cultivados pela agricultora possuem a ‘Declaração de Orgânico’, emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O Ministério é quem dá ao agricultor a declaração e a certificação de que está apto a comercializar sua produção na escala de produtos orgânicos. Dona Iraci, que estava na transição do convencional para o orgânico, já pode comercializar nesse sistema, dando a segurança ao consumidor de que seus produtos foram produzidos de forma orgânica, com qualidade e sem o uso de produtos químicos”, concluiu.

Técnicas em Economia Doméstica da Emdagro planejam desenvolvimento social para 2021

Técnicas da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) estiveram reunidas no 5º Encontro Estadual de Técnicas em Economia Doméstica, que aconteceu nos dias 10 e 11 deste mês, na sede da empresa. O objetivo do encontro foi discutir e construir coletivamente o planejamento 2021 do desenvolvimento social da empresa.


Ao todo, 25 participantes de todas as regiões do Estado estiveram presentes discutindo temas voltados para a organização e desenvolvimento social da empresa, como apoio a produção artesanal, gestão e organização social, segurança alimentar e nutricional e seguridade social, que se articulam com os demais segmentos da empresa, para concretizar a proposta de desenvolvimento preconizada pela Emdagro.


O encontro foi aberto pelo presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, que destacou a importância do encontro e agradeceu os esforços das técnicas em economia doméstica, pelo desempenho de suas ações nesse período de pandemia de Covid-19. “Não podemos deixar de reconhecer que nossas técnicas em economia doméstica em momento algum desassistiram os agricultores do Estado nesse período de isolamento por conta do coronavirus. Por isso, é importante a participação delas na construção do planejamento da Emdagro para esse ano de 2021”, disse.


Para a técnica responsável pelo Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos, o encontro é importante para a construção intersetorial do planejamento social da empresa. “De forma articulada com os demais setores da Emdagro, estamos neste encontro discutindo pontos de suma importância que deverão compor o planejamento da Emdagro para o ano de 2021, na área social, para os programas e projetos da empresa”, reforçou.

 

Produtoras de mangaba se reúnem com técnicos da Emdagro em Pirambu

Associação busca fortalecer a atividade extrativista através de capacitações

 

Um grupo de 20 agricultoras da Associação de Catadores de Mangaba do povoado Baixa Grande, município de Pirambu, leste sergipano, estiveram reunidas, na última semana, com técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), buscando fortalecer as ações voltadas para a reprodução de mudas frutíferas, hortaliças, ervas, polpas e derivados da mangaba, entre outros produtos.

 

Para o desenvolvimento do trabalho na comunidade pela Associação de Catadoras, as trabalhadoras rurais pediram o apoio da Emdagro, para a elaboração de uma agenda de capacitações sobre enxertia de mudas frutíferas e elaboração de mudas para reflorestamento, além de orientação quanto ao planejamento e à organização do próprio grupo.

 

“A Emdagro já presta assistência técnica e extensão rural a 15 das 25 participantes do grupo de catadoras. Faremos agora cadastramento das demais agricultoras e buscaremos trabalhar a inserção delas no planejamento da Emdagro para o ano de 2021”, comentou a Técnica em Economia Doméstica da Emdagro em Pirambu, Josenildes Menezes.

 

Na ocasião, o chefe do escritório local da Emdagro em Pirambu, Francisco de Assis Gross, reforçou a importância das parcerias. “A experiência mostra que quando nós, extensionistas, articulados com outros parceiros, apoiamos as iniciativas dos homens mulheres rurais, eles são capazes de construir uma base sustentável de desenvolvimento no campo”, defendeu Francisco.

 

Participaram também da reunião as assessoras da Emdagro do escritório central, Abeaci dos Santos, Elizabeth Denise Campos e Tabita Evangelista, além do Secretário Municipal da Agricultura de Pirambu, Marcos Biriba, e do assessor Joellington Silva Lopes.

Emdagro apresenta novo diretor Administrativo e Financeiro

Na última terça-feira (02), o presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Jefferson Feitoza de Carvalho, apresentou o novo diretor Administrativo e Financeiro do órgão, Anderson Souza de Oliveira, conhecido profissionalmente como Anderson Defon. Formado em Administração de Empresas, o novo diretor é mestrando em Administração Pública e traz consigo experiências nas coordenações do Ipes Saúde e da extinta Secretaria de Meio Ambiente (atual Superintendência de Meio Ambiente), também atuou na então Gerência de Projetos da Casa Civil (atual Secretaria de Governo), e como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe.

 

“Defon é um jovem que tem toda a capacidade de desenvolver um bom trabalho à frente da Diretoria Administrativa e Financeira da Emagro, uma empresa multifacetada, com várias ações, e que requer dinamismo e competência para conseguir atingir suas finalidades. Essa diretoria é importantíssima para dar sustentação a todas as outras ações e vejo no Anderson a competência que o setor precisa”, comentou o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza.

O novo diretor agradeceu e disse que aceita o desafio com muita responsabilidade. “Quero agradecer a confiança depositada em mim pelo governador Belivaldo Chagas, pelo deputado Francisco Gualberto e pelo presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza. Tenho consciência que venho para ocupar uma diretoria que, assim como as outras, é vital para a empresa. Também sei que a responsabilidade é grande e, por isso, aceito o desafio. Buscaremos trabalhar com comprometimento e pé no chão”, afirmou Anderson Defon.

Parceria entre Caixa Econômica e Emdagro fomenta linhas de Crédito Rural em Sergipe

Cooperação entre órgãos visa facilitar acesso de produtores rurais a financiamentos bancários para desenvolver negócios agropecuários

Com o objetivo de fomentar o Crédito Rural para produtores sergipanos, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e sua diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural reuniram-se com representantes da Caixa Econômica Federal, na última segunda-feira (01). Durante o encontro, realizado na sede da Emdagro, em Aracaju, a instituição financeira apresentou diferentes linhas de crédito voltadas a investimento, custeio, comercialização e industrialização de negócios agrícolas ou pecuários.

Representando a Caixa, o gerente-geral de Rede Edmilson Nascimento Santos e o gerente de Varejo Crystofen Felype Nunes, ambos da agência Marcelo Montalvão, localizada em Estância, apresentaram diferentes linhas de crédito disponíveis: para aquisição de animais (tanto gado de leite quanto de corte); para custeio agropecuário (insumos, vacinas, medicamentos e rações); e, para comercialização da produção, industrialização e estocagem (tanto para pessoa física quanto jurídica).

“Vemos a Emdagro como um parceiro fundamental neste círculo, entre financiamento bancário e o produtor. Sem a Emdagro, não teríamos como acessar o produtor e apresentarmos, através de toda a sua expertise, um crédito bem orientado para ele”, disse o gerente de Varejo, Crystofen Felype Nunes. Ainda segundo o gerente, a Caixa tem linhas com recursos obrigatórios, como o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] e o Pronampe [Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte], que possuem taxas subsidiadas pelo governo.

Para o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, a parceria com a Caixa visa fomentar o desenvolvimento do agronegócio no Estado. “Através de linhas de crédito específicas, com taxas subsidiadas, juntamente com a nossa assistência técnica, será possível aos produtores rurais acessarem as opções de crédito e identificarem a que mais se encaixa às suas necessidades”, disse o presidente, acompanhado pelo diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), Antônio Reis, além de coordenadores de áreas e de escritórios regionais da empresa.

Emdagro estimula cultivo da ‘moringa’ para agricultores do semiárido em períodos de seca

Consumida nas alimentações humana e animal, a planta tem alto valor nutritivo e tem melhor desenvolvimento em climas secos

 

Para minimizar os efeitos da seca, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem estimulando o cultivo da moringa oleífera em propriedades rurais do semiárido sergipano. Isso porque a planta arbórea é tolerante a solos secos e pobres, e possui múltiplas utilidades. As suas folhas, vagens verdes e flores são utilizadas nas alimentações humana e animal pelo seu alto valor nutritivo, servem ainda como hormônio de crescimento para as plantas, e suas sementes são utilizadas para purificação da água. Originária da Índia e muito cultivada nos trópicos, a moringa oleífera possui crescimento rápido, podendo atingir uma altura de até 12 metros, com pouca sombra e madeira mole.

 

No município de Itabi – localizado no Médio Sertão Sergipano e distante 135 km da capital Aracaju – é possível encontrar agricultores assistidos pela Emdagro que produzem a moringa oleífera por entender seus benefícios ao homem, aos animais e às plantas. Nas propriedades que possuem esse tipo de cultivo, os técnicos da empresa dão orientações sobre as práticas culturais, levando em consideração o tipo de solo, clima, produção e plantio, espaçamento entre cultivos, adubação, poda, pragas e doenças e a forma de utilização da moringa.

 

“Em Itabi, por exemplo, cinco propriedades rurais desenvolvem o trabalho com a moringa. Os produtores sabem da importância dessa oleífera para a agricultura no semiárido, que enfrenta fortes períodos de estiagem e a grande escassez de alimentos para os animais. Para ter uma ideia, é visível o rendimento do gado quando a moringa é misturada na sua alimentação, chegando a representar um ganho de 30% ao dia, tanto para a produção de carne como para a de leite”, avaliou o chefe do escritório local da Emdagro em Itabi, Sérgio Carlisson.

 

A cultura é produzida de forma consciente na propriedade do agricultor familiar José Luciano Cardoso de Moraes, localizada no povoado Lagoa Redonda, em Itabi. “Tenho consciência da importância de cultivar a moringa e ela me ajuda muito na alimentação do gado”, destacou. Na última semana, o agricultor recebeu em sua propriedade o presidente da Associação Moringa do Brasil, Artur Begliomini, que esteve em Sergipe para conhece o trabalho de Luciano na produção da planta. A visita contou também com a presença de técnicos da Emdagro.

 

O chefe do escritório local da Emdagro em Itabi, Sérgio Carlisson, ressaltou o alto valor nutricional da planta na alimentação humana. “A moringa é muito rica em proteínas, vitaminas A e B, e em minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas sementes, vagens e flores também podem servir de alimento humano. Outra característica da planta é que ela serve para purificar e limpar a água de beber, onde suas sementes podem eliminar entre 90 e 99% das bactérias existentes na água”, explicou Sérgio.

 

Foto: Asbraer

Mesmo com pandemia, Sergipe teve intensa fiscalização de agrotóxicos em 2020

Emdagro apreendeu 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos, entre outras ações de combate ao uso abusivo dos produtos em alimentos

 

Mesmo com a pandemia, a fiscalização de agrotóxicos em 2020 foi significativa no estado. É o que aponta o balanço feito pela Coordenadoria de Insumos Agropecuários (Codia) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Responsável por normatizar, monitorar e fiscalizar o uso e comércio de agrotóxicos, a Codia contabilizou 1.354 ações efetivas de combate ao uso abusivo desses produtos no decorrer do ano passado, com apreensão de 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos que estavam sendo comercializados sem registro.

 

As ações vão desde o controle, a exemplo da elaboração de normas e procedimentos para regulação do comércio e uso de agrotóxicos, cadastro, manutenção e alteração do cadastro de produtos, como também a fiscalização em estabelecimentos comerciais, prestadoras de serviços, propriedades rurais, locais de recebimento de embalagens vazias, transporte de defensivos agrícolas, além de reuniões, treinamentos e cursos para aplicadores de agrotóxicos, coleta de material para análise e renovação de certificado de registro.
De acordo com a coordenadora de Insumos Agropecuários da Emdagro, Aglênia Araújo, a fiscalização gerou a apreensão de 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos que estavam sendo comercializados sem registro. “O ano de 2020 foi bastante complicado em virtude da pandemia, mas não nos impediu de realizarmos nossas ações no combate ao uso abusivo de agrotóxicos. Nós mantivemos um serviço efetivo no controle de agrotóxicos, com inúmeras fiscalizações em estabelecimentos comerciais sendo alguns deles autuados, multados e seus produtos apreendidos por estarem em desacordo com a lei”.

 

A coordenadora destaca ainda que o papel desenvolvido pela Emdagro é importante para impedir que a população consuma produtos com níveis de agrotóxicos acima do recomendado pela lei. “Esse trabalho é para que, tanto produtores quanto estabelecimentos comerciais, façam o uso moderado desses produtos, de forma a garantir uma alimentação mais saudável na mesa do consumidor. Por isso, nos esforçamos também para, além do trabalho punitivo, trabalhar a parte de educação sanitária através de palestras, treinamentos e cursos de aplicadores junto a toda a cadeia produtiva”, reforçou Aglênia.

Emdagro vai a campo e mapeia impactos da pandemia nos agricultores atendidos

Pesquisa servirá de base para a adaptação dos serviços de assistência técnica e extensão rural

 

A pandemia de Covid-19 tem gerado consequências para todos os setores da economia, e apesar do bom ritmo de recuperação que vem evidenciando a força da agropecuária, impactos também foram registrados entre as populações rurais. E Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Pesquisa, Defesa Agropecuária e Ações Fundiárias ligada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), foi a campo mapear os efeitos da pandemia no cotidiano dos agricultores assistidos, a fim de contribuir para a formulação de ações que possam minimizar os prejuízos sociais e econômicos para esse público, e adequar os serviços de Ater a essas novas necessidades.

 

A pesquisa foi realizada, no período de agosto a setembro deste ano, com 630 agricultores familiares escolhidos aleatoriamente em 324 comunidades rurais de 51 municípios sergipanos, que responderam à sondagem presencialmente nos escritórios da Emdagro ou por telefone. Do perfil do público assistido pesquisado, 68,9% se declararam do sexo masculino e 31,1% do sexo feminino, de faixa etária entre 20 e 49 anos (61%), o que demonstra ser constituído por jovens e adultos com largo potencial para desenvolvimento de suas atividades. Em maioria, são autônomos (79,5 %), sendo que os demais se classificam como cooperados (3%), associados (15%) ou assentados de reforma agrária (2,4%), caracterizando baixa participação nas organizações.

 

O diagnóstico verificou também o sistema de produção dos agricultores: 92,5% dos entrevistados disseram produzir de forma convencional; 4,6% de forma orgânica (certificada) e 2,9% de forma agroecológica – 7,5% dos agricultores familiares adotam o Sistema de Produção Orgânico ou Agroecológico. Quanto à comercialização, a pesquisa identificou aumento do comércio realizado na propriedade rural (24,7%), como também para os intermediários (10,8%), uma vez que as feiras livres se mantiveram suspensas por um período, durante a pandemia. A pesquisa quis saber também quais foram as culturas mais exploradas para a comercialização nesse período e, como destaque, identificou o gado bovino, citado por 45% dos agricultores; seguido da mandioca; galinha caipira; milho e ovinos.

 

“A conclusão que chegamos com essa sondagem é que o agricultor precisa ser cada vez mais estimulado a produzir, com garantias de comercialização e de acesso às políticas públicas voltadas para a agricultura. Percebemos que a pandemia atrapalhou um pouco a comercialização, mas, como é possível constatar, houve um aumento das vendas na propriedade”, avaliou o presidente a Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele os dados levantados serão levados em consideração para a adoção de ações efetivas em benefício do homem do campo, “Nosso propósito com esse diagnóstico é melhorar os pontos considerados mais vulneráveis das ações junto ao agricultor, reforçar aquelas ações que vêm tendo êxito, e criar alternativas nas cadeias produtivas, desde a produção até a comercialização. Todo esse material fará parte da construção do Plano de Trabalho da Emdagro para o ano de 2021”, garantiu Jefferson.

Segunda etapa da campanha contra Febre Aftosa imuniza cerca de 93% animais em Sergipe

Emdagro informa como criadores de animais que não fizeram vacinação podem regularizar a situação

Após o encerramento do período de declaração da vacinação contra a Febre Aftosa, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) contabiliza resultados exitosos de imunizações realizadas durante a segunda etapa da campanha, promovida em novembro. A empresa registrou 408.578 cabeças de gado vacinadas, representando cerca de 93% do rebanho imunizado, entre bovivos e bubalinos, com faixa etária de até 24 meses. A cobertura vacinal aconteceu em duas etapas.

A primeira etapa foi realizada em junho, com vacinação de 96,1% do rebanho de todas as idades. Inicialmente programada para maio, o período da primeira etapa teve que ser alterado por conta da pandemia. As duas etapas contaram com prorrogação em seus prazos finais para que os criadores de animais de Sergipe pudessem realizar a declaração de vacinação. Após o lançamento das declarações no sistema do Siapec3, a Emdagro constatou que, na segunda etapa, foram imunizados 93% dos bovinos e bubalinos com idade de 24 meses.

“Os produtores de Sergipe estão de parabéns pelo envolvimento na campanha de vacinação contra a Febre Aftosa. Isso demonstra o grau de entendimento e importância que eles dão à sanidade do rebanho no estado, motivo pelo qual mantêm Sergipe com o status de área livre da doença há 25 anos. Outro grupo que também merece o nosso reconhecimento são os técnicos da Emdagro, que não mediram esforços para auxiliar os criadores nessas duas etapas, mesmo em período crítico de pandemia”, destacou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade Nascimento.

A diretora destaca, ainda, que se o estado continuar com o alto índice vacinal, deverá ser retirada a obrigatoriedade da vacina. “Mantendo esse índice de vacinação nos próximos anos, Sergipe vai se credenciando para ter seu status de área livre da doença sem vacinação”, ressaltou Aparecida.

Regularização e Penalidades

Os criadores que não vacinaram e não fizeram a declaração de vacinação junto à Emdagro sofrerão algumas penalidades, em multas. Para regularizar a situação, o criador deve procurar um escritório da Emdagro e resolver a inadimplência, pagando a multa de R$ 3,11 por cabeça para autorização da compra da vacina, e mais R$ 3,11 por cabeça, para regularização da situação. Quem comprou a vacina no prazo, mas não procedeu com a declaração de vacinação junto à Emdagro, deverá pagar apenas R$ 3,11 por cabeça para regularização.

“Se, mesmo assim, o criador não se regularizar, ele ficará impossibilitado de comercializar seu rebanho, por não conseguir emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) – que é emitida pela Emdagro – como também não conseguirá realizar empréstimos bancários que dependam de algum documento que comprove o status sanitário do seu rebanho”, alertou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Última atualização: 28 de dezembro de 2020 12:06.