Presidente da Emdagro participa de Sessão da Alese com secretário de Estado da Agricultura

Nesta quinta-feira, 1º de outubro, o presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe – Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, participou, juntamente com o presidente da Cohidro, Paulo Sobral, da sessão extraordinária remota da Assembleia Legislativa de Sergipe, em que o secretário de Estado da Agricultura, André Luiz Bomfim, apresentou um panorama da conjuntura agropecuária de Sergipe, dos impactos da pandemia no setor e das políticas públicas desenvolvidas pelo Governo de Sergipe em apoio aos produtores rurais. Em sua fala, o secretário destacou três ações principais de cada uma das suas empresas vinculadas, destacando como incentivos realizados através da Emdagro, a Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, as ações de Defesa Animal e Vegetal, e a Regularização Fundiária.

 

“É preciso destacarmos a importância do trabalho realizado pela Emdagro no campo, junto aos agricultores. A Regularização Fundiária, por exemplo, consiste em dar títulos de terra a famílias que tem apenas a posse da terra, propiciando a valorização da sua propriedade e possibilitando tanto o acesso a crédito quanto à assistência técnica rural. Temos, para este ano, a previsão de entrega de cerca de 1.000 novos títulos, em dialogo também com o Incra. Já a Assistência Técnica e Extensão Rural prestada pela Emdagro se reinventou na pandemia, para continuar atendendo o produtor, na ponta, porque o campo não parou. Quero parabenizar a Emdagro por todos os esforços empreendidos para continuar a desempenhar esse trabalho fundamental para o produtor, criando inclusive ferramentas virtuais. A Defesa Animal e Vegetal é outro foco importante de ação da Emdagro. Graças a esse trabalho, há mais de 20 anos, Sergipe é área livre da febre aftosa, e a gente espera que em breve estejamos livre sem vacinação. Temos essa meta para ser trabalhada. É algo essencial para as exportações do país como um todo, para alcançar novos mercados. Destacamos, ainda, o trabalho de sucesso realizado, que evitou que a peste suína clássica chegasse aqui. Beneficiamos, com isso, todo o país”, pontuou André Bomfim.

Após a explanação do Secretário, os deputados Georgeo Passos e Zezinho Guimarães, autor da propositura, fizeram perguntas, sendo algumas delas relacionadas ao trabalho desenvolvido pela Emdagro. Respondendo a Zezinho Guimarães sobre a emissão do Guia de Trânsito Animal – GTA, o presidente Jefferson Feitoza, destacou que o Sistemade Integração Agropecuária – Siapec está sendo atualizado, com mais funcionalidades, atendendo ao conceito de descentralização do atendimento ao público, transferindo para os Portais de Serviços e Corporativos do sistema todos os serviços básicos, além de garantir a integração com a SEFAZ para geração dos documentos de arrecadação estadual. “Com isso, estamos em fase de adaptação, tanto dos técnicos quanto dos produtores e profissionais de todo o estado que dele fazem uso. Toda nossa equipe de TI está atuando diuturnamente junto à empresa contratada para a efetividade dessa implantação”, disse Jefferson.

Sobre a Assistência Técnica e Extensão Rural, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza destacou a importância da atividade e do esforço realizado pela Emdagro no sentido de prestar atendimento a 30 mil agricultores sergipanos em todos os municípios. “Temos nossa equipe trabalhando diretamente com o agricultor. Tenho 32 anos de Emdagro. Sou extensionista por formação e, hoje, gestor de uma empresa que faz assistência técnica, defesa vegetal e animal, pesquisa, fomento. Trabalhamos com 30 mil agricultores, sendo que há 90 mil no estado. Ainda assim, somos o maior órgão de extensão rural de Sergipe. O Senar, por exemplo, quando atende o máximo, atende 600 produtores. Então sempre haverá uma defasagem na Ater, por conta da escassez de recursos. Destes 90 mil, cerca de 90% são familiares. São pessoas que por vezes têm dificuldade com a gestão do seu negócio. O agronegócio é bom de exportar, mas quem bota o produto na mesa é o agricultor familiar, o médio produtor. Então precisamos discutir mais aprofundadamente sobre o setor agrícola e me coloco humildemente à disposição dessa casa para isso. Temos avanços, mas é preciso haver mais recursos. O governo Federal cria políticas, mas não cria o recurso. Quando o estado é muito bom pra trazer dinheiro, consegue 3% a 5%. Então acontece que o governo Federal, quando repassa, é muito pouco. Agro é tudo isso que dizem, mas para desenvolver é preciso que tenha dinheiro”, defendeu o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza.

 

 

 

 

 

Fotos: Jadilson Simões/Alese

Emdagro faz alerta quanto ao recebimento de sementes vindas do exterior sem autorização

 Há duas semanas cidadãos brasileiros têm recebido pelos correios pacotes de sementes não solicitadas que chegam do exterior. Diante disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) alertam aos cidadãos que não abram nenhuma encomenda que contenha tais sementes e solicitam ainda que, em caso de recebimento, procurem imediatamente o serviço de defesa vegetal da empresa.

 

Toda e qualquer importação de produtos de origem vegetal sem a devida autorização pode acarretar a introdução de pragas e doenças no Estado que, até então, não possuía ou que já foi erradicada. Tanto a Emdagro quanto o Mapa orientam que caso alguém receba ou tenha recebido sementes de outros países evitem o contato com elas e façam a entrega do material na sede da Secretaria Federal de Agricultura (SFA/Mapa) ou nos escritórios da Emdagro. O cidadão que desejar poderá ainda entrar em contato com os respectivos órgãos através dos seguintes contatos: 79 – 3205-4900 (Mapa) e 79 – 3234-2608 (Whatsapp da Emdagro).

“O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, a fim de evitar o contato das sementes com solo e prejuízos para as áreas agrícolas e o meio ambiente. Da mesma forma, a orientação também vale para o cidadão que recebeu e plantou as sementes. Neste caso, entre em contato com o Mapa ou a Emdagro para agendar o recolhimento do material”, alertou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A diretora ressalta ainda que não é necessário a identificação no momento da entrega do material. “Não há penalidade alguma para aquele que recebeu as sementes, mas é importante que ele informe imediatamente à Emdagro então SFA/SE o mais rápido possível. É importante também o relato do cidadão quanto ao fato de ter sido ele quem realizou a compra, ou se recebeu de remetente desconhecido ou se a remessa veio junto com outra compra realizada em site do exterior”, frisou Aparecida.

Fotos: Internet

Emdagro faz roda de conversa com Sebrae para debater novas regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

Maior parte do recurso deverá ser aplicado na aquisição de alimentos in natura de agricultores rurais para alimentação de alunos

 

Uma roda de conversa promovida pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) debateu com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) as novas deliberações trazidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE) para o Programa de Alimentação Escolar (PNAE). De acordo com a Resolução nº 6 [de maio de 2020] do FNDE, os recursos para alimentação dos alunos de escolas estaduais e municipais deverão ser aplicados com o mínimo de 75% para aquisição de alimentos in natura ou minimamente processados, de 20% para alimentos processados ou ultraprocessados e, no máximo 5% para aquisição de ingredientes culinários como temperos diversos.

 

Entre os pontos normatizados, a Resolução recomenda aos municípios a aquisição anual de, no mínimo, 50 tipos diferentes de alimentos in natura ou minimamente processados, que garantam a segurança alimentar dos alunos, com cardápios adequados às situações especificas, considerando cultura, tradições e hábitos alimentares saudáveis. Os técnicos do Sebrae fizeram um breve resgate das discussões realizadas em encontros anteriores com outros segmentos envolvidos no processo. Do Sebrae participaram a gerente da Unidade de Ambiente de Negócios, Marianita Mendonça, e a consultora de Políticas Públicas – Compras Governamentais, Mirya Córdova Cintra.

 

A coordenadora de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Izildinha Dantas, destacou a participação de técnicos rurais da empresa que atuam diariamente nos municípios do interior do Estado. “Compartilhamos relatos sobre as experiências em torno do PNAE, com as equipes lotadas em diversos municípios, junto às associações e conselhos municipais. Em seu cotidiano, as equipes vivenciam momentos do processo de licitação, elaboração de projetos, definição de produtos, como também identificam as dificuldades enfrentadas pelos agricultores familiares”, disse a coordenadora da Emdagro.

Participaram ainda da roda de conversa os assessores da Emdagro: Eduardo Cabral [Projeto Dom Hélder Câmara]; José Valdomiro Menezes [Projeto Dom Távora], Abeaci dos Santos, Tabita Evangelista e Wilton Rodrigues [Divisões de Desenvolvimento Social]; Walter Ferreira e Luis Carlos Nunes [Agricultura]; Deodato Lima [Crédito Rural]; Pedro Calasans [Pecuária]; Wagner Aragão [Arranjos Produtivos]; Godofredo Vieira [Programas e Projetos Especiais]; e Jailza Siqueira Rodrigues. Além também dos gestores regionais: Carlos Alberto Torres [Boquim]; Adailton dos Santos [Lagarto], Paulo Roberto Barbosa [Propriá] e Luís Fernando Piedade [N. Sra. da Glória]; e o gestor local Francisco de Assis [Japartuba].

PNAE

O Programa Nacional de Alimentação Escolar surgiu na década de 90 e tem como objetivo oferecer alimentação saudável e adequada aos alunos, utilizando alimentos variados e seguros que contribuam para seu crescimento, desenvolvimento e melhoria do rendimento escolar, levando em consideração a faixa etária e estado de saúde, inclusive dos que necessitam de atenção específica. O PNAE é financiado com recursos da União, gerenciados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU), Ministério Público e pelo próprio FNDE.

JAPOATÃ | Escola Agrícola de Ladeirinhas reabrirá após reforma com recursos com Projeto Dom Távora

Emdagro viabilizou plano de negócios da Escola, que beneficia filhos de agricultores da comunidade

 

Recursos superiores a 240 mil reais do Projeto Dom Távora foram aplicados no Plano de Negócios da Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola de Ladeirinhas, em Japoatã – Baixo São Francisco, contribuindo para o fortalecimento das ações da entidade e da cadeia produtiva local. A escola agrícola, que esteve prestes a fechar as portas por dificuldades financeiras, retomará suas atividades após a reestruturação das instalações físicas, e a aquisição de novos equipamentos e insumos. O Dom Távora é realizado pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da sua vinculada, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

 

O projeto da Escola foi elaborado pela equipe do Escritório Local da Emdagro em Japoatã. “Sempre tivemos uma atenção especial aqui na comunidade Ladeirinhas, principalmente com a Escola Agrícola, porque conhecemos sua história e a força de vontade de muitos abnegados que, mesmo com tantas dificuldades, não deixaram a ‘peteca’ cair. Por isso, não poderíamos deixar de contribuir com a elaboração desse projeto para o Dom Távora, que viabilizou a reforma e ampliação do aviário e da pocilga; a compra de pintos e matrizes, e reprodutores de suínos, além de ração para a alimentação de um ano desses animais; a reforma completa do sistema de irrigação e do reservatório de água, com aquisição de bombas para todo o sistema; a reforma do galpão para armazenamento de material; aquisição de máquina forrageira e betoneira; além da aquisição de sementes de hortifruticultura”, detalhou o Chefe do escritório da Emdagro, João Serafim Pinto.

Para o diretor da Escola Agrícola, Carlos Wagner dos Santos, a entidade tem, hoje, um divisor de águas, que é o Projeto Dom Távora. “A Emdagro tem um papel fundamental nessa transformação, porque, antes do projeto, todas as áreas se encontravam desativadas. Muitas delas estavam completamente deterioradas e outras necessitavam de muitos reparos e investimentos que não tínhamos. Agora, após o Dom Távora, a gente conseguiu reformar as áreas produtivas, comprar equipamentos, alguns animais, sementes e materiais de irrigação. E quando houver a retomada das aulas presenciais, teremos 46 estudantes – filhos de agricultores da comunidade – beneficiados diretamente com toda essa estrutura, que facilitará seus estudos práticos e a assimilação de todo o conhecimento que geramos aqui. Isso irá auxiliá-los para toda a vida, inclusive, contribuindo com o desenvolvimento agrícola de suas comunidades”, frisou o diretor.

 

Em visita ao local, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Antônio Reis, demonstrou satisfação pelo sucesso da parceria entre a empresa e a escola. “Esse é o nosso papel, o de criar condições que resultem no fortalecimento da agricultura em nosso estado através dessas parcerias de sucesso. E tudo o quanto vi aqui me deixou bastante feliz. Ver os recursos bem aplicados só demonstra o compromisso da população local e dos gestores com a coisa pública”, reforçou Antônio Reis. O acompanharam na visita os chefes dos escritórios regional e local da Emdagro em Propriá, Paulo Roberto e Edmundo Gualberto Batista; do escritório de Japaratuba, Francisco Gross Araújo Filho; do escritório de Neópolis, Esdras de Oliveira; e o técnico Isaque Santos de Jesus.

 

 

 

 

Emdagro implanta novo sistema de integração agropecuária a partir de segunda-feira (28)

Sistema possibilitará novas funcionalidades e serviços online para produtores, revendedores de produtos, médicos veterinários e engenheiros agrônomos.

 A partir da próxima segunda-feira (28), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) disponibilizará a nova versão do Sistema de Integração de Defesa Agropecuária – Siapec3. Com acesso para técnicos e para o público em geral, o sistema atende à gestão de atividades da Defesa e Inspeção Agropecuária, que incluem a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), ficha sanitária, cadastro de produtos e produtores rurais, entre outras funcionalidades. A Emdagro já capacitou 106 profissionais da empresa e parceiros das Prefeituras para a operação do novo sistema. Para que ele entre no ar, a Emdagro desativará a versão anterior nesta sexta-feira (25), a partir das 14h, voltando ao ar na segunda-feira (28).

Durante o período de desativação do sistema, a Guia de Trânsito Animal (GTA) continuará a ser emitida normalmente nos escritórios. “Se não for um caso de urgência, os nossos escritórios locais deverão informar aos agricultores assistidos de sua região que emitam suas GTA’s até as 13 horas desta sexta-feira. Caso contrário, somente na segunda-feira, quando o novo sistema entrar no ar”, informou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Todas as informações do Banco de Dados do sistema estão totalmente integradas à Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Ainda segundo ela, os portais de serviços e corporativos estão disponíveis para acesso via web ou mobile nas versões Android e IOS, que poderão ser acessados utilizando o Celular, Tablet ou outro dispositivo móvel que possua acesso à internet. “É um programa mais completo. Vai atender ao conceito de descentralização do atendimento para o público-alvo da Defesa e Inspeção /Agropecuária, transferindo para os Portais de Serviços e Corporativos do sistema todos os serviços básicos, além de garantir a integração com a Secretaria de Estado da Fazenda – Sefaz para a geração dos documentos de arrecadação estadual”, explicou a diretora Aparecida. Médicos veterinários, engenheiros agrônomos e revendedores de produtos agropecuários deverão fazer, obrigatoriamente, o pré-cadastro para acessar o Siapec3 através de um dispositivo móvel. Para produtores, a obrigatoriedade se relaciona à emissão online do e-GTA.

Funcionalidades

Além da atualização de cadastro, o sistema possui funcionalidades bem definidas para cada habilitação. O Engenheiro Agrônomo habilitado poderá atualizar cadastro, adquirir talões de CFO/CFOC, cadastrar uma unidade de consolidação, bem como cadastrar uma carga nessas unidades, carga e unidade de consolidação, emitir CFO/CFOC, solicitar PTV, carga de crédito e consultar extrato. Já os produtores, estes poderão cadastrar uma exploração agropecuária, bem como o número de aves e suídeos. Também poderá declarar a vacinação do seu rebanho, nascimento e mortalidade de animais, emitir ficha sanitária e GTA, registrar a guia de outros estados e solicitar Permissão de Transporte de Vegetal (PTV), carga de crédito pré-pago e consultar extrato de saldo. Já os revendedores poderão cadastrar compra, venda e inventário de produtos agropecuários.

Por existir mais de uma habilitação, o profissional Médico Veterinário conta com funcionalidades bem mais específicas no sistema, para cada uma delas, sendo a atualização de cadastro comum a todos. Aquele habilitado como Responsável Técnico (RT) poderá cadastrar núcleos de suídeos e aves, declarar nascimento e mortalidade de animais, confirmar a chegada de animais na propriedade, emitir ficha sanitária, efetuar o controle da produção e o controle do recebimento de leite, informar animais com registro genealógico e registrar GTA de outros estados. Aquele com habilitação em emissão em GTA poderá solicitar carga de crédito pré-pago e consultar extrato.

Já o Médico Veterinário não oficial poderá cadastrar coleta de material para exame de AIE e emitir atestado de influenza, funcionalidades também disponíveis para o profissional habilitado no PNSE, acrescido da coleta de material para exame do Mormo. Aqueles profissionais cadastrados para vacinação contra brucelose poderão cadastrar receituário para compra de vacinas de brucelose e agente vacinador, declarar vacinação da doença e informar animais com registro genealógico. Por fim, o Médico Veterinário habilitado no PNCEBT poderá cadastrar a coleta/inoculação de material para exame de Brucelose/Tuberculose, cadastrar os resultados desses exames e requisição para a compra de insumos biológicos, bem como informar animais com registro genealógico.

Emdagro restabelece emissão de Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Agricultura Familiar

Documento garante aos agricultores familiares acesso às principais políticas públicas

Com o início da reabertura das atividades após o período mais intenso de isolamento social, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) restabeleceu a realização das visitas técnicas para emissão das Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (DAPs). Desde o início da pandemia, em adaptação às regras de isolamento social, a Emdagro restringiu a atividade à renovação das DAPs existentes e aos casos excepcionais, diante da impossibilidade de visita às propriedades para emissão do documento. Entre 2019 e agosto de 2020, a Emdagro realizou a emissão de 22.133 DAPs. O documento é o principal meio de acesso às políticas públicas agrícolas, a tem como finalidade identificar e qualificar as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) e suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas as associações e cooperativas.

Segundo o Assessor de Crédito Fundiário, Deodato Lima Filho, o documento funciona como a identidade do agricultor familiar. “Através dela, as famílias agrícolas têm acesso a pelo menos 15 diferentes políticas públicas, como financiamento (Pronaf), créditos da reforma agrária (assentamentos do Governo Federal), programa de habitação rural, certificações de produtos (selos), cursos profissionalizantes (Pronatec), comercialização de alimentos em escolas (merenda escolar), hospitais e instituições militares, garantia safra, acesso ao Bolsa Família, entre outras”, frisou.

Para se enquadrar nas regras para a obtenção da declaração, o agricultor precisa explorar até 4 módulos fiscais do município na área rural ou urbana – no caso desta última, deve-se ter a permissão de funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária Municipal. É preciso, ainda, desenvolver obrigatoriamente uma atividade agrária (agricultura ou pecuária); utilizar, no mínimo, metade da força de trabalho familiar (esposo, esposa, filhos e agregados) em idade ativa, no processo produtivo e de geração de renda na UFPR; possuir gestão do estabelecimento ou do empreendimento estritamente familiar; residir na Unidade Familiar ou aglomerado próximo observando-se as características regionais.

O assessor da Emdagro destaca, ainda, que é preciso observar as regras relativas à renda. “O agricultor familiar deve apresentar um rendimento, dos últimos 12 meses que antecede a solicitação, de até R$ 415.000,00, desde que, no mínimo, 50% dele seja oriundo da produção própria da sua unidade familiar. Nesse caso, devem ser contabilizadas as rendas dos titulares – esposa e esposo, filhos e agregados em idade produtiva”, detalhou o Deodato Lima Filho.

Obtendo pela primeira vez sua declaração, o jovem agricultor da comunidade Linda Flor, município de Porto da Folha, no Alto Sertão sergipano, José Maciel Matos Gouveia, não esconde seu entusiasmo diante dos inúmeros benefícios que o documento poderá lhe proporcionar. “Com a DAP, já garanti a minha inscrição no Garantia Safra e já estou providenciando, junto à Secretaria de Assistência Social do município, o meu acesso ao Bolsa Família. Além disso, com a declaração em mãos, já consigo colocar em prática um projeto de financiamento para comprar umas vaquinhas e aumentar minha produção de leite”, relatou agricultor, satisfeito.

Diante da pandemia da Covid-19 muitos agricultores ficaram sem emitir sua declaração de aptidão, uma vez que, após a entrevista presencial do agricultor junto ao técnico habilitado, é necessária a realização de uma visita técnica à propriedade do para verificar in loco as informações prestadas na entrevista. “Como estávamos todos em quarentena, em obediência às medidas sanitárias, estávamos realizando principalmente a renovação de DAP´s, remotamente. Com a retomada, já restabelecemos as atividades relacionas à emissão da declaração, sempre obedecendo as medidas de segurança”, concluiu o técnico da Emdagro em Porto da Folha, Sérgio Waltemberg.

Produtores rurais se preparam para a estiagem e garantem reserva alimentar para os rebanhos

Assistência Técnica da Emdagro orienta criadores na produção de silagem no Médio e Alto Sertão

Com a aproximação do período de estiagem, agricultores familiares começam a se preparar para garantir a reserva alimentar de seus rebanhos. Pequenos produtores de todo o território do Alto Sertão sergipano apostam na preparação de silagem, a partir da conservação de forragem baseada na fermentação láctica da matéria vegetal. No povoado Oiteiro Alto, no município de Itabi, a técnica vem sendo aplicada pelos agricultores Antônio José Correia e Altran Santana Vieira, com assistência técnica da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

Cansados de sofrer com os efeitos da falta de chuvas na região e a consequente perda de animais por escassez de alimentos durante a seca – os agricultores decidiram produzir silagem. Do total da produção de milho em suas propriedades, eles reservaram boa parte para a formação dos silos. O agricultor Antônio José, por exemplo, reservou metade das 25 tarefas de produção do grão para a silagem. “Este foi um ano bom em questão de chuvas, mas não sabemos se no próximo ano teremos tempo bom ou seca. Então, por orientação da Emdagro, resolvi garantir a alimentação dos meus animais com a preparação de mais de 28 metros de silagem de milho, que vai garantir alimento para todo 2021”, disse o agricultor Antônio José.

Outro agricultor que não abriu mão de garantir uma reserva alimentar para seu rebanho através da silagem foi o Altran Santana. Segundo ele, as condições climáticas permitiram a preparação dos silos. “Nós plantamos o restante do milho que foram doados pela Emdagro ano passado e, graças às chuvas deste ano, tivemos condições de preparar nossa silagem. Hoje estou mais tranquilo no tocante ao alimento dos meus animais para os próximos meses, caso as chuvas não venham com a mesma intensidade”, reforçou o produtor rural.

O técnico da Emdagro em Itabi, Sérgio Carlisson, explicou que todo produtor, sobretudo o do Alto e Médio Sertão, deve se preocupar com a alimentação de seu rebanho em períodos de estiagem e que a empresa realiza as assessorias técnicas para auxiliar nesse processo. “O nosso papel, enquanto extensionistas, é conduzir os agricultores da melhor forma possível no seu desenvolvimento, e a gente fica muito feliz quando eles seguem nossas orientações. A silagem é uma ótima forma de se precaver, pois, em períodos secos, a escassez de alimentos pode acabar com um ano inteiro de trabalho”, destacou o técnico.

Sérgio esclareceu ainda que os agricultores são atendidos pelas principais políticas públicas do Governo do Estado e Federal que beneficiam a população rural . “Eles possuem a Declaração de Aptidão do Agricultor (DAP), fundamental para o acesso às políticas públicas rurais, e estão inseridos em programas como o de Distribuição de Sementes de Milho e de Raquetes de Palmas Orelha de Elefante Mexicano, Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater Pública), assim como o Projeto Dom Hélder Câmara, que garantiu a aquisição de animais para a produção de leite. Também são beneficiários do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial, em razão da pandemia da Covid-19”, pontuou.

Projeto Dom Helder investe em arranjos produtivos sustentáveis e gera renda no semiárido sergipano

No município de Monte Alegre, Emdagro apoia criação de galinhas na propriedade da família de Jackeline


Promovendo o acesso da população do campo a políticas de desenvolvimento rural sustentável, o Projeto Dom Hélder Câmara – PDHC vem melhorando as condições econômicas de pequenos produtores rurais sergipanos, a partir da implantação de projetos. Essa mudança de vida é a esperança da agricultora Jackeline dos Santos, que vive no município de Monte Alegre de Sergipe. Recém-inserida no Dom Hélder, agora, ela tem uma nova fonte de renda: a criação de galinhas. No interior do estado, o PDHC já desenvolveu mais de 300 projetos orientados para as explorações de avicultura caipira e mista, além de suinocultura, bovinocultura de leite e de corte, caprinos, ovinos e apicultura.

 

Desenvolvido pelo Governo de Sergipe, por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), o Projeto Dom Hélder incentivou a implantação de um novo tipo de produção para melhorar a renda familiar da produtora Jackeline dos Santos Gomes, que vive na comunidade Uruçu – semiárido sergipano. Antes, a única fonte de recurso de sua casa advinha do trabalho do marido, agricultor e diarista em pequenas propriedades da região. “O valor do trabalho dele não era muito, mas dava para colocar comida na mesa. Com o arranjo produtivo de criação de galinhas, tenho certeza que aumentaremos a nossa renda”, afirma Jackeline, esperançosa.

 

A partir de um investimento de R$ 2.400 e acompanhamento da assessoria de arranjos produtivos do projeto Dom Helder, a agricultora pôde construir um galinheiro e adquirir 30 animais. Com a nova estrutura de trabalho, ela pretende aumentar a produção de ovos para consumo próprio e também para a venda, melhorando assim a condição financeira de sua família. “Além de produzir para comer, quero que minha criação de galinhas aumente para termos ainda mais produção de ovos. Assim, eu também vou poder vender e tirar um dinheirinho”, disse a agricultora.

 

O chefe do escritório local da Emdagro em Monte Alegre, Márcio da Conceição, destaca a importância das políticas públicas para a comunidade rural. Ele ressalta que Jackeline possui a Declaração de Aptidão ao Produtor (DAP), porta de entrada do agricultor familiar às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. Além do Projeto Dom Hélder, a produtora é também beneficiária do Programa Garantia Safra. “Como todo agricultor familiar, dona Jackeline também tem uma vida difícil. Mas, com garra e vontade de trabalhar, juntamente com seu esposo, ela vai conseguindo se manter. Principalmente, após a chegada do Dom Helder, que proporcionou outra fonte de renda para a família com a criação de aves”, frisou.

Emdagro coleta de material suspeito de raiva bovina em propriedade de Tobias Barreto

Empresa deve ser acionada quando identificados sintomas, para análise da amostra e captura de morcegos


Diante da mortalidade de bovinos com suspeita de raiva no município de Tobias Barreto, a equipe do serviço veterinário oficial da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), atendendo a uma notificação da Secretaria Municipal de Agricultura, realizou, na última quarta-feira (12), a coleta de material para o diagnóstico e identificação de possíveis focos da doença em propriedades locais. O serviço faz parte do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoros, executado em Sergipe pela Emdagro. A orientação é que, caso identifique a ocorrência de algum sintoma no animal, o produtor deve procurar imediatamente a empresa, através dos escritórios locais nos municípios ou pelo telefone (79) 3234-2624.
Em Tobias Barreto, 17 bovinos morreram após apresentarem sintomas característicos da raiva, sendo sete na propriedade atendida e demais em propriedades vizinhas. No local, os médicos veterinários Diogo Melo e Beatriz Santana realizaram trabalho de campo com a coleta do cérebro do animal, para posterior envio ao Laboratório Central (Lacen) visando à avaliação e possível diagnóstico da raiva. Com a suspeita, os profissionais orientaram aos criadores a imediata vacinação dos seus rebanhos.
A preocupação, segundo o serviço de Defesa Animal da Emdagro, é que a raiva é uma doença infecciosa, altamente contagiosa e fatal, inclusive para o ser humano, por ser uma zoonose. “Diante desse fato, a empresa desenvolve o trabalho de captura de morcegos hematófagos, principais responsáveis pela transmissão da doença em mamíferos, incluindo o homem”, defende a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Segundo ela, o trabalho de captura do animal é feito por profissionais capacitados da empresa, que realizam a atividade em matas, cavernas e margens de rios – principais esconderijos dos mamíferos voadores -, montando armadilhas e garantindo a prevenção e o controle da doença”, explicou a diretora.
As colônias de morcegos são encontradas, principalmente, em cavernas, cujo ambiente é úmido, protegido e escuro. Segundo o guarda sanitário da Emdagro, João Barreto, no lugar há morcegos que se alimentam de frutas, de insetos e de sangue. “Os morcegos hematófagos preferem se alimentar de sangue, por isso, suas principais vítimas são animais domésticos de propriedades próximas ao seu habitat. Eles são mais perigosos porque podem estar contaminados com o vírus da raiva e transmitir a doença para os mamíferos no ato da mordedura”, explicou ele.
Com uma amostra capturada, o teste nos morcegos é feito semelhante ao realizado no bovino, ou seja, através da coleta do cérebro, que é submetido a exames de prova biológica ou imunofluorecência. “Quanto aos outros morcegos capturados, passamos uma pasta nas costas e, em seguida, os devolvemos ao seu ambiente natural, para que possam fazer o controle populacional da colônia, já que têm o hábito de lamber”, explicou a responsável pelo Programa Nacional de Controle da Raiva, a médica veterinária da Emdagro, Marcella Porto.
“O sintoma mais comum da raiva é a paralisia – em que o animal não consegue mais se levantar – seguida de pedaladas, perturbação dos sentidos, tristeza, indiferença, baba espumante e viscosa com sinais que sugerem engasgo, movimentos desordenados da cabeça, manifestação de tremores musculares e ranger de dentes. Na maioria dos casos, a doença causa a morte do animal entre o terceiro e o sexto dia após o início dos sintomas”, explicou Marcela, alertando que o produtor deve manter seu rebanho imunizado.

 

Emdagro capacita técnicos em nova versão de sistema de defesa agropecuária

 No período de 04 a 17 de agosto, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro) promove curso online de atualização do novo Sistema de Integração de Defesa Agropecuária – SIAPEC3. Ao todo, 106 profissionais da empresa e parceiros das Prefeituras envolvidas na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), ficha sanitária, cadastro de produtos e produtores rurais, entre outras funcionalidades, participam do treinamento.

 

Por conta da Pandemia, o treinamento ocorre de forma virtual e está sendo ministrado pela empresa SM Soluções, desenvolvedora do sistema. Por ser importante para adequar e padronizar os procedimentos, o sistema envolve todos os funcionários que o utilizam, incluindo gestores regionais e locais, engenheiros agrônomos, médicos veterinários e administrativos, para dirimir dúvidas antes do real funcionamento do sistema e, assim, minimizar as possíveis dificuldades que aparecerão no início de sua implantação.

 

Para a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, a versão do Siapec 3 vai proporcionar ainda mais funcionalidades ao sistema, programa atualmente utilizado pela empresa. “Ele é um programa mais completo. Vai atender ao conceito de descentralização do atendimento para o público-alvo da Defesa e Inspeção Agropecuária, transferindo para os Portais de Serviços e Corporativos do sistema todos os serviços básicos, além de garantir a integração com a SEFAZ para geração dos documentos de arrecadação estadual”, concluiu a diretora.

 

Segundo ela, os portais de serviços e corporativos estão disponíveis para acesso via web ou mobile nas versões Android e IOS, que poderão ser acessados utilizando o Celular, Tablet ou outro dispositivo móvel que possua acesso à internet. “O sistema conta com Digital Extended Validation (SSL EV), que dá maior credibilidade ao site, exibindo em destaque o nome da empresa e verificando diretamente na interface do navegador, o que distingue dos sites inseguros e falsos”, lembrou.

 

O SIAPEC 3

 

O sistema é uma solução sistemática desenvolvida para atender as demandas de gestão das atividades da Defesa e Inspeção Agropecuária, atuando estados responsáveis pela execução do Serviço Oficial de Defesa e Inspeção Agropecuária e servindo de ponte entre estas Entidades e os diversos segmentos do agronegócio, com ênfase nas áreas animal e vegetal. Todas as informações produzidas em seu Banco de Dados estão totalmente integradas à Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Última atualização: 17 de agosto de 2020 13:35.