Pacatuba avança na organização territorial com criação da primeira Colônia Agrícola Estadual


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) deu mais um passo importante no fortalecimento da agricultura familiar no município de Pacatuba. A área conhecida como Gameleira está sendo transformada na primeira colônia agrícola do município, a Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio, após um amplo trabalho técnico de levantamento, mapeamento e ordenamento territorial realizado pela equipe de Ações Fundiárias da Emdagro.

O processo começou com o reconhecimento da área, seguido da coleta de coordenadas de alta precisão por meio de equipamentos GNSS. Paralelamente, foi executado um levantamento aerofotogramétrico com drone, permitindo mapear todo o perímetro com detalhes. Antes do voo, a equipe inseriu no equipamento um arquivo KML com os pontos estratégicos, garantindo que o drone percorresse exatamente o trajeto planejado.

Após a etapa de campo, que leva em média de 40 a 50 minutos, todo o material coletado foi processado em escritório. As imagens foram transformadas em produtos cartográficos e traduzidas em informações precisas sobre o território, possibilitando identificar a localização exata de cada lote, áreas de uso coletivo, áreas de reserva legal, APPs e demais espaços que compõem a estrutura da colônia.

Com o mapa finalizado, a Emdagro vai realizar a materialização dos pontos no solo, através do piqueteamento. Os marcos físicos indicam onde cada lote será implantado, permitindo que, após o sorteio, os futuros colonos tenham plena clareza sobre os limites de suas áreas para iniciar as cercas e a infraestrutura necessária.

Segundo o diretor de Ações Fundiárias da Emdagro, Marcelo dos Santos, o trabalho foi planejado para garantir justiça e organização territorial. “Essa colônia está sendo construída em diálogo com a comunidade. Tudo foi pensado para que ninguém seja prejudicado — desde a distribuição dos lotes até o acesso, a segurança e a futura instalação das redes de água e energia. É um projeto que nasce com estrutura e visão de futuro”.

Com o levantamento topográfico concluído, a próxima etapa será o georreferenciamento definitivo, que transforma os dados em documentos oficiais e consolida a implantação da Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio — um marco histórico para Pacatuba e um avanço na política fundiária conduzida pela Emdagro.

Programa Prodeter Agroecologia é lançado com foco no desenvolvimento sustentável dos territórios e fortalecimento da economia

Iniciativa integra instituições e fortalece a transição agroecológica com financiamento, capacitação e articulação territorial

O auditório da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em Aracaju, recebeu, nesta quinta-feira, 4, o lançamento estadual do programa Prodeter Agroecologia, iniciativa do Banco do Nordeste (BNB) construída em parceria com a Emdagro e diversas instituições que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e de base agroecológica.

O plano marca um movimento inédito no Nordeste: pela primeira vez, um estado recebe um Prodeter de Agroecologia com abrangência total do território, permitindo que agricultores familiares de todas as regiões sergipanas tenham acesso articulado a crédito, capacitações e estratégias de comercialização.

O evento reuniu representantes institucionais, agentes financeiros, técnicos, lideranças de movimentos sociais e agricultores de diferentes territórios, como Baixo São Francisco, Alto Sertão, Sul Sergipano e Grande Aracaju. A meta é estruturar a cadeia produtiva da agroecologia, reduzir gargalos históricos e ampliar o acesso ao financiamento rural.

O lançamento ocorreu na sede da Emdagro justamente pelo papel central que a empresa pública vem assumindo na pauta da agroecologia. Com a criação da Coordenadoria de Agroecologia, a Emdagro ganhou novas condições para articular políticas públicas, qualificar produtores e ampliar a transição agroecológica no estado.

Na abertura do evento, o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, destacou que o trabalho da empresa se soma ao Prodeter em várias frentes — da mobilização ao apoio técnico e elaboração de projetos. “O Banco do Nordeste escolheu lançar o plano aqui na Emdagro porque, agora, temos uma Coordenadoria de Agroecologia, e nada mais justo do que mobilizar os produtores para conhecerem as novas linhas de financiamento que começam a valer a partir de hoje. Para se ter uma ideia, só este ano já elaboramos mais de dez projetos na área de agroecologia — dois aprovados pelo banco e outros em análise. A ideia é pegar na mão do agricultor do início ao fim, garantindo que ele tenha acesso ao crédito e às tecnologias necessárias”, comentou.

representando o superintendente estadual do Banco do Nordeste em Sergipe, Antônio César de Santana, Erison Aurélio Viana destacou que o Prodeter é construído em conjunto, numa parceria entre Emdagro, Banco do Nordeste, Senar, Sebrae, secretarias municipais, Embrapa, UFS, IFS, cooperativas e movimentos sociais. “Todo mundo participa do comitê que constrói e executa o plano ao longo de até dois anos. De janeiro a outubro deste ano, o Banco do Nordeste financiou mais de 900 operações de crédito em sistemas orgânicos e agroecológicos em Sergipe, ultrapassando R$ 15,5 milhões investidos. A expectativa é crescer ainda mais com o fortalecimento dessas parcerias”, pontuou.

Segundo o gerente executivo de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste, Lenny Falcão, reforçou que o Prodeter está lançando três novos planos que passam a cobrir todo o estado. “Hoje, estamos lançando três novos planos de ação da agroecologia, que somam-se ao que foi lançado no ano passado. Isso nos permite chegar ao estado inteiro, com ações de capacitação, organização e estruturação da cadeia produtiva. O plano lançado no ano passado no Sertão Ocidental vem sendo executado com êxito. Ele foca especialmente na comercialização, que é hoje um dos grandes gargalos para produtos orgânicos”, ressaltou.

Sergipe como referência no Nordeste

O coordenador de Agroecologia da Emdagro, Waltenis Braga, destacou que a proposta de um Prodeter Agroecologia estadual nasceu dentro da própria Emdagro e foi apresentada ao Banco do Nordeste após diálogos em atividades técnicas realizadas no território. “Com a criação da Coordenadoria de Agroecologia, conseguimos ampliar a interlocução com diversas instituições. Em um evento em Lagarto, percebemos que Sergipe precisava de um plano estadual, já que a agroecologia está espalhada por todo o território. A proposta foi aceita, seguiu para a direção nacional e hoje somos pioneiros no Nordeste com um Prodeter Agroecologia estadual. Isso aumenta a confiança do produtor, que passa a ter mais facilidade de acessar crédito rural — fundamental para suas inversões na propriedade”, pontuou.

Waltenis também reforçou que a Emdagro atua qualificando os agricultores, elaborando o CAF, orientando sobre as linhas de crédito e ajudando na elaboração de projetos quando necessário. A adesão vem crescendo, e as equipes estão articuladas com os escritórios locais, movimentos sociais e com os agentes territoriais do Banco do Nordeste para garantir que cada produtor — seja iniciante na transição ou já certificado — encontre o caminho certo para financiar, estruturar e expandir sua produção agroecológica.

Palestras

Durante o lançamento, foram ministradas palestras que visam apresentar o cenário atual da agroecologia em Sergipe, as ações que vêm sendo desenvolvidas e o detalhamento do plano. O pesquisador da Emdagro Marcelo Mendonça apresentou os avanços da pesquisa em agroecologia. O coordenador de Agroecologia Waltenis Braga mostrou como a Emdagro vem atuando para fortalecer a produção agroecológica em todo o estado. E, por fim, o gerente executivo de Desenvolvimento Territorial do BNB, Lenny Falcão, detalhou como o Prodeter vai atuar para atingir a todo o estado.

 

Sergipe consolida maturidade sanitária e fortalece vigilância após retirada da vacinação contra a febre aftosa

Com novo status sanitário, Sergipe intensifica ações e garante proteção ao rebanho

 


Sergipe vem consolidando, ano após ano, uma postura de maturidade sanitária que o coloca entre os estados mais preparados do país na prevenção e controle de doenças vesiculares. Desde abril de 2024, quando recebeu do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o reconhecimento oficial como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o estado intensificou, ainda, mais suas ações de vigilância e aperfeiçoou as rotinas que mantêm o rebanho protegido.

A retirada da vacinação elevou o nível de responsabilidade de todos os envolvidos na cadeia produtiva, exigindo rigor técnico, agilidade nas respostas e integração entre produtores, médicos-veterinários, técnicos e instituições. Para garantir segurança sanitária contínua, Sergipe ampliou práticas essenciais como fiscalização de trânsito animal com barreiras sanitárias, fortalecimento do cadastro de propriedades rurais, monitoramento clínico permanente do rebanho, inspeções em feiras, leilões e eventos pecuários, programas de educação sanitária e resposta imediata a qualquer notificação suspeita.

Além disso, os mecanismos de controle documental foram reforçados, com destaque para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) — ferramenta que assegura que apenas animais saudáveis e devidamente registrados circulem pelo território estadual, como destacou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal, Aparecida Andrade. “A manutenção do status sanitário depende diretamente da organização e da rastreabilidade das informações sobre o rebanho. Por isso, a atualização cadastral tornou-se uma das principais prioridades da Emdagro”, ressaltou. 

A atualização cadastral a qual a diretora menciona está prevista na Portaria nº 20/2024/EMDAGRO, que estabelece que a campanha anual de atualização dos rebanhos deve ocorrer entre 1º de abril e 31 de maio. Nesse período, a empresa intensifica campanhas de sensibilização, atendimentos nas unidades locais, ações itinerantes e parcerias com prefeituras e entidades rurais para garantir que o máximo de produtores regularize sua situação cadastral. “Com o cadastro atualizado, o estado fortalece sua capacidade de monitoramento, aumenta a eficácia da vigilância e agiliza as tomadas de decisão — um conjunto de práticas que se tornou indispensável desde a retirada da vacinação”, reforçou Aparecida.

Fórum Sergipano

Na última semana, a Emdagro promoveu mais um Fórum Anual de Vigilância para a Febre Aftosa, reunindo produtores rurais, estudantes, técnicos, médicos-veterinários e representantes de instituições do setor. O encontro teve como objetivo debater desafios pós-retirada da vacinação, alinhar estratégias de defesa sanitária e fortalecer o compromisso coletivo com a manutenção do status livre sem vacinação alcançado em 2024.

Participando do Fórum, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Urias Fagner Santos Nascimento, destacou a atuação dos profissionais de campo. “Manter o status depende da vigilância ativa, da notificação imediata e da capacidade de diferenciar doenças vesiculares. Veterinários e técnicos precisam seguir boas práticas, como a quarentena de animais recém-chegados, para evitar riscos de reintrodução da aftosa”, ressaltou.

Também presente no fórum, o estudante de Medicina Veterinária da UFS, Lucas Faria de Holanda, ressaltou a importância do fórum para a formação dos futuros profissionais. “Com a retirada da vacinação, é essencial que estudantes estejam atualizados sobre técnicas de vigilância. Eventos como este aproximam a academia do campo e nos ajudam a compreender os desafios reais da defesa sanitária”, considerou.

O fórum consolidou o entendimento de que Sergipe só avança porque construiu uma estrutura sólida de defesa, baseada em vigilância permanente, integração institucional e participação ativa dos produtores. A maturidade sanitária do estado é resultado de um esforço coletivo — e continua sendo o principal alicerce para manter o rebanho seguro e competitivo.

 

Emdagro realiza Fórum Sergipano de Vigilância para a Febre Aftosa e reforça compromisso de Sergipe com o status sanitário livre sem vacinação

Evento reúne especialistas, produtores e estudantes para alinhar estratégias que garantam a manutenção de Sergipe como zona livre de febre aftosa sem vacinação.


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, nesta quarta-feira (26), no auditório da sede central, em Aracaju, o Fórum Sergipano de Vigilância para a Febre Aftosa, um espaço de atualização técnica e diálogo voltado para produtores rurais, médicos-veterinários, técnicos, estudantes e profissionais da cadeia produtiva. O evento teve como objetivo fortalecer e integrar as ações de vigilância sanitária animal, promover a troca de experiências e alinhar estratégias que permitam manter Sergipe livre da doença sem vacinação — status reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A abertura do encontro foi conduzida pela diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, que destacou o momento atual da defesa sanitária no estado. “Sergipe alcançou o status de livre sem vacinação graças a um esforço coletivo, construído com disciplina, responsabilidade e parceria. Agora, o desafio é ainda maior: manter esse reconhecimento. Esse fórum é um espaço para reforçar esse compromisso, discutir estratégias e ampliar a integração entre os atores da cadeia produtiva”, afirmou.

Avanços e desafios após a retirada da vacinação

O estado vem consolidando, ano após ano, uma postura de maturidade sanitária. A retirada da vacinação exigiu mais rigor e novas rotinas de vigilância, envolvendo ações como fiscalização de trânsito animal com barreiras sanitárias, fortalecimento do cadastro de propriedades rurais, monitoramento clínico do rebanho por meio de visitas técnicas, inspeções em feiras e eventos, educação sanitária e resposta rápida a notificações suspeitas. Também foram reforçados os mecanismos de controle documental, como a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), garantindo que apenas animais saudáveis circulem pelo território.

A coordenadora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Lucyla Flor, ressaltou o papel essencial do produtor na manutenção dessas ações. “A defesa sanitária não acontece apenas no setor público; ela começa na propriedade. A atualização cadastral, o manejo responsável e a notificação imediata de qualquer suspeita são atitudes que sustentam o status sanitário. Trabalhamos para orientar, apoiar e acompanhar cada produtor nesse processo contínuo”, explicou.

De acordo com a Portaria nº 20/2024/EMDAGRO, a atualização cadastral dos rebanhos ocorre anualmente entre 1º de abril e 31 de maio. A ação é fundamental para garantir rastreabilidade, vigilância eficiente e tomada de decisão rápida. Em paralelo, a Emdagro intensifica campanhas de sensibilização, atendimentos nas unidades locais, ações itinerantes e parcerias com prefeituras e entidades rurais.

Durante o fórum, representantes e participantes destacaram a relevância do encontro para o fortalecimento da defesa sanitária em Sergipe. O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Sergipe (CRMV/SE), Urias Fagner Santos Nascimento, enfatizou o papel dos profissionais de campo: “Conquistar o status de zona livre sem vacinação foi resultado de um trabalho intenso entre Emdagro, MAPA e médicos-veterinários. Agora, nossa prioridade é manter a vigilância ativa nas propriedades, realizar diagnósticos de doenças vesiculares e garantir a notificação imediata de qualquer suspeita. As boas práticas sanitárias, como a quarentena de animais recém-chegados, são indispensáveis para evitar reintrodução da febre aftosa. A atuação dos profissionais de campo é peça-chave nesse processo.”

O estudante de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lucas Faria de Holanda, avaliou o fórum como uma oportunidade de formação complementar. “Eventos como este ampliam nosso conhecimento sobre uma enfermidade que já impactou profundamente o Brasil. Com a retirada da vacinação obrigatória, é essencial que nós, futuros profissionais, acompanhemos de perto essas atualizações. Isso fortalece nossa formação e contribui para práticas mais seguras e eficientes no campo”, afirmou.

O Fórum Sergipano de Vigilância para a Febre Aftosa reforçou a importância da integração entre produtores, técnicos, estudantes, órgãos públicos e entidades representativas. A vigilância permanente, aliada à responsabilidade compartilhada, é o caminho para garantir que Sergipe mantenha o status sanitário conquistado e continue avançando na construção de uma pecuária mais forte, segura e competitiva.

 

Última atualização: 26 de novembro de 2025 12:09.