Projeto transforma cascos de caranguejo e siri em biofertilizante para a agricultura familiar

Iniciativa sustentável em São Cristóvão une marisqueiras, pescadores e agricultores na produção de insumo orgânico que fortalece a produção rural e reduz impactos ambientais

Uma iniciativa inovadora está transformando resíduos de crustáceos em oportunidade para o fortalecimento da agricultura familiar em Sergipe. Em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), iniciou a implantação de um projeto pioneiro que utiliza cascos de caranguejo e siri, especialmente do caranguejo uçá, para a produção de biofertilizante destinado aos produtores rurais do município.

A diretora de Aquicultura e Pesca da Prefeitura de São Cristóvão, vinculada à Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), Elaine de Jesus, disse que a ação é resultado de diagnóstico feito nas comunidades pesqueiras. “A ação nasceu a partir de um diagnóstico técnico realizado na comunidade do povoado Tinharé, tradicional vila de marisqueiras e marisqueiros de São Cristóvão. Durante as visitas de campo, técnicos identificaram o descarte inadequado dos cascos de caranguejo, resíduo que, além de gerar impactos ambientais, poderia ser reaproveitado de forma produtiva”.

Para o chefe do escritório local da Emdagro em São Cristóvão, engenheiro agrônomo Renato Figueiredo, o projeto demonstra como a extensão rural pode gerar soluções práticas e sustentáveis para desafios enfrentados pelas comunidades. “A partir dessa demanda da própria comunidade, a equipe técnica da Emdagro, em parceria com a Semagri, desenvolveu uma alternativa sustentável: a produção de um biofertilizante foliar orgânico. O processo começa com a trituração dos cascos, que são transformados em farinha e posteriormente submetidos a um processo de fermentação biológica utilizando esterco bovino fresco”.

O engenheiro agrônomo Renato Figueiredo explicou que o diferencial do produto está na composição, rica em nutrientes, microrganismos benéficos e, principalmente, na presença de quitina, substância natural encontrada nos exoesqueletos de crustáceos. “Durante a fermentação, a quitina é convertida em quitosana, composto reconhecido por estimular os mecanismos naturais de defesa das plantas. Esse processo contribui para a prevenção de doenças, aumenta a resistência das culturas a pragas e favorece o desenvolvimento vegetativo das plantas. A quitosana também melhora a absorção de nutrientes pelas lavouras e potencializa a resposta imunológica das culturas, podendo reduzir a necessidade do uso de insumos químicos e tornar a produção mais sustentável e economicamente viável. Aplicado por pulverização, o biofertilizante foliar proporciona nutrição rápida às plantas e reforça a produtividade das lavouras. O tempo médio de preparo do produto varia entre 30 e 60 dias, e a expectativa é de que a iniciativa beneficie cerca de quatro mil produtores locais”, detalhou o engenheiro.

A experiência piloto foi aplicada na propriedade de uma moradora da comunidade, a produtora Andréia Cristina Lima dos Santos. “Coloquei minha propriedade à disposição dos demais moradores da comunidade, porque vi que essa iniciativa resolve dois problemas. Estamos aproveitando um resíduo abundante da atividade das marisqueiras para gerar um insumo agrícola de alto valor, que fortalece a agricultura familiar e promove a sustentabilidade”, destacou.

O representante da Associação do Povoado Tinharé, José Valmiro Alves dos Santos, afirmou que a iniciativa ainda visa amenizar o impacto da atividade ao ambiente e na saúde dos moradores locais. “Para a comunidade, essa poluição não é benéfica, porque grande parte das cascas de mariscos acumula água, favorecendo a reprodução de mosquitos da dengue. Além disso, há uma grande quantidade de lixo nos quintais, com mau cheiro, e tudo isso prejudica a saúde”. Ele acrescenta que a inovação será positiva, pois eliminará esse descarte irregular, que será transformado em biofertilizante, beneficiando outras pessoas, como os agricultores familiares.

Meio ambiente agradece

De acordo com as instituições parceiras, Emdagro e Semagri, o projeto ainda fortalece a inclusão social ao integrar marisqueiras, pescadores e agricultores familiares em uma cadeia produtiva circular, na qual o resíduo de uma atividade passa a ser insumo estratégico para outra. Como política pública estruturada, o biofertilizante produzido será adquirido pela Prefeitura de São Cristóvão e destinado aos produtores rurais cadastrados no município, garantindo acesso a um insumo sustentável, de baixo custo e com respaldo técnico, ampliando as condições para uma produção agrícola mais eficiente e ambientalmente responsável.

 

Emdagro inicia Campanha de Atualização Cadastral de Rebanhos em Sergipe

A partir de 1º de abril, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) estará condicionada à regularização cadastral


O Governo de Sergipe, por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), dará início, no próximo dia 1º de abril, à Campanha de Atualização Cadastral de Rebanhos, que seguirá até 31 de maio em todo o estado.

A atualização cadastral já é uma exigência legal há mais de dois anos. No entanto, durante o período da campanha, a Emdagro reforça a obrigatoriedade da atualização para todas as espécies de interesse pecuário, incluindo bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, caprinos, equinos, asininos, muares, aves, animais aquáticos e abelhas.

“A campanha é uma oportunidade de reforçar junto aos produtores a importância da atualização cadastral, que já é obrigatória, mas que agora ganha ainda mais relevância. Esses dados são fundamentais para garantir a segurança sanitária dos rebanhos, orientar políticas públicas e dar mais eficiência às ações de defesa agropecuária no estado”, destacou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

O procedimento consiste na atualização das informações pessoais do produtor, dados da propriedade rural, além do saldo e da estratificação dos rebanhos. A responsabilidade é do proprietário ou de quem detenha a posse ou guarda dos animais.

O produtor que não realizar a atualização dentro do prazo será considerado inadimplente e poderá sofrer penalidades previstas na Lei nº 9.309, de 23 de outubro de 2023.

Outro ponto importante destacado pela Emdagro é que, a partir de 1º de abril, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) estará condicionada à regularização cadastral das propriedades envolvidas, tanto de origem quanto de destino.

Para realizar o procedimento, o produtor pode acessar o site da Emdagro ou utilizar o sistema SIAPEC3. Também há a opção de envio das informações via WhatsApp, pelo número (79) 99982-3828, ou pelo e-mail atualizacaorebanho@emdagro.se.gov.br. O atendimento presencial segue disponível nos escritórios da empresa em todo o estado.

A Emdagro orienta que os produtores não deixem para a última hora, garantindo a regularidade da propriedade e evitando restrições na emissão de documentos essenciais para a atividade pecuária.

Produtores recebem sementes de palma forrageira para fortalecer pecuária no semiárido

No acumulado entre 2023 e 2026, o programa soma mais de 1,08 milhão de raquetes distribuídas, beneficiando 857 produtores em 38 municípios

Cerca de 144 produtores em oito municípios do semiárido sergipano estão recebendo sementes de palma forrageira. A ação é realizada pelo Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), que iniciou no último dia 26 de março, a entrega de 138.520 raquetes, por meio do Programa Sementes do Futuro – Palma. As ações iniciaram, nas Comunidade Lagoa Grande e na Colônia Agrícola Nossa Senhora de Lourdes, no município de Nossa Senhora da Glória, e se estenderão para os demais municípios.

A iniciativa tem como principal objetivo estimular a formação de campos de multiplicação de palma forrageira, além do plantio direto, ampliando a reserva estratégica de alimento para o rebanho bovino, especialmente em períodos de estiagem prolongada. O programa se consolida como uma importante ferramenta de fortalecimento da pecuária leiteira no semiárido sergipano.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, a ação representa um avanço concreto no apoio ao produtor rural. “Estamos investindo em uma tecnologia simples, mas extremamente eficiente para a convivência com o semiárido. A palma forrageira garante segurança alimentar para o rebanho e reduz os impactos da seca, dando mais estabilidade à produção e à renda do agricultor”, destacou.

Para o presidente da Associação de Produtores do povoado Lagoa Grande, Adalto Conrado, a iniciativa chega em um momento decisivo para o campo. “A gente só tem a agradecer ao Governo do Estado por esse apoio. A palma chega num momento crucial pra gente, principalmente por causa da seca. É o que vai garantir alimento pro nosso rebanho e dar mais segurança ao produtor”, afirmou.

A agricultora do povoado Lagoa Grande, Carla dos Santos, também destacou a importância da ação. “Essa distribuição chega em boa hora. A gente precisa desse apoio para continuar produzindo e alimentando nossos animais, principalmente em tempos difíceis como os de seca”, ressaltou.

Evolução do programa

Desde sua implementação, o programa vem mantendo a entrega de sementes sem interrupção. Em 2023, foram distribuídas 286 mil raquetes da variedade Orelha de Elefante Mexicana, beneficiando 190 produtores em sete municípios. Já em 2024, houve crescimento expressivo, com a distribuição de 362.600 raquetes da variedade IPA Sertânia, alcançando 259 produtores em 14 municípios. Para 2025, foram entregues 295.680 raquetes para 264 produtores em 17 municípios, enquanto agora em 2026 estão sendo distribuídas 138.520 raquetes para 144 produtores em oito municípios.

No acumulado entre 2023 e 2026, o programa soma mais de 1,08 milhão de raquetes distribuídas, beneficiando 857 produtores em 38 municípios, com investimento superior a R$ 500 mil. Cada produtor contemplado recebe 14 sacos, contendo 70 unidades de raquete de palma, garantindo condições adequadas para implantação das áreas produtivas.

Adaptando às necessidades

Uma das mudanças estratégicas do programa foi a substituição da variedade Orelha de Elefante Mexicana pela IPA Sertânia, a partir de 2024, atendendo a uma demanda dos próprios produtores. Embora resistente à cochonilha do carmim, a variedade mexicana apresenta espinhos que dificultam o manejo. Já a IPA Sertânia mantém alta produtividade, resistência à praga e melhor aceitação pelos animais, além de não possuir espinhos, facilitando o trabalho no campo e aumentando a segurança dos agricultores.

 

Seagri atende população de Japoatã com diversos serviços durante a 70ª edição ‘Sergipe é aqui”

Município da região do Baixo São Francisco recebeu ações e serviços da Seagri e suas vinculadas

O município de Japoatã, distante 93 quilômetros de Aracaju, recebeu, nesta quinta-feira, 26, a 70ª edição do programa itinerante ‘Sergipe é aqui’, com ações realizadas no entorno do Centro de Excelência Josino Menezes. Localizado na região do Baixo São Francisco, o município possui uma economia baseada na agricultura e pecuária, com destaque para a produção de frutas, abrangendo grande parte do Platô de Neópolis. Durante o evento, o Governo do Estado transferiu simbolicamente a sua sede para a cidade e ofertou um leque de serviços para a população local, contando mais uma vez com a participação da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), juntamente com suas vinculadas: Coderse, Emdagro e Pronese.

A ação realizada no estande da Agricultura promoveu a distribuição de 60 mudas de árvores frutíferas e a entrega de 40 amostras de solo para análise pelo Instituto Tecnológico e de Pesquisas de Sergipe (ITPS). Também no local foram disponibilizados os atestados de vacinação contra a Brucelose aos produtores responsáveis pelos 32 animais imunizados, somente nesses primeiros meses de 2026. Além disso, 40 agricultores inscritos no Cadastro de Agricultor Familiar (CAF), em Japoatã, puderam receber seu certificado no estande e serem atendidos pela equipe técnica da Emdagro.

Como foi o caso de Luciene Rezende dos Santos que foi até o local para receber seu CAF e buscar orientações sobre como poderia cadastrar também o seu filho de 18 anos. Moradora do Acampamento Maria Lindaura, ela saiu cedo de casa para poder aproveitar ao máximo o dia de atividades em Japoatã. “Toda a minha vida vivi da roça, onde criei meus cinco filhos e sei da importância desse documento. Agora, quero cadastrar meu filho, também, para ele ter os mesmos benefícios”, contou a agricultora que planta milho, mandioca, macaxeira e amendoim, entre outras culturas, com a ajuda da família.

O técnico em Enfermagem Márcio Ricardo Silva visitou o estande da Agricultura onde conseguiu uma muda de jambo, para plantar em seu sítio. “No terreno de minha família, temos muitas fruteiras, como coqueiro, pés de siriguela, de cajá e de manga, mas não tínhamos o jambo e, agora, vou cultivar com cuidado para termos essa fruta que gosto muito”, relatou Márcio que também atua como conselheiro tutelar em Japoatã.

O lavrador Manoel dos Santos Medeiros vive da agricultura e além de plantar mandioca, milho e feijão, gosta de cultivar árvores frutíferas para seu consumo e de sua família. “Tenho muitas espécies em meu sítio mas a carambola já tinha tentado antes e não consegui. Agora, vou plantar essa muda que ganhei e confiar que dessa vez vai dar certo”, afirmou satisfeito.

Coderse

Na 70ª edição do ‘Sergipe é aqui’, a Coderse levou o atendimento para demandas de infraestrutura hídrica de Japoatã, onde já foram perfurados 34 poços tubulares profundos. A companhia também apresentou à população o seu trabalho no Programa Água Doce. Por meio de uma maquete foi demonstrada aos visitantes a importância dos 32 sistemas de abastecimento de água dessalinizada implantados em localidades de nove municípios sergipanos do semiárido.

Japoatã também é um dos quatro municípios com áreas irrigadas pelo Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis. Toda a infraestrutura de captação, distribuição de água e os 41 lotes empresariais, pertencem à companhia estadual. A associação dos concessionários administra o polo irrigado e a Coderse gerencia os contratos, fiscalizando a operação. O platô é responsável pela produção anual de quase 300 mil toneladas de frutas e hortaliças. São mais de 84,5 milhões de cocos verdes e 2.100.000 m² de grama ornamental e esportiva, gerando cerca de 3,2 mil empregos diretos na região.

 

Agrofloresta irrigada fortalece produção sustentável em comunidade quilombola de Capela

Sistema agroflorestal integra preservação ambiental, segurança alimentar e geração de renda para famílias da Comunidade Agrícola do Pirangi

 


A implantação de sistemas agroflorestais tem se consolidado como uma estratégia importante para promover a produção de alimentos, preservação ambiental e geração de renda no meio rural. Em Sergipe, uma dessas iniciativas vem sendo desenvolvida na Comunidade Agrícola do Pirangi, território quilombola localizado no município de Capela.

Na localidade, a Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica (COOAPO), da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), tem atuado junto aos agricultores da comunidade na gestão do projeto intitulado “Raízes do Desenvolvimento” que conta com financiamento internacional por meio do Fundo ECOS, iniciativa gerida pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), e tem como foco incentivar práticas produtivas sustentáveis que conciliam agricultura, preservação ambiental e melhoria das condições de vida no campo.

Entre as ações realizadas, está a instalação da irrigação por microaspersão que compõe uma agrofloresta. O kit é composto por tubulações, microaspersores e um reservatório com capacidade para armazenar até cinco mil litros de água. A estrutura garante o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento das espécies cultivadas e contribui para maior segurança produtiva, especialmente em períodos de estiagem.

O sistema agroflorestal reúne diversidade de culturas, combinando espécies frutíferas — como manga, acerola, banana e pitanga — com plantas nativas, como a paineira, sibipiruna e ipês e cultivos tradicionais da agricultura familiar, a exemplo do milho, da mandioca e da batata-doce. Esse modelo produtivo favorece o uso equilibrado do solo, amplia a diversidade alimentar e fortalece a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

Para o engenheiro agrônomo da Emdagro, Lucas Travassos Déda, os sistemas agroflorestais representam uma alternativa produtiva que alia tradição agrícola e cuidado com o meio ambiente. “A agrofloresta permite produzir alimentos ao mesmo tempo em que recupera áreas degradadas e fortalece a biodiversidade. É um modelo que valoriza o conhecimento das comunidades e cria sistemas mais resilientes, capazes de garantir produção e sustentabilidade ao longo do tempo”, destaca.

Ainda de acordo com Lucas, as mudas frutíferas utilizadas na iniciativa são produzidas pela própria Emdagro, enquanto as espécies nativas são fornecidas pela Chesf e pela Codevasf, reforçando a atuação integrada entre instituições públicas e comunidades rurais. A próxima etapa, de plantio das mudas, será dia 18 de março em um área coletiva de um hectare definida pela comunidade.

A presidente da Associação da Comunidade Pirangi, Silvana Santos Barros Gonzaga, ressalta que o projeto representa um avanço importante para o desenvolvimento local e reflete uma parceria construída ao longo de décadas com a assistência técnica rural. Segundo ela, a Emdagro acompanha a comunidade desde 1994, prestando serviços de assistência técnica e extensão rural.

“Com a implantação do Programa Ater Mulher, essa parceria ficou ainda mais forte e eficaz. A Emdagro sempre esteve presente, orientando e caminhando junto com a comunidade. Hoje podemos dizer que Emdagro e Comunidade do Pirangi são verdadeiras parceiras no desenvolvimento do nosso território”, afirmou.

Silvana também destaca que a adoção do modelo agroflorestal exigiu um processo de construção coletiva e mudança de mentalidade entre os agricultores. “A gente precisou desenvolver uma consciência ambiental maior. Isso só foi possível depois de muita conversa, reuniões e orientação técnica sobre como fazer o casamento entre a floresta e a lavoura, produzindo sem destruir o que a natureza nos dá”, pontuou.

Como desdobramento do projeto “Raízes do Desenvolvimento”, a comunidade também planeja implantar uma agroindústria voltada para a produção de doces, bolos e para o beneficiamento de subprodutos da macaxeira, incluindo a comercialização da macaxeira embalada a vácuo. A iniciativa deverá ampliar as oportunidades de trabalho e gerar novas fontes de renda para as famílias da comunidade.

 

Ater Mulher fortalece autonomia produtiva de quilombolas com oficina de enxertia

Capacitação integra estratégia da Emdagro para geração de renda, sustentabilidade e valorização do saber popular no campo

Inserida em um processo contínuo de fortalecimento da autonomia produtiva e social das mulheres do campo, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem consolidando, por meio do Projeto Ater Mulher, uma agenda permanente de ações formativas junto às comunidades quilombolas do estado. Nesse contexto, a Comunidade Quilombola Patioba, no município de Japaratuba, foi contemplada com mais uma oficina de capacitação, desta feita voltada à enxertia em mudas frutíferas, técnica estratégica para ampliar a sustentabilidade e a geração de renda na agricultura familiar.

A atividade reuniu 35 participantes, entre mulheres quilombolas beneficiárias do projeto, equipe técnica da Emdagro e alguns homens da comunidade, que também participaram da oficina por reconhecerem a relevância da temática para o fortalecimento da produção local. A presença masculina, segundo os organizadores, reforça o caráter coletivo e integrador das ações desenvolvidas no território.

A oficina foi conduzida pelo técnico Manoel Menezes, da Emdagro, que através de uma abordagem prática e linguagem acessível, transformou o momento em um espaço de diálogo e troca de saberes entre técnicos e agricultores. “É muito bom esse contato direto com homens e mulheres do campo, porque a gente tem chance de trocar experiência”, destacou Menezes.

Os conteúdos trabalhados foram organizados em etapas teóricas e práticas, sempre estimulando a participação ativa dos envolvidos. Entre os temas abordados estiveram os materiais necessários para a realização da enxertia, os diferentes tipos de enxerto, a possibilidade de enxertia entre espécies distintas, o tempo de desenvolvimento das plantas e a importância da técnica para a diversificação e melhoria da produção frutícola. Durante o processo, as participantes compartilharam vivências e experiências já desenvolvidas em suas propriedades.

Aprendizado pela prática

O momento prático ganhou destaque ao adotar a metodologia do “aprendizado pela prática”, permitindo que as mulheres realizassem diretamente os enxertos. Para a atividade, a Emdagro disponibilizou 67 mudas frutíferas, entre elas jaca, carambola, seriguela, jambo, tamarindo, pitomba e pitanga. Parte das mudas foi utilizada durante a oficina e o restante doado às participantes, enquanto representantes da comunidade também contribuíram com mudas trazidas de suas propriedades.

Para a assessora técnica da Emdagro, Abeaci dos Santos, a ação reforça a importância de reconhecer e fortalecer o conhecimento construído historicamente no meio rural. “Quando valorizamos o conhecimento popular, entendemos que homens e mulheres do campo são plenamente capazes de construir uma base sustentável de desenvolvimento em suas próprias comunidades”, observou, ao destacar o papel do Ater Mulher na promoção da autonomia produtiva e social das famílias atendidas.

As atividades desenvolvidas na Comunidade Patioba integram um conjunto mais amplo de ações previstas pelo Projeto Ater Mulher, que contempla oficinas e capacitações em áreas como criações animais, agroecologia, corte e costura, produção artesanal e processamento da produção. Parte dessas iniciativas é financiada pelo próprio projeto e outras contam com parcerias institucionais, a exemplo do Banco do Nordeste.

A relevância das ações é potencializada pelo fato de a comunidade contar com um espaço de processamento de frutas e outros produtos alimentícios, recentemente construído. No local, são produzidos derivados do caju, bolos e outros alimentos, alguns deles comercializados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com fornecimento para escolas de diversos municípios da região, ampliando as oportunidades de geração de renda local.

Com uma atuação continuada e integrada, a Emdagro reafirma, por meio do Ater Mulher, seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização das mulheres do campo e o fortalecimento das comunidades quilombolas sergipanas.

Emdagro debate processamento de frutas e geração de renda para mulheres

Encontro promovido pela Emdagro reuniu agricultoras para discutir aproveitamento da produção local e definir oficinas formativas a partir de fevereiro

Uma roda de conversa realizada com as mulheres do Assentamento de Reforma Agrária Priapu, esta semana, no município de Santa Luzia do Itanhy, abriu espaço para o compartilhamento de propostas de trabalho voltadas ao processamento de frutas e a outras atividades produtivas capazes de gerar trabalho e renda para as mulheres da comunidade. A ação integra o conjunto de iniciativas desenvolvidas pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), por meio do escritório regional de Estância.

O encontro contou com a participação de 11 mulheres do assentamento e da equipe técnica da Emdagro lotada em Aracaju, formada pelas assessoras Abeaci dos Santos, Elizabeth Denise Campos e Maria Cleusa Guimarães. Durante a roda de conversa, as participantes compartilharam vivências pessoais e coletivas, com destaque para os relatos da juventude do assentamento.

As discussões abordaram histórias de vida dentro e fora da comunidade, as possibilidades de dinamizar os potenciais produtivos existentes e a importância da organização social como ferramenta de fortalecimento econômico. Também foram citadas iniciativas locais, como feiras, eventos comunitários e datas simbólicas, a exemplo da comemoração da conquista da terra, celebrada em 5 de março, vistas como oportunidades estratégicas para ampliar a geração de renda das famílias.

Para a assessora técnica da Emdagro, Abeaci dos Santos, o momento foi fundamental para ouvir as mulheres e construir coletivamente os próximos passos. “Essa escuta é essencial para que as ações tenham sentido real na vida das mulheres do assentamento. Quando elas compartilham suas histórias, seus saberes e suas expectativas, conseguimos planejar oficinas e atividades que dialogam com a realidade local e valorizam os potenciais que já existem na comunidade”, destacou.

Com foco no aproveitamento da produção local, especialmente de frutas e verduras, o grupo definiu uma série de encaminhamentos. Entre eles, o mapeamento do volume produzido no assentamento, com o objetivo de orientar de forma mais precisa os processos de beneficiamento e processamento. Também ficou definida a realização das primeiras oficinas formativas no mês de fevereiro, após o período do Carnaval, com datas sugeridas para os dias 3, 10 e 24, no turno da tarde, das 13h às 16h, considerando que algumas participantes estudam pela manhã.

Outro encaminhamento foi o levantamento prévio dos materiais necessários para a realização das oficinas, além da promoção de uma nova roda de conversa entre as técnicas da Emdagro que poderão atuar como facilitadoras. Participarão desse momento profissionais dos municípios de Lagarto, Simão Dias, Estância e Ribeirópolis, com o objetivo de alinhar as estratégias metodológicas a serem aplicadas nas atividades formativas.

Com 36 anos de existência, o Assentamento Priapu já não mantém vínculo institucional com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que reforça a importância de ações articuladas com a Emdagro no sentido de contribuir para o fortalecimento produtivo, social e econômico das famílias, especialmente das mulheres, protagonistas das iniciativas debatidas no encontro.

 

Criação de OCS impulsiona agricultura orgânica e fortalece organização coletiva em São Cristóvão

Com apoio técnico da Emdagro, iniciativa garante respaldo legal à produção orgânica, amplia acesso a mercados institucionais e fortalece a cooperativa de agricultores familiares


A agricultura familiar de São Cristóvão inicia um novo ciclo com a criação da Organização de Controle Social (OCS) Cidade Mãe, iniciativa que representa um avanço significativo para a produção orgânica e sustentável no município. A ação abre caminho para que agricultores familiares passem a comercializar seus produtos como orgânicos, com respaldo legal, ampliando mercados e fortalecendo a economia local.

A OCS é um mecanismo reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que permite a venda direta de produtos orgânicos sem a necessidade de certificação por auditoria. O modelo se baseia no controle social, realizado de forma coletiva pelos próprios agricultores, garantindo o cumprimento das normativas da produção orgânica, reduzindo custos que, muitas vezes, inviabilizam a permanência de pequenos produtores na atividade orgânica.

Com a formalização da OCS, os agricultores passam a ter acesso a políticas públicas estratégicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de poderem identificar seus produtos como orgânicos em feiras livres. A medida agrega valor à produção, contribui para a segurança alimentar e promove alimentos mais saudáveis para a população.

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) através da Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica teve papel fundamental no apoio à iniciativa, atuando desde a orientação técnica sobre o funcionamento da organização coletiva e preenchimento dos formulários de cadastros que culminou na criação da OCS. A instituição também garante assistência técnica continuada, com foco nos sistemas de manejo agroecológico de produção.

Segundo o coordenador de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, Waltenis Braga, a iniciativa consolida uma política de fortalecimento do campo baseada no controle social e na sustentabilidade. “A OCS é um instrumento estratégico para a agricultura familiar, porque promove autonomia, reduz custos e assegura credibilidade à produção orgânica. A Emdagro tem atuado lado a lado com os agricultores, oferecendo assistência técnica e apoiando as organizações e demais movimentos sociais, para garantir o fortalecimento da agroecologia no Estado”, destacou.

O agricultor José Renilson Barros, conhecido com Dedé da Verdura, hoje coordenador da OCS Cidade Mãe, não escondeu sua alegria pela criação da entidade. “Estar aqui hoje dando início à realização de um sonho é muito gratificante. Trabalho com orgânicos há mais de 16 anos e venho lutando para que nós estivéssemos organizados como empreendedores que somos. Tenho muito orgulho do que estamos construindo hoje porque só quem ganha são os agricultores, o município e a sociedade que irá consumir produtos agroecológicos”, comemorou.

Seu Dedé reconhece a parceria da Emdagro não só no processo de criação da OCS. “A Emdagro, nas pessoas dos técnicos Renato e Waltenis, nos tem dado um apoio importantíssimo não só na orientação técnica nessa parte da agricultura orgânica, mas também no passo a passo da criação e fundação da OCS Cidade Mãe, dos documentos necessários para nos tornamos uma organização social e na articulação junto ao ministério para a certificação dos produtos de origem agroecológica”, reconheceu.

A criação da OCS Cidade Mãe no início do ano simboliza o compromisso do município com o desenvolvimento rural sustentável. Em uma região de forte tradição agrícola, a organização coletiva surge como ferramenta essencial para fixar o homem e a mulher no campo, gerar renda com dignidade e preservar práticas produtivas que respeitam o meio ambiente e a saúde da população.

Emdagro reforça defesa agropecuária e fecha 2025 com mais de 36 mil fiscalizações em Sergipe

Atuação alcançou propriedades rurais, comércio, estradas, feiras, eventos e unidades industriais, garantindo sanidade animal, vegetal e segurança alimentar no Estado

Ao longo de 2025, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) intensificou de forma estratégica as ações de fiscalização agropecuária em todo o território sergipano, consolidando um trabalho essencial para a proteção da produção rural, da saúde pública e da segurança alimentar do Estado. As ações abrangeram desde propriedades rurais e estabelecimentos comerciais até estradas, feiras, eventos agropecuários e unidades industriais, reforçando a presença do Estado onde a atividade agropecuária acontece de fato.

Na área de Defesa Vegetal, a Emdagro realizou 165 fiscalizações, com foco especial na prevenção de pragas e doenças que ameaçam culturas estratégicas, a exemplo dos citros. As ações envolveram fiscalizações em lojas de paisagismo, acompanhamento de cargas de laranja em trânsito e inspeções em propriedades consideradas de risco, medidas fundamentais para evitar a disseminação de pragas e preservar a sanidade vegetal no estado.

Segundo a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, o trabalho preventivo é decisivo para a sustentabilidade da produção. “A defesa vegetal é uma linha de frente silenciosa, mas extremamente estratégica. Quando atuamos de forma preventiva, protegemos o produtor, evitamos prejuízos econômicos e garantimos que Sergipe mantenha seu status fitossanitário”, destacou.

No controle do uso e da comercialização de agrotóxicos, foram realizadas 457 fiscalizações ao longo do ano. As ações contemplaram tanto propriedades rurais quanto estabelecimentos comerciais, assegurando que os produtos sejam utilizados e comercializados conforme a legislação vigente. A iniciativa busca equilibrar produtividade agrícola, preservação ambiental e segurança do trabalhador rural e do consumidor final.

A Inspeção Animal também teve atuação expressiva em 2025, com a realização de 1.169 fiscalizações. Deste total, 224 ocorreram em unidades de beneficiamento de leite, ovos, pescados e mel, enquanto 945 foram realizadas em abatedouros frigoríficos. As ações garantem que os produtos de origem animal cheguem à mesa da população dentro dos padrões sanitários exigidos, reforçando a confiança no alimento produzido em Sergipe.

Para Aparecida Andrade, a inspeção é um elo direto entre o campo e a saúde da população. “Cada fiscalização representa cuidado com a saúde pública. Nosso trabalho assegura que os alimentos de origem animal sejam produzidos e processados com responsabilidade, dentro das normas sanitárias, protegendo quem consome e valorizando quem produz corretamente”, ressaltou.

As fiscalizações também resultaram na emissão de 58 autos administrativos, entre advertências, infrações, destruições e interdições, evidenciando que a Emdagro atua de forma orientadora, mas aplica as medidas cabíveis sempre que são identificadas irregularidades. O objetivo é corrigir falhas, coibir práticas ilegais e manter a integridade do sistema de defesa agropecuária.

Nos postos fixos de fiscalização e nas ações móveis, a Emdagro realizou 36.611 fiscalizações em 2025, alcançando volumes expressivos de produtos e animais em trânsito. Foram fiscalizados mais de 102 milhões de toneladas de produtos de origem vegetal, mais de 50 milhões de toneladas de produtos processados e mais de 706 milhões de animais de todas as espécies de produção (alevinos, bovinos, suínos, aves, dentre outros), números que demonstram a dimensão e a complexidade do trabalho realizado diariamente.

Além disso, a Emdagro marcou presença em feiras de animais, blitz em rodovias estaduais e eventos com aglomeração de animais, ampliando o alcance da fiscalização e reduzindo riscos sanitários associados ao trânsito e à concentração animal. Essas ações complementam a vigilância permanente e fortalecem a política estadual de defesa agropecuária.

O balanço de 2025 reforça o papel da Emdagro como uma instituição essencial para o desenvolvimento agropecuário sustentável de Sergipe, unindo tradição, conhecimento técnico e uma visão de futuro que prioriza segurança, responsabilidade e valorização da produção local.

 

Emdagro fortalece autonomia produtiva de mulheres quilombolas com capacitação em suinocultura

Ação do Projeto Ater Mulher promove desenvolvimento de capacidades, geração de renda e valorização do conhecimento tradicional em Capela

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) avança no fortalecimento da autonomia produtiva e social das mulheres do campo. Na última quarta-feira, 7, foi realizada mais uma etapa de Desenvolvimento de Capacidades do Projeto Ater Mulher. A ação foi voltada para a suinocultura, junto às mulheres do Quilombo Pirangi, no município de Capela, região leste do estado.

A capacitação teve como foco o compartilhamento de informações técnicas sobre a criação de suínos, atividade que vem se consolidando como importante alternativa de geração de renda, trabalho e inclusão produtiva para mulheres quilombolas atendidas pelo projeto e por outras políticas públicas governamentais.

A ação foi conduzida pelo técnico da Emdagro Everaldo Ferreira Junior, que utilizou uma metodologia interativa, valorizando o diálogo e a troca de experiências. As participantes tiveram espaço para relatar suas vivências no manejo da suinocultura, o que tornou o processo de aprendizagem ainda mais efetivo e conectado com a realidade local.

Durante o encontro, foram debatidos temas essenciais como panorama da suinocultura, sistemas de produção, fluxo reprodutivo, gestão ambiental e de resíduos, pontos críticos de manejo, instalações, bem-estar animal, higiene, seguridade, biosseguridade e gestão básica da atividade. Também foram esclarecidos mitos e fatos relacionados ao dia a dia da criação, como desmame, alimentação, cortes do cordão umbilical, higiene das pocilgas, influência das fases da lua e o melhor momento para comercialização dos animais.

Ações práticas

Após a parte teórica, as participantes realizaram uma caminhada transversal até a pocilga, momento em que puderam colocar em prática os conhecimentos adquiridos. A atividade evidenciou a forte conexão entre teoria e prática, reforçada pelas observações, sugestões e questionamentos apresentados pelas mulheres do Quilombo Pirangi.

A agricultora Maria Zilda Silva Nascimento, associada da comunidade, destacou a importância da capacitação. “Eu crio suínos há mais de 25 anos, tenho matrizes e reprodutor, e mesmo assim aprendi coisas novas hoje. Foi muito bom entender melhor como cuidar dos animais. Quero parabenizar a equipe técnica da Emdagro e essa parceria com o Ater Mulher, que apoia nosso trabalho e respeita nossa forma de produzir”, afirmou.

Para o técnico Everaldo Ferreira Junior, a participação ativa das mulheres foi um dos grandes destaques da ação. “Foi um curso de suinocultura básica extremamente proveitoso, com envolvimento intenso das participantes tanto na teoria quanto na prática. A Emdagro, junto ao Governo de Sergipe e à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), cumpre seu papel ao contribuir diretamente para o desenvolvimento dessa comunidade”, ressaltou.

A gestora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos, enfatizou o papel transformador das ações de Desenvolvimento de Capacidades. “Acreditamos que todas as pessoas, do campo ou da cidade, nascem com capacidades. O que muitas vezes falta é oportunidade. É exatamente isso que a assistência técnica e a extensão rural vêm fazendo ao longo dos anos: criando caminhos para que essas capacidades floresçam, gerem renda, autoestima e desenvolvimento social”, destacou.

Além do facilitador do curso, a ação contou com a participação de Matheus Cristóvão de Santana Freire, coordenador do Projeto Ater Mulher; Ítalo Cintra Ferreira, da área de regularização fundiária; Alana Emanuelle dos Santos Silva, do setor administrativo; e da própria Abeaci dos Santos, reforçando o trabalho integrado das diretorias da Emdagro.

 

Última atualização: 23 de janeiro de 2026 08:21.