Censo do Café revela potencial de expansão da cafeicultura em Sergipe

Levantamento inédito da Emdagro identifica produção em 18 municípios e aponta caminhos para fortalecimento da cadeia produtiva no estado


A cafeicultura começa a despontar como uma nova alternativa para diversificação da produção agrícola e geração de renda no meio rural sergipano. Esta é uma das principais conclusões do Censo do Café 2025, realizado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), que identificou a presença da cultura em 18 municípios do estado e revelou um cenário promissor para a expansão da atividade.

O levantamento foi desenvolvido pela Diretoria de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, com o objetivo de mapear áreas cultivadas, identificar produtores e levantar informações técnicas sobre uma atividade que até então não possuía registros oficiais de produção em Sergipe.

De acordo com os dados obtidos, foram visitadas 38 propriedades rurais, contabilizando aproximadamente 21 mil plantas de café distribuídas em uma área estimada de 20,8 hectares. Os plantios estão localizados nos municípios de Estância, São Cristóvão, Santa Luzia do Itanhy, Nossa Senhora do Socorro, Japoatã, Japaratuba, Simão Dias, Cristinápolis, Cumbe, Itaporanga d’Ajuda, Moita Bonita, Itabaiana, Riachão do Dantas, Pirambu, Umbaúba, Salgado, Pedrinhas e Lagarto. A maioria das lavouras é formada por pequenas propriedades familiares e plantios ainda em fase inicial de produção.

O coordenador de Agricultura e Sustentabilidade Ambiental da Emdagro, Eduardo Barreto, informa que o trabalho foi realizado ao longo de três meses, envolvendo visitas técnicas e entrevistas com produtores para identificar aspectos relacionados às áreas cultivadas, variedades utilizadas, manejo, irrigação e comercialização. “O censo permitiu, pela primeira vez, dimensionar a presença da cafeicultura em Sergipe. Identificamos uma atividade ainda emergente, mas distribuída em diversas regiões do estado, o que demonstra o interesse dos produtores e o potencial de crescimento da cultura. Os números levantados servirão de base para o planejamento das ações de assistência técnica, capacitação e desenvolvimento da cadeia produtiva”, destaca.

O estudo apontou que quase a totalidade dos plantios é composta por café arábica, especialmente das variedades Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho. Também revelou desafios importantes para o desenvolvimento da atividade, como a ausência de assistência técnica especializada, baixa adoção de tecnologias de produção e escassez de sistemas de irrigação. Atualmente, apenas um produtor identificado no levantamento realiza comercialização regular da produção.

Para o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, os resultados do censo confirmam que a cafeicultura possui potencial para se tornar mais uma cadeia produtiva estratégica para o estado. “O levantamento demonstra que Sergipe já possui produtores investindo na cultura e condições para sua expansão. Assim como aconteceu com o cacau, que saiu de uma atividade experimental para uma cadeia produtiva em crescimento, o café apresenta potencial para se consolidar como uma importante alternativa econômica para os agricultores sergipanos. Nosso papel é oferecer orientação técnica, estimular o uso de variedades adaptadas às condições locais e contribuir para que essa atividade se desenvolva de forma sustentável e competitiva”, afirma.

Entre as recomendações apresentadas pela Nota Técnica estão a implantação de programas específicos de assistência técnica e extensão rural para a cafeicultura, capacitação continuada de técnicos e produtores, instalação de unidades demonstrativas, realização de eventos técnicos e fortalecimento dos canais de comercialização. O documento também destaca a necessidade de ampliar a articulação entre produtores, instituições de pesquisa, agentes financeiros e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.

Segundo a Emdagro, o cenário identificado pelo Censo do Café 2025 evidencia que a atividade ainda se encontra em estágio inicial, mas possui características que favorecem sua expansão. Com investimentos em assistência técnica, pesquisa, capacitação e organização produtiva, a cafeicultura poderá contribuir para a diversificação das propriedades rurais, ampliação da renda das famílias agricultoras e fortalecimento do agronegócio sergipano.

Emdagro apresenta Programa de Estímulo à Expansão da Cafeicultura e fortalece parceria com municípios sergipanos

Levantamento inédito identificou 18 municípios com ocorrência de plantios de café e aponta potencial para expansão da cultura no estado

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, na manhã desta segunda-feira, 8, uma reunião com secretários municipais de Agricultura e técnicos da instituição para apresentar o Programa de Estímulo à Expansão da Cafeicultura de Sergipe. O encontro reuniu representantes dos municípios de São Cristóvão, Simão Dias, Salgado e Cumbe, localidades onde o Censo do Café 2025 identificou produtores e potencialidades para o desenvolvimento da cultura.

A abertura da reunião foi conduzida pelo diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, que destacou a importância da construção de parcerias entre o Governo do Estado, por meio da Emdagro, e as administrações municipais, para impulsionar uma atividade que começa a ganhar espaço no território sergipano.

Durante sua fala, Jean Carlos ressaltou que o principal objetivo do encontro foi apresentar os resultados do levantamento inédito, realizado pela empresa e alinhar estratégias conjuntas para o fortalecimento da cafeicultura nos municípios identificados. “O café está começando a expandir em Sergipe e a Emdagro decidiu se antecipar, realizando um censo para conhecer a realidade da cultura no estado. Hoje mostramos os municípios onde já existe produção e convidamos os secretários para caminharmos juntos nesse processo de orientação aos produtores, evitando investimentos em variedades inadequadas e garantindo que os agricultores tenham acesso às informações corretas sobre manejo e adaptação da cultura”, explicou.

Na sequência, o coordenador de Agricultura e Sustentabilidade Ambiental da Emdagro, Eduardo Barreto, apresentou um panorama das cadeias produtivas do citros e do cacau em Sergipe, demonstrando como o trabalho de assistência técnica, pesquisa e capacitação contribuiu para a consolidação dessas culturas no estado. A partir dessa experiência, o coordenador correlacionou as potencialidades da cafeicultura, destacando os resultados obtidos pelo Censo do Café 2025.

Segundo o levantamento, realizado pela Diretoria de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, foram identificados plantios de café em 18 municípios sergipanos: Estância, São Cristóvão, Santa Luzia do Itanhy, Nossa Senhora do Socorro, Japoatã, Japaratuba, Simão Dias, Cristinápolis, Cumbe, Itaporanga d’Ajuda, Moita Bonita, Itabaiana, Riachão do Dantas, Pirambu, Umbaúba, Salgado, Pedrinhas e Lagarto. O trabalho de campo visitou 38 propriedades rurais, contabilizando aproximadamente 21 mil plantas de café, distribuídas em uma área estimada de 20,8 hectares.

O diagnóstico também revelou que a cafeicultura sergipana se encontra em estágio inicial, com predominância de pequenas propriedades familiares e plantios jovens, compostos majoritariamente por variedades de café arábica, especialmente Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho. O estudo apontou ainda a carência de assistência técnica especializada, baixa tecnificação, deficiência de irrigação e necessidade de fortalecimento dos canais de comercialização.

Jean Carlos destacou que o levantamento servirá de base para orientar o crescimento sustentável da atividade. “A Emdagro realizou esse censo para conhecer as características da produção existente e agora poderá orientar os produtores sobre as variedades mais adaptadas às condições de Sergipe, os tratos culturais adequados e as tecnologias necessárias para alcançar bons níveis de produtividade. Nossa equipe técnica está sendo capacitada continuamente pela Rede Nordeste do Café e estará à disposição dos agricultores”, afirmou.

O diretor também anunciou novas ações voltadas ao setor. Entre elas, a elaboração de uma cartilha técnica com recomendações sobre variedades adaptadas ao estado e a realização de análises de solo nas propriedades identificadas pelo levantamento. “Por determinação do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, iremos realizar análises de solo nas áreas identificadas para recomendar as correções necessárias e os manejos mais adequados para a cultura. Queremos oferecer ao produtor todas as condições para que ele tenha sucesso nessa atividade”, acrescentou.

Outra vantagem apresentada durante a reunião refere-se ao acesso ao crédito rural. Segundo Jean Carlos, o Banco do Nordeste já disponibiliza linhas de financiamento para projetos de café irrigado em Sergipe, facilitando o ingresso de novos produtores na atividade.

Além disso, ele ressaltou o potencial econômico da cultura. “O café é uma atividade extremamente promissora. A partir do terceiro ano já começa a produzir e pode permanecer produtivo por até 50 anos, desde que receba os cuidados adequados. Nos primeiros anos, ainda é possível realizar consórcios com culturas como banana, mandioca e maracujá, garantindo renda ao agricultor enquanto o cafezal entra em produção”, explicou.

Para o secretário municipal de Agricultura de Salgado, José Aécio Santos de Jesus, a iniciativa surge como uma importante alternativa para diversificação da produção agrícola local. “Foi uma reunião muito importante. Nosso município e toda a região enfrentam dificuldades na citricultura e os produtores precisam de novas oportunidades de geração de renda. O café pode representar uma alternativa interessante para diversificar a produção e fortalecer a agricultura familiar. Já temos parceria com a Emdagro e vamos ampliar esse trabalho, incentivando os agricultores a conhecerem essa nova cultura”, afirmou.

O secretário destacou ainda que alguns produtores do município já vêm demonstrando interesse pela atividade. “Existem agricultores que já estão produzindo em pequena escala e estão bastante animados. Isso desperta a atenção de outros produtores e abre perspectivas para novos investimentos no campo”, observou.

Já o secretário municipal de Agricultura de Simão Dias, André Valadares, avaliou positivamente a proposta apresentada pela Emdagro e destacou a importância da diversificação produtiva. “Foi uma reunião muito produtiva. Precisamos ampliar as opções para nossos agricultores e não depender apenas de uma única atividade. O café chega como uma nova oportunidade de desenvolvimento para os municípios. Vamos conversar com o prefeito Cristiano Viana para fortalecer essa parceria e apoiar os produtores que desejarem investir nessa cultura”, declarou.

Embora a produção ainda seja incipiente em Simão Dias, o secretário acredita que a assistência técnica e o apoio institucional poderão estimular o surgimento de novos empreendimentos rurais voltados à cafeicultura.

Ao encerrar o encontro, Jean Carlos reforçou que a expectativa da Emdagro é repetir com o café o mesmo caminho percorrido por outras cadeias produtivas que atualmente apresentam crescimento expressivo em Sergipe. “Assim como aconteceu com o cacau, que começou a partir de um trabalho de incentivo e hoje já ultrapassa 60 hectares cultivados no estado, acreditamos que o café também veio para ficar. Temos municípios com potencial, produtores interessados, apoio técnico qualificado e instituições parceiras. Com planejamento e trabalho conjunto, a cafeicultura poderá se consolidar como mais uma alternativa de geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar sergipana”, concluiu.

 

Governo de Sergipe entrega lotes da primeira Colônia Agrícola Estadual em Pacatuba

Projeto pioneiro do Governo de Sergipe marca a implantação da primeira Colônia Agrícola Estadual e amplia as oportunidades para agricultores familiares de Pacatuba

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), realizou nesta sexta-feira, 5, a entrega dos lotes da primeira Colônia Agrícola Estadual do estado, denominada Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio. O projeto beneficia 20 famílias de agricultores familiares no município de Pacatuba.

Durante a solenidade, realizada no Centro Municipal de Pacatuba, também foram entregues Certificados de Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e documentos de adesão ao Programa Fomento Rural. Na mesma manhã, mais de 50 CAFs foram emitidos e 100 famílias receberam adesão ao Fomento Rural, programa que disponibiliza R$ 4.600,00 não reembolsáveis para investimento em atividades produtivas e geração de renda.

Representando o governador Fábio Mitidieri, o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, destacou a importância social e econômica da iniciativa para o município e para as famílias beneficiadas. De acordo com o secretário, a criação da Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio representa um marco para a agricultura familiar sergipana. O projeto foi implantado na antiga Fazenda Gameleira, adquirida pelo Governo do Estado para reassentar 20 famílias, que anteriormente ocupavam a área onde foi criada a Reserva Indígena Fulkaxó.

“Agradeço ao governador Fábio Mitidieri por proporcionar um momento tão importante na vida desses agricultores. É uma ação que traz desenvolvimento para Pacatuba, movimenta a economia, gera oportunidades e garante mais dignidade às famílias. Esse trabalho foi iniciado ainda na gestão de Gilson dos Anjos na presidência da Emdagro e teve continuidade com o presidente Marcelo Silva, contando com o empenho dos servidores da empresa. Hoje, estamos entregando não apenas os lotes, mas também CAFs e adesões ao Fomento Rural, fortalecendo a agricultura familiar e criando oportunidades para quem vive e produz no campo”, afirmou Zeca da Silva.

O secretário ressaltou ainda que o Governo do Estado realizou investimentos superiores a R$ 2 milhões no processo de reassentamento das famílias e na estruturação da nova área produtiva, conciliando a criação da Reserva Indígena Fulkaxó com a garantia de terras para os agricultores familiares.

Homenagem a Antônio Porfírio

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a homenagem prestada à família de Antônio Porfírio, servidor da Emdagro cuja trajetória foi marcada pelo compromisso com o desenvolvimento rural e a agricultura familiar sergipana. Em reconhecimento à sua contribuição, a colônia agrícola recebeu oficialmente seu nome. Durante a cerimônia, Magna Porfírio e Antônio Porfírio Neto receberam uma homenagem em nome da família, simbolizando o reconhecimento do Estado ao legado deixado pelo servidor.

Para Zeca da Silva, a homenagem representa também uma valorização dos profissionais que ajudaram a construir a história da Emdagro e da extensão rural em Sergipe.

Segurança jurídica e oportunidade de crescimento

Com área total de 244 hectares, equivalente a cerca de 805 tarefas, a Fazenda Gameleira apresenta potencial para atividades como rizicultura, carcinicultura, piscicultura e fruticultura. Cada família recebeu um lote formalizado, com área para moradia, produção agrícola, convivência comunitária e reserva legal, assegurando segurança jurídica e acesso a políticas públicas, crédito rural e programas de fortalecimento da agricultura familiar.

A prefeita de Pacatuba, Iara Martins, classificou a solenidade como um dia histórico para o município. “Hoje é um dia histórico, um dia de avanço social e fortalecimento da agricultura familiar. Quero agradecer ao governador Fábio Mitidieri, que tem sido um parceiro presente dos municípios sergipanos. A vocês, agricultores, desejo que sejam felizes e persistentes. Essa oportunidade vai fortalecer cada família aqui presente e também contribuir para o crescimento da economia do nosso município. Quando vocês crescem, Pacatuba cresce junto”, destacou.

Sonho realizado após anos de espera

Entre os beneficiados, a emoção era visível. O agricultor Agenor Bispo dos Santos, contemplado com o lote número 14, afirmou que aguardava esse momento havia 14 anos. “Esperei por isso durante 14 anos. Hoje estou muito feliz por saber que tenho a garantia da minha terra. Agora vou trabalhar para plantar mandioca, feijão, milho e outras culturas. Ter um assentamento próprio faz toda a diferença para nós”, comemorou.

A agricultora Rosenildes Ferreira dos Santos também não conseguiu esconder a emoção ao receber a documentação do lote. “Estou muito emocionada. Só tenho a agradecer a Deus e a todos que contribuíram para esse momento. Esperamos por isso há mais de 20 anos. Agora quero plantar laranja, manga, coqueiro e continuar produzindo. É uma bênção muito grande”, disse.

Já a agricultora Maria Ivanete Bispo Ramos destacou a importância da conquista para sua família. “Estou muito feliz. Esperei por isso há mais de dez anos. Hoje posso dizer que tenho um chão para morar no meu nome. Agradeço à Emdagro e ao Governo do Estado por essa felicidade”, afirmou.

Fomento Rural beneficia famílias de agricultores

Além dos agricultores da nova colônia agrícola, famílias de agricultores familiares e da comunidade indígena Fulkaxó também foram contempladas com o Programa Fomento Rural.

O indígena Arthur Robert Silva Santos esteve entre os beneficiários que assinaram o termo de adesão ao programa e explicou que os recursos serão investidos coletivamente na comunidade. “Esse recurso é muito importante para nós, porque vai fortalecer nossa cultura. O valor será investido principalmente no artesanato, que é uma das principais atividades da comunidade, além do plantio e da criação de animais. O benefício não será apenas para uma pessoa, mas para toda a comunidade. Vai ajudar a fortalecer nossa identidade cultural e gerar renda para as famílias”, explicou. Atualmente, a comunidade Fulkaxó reúne cerca de 119 famílias que desenvolvem atividades ligadas ao artesanato, à agricultura e à criação animal.

Para o presidente da Emdagro, Marcelo Silva dos Santos, a entrega dos lotes da Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio representa muito mais do que a regularização de uma área. “Estamos garantindo às famílias segurança jurídica, acesso às políticas públicas e condições para produzir com mais dignidade e perspectiva de futuro. A Emdagro tem trabalhado para que cada agricultor tenha acesso aos instrumentos necessários para fortalecer sua atividade produtiva e melhorar sua qualidade de vida”, disse o presidente.

“O trabalho feito em Pacatuba demonstra o compromisso do Governo de Sergipe, da Seagri e da Emdagro com o fortalecimento da agricultura familiar. Estamos levando oportunidades concretas para quem vive no campo, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento rural e melhoria das condições de vida das famílias sergipanas”, concluiu Marcelo Silva.

 

Sergipe colhe resultados históricos e consolida liderança nacional na produtividade de grãos

Com apoio do Programa Sementes do Futuro, Estado fortalece agricultura familiar, amplia produção de milho e arroz e injeta mais de R$ 443 milhões na economia sergipana

Sergipe vive um dos momentos mais expressivos de sua história agrícola. Impulsionado por políticas públicas de incentivo à produção rural, investimentos estratégicos e assistência técnica no campo, o estado alcançou o topo do ranking nacional de produtividade de grãos por hectare nas safras 2024 e 2025, consolidando-se como referência no Nordeste e no Brasil.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do IBGE, Sergipe registrou produtividade média de 5.967 [safra 24/25 Conab] quilos por hectare, ultrapassando estados tradicionalmente fortes no agronegócio brasileiro. A produção estadual de grãos ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, com destaque absoluto para as culturas do milho e do arroz.

O secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, disse que por trás desse avanço está uma engrenagem que une incentivo governamental, tecnologia, distribuição de sementes e fortalecimento da agricultura familiar com o Programa Sementes do Futuro, executado pelo Governo de Sergipe, por meio da Emdagro.

“Os dados deste programa do governo são bastante positivos. Os números consolidados entre 2023 a 2026 mostram que, já foram distribuídas 1.330 toneladas de sementes (milho e arroz) , beneficiando 76.802 famílias agricultoras em todas as regiões do estado. Nesse período o Governo de Sergipe investiu R$ 18.296.635,00 para o total de sementes distribuídas em 67 municípios”, explica o secretário.

Milho lidera expansão

Principal cultura agrícola do estado, o milho foi decisivo para que Sergipe alcançasse a liderança nacional em produtividade de grãos. O crescimento da produção vem sendo acompanhado pelo aumento da área plantada, da adoção de sementes melhoradas e da ampliação do suporte técnico aos agricultores.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, somente no âmbito do Programa Sementes do Futuro, o Governo de Sergipe ampliou significativamente os investimentos destinados à distribuição de sementes de milho. No período de 2023 a 2026, o governo de Sergipe já investiu o total: R$ 10.887.650,00 em 719 toneladas de sementes de milho distribuídas para produtores de 67 municípios, fortalecendo milhares de pequenos produtores rurais e garantindo incremento direto na produção agrícola do estado.

“A cultura do milho também vem sendo favorecida por fatores econômicos e estruturais, como a redução da alíquota do ICMS sobre a comercialização do produto, tornando Sergipe mais competitivo no mercado nacional. O resultado é uma cadeia produtiva fortalecida, geração de renda no campo e maior circulação econômica nos municípios do interior, destacou o secretário Zeca da Silva.

O produtor rural José Adriano dos Santos comemorou o recebimento, pela primeira vez, das sementes distribuídas pelo programa neste ano. Segundo ele, no ano passado outros agricultores da comunidade foram contemplados, mas desta vez também conseguiram receber o benefício. “As sementes estão sendo plantadas para a produção de grãos. Uma parte vai servir para guardar e plantar novamente no outro ano, e o restante será utilizado na alimentação dos animais”, explicou o produtor. O produtor destacou ainda a economia proporcionada pela ação, ressaltando o alto custo das sementes no mercado.

“Se fosse comprar, eu ia gastar bastante, porque um saco de sementes de milho está custando entre R$ 300 e R$ 350, dependendo da variedade. Então foi uma grande ajuda”, afirmou. Ao avaliar o trabalho desenvolvido, José Adriano demonstrou satisfação com os resultados obtidos até o momento na lavoura. “Para mim, esse ano foi ótimo, porque eu plantei e a produção está se desenvolvendo bem. Agora é só esperar cair mais chuva para crescer ainda mais rápido”, concluiu o produtor José Adriano.

Arroz no Baixo São Francisco

Outra cultura estratégica dentro do Programa Sementes do Futuro é o arroz, especialmente nas regiões produtoras do Baixo São Francisco, onde Sergipe ocupa posição de destaque no Nordeste. Os dados do programa revelam crescimento consistente nos últimos anos, tanto em volume distribuído quanto em produtividade e retorno econômico. Somando os últimos quatro anos, a cultura do arroz recebeu investimentos que totalizam R$ 7.408.985,00 em 611 toneladas de sementes de arroz distribuídas para cerca de 1.600 produtores de seis municípios do Baixo São Francisco. O retorno financeiro é da ordem de 70.489.294,67 para a economia da região.

Agricultura familiar

Mais do que números expressivos, o avanço da produção de grãos em Sergipe revela o fortalecimento da agricultura familiar como vetor de desenvolvimento econômico e social.

Para a diretoria da Emdagro, o Programa Sementes do Futuro vem permitindo que pequenos agricultores tenham acesso a sementes de alta qualidade genética, assistência técnica e melhores condições de produção, garantindo segurança alimentar, geração de renda e permanência das famílias no campo. Além da distribuição de sementes, a Emdagro atua diretamente no acompanhamento técnico das lavouras, orientação sobre manejo, correção de solo, controle fitossanitário e planejamento produtivo.

O presidente da Emdagro, Marcelo Silva dos Santos, destacou que os resultados alcançados demonstram a importância do investimento contínuo no setor agrícola sergipano. “Quando o Estado investe no agricultor familiar, o resultado aparece diretamente na mesa da população, na economia dos municípios e na geração de oportunidades. O Programa Sementes do Futuro não distribui apenas sementes; ele distribui dignidade, renda e desenvolvimento para milhares de famílias sergipanas. Hoje Sergipe colhe os frutos de uma política pública séria, planejada e comprometida com quem produz”, afirmou.

 

Agricultura familiar ganha reforço no ‘Sergipe é Aqui’ em Nossa Senhora Aparecida

Seagri e empresas vinculadas levaram serviços, vacinação animal, distribuição de mudas, entrega de CAFs e ações de apoio à produção rural durante a última edição do programa itinerante do Governo do Estado

A 74ª e última edição do ‘Sergipe é Aqui’, realizada nesta quinta-feira, 28, no município de Nossa Senhora Aparecida, contou com serviços realizados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio de suas empresas vinculadas. Localizado na região do semiárido sergipano, o município é um dos cinco maiores produtores de milho e tem sua economia baseada na agricultura familiar, fortemente impulsionada pelo milho, mandioca e feijão, além da pecuária leiteira.

As empresas vinculadas da Seagri são a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese).

Durante todo o dia, o Governo do Estado, por meio da Emdagro, distribuiu mudas de árvores frutíferas aos visitantes do estande da Agricultura; entregou certificados do Cadastro de Agricultor Familiar (CAF) a produtores rurais que também estiveram no local para receber os atestados de vacinação de seus animais e vacinou animais contra a Brucelose. Também foram entregues para análise, pelo Instituto Tecnológico e de Pesquisas de Sergipe (ITPS), 23 amostras de solo, coletadas anteriormente em propriedades rurais do município.

A agricultora Elienalda Pereira Santos, da comunidade Malhada dos Bois, em Nossa Senhora Aparecida, destacou a importância do CAF para os trabalhadores rurais. Segundo ela, o documento garante acesso a diversos benefícios e programas governamentais, voltados ao fortalecimento da produção no campo. “Mesmo com a plantação pequena, eu faço questão de manter meu cadastro em dia. Sem ele, a gente não pode fazer quase nada. Com ele, somos beneficiados de várias maneiras. É a identidade do trabalhador rural”, ressaltou a agricultora que trabalha atualmente com o cultivo de milho em uma pequena área de três tarefas.

Para Jaime de Lima foi gratificante receber o documento CAF e ainda ganhar uma muda de graviola, que ele levou para plantar em seu sítio, no povoado Curralinho, onde trabalha com os pais, na criação de algumas cabeças de gado e ainda plantando milho e feijão. “Foi muito boa essa ação do governo aqui hoje em Aparecida. Eu precisava renovar meu CAF e hoje já vim receber aqui, pois é um documento muito importante para o pequeno agricultor crescer na vida”, disse o produtor rural.

Já a agricultora Maria Wegila Santana não escondeu sua alegria pelo apoio recebido do Governo do Estado, por meio da Emdagro, na análise do solo. Técnicos da empresa estiveram em sua propriedade e coletaram amostras numa área de aproximadamente três hectares. “Essa ação do governo é muito importante para nós, pequenos produtores, porque ajuda a planejar direito nosso plantio”, destacou. Wegila ainda destacou o papel da Emdagro na vida homem do campo. “Os técnicos da Emdagro tem sido uma benção em minha vida. Eles me orientam em tudo, desde o insumo até o plantio e destinação do que produzo. Estou muito satisfeita com esse apoio”, enfatizou.

Ações da Coderse

A Coderse, em Nossa Senhora Aparecida, ofereceu orientações sobre os serviços de perfuração, bombeamento, instalação e manutenção de poços tubulares e seus sistemas de abastecimento, ao mesmo tempo em que demonstrou, por meio de uma maquete de sistema de dessalinização, como funciona o Programa Água Doce em Sergipe. O programa está presente em 32 comunidades rurais da região semiárida, três delas implantadas em 2025.

Presente no ‘Sergipe é Aqui’ desde o primeiro, a companhia pública fortaleceu o contato com a população rural. “O campo é o principal foco das ações em infraestrutura hídrica, irrigação, saneamento rural, obras estruturantes, entrega de equipamentos. Esse acesso facilitado de nossas equipes, com os reais beneficiários presentes em cada ‘Sergipe é Aqui’ teve efeito positivo e efetivo, já que o programa visitou todos os municípios. Muitos serviços executados nesses três anos surgiram como demanda nessas edições do governo itinerante”, afirma o diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral.

‘Sergipe é aqui’ chega a Pinhão na 73ª edição com ações voltadas ao fortalecimento da agropecuária

Seagri, Emdagro e Coderse levaram assistência técnica, emissão de CAF, vacinação animal, distribuição de mudas e atendimento direto aos produtores rurais do agreste sergipano

O município de Pinhão recebeu nesta sexta-feira, 22, a 73ª edição do programa Sergipe é aqui, considerada a penúltima da iniciativa itinerante do Governo do Estado. A ação reuniu diversos órgãos estaduais e levou serviços essenciais à população, com destaque para as atividades desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e suas vinculadas, Emdagro e Coderse.

Com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento da agropecuária sergipana, os órgãos promoveram atendimentos técnicos, orientações ao produtor rural e ações práticas voltadas ao campo.

Dados apresentados durante o evento demonstram a ampliação da assistência técnica no município. Somente em 2026, até o mês de abril, 126 agricultores receberam acompanhamento técnico especializado da Emdagro. Já a emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) também apresentou crescimento significativo nos últimos anos: foram registrados 131 produtores em 2024, 194 em 2025 e 211 produtores em 2026.

Outra ação de destaque foi o Programa Sementes do Futuro, que contemplou produtores locais com sementes de milho. Em 2026, 330 agricultores foram beneficiados, totalizando a distribuição de 3.300 quilos de sementes.

Durante a programação, a população rural teve acesso direto a diversos serviços. Ao todo, foram entregues dez CAFs, vacinados 100 animais contra a clostridiose, beneficiando oito produtores rurais, além da realização de 18 análises de solo e da distribuição de 65 mudas frutíferas.

A agricultora Josefa Mônica Santos Conceição destacou a importância da vacinação animal gratuita ofertada pelo Governo do Estado, por meio da Emdagro. Segundo ela, a imunização garante mais qualidade à produção e mais segurança para os produtores. “A gente tira um leite de boa qualidade, uma carne de boa qualidade e o gado tem saúde. Foi muito bom receber essa vacinação gratuitamente. Antes, a gente precisava comprar e era caro. A última vez que paguei foram R$ 60 em um único frasco. Hoje, o Governo do Estado oferece isso para nós, pequenos produtores”, afirmou. Josefa, que vacinou seis bezerras durante a ação.

O produtor Milton César Guimarães Cruz também ressaltou os benefícios da iniciativa para a saúde animal e para a economia das famílias rurais. “O animal imunizado é muito importante, porque diminui o risco das doenças. O prejuízo de não vacinar é muito maior. Além de proteger os animais, a vacinação também garante mais segurança para o consumo da carne. Esse apoio do Governo ajuda muito, porque reduz nossos custos”, comentou.

As análises de solo disponibilizadas pela Emdagro também foram bastante procuradas pelos agricultores do município. A produtora Maria Dolores Silva dos Santos disse que o serviço auxilia diretamente no planejamento da produção agrícola e na melhoria da produtividade. “É muito importante saber como está o solo da nossa terra para fazer uma boa colheita. A análise mostra o que precisa ser colocado, quais fertilizantes usar e como preparar a terra. A gente planta milho, feijão, capim, abóbora e tomate. Esse acompanhamento ajuda muito, principalmente porque também temos a assistência técnica da Emdagro”, destacou.

A presença da Seagri e das vinculadas chamou a atenção de agricultores e moradores que circularam pela estrutura montada no município. Muitos aproveitaram a oportunidade para resolver demandas sem precisar se deslocar para outras cidades.

As ações reforçam o compromisso do Governo de Sergipe com o fortalecimento do campo, promovendo inclusão produtiva, assistência técnica e incentivo à agricultura familiar em diferentes regiões do estado.

 

Dia de campo debate agroecologia e produção orgânica em Sergipe

Evento reuniu mais de 200 participantes, entre eles agricultores, estudantes e técnicos agrícolas, para promover a transferência de tecnologias para o campo

Agricultores, estudantes e técnicos agrícolas das áreas de agroecologia e produção de orgânicos de vários territórios sergipanos participaram, nesta quarta-feira, 20, de um Dia de Campo sobre Agroecologia. A ação aconteceu no Centro de Difusão de Tecnologia (CDT) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), localizado no Perímetro Irrigado Jacarecica I, em Itabaiana, e reuniu mais de 200 participantes.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, o evento tem como objetivo promover a transferência de tecnologias sobre o preparo de biofertilizantes e de caldas, produção de bioinsumos, sistemas agroflorestais, corredores agroecológicos, criação de galinhas em sistemas sustentáveis e utilização de remineralizador de solo. A ação também possibilitou a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entrega de certificação a Organizações de Controle Social (OCS) para o fortalecimento da agricultura orgânica e forneceu informações sobre o acesso ao crédito rural por meio de agentes do Banco do Nordeste.

“Esse é um dia de troca de conhecimento muito importante, que marca e consolida o trabalho do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e da Emdagro, na promoção da agroecologia e da produção orgânica, onde as várias tecnologias são colocadas à disposição dos produtores e alunos. Hoje nós temos uma diretoria com equipe especializada neste assunto e um plano de trabalho mostrando os resultados. Hoje temos uma política pública voltada à promoção da agroecologia e da produção orgânica. Também estamos inaugurando aqui no CDT o aviário-escola, para facilitar a vida de todas as pessoas que queiram começar uma criação de galinhas e não têm a orientação necessária”, destacou o diretor Jean.

O coordenador do Programa de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, Waltenis Braga, explicou que o dia de campo é uma metodologia clássica da extensão rural para despertar o interesse do produtor em investir na atividade produtiva. “Um dos exemplos é o material propagativo de macaxeira, já testado pela Embrapa de Cruz das Almas e que vem sendo propagado pela Emdagro. Então, aqui é o campo onde o produtor desperta o interesse. Agora, se ele quiser aprofundar o conhecimento, aí sim precisa participar do treinamento com o apoio do escritório local”, explicou Waltenis.

Conhecimento e mudas

A produtora rural Andreia Nascimento, do assentamento Dom Élder Câmara, em Itaporanga d’Ajuda, falou sobre o que leva do evento. “Tive a oportunidade de receber um convite para participar desse evento maravilhoso e estou levando na bagagem muito conhecimento, além de mudas de graviola e de macaxeira. Na minha região eu tenho um tipo de macaxeira, mas não é dessa origem. Hoje sou produtora rural do assentamento e forneço alimentos para o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] da merenda escolar do município. Quero buscar mais conhecimento para avançar cada vez mais em uma produção de qualidade para o nosso povo”.

Outro produtor, representante da comunidade Garangau, José Adelson Fonseca — conhecido como “Delson dos Orgânicos” —, também explicou a relevância do evento para quem trabalha na terra. “O Dia de Campo é sempre importante porque estamos buscando mais informação e ficando antenados com as novidades. Com o conhecimento, estamos sempre um passo à frente. Não adianta você produzir bem se não buscar conhecimento. E tudo isso é feito para levar mais qualidade e saúde para a população que compra nossos alimentos”, pontuou o produtor.

O agente financeiro

O gerente executivo do Banco do Nordeste, Lênin Falcão, destacou que a participação da instituição neste dia de campo é de extrema importância, já que a agroecologia está sendo cada vez mais difundida e demandada pelos agricultores. “É uma política pública do governo federal e do governo estadual, por isso a Emdagro e o Banco do Nordeste não poderiam ficar de fora. Estamos aqui participando dentro do nosso Programa de Desenvolvimento Territorial (ProDETER), trazendo informações sobre crédito fundiário e crédito para a agricultura familiar. O Banco do Nordeste aplicou, em 2025, R$ 1,6 bilhão em crédito dentro da atividade orgânica e agroecológica. Em Sergipe, no mesmo ano, foram mais de R$ 46 milhões aplicados no setor. Temos crescido cada vez mais nesses financiamentos e aí reside a importância de estarmos neste grande evento”, explicou o gerente.

Ascom Seagri

 

Crédito rural supera R$ 1 bilhão em Sergipe e reforça papel estratégico da Emdagro no acesso de agricultores familiares ao financiamento

Mais de 80 mil operações de crédito mostram força da agricultura familiar em Sergipe

A agricultura familiar em Sergipe vive um momento de forte expansão, impulsionada pelo acesso ao crédito rural, viabilizado por meio da parceria entre a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e o Banco do Nordeste (BNB). Dados consolidados entre 2023 e 2026 mostram que o volume de recursos liberados já ultrapassa a marca de R$ 1,04 bilhão, evidenciando o impacto direto na economia do estado.

No período, foram realizadas 81.943 operações de microcrédito rural, viabilizadas a partir da emissão de 63.770 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) — documento essencial que garante ao produtor o acesso às linhas de financiamento, especialmente por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Agroamigo, do Banco do Nordeste.

Os números mostram uma evolução consistente ano a ano. Em 2023 foram movimentados cerca de R$ 230,6 milhões. Em 2024, o valor saltou para R$ 336,6 milhões. Já em 2025, o volume chegou a aproximadamente R$ 364,8 milhões, consolidando o maior patamar da série. Em 2026 até o momento já foram liberados mais de R$ 116,4 milhões.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele passa diretamente pelo trabalho de base realizado pela Emdagro, responsável por emitir os CAFs e prestar assistência técnica aos produtores. Segundo o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, o cadastro é a porta de entrada para toda a política de crédito rural voltada à agricultura familiar. “O crédito só chega na ponta porque existe um trabalho estruturado da Emdagro. É o CAF que garante ao agricultor o reconhecimento como agricultor familiar e permite que ele acesse o financiamento. Sem esse documento ele simplesmente fica fora do sistema bancário”, destacou.

Um dos exemplos vem da agricultora Maria Augusta Reis Santos, moradora do povoado Boa Vista, em Nossa Senhora da Glória, que passou a acessar o crédito rural após orientações recebidas da equipe da Emdagro em sua comunidade. “A equipe da Emdagro esteve na nossa comunidade explicando a importância do CAF e dos créditos que podem ser acessados pelos agricultores familiares. Isso despertou meu interesse e logo depois procurei o escritório local”, relatou.

Segundo ela, o acompanhamento técnico foi fundamental para garantir segurança no acesso ao financiamento. Com o apoio da instituição e financiamento do Banco do Nordeste, Maria Augusta conseguiu acessar um crédito de R$ 15 mil para investimentos na propriedade. “O projeto que fiz foi para compra de vaca, ração e caixa d’água. Foi um crédito muito bom, com bônus excelente para quem paga em dia”, disse a agricultora.

O diretor também reforçou que, além da emissão do cadastro, a atuação dos técnicos é decisiva na orientação e elaboração dos projetos produtivos. “Não é só liberar crédito. Existe todo um acompanhamento técnico que orienta o produtor sobre onde investir, seja na agricultura, na pecuária ou em sistemas mais sustentáveis. Isso garante que o recurso seja bem aplicado e gere resultado”, completou Jean.

O gerente do Agroamigo Banco do Nordeste em Sergipe, Luiz Morato, destaca a importância da parceria com a Emdagro e a importância do CAF para o acesso ao microcrédito. “Quando a gente fala da operacionalização do crédito rural, especialmente voltado à agricultura familiar, dois pontos são decisivos: a regularidade cadastral e o suporte da assistência técnica. O CAF devidamente emitido é um instrumento fundamental nesse processo. E aqui é importante destacar o papel estratégico da Emdagro, que responde por cerca de 90% dos cadastros dos agricultores que atendemos, garantindo capilaridade, agilidade e segurança na base de dados”, pontuou.

Outro exemplo vem do produtor rural Cláudio Gonzaga, morador do povoado Mocambo, em Nossa Senhora da Glória. Ele destaca a importância do acompanhamento técnico realizado pela Emdagro e do acesso ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) para o fortalecimento dos produtores do campo.

“O CAF é um documento muito importante para o nosso valor como agricultor. Sem ele, muitos projetos não existiriam. Além disso, o conhecimento e a orientação do pessoal que trabalha diretamente com a gente no campo só vêm valorizando cada vez mais o homem da roça”, destacou. O produtor também fez questão de reconhecer o apoio contínuo das equipes técnicas que acompanham os agricultores da região. “Estou aqui para agradecer mais uma vez pelo trabalho e pelo acompanhamento que os técnicos fazem junto da gente. Isso fortalece o produtor rural e ajuda muito quem vive da agricultura”, concluiu.

Impacto direto na economia

De acordo com a diretoria da Emdagro, com o valor injetado na economia rural em apenas quatro anos os efeitos vão além das propriedades. Para o presidente da Emdagro, Marcelo Silva dos Santos, os resultados comprovam a eficiência da política pública voltada ao fortalecimento do campo em Sergipe.

“Quando a gente fala em mais de R$ 1 bilhão injetados no meio rural, estamos falando de um impacto direto na economia de Sergipe. Esse recurso não fica só no campo, ele movimenta o comércio, gera emprego, fortalece os municípios. E isso só é possível graças a uma política pública bem estruturada, conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Rural e da Pesca (Seagri), com a execução da Emdagro, que garante assistência técnica e o acesso do produtor ao crédito”, destacou o gestor.

Última atualização: 11 de maio de 2026 12:10.