Ater Mulher fortalece autonomia produtiva de quilombolas com oficina de enxertia

Capacitação integra estratégia da Emdagro para geração de renda, sustentabilidade e valorização do saber popular no campo

Inserida em um processo contínuo de fortalecimento da autonomia produtiva e social das mulheres do campo, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem consolidando, por meio do Projeto Ater Mulher, uma agenda permanente de ações formativas junto às comunidades quilombolas do estado. Nesse contexto, a Comunidade Quilombola Patioba, no município de Japaratuba, foi contemplada com mais uma oficina de capacitação, desta feita voltada à enxertia em mudas frutíferas, técnica estratégica para ampliar a sustentabilidade e a geração de renda na agricultura familiar.

A atividade reuniu 35 participantes, entre mulheres quilombolas beneficiárias do projeto, equipe técnica da Emdagro e alguns homens da comunidade, que também participaram da oficina por reconhecerem a relevância da temática para o fortalecimento da produção local. A presença masculina, segundo os organizadores, reforça o caráter coletivo e integrador das ações desenvolvidas no território.

A oficina foi conduzida pelo técnico Manoel Menezes, da Emdagro, que através de uma abordagem prática e linguagem acessível, transformou o momento em um espaço de diálogo e troca de saberes entre técnicos e agricultores. “É muito bom esse contato direto com homens e mulheres do campo, porque a gente tem chance de trocar experiência”, destacou Menezes.

Os conteúdos trabalhados foram organizados em etapas teóricas e práticas, sempre estimulando a participação ativa dos envolvidos. Entre os temas abordados estiveram os materiais necessários para a realização da enxertia, os diferentes tipos de enxerto, a possibilidade de enxertia entre espécies distintas, o tempo de desenvolvimento das plantas e a importância da técnica para a diversificação e melhoria da produção frutícola. Durante o processo, as participantes compartilharam vivências e experiências já desenvolvidas em suas propriedades.

Aprendizado pela prática

O momento prático ganhou destaque ao adotar a metodologia do “aprendizado pela prática”, permitindo que as mulheres realizassem diretamente os enxertos. Para a atividade, a Emdagro disponibilizou 67 mudas frutíferas, entre elas jaca, carambola, seriguela, jambo, tamarindo, pitomba e pitanga. Parte das mudas foi utilizada durante a oficina e o restante doado às participantes, enquanto representantes da comunidade também contribuíram com mudas trazidas de suas propriedades.

Para a assessora técnica da Emdagro, Abeaci dos Santos, a ação reforça a importância de reconhecer e fortalecer o conhecimento construído historicamente no meio rural. “Quando valorizamos o conhecimento popular, entendemos que homens e mulheres do campo são plenamente capazes de construir uma base sustentável de desenvolvimento em suas próprias comunidades”, observou, ao destacar o papel do Ater Mulher na promoção da autonomia produtiva e social das famílias atendidas.

As atividades desenvolvidas na Comunidade Patioba integram um conjunto mais amplo de ações previstas pelo Projeto Ater Mulher, que contempla oficinas e capacitações em áreas como criações animais, agroecologia, corte e costura, produção artesanal e processamento da produção. Parte dessas iniciativas é financiada pelo próprio projeto e outras contam com parcerias institucionais, a exemplo do Banco do Nordeste.

A relevância das ações é potencializada pelo fato de a comunidade contar com um espaço de processamento de frutas e outros produtos alimentícios, recentemente construído. No local, são produzidos derivados do caju, bolos e outros alimentos, alguns deles comercializados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com fornecimento para escolas de diversos municípios da região, ampliando as oportunidades de geração de renda local.

Com uma atuação continuada e integrada, a Emdagro reafirma, por meio do Ater Mulher, seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização das mulheres do campo e o fortalecimento das comunidades quilombolas sergipanas.

Emdagro debate processamento de frutas e geração de renda para mulheres

Encontro promovido pela Emdagro reuniu agricultoras para discutir aproveitamento da produção local e definir oficinas formativas a partir de fevereiro

Uma roda de conversa realizada com as mulheres do Assentamento de Reforma Agrária Priapu, esta semana, no município de Santa Luzia do Itanhy, abriu espaço para o compartilhamento de propostas de trabalho voltadas ao processamento de frutas e a outras atividades produtivas capazes de gerar trabalho e renda para as mulheres da comunidade. A ação integra o conjunto de iniciativas desenvolvidas pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), por meio do escritório regional de Estância.

O encontro contou com a participação de 11 mulheres do assentamento e da equipe técnica da Emdagro lotada em Aracaju, formada pelas assessoras Abeaci dos Santos, Elizabeth Denise Campos e Maria Cleusa Guimarães. Durante a roda de conversa, as participantes compartilharam vivências pessoais e coletivas, com destaque para os relatos da juventude do assentamento.

As discussões abordaram histórias de vida dentro e fora da comunidade, as possibilidades de dinamizar os potenciais produtivos existentes e a importância da organização social como ferramenta de fortalecimento econômico. Também foram citadas iniciativas locais, como feiras, eventos comunitários e datas simbólicas, a exemplo da comemoração da conquista da terra, celebrada em 5 de março, vistas como oportunidades estratégicas para ampliar a geração de renda das famílias.

Para a assessora técnica da Emdagro, Abeaci dos Santos, o momento foi fundamental para ouvir as mulheres e construir coletivamente os próximos passos. “Essa escuta é essencial para que as ações tenham sentido real na vida das mulheres do assentamento. Quando elas compartilham suas histórias, seus saberes e suas expectativas, conseguimos planejar oficinas e atividades que dialogam com a realidade local e valorizam os potenciais que já existem na comunidade”, destacou.

Com foco no aproveitamento da produção local, especialmente de frutas e verduras, o grupo definiu uma série de encaminhamentos. Entre eles, o mapeamento do volume produzido no assentamento, com o objetivo de orientar de forma mais precisa os processos de beneficiamento e processamento. Também ficou definida a realização das primeiras oficinas formativas no mês de fevereiro, após o período do Carnaval, com datas sugeridas para os dias 3, 10 e 24, no turno da tarde, das 13h às 16h, considerando que algumas participantes estudam pela manhã.

Outro encaminhamento foi o levantamento prévio dos materiais necessários para a realização das oficinas, além da promoção de uma nova roda de conversa entre as técnicas da Emdagro que poderão atuar como facilitadoras. Participarão desse momento profissionais dos municípios de Lagarto, Simão Dias, Estância e Ribeirópolis, com o objetivo de alinhar as estratégias metodológicas a serem aplicadas nas atividades formativas.

Com 36 anos de existência, o Assentamento Priapu já não mantém vínculo institucional com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que reforça a importância de ações articuladas com a Emdagro no sentido de contribuir para o fortalecimento produtivo, social e econômico das famílias, especialmente das mulheres, protagonistas das iniciativas debatidas no encontro.

 

Criação de OCS impulsiona agricultura orgânica e fortalece organização coletiva em São Cristóvão

Com apoio técnico da Emdagro, iniciativa garante respaldo legal à produção orgânica, amplia acesso a mercados institucionais e fortalece a cooperativa de agricultores familiares


A agricultura familiar de São Cristóvão inicia um novo ciclo com a criação da Organização de Controle Social (OCS) Cidade Mãe, iniciativa que representa um avanço significativo para a produção orgânica e sustentável no município. A ação abre caminho para que agricultores familiares passem a comercializar seus produtos como orgânicos, com respaldo legal, ampliando mercados e fortalecendo a economia local.

A OCS é um mecanismo reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que permite a venda direta de produtos orgânicos sem a necessidade de certificação por auditoria. O modelo se baseia no controle social, realizado de forma coletiva pelos próprios agricultores, garantindo o cumprimento das normativas da produção orgânica, reduzindo custos que, muitas vezes, inviabilizam a permanência de pequenos produtores na atividade orgânica.

Com a formalização da OCS, os agricultores passam a ter acesso a políticas públicas estratégicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de poderem identificar seus produtos como orgânicos em feiras livres. A medida agrega valor à produção, contribui para a segurança alimentar e promove alimentos mais saudáveis para a população.

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) através da Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica teve papel fundamental no apoio à iniciativa, atuando desde a orientação técnica sobre o funcionamento da organização coletiva e preenchimento dos formulários de cadastros que culminou na criação da OCS. A instituição também garante assistência técnica continuada, com foco nos sistemas de manejo agroecológico de produção.

Segundo o coordenador de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, Waltenis Braga, a iniciativa consolida uma política de fortalecimento do campo baseada no controle social e na sustentabilidade. “A OCS é um instrumento estratégico para a agricultura familiar, porque promove autonomia, reduz custos e assegura credibilidade à produção orgânica. A Emdagro tem atuado lado a lado com os agricultores, oferecendo assistência técnica e apoiando as organizações e demais movimentos sociais, para garantir o fortalecimento da agroecologia no Estado”, destacou.

O agricultor José Renilson Barros, conhecido com Dedé da Verdura, hoje coordenador da OCS Cidade Mãe, não escondeu sua alegria pela criação da entidade. “Estar aqui hoje dando início à realização de um sonho é muito gratificante. Trabalho com orgânicos há mais de 16 anos e venho lutando para que nós estivéssemos organizados como empreendedores que somos. Tenho muito orgulho do que estamos construindo hoje porque só quem ganha são os agricultores, o município e a sociedade que irá consumir produtos agroecológicos”, comemorou.

Seu Dedé reconhece a parceria da Emdagro não só no processo de criação da OCS. “A Emdagro, nas pessoas dos técnicos Renato e Waltenis, nos tem dado um apoio importantíssimo não só na orientação técnica nessa parte da agricultura orgânica, mas também no passo a passo da criação e fundação da OCS Cidade Mãe, dos documentos necessários para nos tornamos uma organização social e na articulação junto ao ministério para a certificação dos produtos de origem agroecológica”, reconheceu.

A criação da OCS Cidade Mãe no início do ano simboliza o compromisso do município com o desenvolvimento rural sustentável. Em uma região de forte tradição agrícola, a organização coletiva surge como ferramenta essencial para fixar o homem e a mulher no campo, gerar renda com dignidade e preservar práticas produtivas que respeitam o meio ambiente e a saúde da população.

Emdagro reforça defesa agropecuária e fecha 2025 com mais de 36 mil fiscalizações em Sergipe

Atuação alcançou propriedades rurais, comércio, estradas, feiras, eventos e unidades industriais, garantindo sanidade animal, vegetal e segurança alimentar no Estado

Ao longo de 2025, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) intensificou de forma estratégica as ações de fiscalização agropecuária em todo o território sergipano, consolidando um trabalho essencial para a proteção da produção rural, da saúde pública e da segurança alimentar do Estado. As ações abrangeram desde propriedades rurais e estabelecimentos comerciais até estradas, feiras, eventos agropecuários e unidades industriais, reforçando a presença do Estado onde a atividade agropecuária acontece de fato.

Na área de Defesa Vegetal, a Emdagro realizou 165 fiscalizações, com foco especial na prevenção de pragas e doenças que ameaçam culturas estratégicas, a exemplo dos citros. As ações envolveram fiscalizações em lojas de paisagismo, acompanhamento de cargas de laranja em trânsito e inspeções em propriedades consideradas de risco, medidas fundamentais para evitar a disseminação de pragas e preservar a sanidade vegetal no estado.

Segundo a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, o trabalho preventivo é decisivo para a sustentabilidade da produção. “A defesa vegetal é uma linha de frente silenciosa, mas extremamente estratégica. Quando atuamos de forma preventiva, protegemos o produtor, evitamos prejuízos econômicos e garantimos que Sergipe mantenha seu status fitossanitário”, destacou.

No controle do uso e da comercialização de agrotóxicos, foram realizadas 457 fiscalizações ao longo do ano. As ações contemplaram tanto propriedades rurais quanto estabelecimentos comerciais, assegurando que os produtos sejam utilizados e comercializados conforme a legislação vigente. A iniciativa busca equilibrar produtividade agrícola, preservação ambiental e segurança do trabalhador rural e do consumidor final.

A Inspeção Animal também teve atuação expressiva em 2025, com a realização de 1.169 fiscalizações. Deste total, 224 ocorreram em unidades de beneficiamento de leite, ovos, pescados e mel, enquanto 945 foram realizadas em abatedouros frigoríficos. As ações garantem que os produtos de origem animal cheguem à mesa da população dentro dos padrões sanitários exigidos, reforçando a confiança no alimento produzido em Sergipe.

Para Aparecida Andrade, a inspeção é um elo direto entre o campo e a saúde da população. “Cada fiscalização representa cuidado com a saúde pública. Nosso trabalho assegura que os alimentos de origem animal sejam produzidos e processados com responsabilidade, dentro das normas sanitárias, protegendo quem consome e valorizando quem produz corretamente”, ressaltou.

As fiscalizações também resultaram na emissão de 58 autos administrativos, entre advertências, infrações, destruições e interdições, evidenciando que a Emdagro atua de forma orientadora, mas aplica as medidas cabíveis sempre que são identificadas irregularidades. O objetivo é corrigir falhas, coibir práticas ilegais e manter a integridade do sistema de defesa agropecuária.

Nos postos fixos de fiscalização e nas ações móveis, a Emdagro realizou 36.611 fiscalizações em 2025, alcançando volumes expressivos de produtos e animais em trânsito. Foram fiscalizados mais de 102 milhões de toneladas de produtos de origem vegetal, mais de 50 milhões de toneladas de produtos processados e mais de 706 milhões de animais de todas as espécies de produção (alevinos, bovinos, suínos, aves, dentre outros), números que demonstram a dimensão e a complexidade do trabalho realizado diariamente.

Além disso, a Emdagro marcou presença em feiras de animais, blitz em rodovias estaduais e eventos com aglomeração de animais, ampliando o alcance da fiscalização e reduzindo riscos sanitários associados ao trânsito e à concentração animal. Essas ações complementam a vigilância permanente e fortalecem a política estadual de defesa agropecuária.

O balanço de 2025 reforça o papel da Emdagro como uma instituição essencial para o desenvolvimento agropecuário sustentável de Sergipe, unindo tradição, conhecimento técnico e uma visão de futuro que prioriza segurança, responsabilidade e valorização da produção local.

 

Emdagro fortalece autonomia produtiva de mulheres quilombolas com capacitação em suinocultura

Ação do Projeto Ater Mulher promove desenvolvimento de capacidades, geração de renda e valorização do conhecimento tradicional em Capela

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) avança no fortalecimento da autonomia produtiva e social das mulheres do campo. Na última quarta-feira, 7, foi realizada mais uma etapa de Desenvolvimento de Capacidades do Projeto Ater Mulher. A ação foi voltada para a suinocultura, junto às mulheres do Quilombo Pirangi, no município de Capela, região leste do estado.

A capacitação teve como foco o compartilhamento de informações técnicas sobre a criação de suínos, atividade que vem se consolidando como importante alternativa de geração de renda, trabalho e inclusão produtiva para mulheres quilombolas atendidas pelo projeto e por outras políticas públicas governamentais.

A ação foi conduzida pelo técnico da Emdagro Everaldo Ferreira Junior, que utilizou uma metodologia interativa, valorizando o diálogo e a troca de experiências. As participantes tiveram espaço para relatar suas vivências no manejo da suinocultura, o que tornou o processo de aprendizagem ainda mais efetivo e conectado com a realidade local.

Durante o encontro, foram debatidos temas essenciais como panorama da suinocultura, sistemas de produção, fluxo reprodutivo, gestão ambiental e de resíduos, pontos críticos de manejo, instalações, bem-estar animal, higiene, seguridade, biosseguridade e gestão básica da atividade. Também foram esclarecidos mitos e fatos relacionados ao dia a dia da criação, como desmame, alimentação, cortes do cordão umbilical, higiene das pocilgas, influência das fases da lua e o melhor momento para comercialização dos animais.

Ações práticas

Após a parte teórica, as participantes realizaram uma caminhada transversal até a pocilga, momento em que puderam colocar em prática os conhecimentos adquiridos. A atividade evidenciou a forte conexão entre teoria e prática, reforçada pelas observações, sugestões e questionamentos apresentados pelas mulheres do Quilombo Pirangi.

A agricultora Maria Zilda Silva Nascimento, associada da comunidade, destacou a importância da capacitação. “Eu crio suínos há mais de 25 anos, tenho matrizes e reprodutor, e mesmo assim aprendi coisas novas hoje. Foi muito bom entender melhor como cuidar dos animais. Quero parabenizar a equipe técnica da Emdagro e essa parceria com o Ater Mulher, que apoia nosso trabalho e respeita nossa forma de produzir”, afirmou.

Para o técnico Everaldo Ferreira Junior, a participação ativa das mulheres foi um dos grandes destaques da ação. “Foi um curso de suinocultura básica extremamente proveitoso, com envolvimento intenso das participantes tanto na teoria quanto na prática. A Emdagro, junto ao Governo de Sergipe e à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), cumpre seu papel ao contribuir diretamente para o desenvolvimento dessa comunidade”, ressaltou.

A gestora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos, enfatizou o papel transformador das ações de Desenvolvimento de Capacidades. “Acreditamos que todas as pessoas, do campo ou da cidade, nascem com capacidades. O que muitas vezes falta é oportunidade. É exatamente isso que a assistência técnica e a extensão rural vêm fazendo ao longo dos anos: criando caminhos para que essas capacidades floresçam, gerem renda, autoestima e desenvolvimento social”, destacou.

Além do facilitador do curso, a ação contou com a participação de Matheus Cristóvão de Santana Freire, coordenador do Projeto Ater Mulher; Ítalo Cintra Ferreira, da área de regularização fundiária; Alana Emanuelle dos Santos Silva, do setor administrativo; e da própria Abeaci dos Santos, reforçando o trabalho integrado das diretorias da Emdagro.

 

Programa Sementes do Futuro impulsiona produção de milho e deve movimentar R$ 28 milhões na economia sergipana

Iniciativa do Governo do Estado beneficia 20 mil famílias agricultoras e fortalece a segurança alimentar em Sergipe

O Governo de Sergipe segue fortalecendo a agricultura familiar e a cadeia produtiva do milho no estado. Em 2025, por meio do programa Sementes do Futuro, a gestão estadual garantiu a aquisição e distribuição de 206,8 toneladas de sementes certificadas de milho, beneficiando cerca de 20 mil famílias agricultoras em 63 municípios sergipanos.

Executado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), a iniciativa visa ampliar a produtividade, assegurar renda no campo e fortalecer a bacia leiteira estadual, especialmente nas regiões do alto e médio sertão de Sergipe.

Segundo a Emdagro, as sementes distribuídas — das cultivares Cruzeta e Potiguar — devem resultar no plantio estimado de 93 mil hectares, com uma produção aproximada de 416 mil sacos de milho, de 60 kg cada. O volume representa uma movimentação econômica de cerca de R$ 28 milhões, considerando preços de mercado aferidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).

Para o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, o programa é uma política pública estruturante, que vai muito além da entrega de insumos. “O ‘Sementes do Futuro’ é um instrumento estratégico de desenvolvimento rural. A distribuição de sementes certificadas garante produtividade, estabilidade da produção e segurança alimentar, além de fortalecer a economia local. Estamos falando de um programa que gera renda, reduz desigualdades e mantém o agricultor no campo com dignidade”, destaca, ressaltando que a ação contribui para diminuir a dependência da importação de milho, insumo fundamental para a pecuária leiteira e de corte no estado.

Impacto positivo

Na ponta, o resultado chega rápido. O agricultor familiar e presidente da Associação do Povoado Lagoa Grande, em Nossa Senhora da Glória, município do sertão sergipano, Adalton Conrado, conta que receber as sementes do Governo do Estado fez toda a diferença na safra de 2025. “Recebemos o milho que chegou na hora certa. Com ele, nós utilizamos uma parte para consumo próprio e a outra fizemos silos para alimentação animal. Quero agradecer ao Governo do Estado, à Seagri e à Emdagro pelo milho recebido e espero que o governo continue assim, olhando para os pequenos agricultores”, afirmou. Segundo ele, a produção garantiu segurança para a família, economia na aquisição de alimentação animal e ajudou a manter a atividade leiteira durante o período mais seco do ano.

Os beneficiários do programa são, prioritariamente, agricultores familiares inscritos no programa Garantia Safra, além de produtores tradicionais, assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas e indígenas. Cada família recebeu até 10 quilos de sementes, respeitando critérios técnicos e sociais.

O ‘Sementes do Futuro’ se consolida como uma das ações mais relevantes do Governo do Estado para o fortalecimento da agricultura familiar, geração de emprego, redução da pobreza rural e melhoria dos indicadores sociais nos municípios sergipanos.

 

Cacau ganha força em Sergipe e consolida nova fronteira agrícola no Estado

Expansão da área de produção, aumento do número de produtores e apoio técnico da Emdagro impulsionam produção, renda e diversificação no campo sergipano

A cultura do cacau vive um momento histórico em Sergipe. Em poucos anos, a atividade deixou de ser quase experimental para se consolidar como uma alternativa real de produção e renda no campo, especialmente nas regiões sul e centro-sul do Estado. Os números de 2025 não deixam dúvida: o crescimento foi exponencial, tanto na área plantada quanto no volume produzido e no faturamento gerado aos produtores.

O número de agricultores envolvidos com a cultura do cacau saltou de 17 para 52 produtores, um aumento de 200%, demonstrando o interesse crescente pela atividade e a confiança no seu potencial produtivo e econômico. Paralelamente, a área em produção quase dobrou, passando de 26 hectares para 51 hectares em 2025, distribuídos em oito municípios sergipanos.

Esse avanço refletiu diretamente na produção. A colheita de amêndoas de cacau saiu de 9,5 toneladas em 2024 para 15,9 toneladas em 2025. Comercializadas em arrobas — cada uma equivalente a 15 quilos —, as amêndoas garantiram um volume de vendas estimado em R$ 442.390, considerando o preço médio de R$ 415,00 por arroba praticado no mercado.

Além da venda tradicional das amêndoas, a cadeia do cacau em Sergipe começa a dar sinais claros de diversificação. No município de Arauá, o produtor Manoel da Conceição já agrega valor à produção ao comercializar o chamado mel de cacau, um subproduto extraído da polpa do fruto. Somente em 2025, ele vendeu mil litros do produto, ao preço de R$ 15,00 o litro, abrindo novas possibilidades de renda e inovação no campo.

Boa parte desse desempenho positivo tem a marca da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). A instituição tem atuado de forma estratégica em toda a cadeia produtiva do cacau, com investimentos consistentes em assistência técnica e extensão rural. Entre as ações estão a realização de Dias de Campo, a distribuição de 10 mil mudas clonadas de alta produtividade das variedades CCN51, CCN10 e PS1319, doação de adubos, entrega de 10 kits de irrigação, além do acompanhamento técnico permanente em seis Unidades Demonstrativas.

A Emdagro também promoveu intercâmbios técnicos em outras regiões do país e desempenhou papel decisivo na articulação comercial. Como resultado, a indústria Cargill Alimentos, de Ilhéus (BA), instalou um posto avançado de compra de cacau no município de Arauá. A empresa adquire a produção pelo preço de referência do dia e realiza o pagamento via PIX, garantindo agilidade e segurança financeira aos produtores — dinheiro direto no bolso, sem atravessadores.

Outro ponto estratégico é o apoio qualificado e a disponibilização de um técnico responsável junto ao Ministério da Agricultura e da Pesca (Mapa) ao primeiro viveiro de mudas clonadas de cacau em Sergipe, fortalecendo a base genética da cultura e assegurando produtividade e qualidade no médio e longo prazo.

Para o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, o sucesso da cultura do cacau no Estado é resultado direto de uma política pública bem articulada.

“A consolidação da cultura do cacau em Sergipe se dá, sobretudo, pelo apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), executado pela Emdagro. Estamos presentes do plantio à comercialização, garantindo assistência técnica, acesso a tecnologia e mercado para o produtor”, destaca.

Com resultados concretos, renda crescente e mercado garantido, o cacau deixa de ser promessa e passa a ocupar, definitivamente, um lugar de destaque no cenário da agricultura sergipana. “É tradição agrícola se reinventando, com tecnologia, visão de futuro e política pública que funciona”, sintetizou Jean.

 

Visita técnica do Pro-Semeia destaca ações agroecológicas da Emdagro no CDT

Atividade contou com jovens de três projetos de assentamentos de reforma agrária do Estado

 


O Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) recebeu na última semana, a visita técnica de integrantes do projeto Pro-Semeia – programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), executado em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), envolvendo 19 instituições de ensino em todo o país e que tem como iniciativa a formação em Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), com foco na agricultura familiar e na reforma agrária. Em Sergipe, a execução é conduzida pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus São Cristóvão, com atuação em seis Projetos de Assentamento (PAs).

A atividade contou com a participação da equipe acadêmica do programa e de jovens dos Projetos de Assentamento Marcelo Déda, 5 de Janeiro e Moacir Wanderley (Quissamã). O objetivo da visita foi apresentar as ações desenvolvidas pela Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, especialmente aquelas voltadas à pesquisa aplicada e à difusão de tecnologias sustentáveis no meio rural.

Durante a visita, os participantes conheceram as vitrines tecnológicas implantadas no CDT, com destaque para as experiências de produção de bioinsumos. Entre as tecnologias apresentadas estiveram a gongocompostagem, a vermicompostagem, a compostagem tradicional e a produção de biofertilizantes aeróbios e anaeróbios — práticas de baixo custo, fácil adoção e alto potencial de replicação nos assentamentos da reforma agrária.

Segundo o engenheiro agrônomo Lucas Travassos, assessor da Coordenadoria de Agroecologia da Emdagro, o trabalho desenvolvido no CDT busca unir conhecimento científico e saberes do campo. “Essas vitrines tecnológicas foram pensadas para mostrar que é possível produzir com sustentabilidade, reduzindo a dependência de insumos externos e fortalecendo a autonomia produtiva dos agricultores ”, destacou.

As ações desenvolvidas no CDT são fruto da aprovação do edital Fapitec/SE/Funtec/Emdagro nº 04/2025 – Pipex, que permitiu a estruturação das unidades demonstrativas voltadas à sustentabilidade dos sistemas produtivos rurais em Sergipe. A iniciativa reforça o papel estratégico da Emdagro na promoção da agroecologia no estado, ao integrar pesquisa, extensão rural e formação técnica. “O trabalho contribui diretamente para a qualificação de jovens e agricultores assentados, fortalecendo sistemas produtivos mais resilientes, sustentáveis e alinhados às políticas públicas de desenvolvimento rural”, concluiu Lucas.

 

Pacatuba avança na organização territorial com criação da sua primeira Colônia Agrícola


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) deu mais um passo importante no fortalecimento da agricultura familiar no município de Pacatuba. A área conhecida como Gameleira está sendo transformada na primeira colônia agrícola do município, a Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio, após um amplo trabalho técnico de levantamento, mapeamento e ordenamento territorial realizado pela equipe de Ações Fundiárias da Emdagro.

O processo começou com o reconhecimento da área, seguido da coleta de coordenadas de alta precisão por meio de equipamentos GNSS. Paralelamente, foi executado um levantamento aerofotogramétrico com drone, permitindo mapear todo o perímetro com detalhes. Antes do voo, a equipe inseriu no equipamento um arquivo KML com os pontos estratégicos, garantindo que o drone percorresse exatamente o trajeto planejado.

Após a etapa de campo, que leva em média de 40 a 50 minutos, todo o material coletado foi processado em escritório. As imagens foram transformadas em produtos cartográficos e traduzidas em informações precisas sobre o território, possibilitando identificar a localização exata de cada lote, áreas de uso coletivo, áreas de reserva legal, APPs e demais espaços que compõem a estrutura da colônia.

Com o mapa finalizado, a Emdagro vai realizar a materialização dos pontos no solo, através do piqueteamento. Os marcos físicos indicam onde cada lote será implantado, permitindo que, após o sorteio, os futuros colonos tenham plena clareza sobre os limites de suas áreas para iniciar as cercas e a infraestrutura necessária.

Segundo o diretor de Ações Fundiárias da Emdagro, Marcelo dos Santos, o trabalho foi planejado para garantir justiça e organização territorial. “Essa colônia está sendo construída em diálogo com a comunidade. Tudo foi pensado para que ninguém seja prejudicado — desde a distribuição dos lotes até o acesso, a segurança e a futura instalação das redes de água e energia. É um projeto que nasce com estrutura e visão de futuro”.

Com o levantamento topográfico concluído, a próxima etapa será o georreferenciamento definitivo, que transforma os dados em documentos oficiais e consolida a implantação da Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio — um marco histórico para Pacatuba e um avanço na política fundiária conduzida pela Emdagro.

Programa Prodeter Agroecologia é lançado com foco no desenvolvimento sustentável dos territórios e fortalecimento da economia

Iniciativa integra instituições e fortalece a transição agroecológica com financiamento, capacitação e articulação territorial

O auditório da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em Aracaju, recebeu, nesta quinta-feira, 4, o lançamento estadual do programa Prodeter Agroecologia, iniciativa do Banco do Nordeste (BNB) construída em parceria com a Emdagro e diversas instituições que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e de base agroecológica.

O plano marca um movimento inédito no Nordeste: pela primeira vez, um estado recebe um Prodeter de Agroecologia com abrangência total do território, permitindo que agricultores familiares de todas as regiões sergipanas tenham acesso articulado a crédito, capacitações e estratégias de comercialização.

O evento reuniu representantes institucionais, agentes financeiros, técnicos, lideranças de movimentos sociais e agricultores de diferentes territórios, como Baixo São Francisco, Alto Sertão, Sul Sergipano e Grande Aracaju. A meta é estruturar a cadeia produtiva da agroecologia, reduzir gargalos históricos e ampliar o acesso ao financiamento rural.

O lançamento ocorreu na sede da Emdagro justamente pelo papel central que a empresa pública vem assumindo na pauta da agroecologia. Com a criação da Coordenadoria de Agroecologia, a Emdagro ganhou novas condições para articular políticas públicas, qualificar produtores e ampliar a transição agroecológica no estado.

Na abertura do evento, o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, destacou que o trabalho da empresa se soma ao Prodeter em várias frentes — da mobilização ao apoio técnico e elaboração de projetos. “O Banco do Nordeste escolheu lançar o plano aqui na Emdagro porque, agora, temos uma Coordenadoria de Agroecologia, e nada mais justo do que mobilizar os produtores para conhecerem as novas linhas de financiamento que começam a valer a partir de hoje. Para se ter uma ideia, só este ano já elaboramos mais de dez projetos na área de agroecologia — dois aprovados pelo banco e outros em análise. A ideia é pegar na mão do agricultor do início ao fim, garantindo que ele tenha acesso ao crédito e às tecnologias necessárias”, comentou.

representando o superintendente estadual do Banco do Nordeste em Sergipe, Antônio César de Santana, Erison Aurélio Viana destacou que o Prodeter é construído em conjunto, numa parceria entre Emdagro, Banco do Nordeste, Senar, Sebrae, secretarias municipais, Embrapa, UFS, IFS, cooperativas e movimentos sociais. “Todo mundo participa do comitê que constrói e executa o plano ao longo de até dois anos. De janeiro a outubro deste ano, o Banco do Nordeste financiou mais de 900 operações de crédito em sistemas orgânicos e agroecológicos em Sergipe, ultrapassando R$ 15,5 milhões investidos. A expectativa é crescer ainda mais com o fortalecimento dessas parcerias”, pontuou.

Segundo o gerente executivo de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste, Lenny Falcão, reforçou que o Prodeter está lançando três novos planos que passam a cobrir todo o estado. “Hoje, estamos lançando três novos planos de ação da agroecologia, que somam-se ao que foi lançado no ano passado. Isso nos permite chegar ao estado inteiro, com ações de capacitação, organização e estruturação da cadeia produtiva. O plano lançado no ano passado no Sertão Ocidental vem sendo executado com êxito. Ele foca especialmente na comercialização, que é hoje um dos grandes gargalos para produtos orgânicos”, ressaltou.

Sergipe como referência no Nordeste

O coordenador de Agroecologia da Emdagro, Waltenis Braga, destacou que a proposta de um Prodeter Agroecologia estadual nasceu dentro da própria Emdagro e foi apresentada ao Banco do Nordeste após diálogos em atividades técnicas realizadas no território. “Com a criação da Coordenadoria de Agroecologia, conseguimos ampliar a interlocução com diversas instituições. Em um evento em Lagarto, percebemos que Sergipe precisava de um plano estadual, já que a agroecologia está espalhada por todo o território. A proposta foi aceita, seguiu para a direção nacional e hoje somos pioneiros no Nordeste com um Prodeter Agroecologia estadual. Isso aumenta a confiança do produtor, que passa a ter mais facilidade de acessar crédito rural — fundamental para suas inversões na propriedade”, pontuou.

Waltenis também reforçou que a Emdagro atua qualificando os agricultores, elaborando o CAF, orientando sobre as linhas de crédito e ajudando na elaboração de projetos quando necessário. A adesão vem crescendo, e as equipes estão articuladas com os escritórios locais, movimentos sociais e com os agentes territoriais do Banco do Nordeste para garantir que cada produtor — seja iniciante na transição ou já certificado — encontre o caminho certo para financiar, estruturar e expandir sua produção agroecológica.

Palestras

Durante o lançamento, foram ministradas palestras que visam apresentar o cenário atual da agroecologia em Sergipe, as ações que vêm sendo desenvolvidas e o detalhamento do plano. O pesquisador da Emdagro Marcelo Mendonça apresentou os avanços da pesquisa em agroecologia. O coordenador de Agroecologia Waltenis Braga mostrou como a Emdagro vem atuando para fortalecer a produção agroecológica em todo o estado. E, por fim, o gerente executivo de Desenvolvimento Territorial do BNB, Lenny Falcão, detalhou como o Prodeter vai atuar para atingir a todo o estado.

 

Última atualização: 29 de dezembro de 2025 09:03.