‘Sergipe é aqui’ chega a Pinhão na 73ª edição com ações voltadas ao fortalecimento da agropecuária

Seagri, Emdagro e Coderse levaram assistência técnica, emissão de CAF, vacinação animal, distribuição de mudas e atendimento direto aos produtores rurais do agreste sergipano

O município de Pinhão recebeu nesta sexta-feira, 22, a 73ª edição do programa Sergipe é aqui, considerada a penúltima da iniciativa itinerante do Governo do Estado. A ação reuniu diversos órgãos estaduais e levou serviços essenciais à população, com destaque para as atividades desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e suas vinculadas, Emdagro e Coderse.

Com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento da agropecuária sergipana, os órgãos promoveram atendimentos técnicos, orientações ao produtor rural e ações práticas voltadas ao campo.

Dados apresentados durante o evento demonstram a ampliação da assistência técnica no município. Somente em 2026, até o mês de abril, 126 agricultores receberam acompanhamento técnico especializado da Emdagro. Já a emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) também apresentou crescimento significativo nos últimos anos: foram registrados 131 produtores em 2024, 194 em 2025 e 211 produtores em 2026.

Outra ação de destaque foi o Programa Sementes do Futuro, que contemplou produtores locais com sementes de milho. Em 2026, 330 agricultores foram beneficiados, totalizando a distribuição de 3.300 quilos de sementes.

Durante a programação, a população rural teve acesso direto a diversos serviços. Ao todo, foram entregues dez CAFs, vacinados 100 animais contra a clostridiose, beneficiando oito produtores rurais, além da realização de 18 análises de solo e da distribuição de 65 mudas frutíferas.

A agricultora Josefa Mônica Santos Conceição destacou a importância da vacinação animal gratuita ofertada pelo Governo do Estado, por meio da Emdagro. Segundo ela, a imunização garante mais qualidade à produção e mais segurança para os produtores. “A gente tira um leite de boa qualidade, uma carne de boa qualidade e o gado tem saúde. Foi muito bom receber essa vacinação gratuitamente. Antes, a gente precisava comprar e era caro. A última vez que paguei foram R$ 60 em um único frasco. Hoje, o Governo do Estado oferece isso para nós, pequenos produtores”, afirmou. Josefa, que vacinou seis bezerras durante a ação.

O produtor Milton César Guimarães Cruz também ressaltou os benefícios da iniciativa para a saúde animal e para a economia das famílias rurais. “O animal imunizado é muito importante, porque diminui o risco das doenças. O prejuízo de não vacinar é muito maior. Além de proteger os animais, a vacinação também garante mais segurança para o consumo da carne. Esse apoio do Governo ajuda muito, porque reduz nossos custos”, comentou.

As análises de solo disponibilizadas pela Emdagro também foram bastante procuradas pelos agricultores do município. A produtora Maria Dolores Silva dos Santos disse que o serviço auxilia diretamente no planejamento da produção agrícola e na melhoria da produtividade. “É muito importante saber como está o solo da nossa terra para fazer uma boa colheita. A análise mostra o que precisa ser colocado, quais fertilizantes usar e como preparar a terra. A gente planta milho, feijão, capim, abóbora e tomate. Esse acompanhamento ajuda muito, principalmente porque também temos a assistência técnica da Emdagro”, destacou.

A presença da Seagri e das vinculadas chamou a atenção de agricultores e moradores que circularam pela estrutura montada no município. Muitos aproveitaram a oportunidade para resolver demandas sem precisar se deslocar para outras cidades.

As ações reforçam o compromisso do Governo de Sergipe com o fortalecimento do campo, promovendo inclusão produtiva, assistência técnica e incentivo à agricultura familiar em diferentes regiões do estado.

 

Dia de campo debate agroecologia e produção orgânica em Sergipe

Evento reuniu mais de 200 participantes, entre eles agricultores, estudantes e técnicos agrícolas, para promover a transferência de tecnologias para o campo

Agricultores, estudantes e técnicos agrícolas das áreas de agroecologia e produção de orgânicos de vários territórios sergipanos participaram, nesta quarta-feira, 20, de um Dia de Campo sobre Agroecologia. A ação aconteceu no Centro de Difusão de Tecnologia (CDT) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), localizado no Perímetro Irrigado Jacarecica I, em Itabaiana, e reuniu mais de 200 participantes.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, o evento tem como objetivo promover a transferência de tecnologias sobre o preparo de biofertilizantes e de caldas, produção de bioinsumos, sistemas agroflorestais, corredores agroecológicos, criação de galinhas em sistemas sustentáveis e utilização de remineralizador de solo. A ação também possibilitou a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entrega de certificação a Organizações de Controle Social (OCS) para o fortalecimento da agricultura orgânica e forneceu informações sobre o acesso ao crédito rural por meio de agentes do Banco do Nordeste.

“Esse é um dia de troca de conhecimento muito importante, que marca e consolida o trabalho do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e da Emdagro, na promoção da agroecologia e da produção orgânica, onde as várias tecnologias são colocadas à disposição dos produtores e alunos. Hoje nós temos uma diretoria com equipe especializada neste assunto e um plano de trabalho mostrando os resultados. Hoje temos uma política pública voltada à promoção da agroecologia e da produção orgânica. Também estamos inaugurando aqui no CDT o aviário-escola, para facilitar a vida de todas as pessoas que queiram começar uma criação de galinhas e não têm a orientação necessária”, destacou o diretor Jean.

O coordenador do Programa de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, Waltenis Braga, explicou que o dia de campo é uma metodologia clássica da extensão rural para despertar o interesse do produtor em investir na atividade produtiva. “Um dos exemplos é o material propagativo de macaxeira, já testado pela Embrapa de Cruz das Almas e que vem sendo propagado pela Emdagro. Então, aqui é o campo onde o produtor desperta o interesse. Agora, se ele quiser aprofundar o conhecimento, aí sim precisa participar do treinamento com o apoio do escritório local”, explicou Waltenis.

Conhecimento e mudas

A produtora rural Andreia Nascimento, do assentamento Dom Élder Câmara, em Itaporanga d’Ajuda, falou sobre o que leva do evento. “Tive a oportunidade de receber um convite para participar desse evento maravilhoso e estou levando na bagagem muito conhecimento, além de mudas de graviola e de macaxeira. Na minha região eu tenho um tipo de macaxeira, mas não é dessa origem. Hoje sou produtora rural do assentamento e forneço alimentos para o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] da merenda escolar do município. Quero buscar mais conhecimento para avançar cada vez mais em uma produção de qualidade para o nosso povo”.

Outro produtor, representante da comunidade Garangau, José Adelson Fonseca — conhecido como “Delson dos Orgânicos” —, também explicou a relevância do evento para quem trabalha na terra. “O Dia de Campo é sempre importante porque estamos buscando mais informação e ficando antenados com as novidades. Com o conhecimento, estamos sempre um passo à frente. Não adianta você produzir bem se não buscar conhecimento. E tudo isso é feito para levar mais qualidade e saúde para a população que compra nossos alimentos”, pontuou o produtor.

O agente financeiro

O gerente executivo do Banco do Nordeste, Lênin Falcão, destacou que a participação da instituição neste dia de campo é de extrema importância, já que a agroecologia está sendo cada vez mais difundida e demandada pelos agricultores. “É uma política pública do governo federal e do governo estadual, por isso a Emdagro e o Banco do Nordeste não poderiam ficar de fora. Estamos aqui participando dentro do nosso Programa de Desenvolvimento Territorial (ProDETER), trazendo informações sobre crédito fundiário e crédito para a agricultura familiar. O Banco do Nordeste aplicou, em 2025, R$ 1,6 bilhão em crédito dentro da atividade orgânica e agroecológica. Em Sergipe, no mesmo ano, foram mais de R$ 46 milhões aplicados no setor. Temos crescido cada vez mais nesses financiamentos e aí reside a importância de estarmos neste grande evento”, explicou o gerente.

Ascom Seagri

 

Crédito rural supera R$ 1 bilhão em Sergipe e reforça papel estratégico da Emdagro no acesso de agricultores familiares ao financiamento

Mais de 80 mil operações de crédito mostram força da agricultura familiar em Sergipe

A agricultura familiar em Sergipe vive um momento de forte expansão, impulsionada pelo acesso ao crédito rural, viabilizado por meio da parceria entre a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e o Banco do Nordeste (BNB). Dados consolidados entre 2023 e 2026 mostram que o volume de recursos liberados já ultrapassa a marca de R$ 1,04 bilhão, evidenciando o impacto direto na economia do estado.

No período, foram realizadas 81.943 operações de microcrédito rural, viabilizadas a partir da emissão de 63.770 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) — documento essencial que garante ao produtor o acesso às linhas de financiamento, especialmente por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Agroamigo, do Banco do Nordeste.

Os números mostram uma evolução consistente ano a ano. Em 2023 foram movimentados cerca de R$ 230,6 milhões. Em 2024, o valor saltou para R$ 336,6 milhões. Já em 2025, o volume chegou a aproximadamente R$ 364,8 milhões, consolidando o maior patamar da série. Em 2026 até o momento já foram liberados mais de R$ 116,4 milhões.

Esse crescimento não acontece por acaso. Ele passa diretamente pelo trabalho de base realizado pela Emdagro, responsável por emitir os CAFs e prestar assistência técnica aos produtores. Segundo o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, o cadastro é a porta de entrada para toda a política de crédito rural voltada à agricultura familiar. “O crédito só chega na ponta porque existe um trabalho estruturado da Emdagro. É o CAF que garante ao agricultor o reconhecimento como agricultor familiar e permite que ele acesse o financiamento. Sem esse documento ele simplesmente fica fora do sistema bancário”, destacou.

Um dos exemplos vem da agricultora Maria Augusta Reis Santos, moradora do povoado Boa Vista, em Nossa Senhora da Glória, que passou a acessar o crédito rural após orientações recebidas da equipe da Emdagro em sua comunidade. “A equipe da Emdagro esteve na nossa comunidade explicando a importância do CAF e dos créditos que podem ser acessados pelos agricultores familiares. Isso despertou meu interesse e logo depois procurei o escritório local”, relatou.

Segundo ela, o acompanhamento técnico foi fundamental para garantir segurança no acesso ao financiamento. Com o apoio da instituição e financiamento do Banco do Nordeste, Maria Augusta conseguiu acessar um crédito de R$ 15 mil para investimentos na propriedade. “O projeto que fiz foi para compra de vaca, ração e caixa d’água. Foi um crédito muito bom, com bônus excelente para quem paga em dia”, disse a agricultora.

O diretor também reforçou que, além da emissão do cadastro, a atuação dos técnicos é decisiva na orientação e elaboração dos projetos produtivos. “Não é só liberar crédito. Existe todo um acompanhamento técnico que orienta o produtor sobre onde investir, seja na agricultura, na pecuária ou em sistemas mais sustentáveis. Isso garante que o recurso seja bem aplicado e gere resultado”, completou Jean.

O gerente do Agroamigo Banco do Nordeste em Sergipe, Luiz Morato, destaca a importância da parceria com a Emdagro e a importância do CAF para o acesso ao microcrédito. “Quando a gente fala da operacionalização do crédito rural, especialmente voltado à agricultura familiar, dois pontos são decisivos: a regularidade cadastral e o suporte da assistência técnica. O CAF devidamente emitido é um instrumento fundamental nesse processo. E aqui é importante destacar o papel estratégico da Emdagro, que responde por cerca de 90% dos cadastros dos agricultores que atendemos, garantindo capilaridade, agilidade e segurança na base de dados”, pontuou.

Outro exemplo vem do produtor rural Cláudio Gonzaga, morador do povoado Mocambo, em Nossa Senhora da Glória. Ele destaca a importância do acompanhamento técnico realizado pela Emdagro e do acesso ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) para o fortalecimento dos produtores do campo.

“O CAF é um documento muito importante para o nosso valor como agricultor. Sem ele, muitos projetos não existiriam. Além disso, o conhecimento e a orientação do pessoal que trabalha diretamente com a gente no campo só vêm valorizando cada vez mais o homem da roça”, destacou. O produtor também fez questão de reconhecer o apoio contínuo das equipes técnicas que acompanham os agricultores da região. “Estou aqui para agradecer mais uma vez pelo trabalho e pelo acompanhamento que os técnicos fazem junto da gente. Isso fortalece o produtor rural e ajuda muito quem vive da agricultura”, concluiu.

Impacto direto na economia

De acordo com a diretoria da Emdagro, com o valor injetado na economia rural em apenas quatro anos os efeitos vão além das propriedades. Para o presidente da Emdagro, Marcelo Silva dos Santos, os resultados comprovam a eficiência da política pública voltada ao fortalecimento do campo em Sergipe.

“Quando a gente fala em mais de R$ 1 bilhão injetados no meio rural, estamos falando de um impacto direto na economia de Sergipe. Esse recurso não fica só no campo, ele movimenta o comércio, gera emprego, fortalece os municípios. E isso só é possível graças a uma política pública bem estruturada, conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Rural e da Pesca (Seagri), com a execução da Emdagro, que garante assistência técnica e o acesso do produtor ao crédito”, destacou o gestor.

Emdagro leva hortoterapia ao CAPS de Laranjeiras e transforma rotina de usuários com o Programa Cultivando Horta

Iniciativa une saúde mental, inclusão social e produção de alimentos saudáveis por meio da prática agrícola

A rotina dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) José Fernando Mecenas, no município de Laranjeiras, ganhou um novo significado com a implantação do Programa Cultivando Horta – Alimento Seguro e Saudável na Mesa, desenvolvido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). A ação tem como foco promover inclusão, bem-estar e qualidade de vida por meio da hortoterapia.Criado em 2023, o programa atende a uma demanda do próprio CAPS, que buscava ampliar suas atividades socioeducativas. A proposta vai além do cultivo de alimentos: utiliza o contato com a terra como ferramenta terapêutica, baseada no método do “aprendizado pela prática”, estimulando habilidades, autonomia e interação social entre os participantes.

Para o usuário Célio Marcos dos Santos Resende, a experiência tem sido transformadora. “Para mim é um privilégio muito grande participar aqui dessa horta porque ela é uma terapia. Aqui a gente esquece dos problemas do dia a dia. Quando chegamos e encontramos essa atividade, a gente foca nela e isso é muito bom, porque deixa a mente mais leve. Eu melhorei bastante minha condição psicológica. Antes vivia isolado, dentro de um quarto, e hoje fiz amizades, participo de oficinas e da horta, que é a minha preferida”, relata.

A coordenadora do CAPS e assistente social, Leila Taize Figueiredo Costa, destaca a importância da parceria com a Emdagro para o fortalecimento das ações de saúde mental. “Aqui no CAPS Laranjeiras temos uma equipe multiprofissional e diversas oficinas. A novidade deste ano é a hortoterapia, que tem sido fundamental. Essa parceria com a Emdagro fortalece diretamente a saúde mental dos nossos usuários”, afirma.

Um dos diferenciais do programa é a participação ativa dos assistidos em todas as etapas do processo. Desde o planejamento inicial, com a construção do projeto “A horta dos nossos sonhos”, até o plantio e manejo, tudo é desenvolvido de forma coletiva, respeitando as particularidades de cada participante e incentivando o protagonismo.

Esse envolvimento tem gerado impactos positivos no cotidiano dos usuários. “Eu acordo pensando na horta e sinto minha mente mais leve quando estou perto da natureza”, conta Silvio Correia das Neves Filho, integrante do grupo.

Os primeiros plantios começaram em setembro de 2025, após um intenso trabalho de preparação do solo, que apresentava grande quantidade de pedras. A superação desse desafio só foi possível graças ao apoio de diversos parceiros, incluindo as secretarias municipais de Agricultura, Saúde, Educação e Assistência Social de Laranjeiras e Riachuelo, além de associações locais e dos próprios usuários. Foram doados insumos e equipamentos como areia vegetal, ferramentas, mangueiras, caixa d’água e até maquinário, fundamentais para a estruturação da horta.

Mesmo com limitações iniciais, a produção atendeu às expectativas e segue em expansão. Em 2026, o grupo retomou as atividades com novos plantios, análise de solo, definição de culturas, intercâmbios com outras experiências e a implantação de um jardim sensorial, ampliando ainda mais o alcance terapêutico da iniciativa.

Além da horta, o CAPS oferece outras atividades como produção artesanal, letramento, oficinas com argila e práticas corporais, como futsal e exercícios funcionais, compondo uma abordagem integral no cuidado com os usuários.

Para a gestora do programa, Abeaci dos Santos, o impacto vai muito além da produção agrícola. “A experiência do Cultivando Horta junto aos usuários do CAPS é algo muito especial. Estamos contribuindo para romper o isolamento e a exclusão, trazendo essas pessoas para mais perto da natureza. É emocionante ver a transformação, a alegria ao colher o que plantaram, o fortalecimento da autonomia e da saúde mental. Isso não tem preço e nos motiva a continuar”, destaca.

A iniciativa reforça o papel da extensão rural como ferramenta de transformação social, mostrando que, com cuidado, inclusão e oportunidade, é possível cultivar muito mais do que alimentos: é possível cultivar dignidade, pertencimento e novas perspectivas de vida.

Seagri e empresa vinculadas levam serviços e fortalecem agroecologia durante o ‘Sergipe é aqui’ em Itabaiana

Na ocasião, governador Fábio Mitidieri entregou os Certificados de Produtor Orgânico para duas Organizações de Controle Social (OCS)

 


A 71ª edição do programa Sergipe é aqui, que aconteceu nesta sexta-feira, 10, em Itabaiana, contou com os serviços e ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e suas vinculadas. Serviços essenciais e ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar estiveram disponíveis durante todo o dia, nos estandes da Agricultura, Coderse e Emdagro, que atraíram um grande público.

No local, foi disponibilizado pela Emdagro a emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), entrega de certificados de vacinação de animais contra Brucelose e Clostridiose, distribuição gratuita de mudas frutíferas e a entrega de amostras de solo para análises junto ao Instituto Tecnológico e de Pesquisas de Sergipe (ITPS).

Um dos destaques da programação em Itabaiana foi a exposição de produtos agroecológicos, que reuniu hortaliças, frutas, mel, pimentas, geleias e outros itens, oriundos da agricultura familiar, valorizando a produção sustentável e o consumo de alimentos saudáveis. A ação contou com a participação de representantes das Organizações de Controle Social (OCS) do Agreste Central, de Areia Branca, e Garangau, de Campo do Brito.

Na ocasião, o governador Fábio Mitidieri entregou os Certificados de Produtor Orgânico, emitidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) às duas OCS presentes. A agricultora Élida Rosa Vieira, presidente da OCS Agreste Central, ficou satisfeita ao receber o documento das mãos do chefe do Executivo. “É muito importante a gente ter esse documento em mãos, que certifica nossos produtos perante o consumidor. Há 24 anos produzo itens orgânicos e com esse certificado do Ministério tenho como comprovar isso, na comercialização de meus produtos”, confirmou.

Também o produtor de orgânicos José Firmino de Oliveira recebeu o certificado do MAPA, representando o presidente da OCS do Garangau, José Adelson Fonseca. “Receber esse certificado para nós da agricultura orgânica é uma grandeza e representa o reconhecimento de todo o trabalho de uma vida. Desde o ano de 2000 que trabalho com esses produtos, abastecendo o município de Itabaiana e regiões circunvizinhas, então isso é muito importante para a confirmação do trabalho que realizamos”, disse o agricultor que cultiva hortaliças, frutas, verduras e tubérculos, entre outros produtos orgânicos, contando com a assistência técnica da Emdagro.

O que é uma OCS

OCS são uma ferramenta fundamental para o fortalecimento da agricultura orgânica, especialmente no contexto da agricultura familiar. Formadas por grupos de produtores, essas organizações garantem, de forma coletiva, a qualidade dos alimentos orgânicos, por meio de relações de confiança e responsabilidade compartilhada.

Diferente da certificação por auditoria, o controle nas OCS ocorre por meio da venda direta ao consumidor e da atuação conjunta dos próprios agricultores. Os grupos são cadastrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), permitindo que seus membros integrem o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos.

Entre as principais características do modelo estão as visitas de pares — quando os próprios agricultores avaliam as propriedades uns dos outros —, o custo reduzido de produção e o incentivo à organização comunitária, além da troca de conhecimentos sobre práticas agroecológicas

Produtos agroecológicos

Convidado para expor e comercializar seus produtos no estande da Emdagro, o produtor Carlos César dos Santos, do Recanto dos Orgânicos, destacou a importância dessa iniciativa do Governo do Estado. “Foi uma experiência nova e muito positiva para nós produtores orgânicos. A Emdagro é uma grande parceira e está sempre presente, nos apoiando. Achei muito proveitoso, a feira foi bastante movimentada e contou com uma grande participação do público”, afirmou o empreendedor que levou para o evento itens diferenciados da sua produção, como o mel artesanal, colhido de forma cuidadosa, e os molhos de pimenta, que já somam 18 sabores.“São molhos feitos com frutas e pimentas, totalmente naturais, sem conservantes. Trabalhamos com fermentação, o que dá um sabor único. É um produto diferenciado, que não se encontra em outro lugar do Brasil, da forma como fazemos”, explicou. Com 14 anos de atuação na agricultura orgânica e certificação conquistada há seis anos, Carlos reforçou que mais importante que o selo é a consciência do produtor. “A certificação traz credibilidade, mas o mais importante é a consciência. É saber o que você está produzindo e oferecendo para sua família e para o consumidor”, pontuou.

Também para Marcelo Pulido, produtor do Sítio Sementes Voadoras, foi importante a oportunidade de expor e comercializar seus itens durante o “Sergipe é aqui”. “Foi um prazer enorme trazer nossos produtos agroecológicos, que seguem a mesma linha de trabalho desenvolvida pelo pessoal da Emdagro, baseada na agroecologia. É uma oportunidade de fortalecer a agroecologia e apresentar produtos artesanais ao público”, afirmou o produtor, que levou para o evento uma variedade de itens produzidos diretamente no sítio, com matéria-prima própria e controle artesanal de produção.

“A gente trabalha apenas com o que produz lá. Trouxemos licor de coco com açúcar mascavo, geleia de jabuticaba e também o vinagre de manga, que tem sido bastante procurado. São produtos naturais, com todo o cuidado no processo”, disse ao destacar os benefícios do vinagre artesanal, para a saúde. “Os vinagres de fruta são uma alternativa muito interessante, especialmente quando não são pasteurizados, como o nosso. Eles mantêm os micro-organismos vivos, que ajudam na saúde intestinal”, ressaltou.

Papel da Emdagro

Coordenador de Agroecologia e Produção Orgânica da Emdagro, Waltenis Braga Silva, destacou o papel da assistência técnica. “A Emdagro desempenha papel estratégico ao prestar assistência técnica e extensão rural (Ater) aos produtores, elaborar planos de manejo, participar das visitas de conformidade orgânica, promover capacitações em sistemas agroecológicos e apoiar a organização rural e o acesso a mercados institucionais, como o PAA e o PNAE”, pontuou.

“A participação da Emdagro no Sergipe é Aqui reforça o compromisso com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização dos produtores locais e a ampliação do acesso às políticas públicas voltadas ao campo”, concluiu o coordenador de Agroecologia.

 

Sergipe é o 4º maior produtor de camarão do Brasil e impulsiona a aquicultura

Da produção de larvas ao beneficiamento industrial, atividade envolve produtores, assistência técnica do Governo do Estado e fiscalização sanitária, movimentando a economia em diversas regiões

A criação de camarão tem se consolidado como uma das atividades mais importantes da aquicultura em Sergipe, movimentando a economia local e gerando emprego e renda em diversas regiões. Em viveiros espalhados por áreas próximas a rios e estuários, produtores acompanham diariamente o desenvolvimento dos crustáceos, garantindo alimentação, manejo adequado da água e cuidados sanitários até o momento da colheita. Todo o trabalho é acompanhado pela gestão estadual, por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

A atividade, conhecida como carcinicultura, reúne uma cadeia produtiva que vai desde a produção de larvas até o beneficiamento do camarão para consumo, se consolidando como uma atividade estratégica para o desenvolvimento da aquicultura no estado. Resultado disso é que, hoje, Sergipe ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de camarão do Brasil. Estimativas recentes do setor, como as da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), apontam que a produção anual pode variar entre 10 mil e 12 mil toneladas.

Produção

Em municípios como Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, a atividade tem ajudado a fortalecer a economia local e a gerar renda para muitas famílias. Antes de chegar aos viveiros de engorda, o camarão passa por um processo inicial de reprodução e criação em laboratório. Esse trabalho é realizado em empresas especializadas, responsáveis pela produção das chamadas pós-larvas, estágio em que os animais são comercializados para os produtores.

O processo começa com a reprodução dos camarões adultos e segue por diferentes fases de desenvolvimento até atingir o tamanho ideal para a venda, como explicou o engenheiro de pesca de uma dessas empresas produtoras de camarão, Victor Jing Dong Moreira Xu. “O processo começa na maturação dos camarões adultos que, depois, geram as ovas e os náuplios, primeiro estágio do animal. A partir daí ele passa pelas fases de larvicultura até chegar à pós-larva, que é o estágio ideal para ser comercializado aos produtores”, pontuou.

Todo esse processo ocorre com acompanhamento técnico e controle sanitário, garantindo que os animais cheguem aos produtores com qualidade e segurança.

Já a etapa de engorda dos camarões ocorre nos viveiros instalados em áreas próximas a rios e estuários. Nessas propriedades, os produtores realizam o manejo da água, a alimentação e o acompanhamento do desenvolvimento dos animais até o momento da colheita.

O carcinicultor José Eduardo de Oliveira Góis, que possui viveiros na região da Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro, destaca a importância do acompanhamento técnico para garantir a qualidade da produção. “O trabalho de cadastramento é muito importante porque garante o controle da produção e a qualidade do camarão. Caso surja algum problema sanitário, os órgãos já têm onde atuar rapidamente, evitando prejuízos para o produtor e garantindo que o consumidor receba um produto seguro”, afirmou.

Segundo José, a orientação técnica da Emdagro e a atuação integrada dos órgãos públicos contribuem para fortalecer toda a cadeia produtiva. “Quando há acompanhamento técnico e orientação, todos ganham: o produtor, que tem mais rentabilidade, e o consumidor, que recebe um produto de melhor qualidade”, acrescentou.

Controle sanitário da produção

O monitoramento sanitário é realizado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, órgão responsável pela defesa sanitária animal no estado. A médica veterinária da Emdagro Sônia Angélica Souza Silva explica que o objetivo é cadastrar os produtores e monitorar a movimentação dos animais aquáticos no estado. “Nosso trabalho é cadastrar os produtores e controlar o trânsito dos animais aquáticos para evitar que doenças entrem no estado ou se espalhem. Com esse monitoramento, conseguimos rastrear rapidamente qualquer problema sanitário”, frisou.

Segundo Sônia, o cadastro dos produtores também facilita a identificação das propriedades e permite uma atuação mais rápida caso seja necessário conter alguma enfermidade. “Muitos aquicultores não se veem como pecuaristas, mas a legislação considera essa atividade dentro da pecuária e exige o cadastro no órgão de defesa sanitária”, acrescentou.

Beneficiamento e comercialização

Após a colheita, o camarão segue para as unidades de beneficiamento, onde passa por etapas de limpeza, processamento e conservação antes de chegar ao consumidor.

Em outra empresa produtora de camarão localizada na Barra dos Coqueiros, o produto passa por um rigoroso controle de qualidade desde a chegada da matéria-prima até a expedição. A médica veterinária da empresa, Bruna Rayssa Gomes Oliveira, detalha os processos que envolvem a atividade. “A primeira etapa é a recepção da matéria-prima, quando avaliamos a temperatura, a aparência e a qualidade do produto. Depois, o camarão passa por lavagem, processamento e segue para refrigeração, congelamento e expedição. O controle de temperatura é um dos principais fatores para garantir a segurança do alimento. Utilizamos câmaras frigoríficas em todas as etapas e transporte adequado para garantir que o produto chegue ao consumidor dentro dos padrões de qualidade exigidos”, destacou.

O acompanhamento das agroindústrias também faz parte do trabalho realizado pela Emdagro, que realiza inspeções periódicas para garantir que as normas sanitárias sejam cumpridas. Segundo a médica veterinária da empresa pública, Roberta Bruna Fidelis Lins Peixoto, o controle começa ainda antes da construção das unidades de beneficiamento. “A inspeção começa na análise do terreno e das instalações. Em seguida, quando a agroindústria entra em funcionamento, seguimos acompanhando o processo produtivo para garantir que o produto esteja dentro dos padrões sanitários”, explicou.

Durante as inspeções, também são avaliadas as condições de higiene e o fluxo de produção dentro das agroindústrias. “Observamos os hábitos higiênicos dos manipuladores, se estão utilizando touca, máscara e outros equipamentos de proteção, além de verificar se o fluxo de processamento evita riscos de contaminação cruzada”, apontou Roberta.

Além da análise das instalações, a equipe realiza, ainda, coletas de produtos para exames laboratoriais. “Verificamos se o camarão atende aos padrões físico-químicos e microbiológicos definidos pelo regulamento técnico de identidade e qualidade. Um dos pontos avaliados é o nível de metabissulfito de sódio, um conservante utilizado no processamento do camarão. Esse produto precisa estar dentro do limite máximo permitido, que é de 100mg/kg. Caso ultrapasse, o lote é apreendido e descartado”, destacou.

Acesso a políticas públicas

Outro instrumento importante para o fortalecimento da atividade é o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), documento que permite aos produtores acessar políticas públicas voltadas ao setor rural. Conforme o engenheiro agrônomo da Emdagro Adailton dos Santos, o cadastro é essencial para que agricultores e aquicultores possam participar de programas governamentais. “O CAF habilita o produtor a acessar crédito rural, programas de compras institucionais e outras políticas públicas do Governo Federal. Apesar do nome Cadastro da Agricultura Familiar, ele também engloba outras atividades. A aquicultura, como a carcinicultura e a piscicultura, também está amparada pelo CAF, assim como pescadores artesanais, extrativistas e outros trabalhadores que vivem dessas atividades”, reforçou.

Fonte/Foto: ASN

 

Projeto transforma cascos de caranguejo e siri em biofertilizante para a agricultura familiar

Iniciativa sustentável em São Cristóvão une marisqueiras, pescadores e agricultores na produção de insumo orgânico que fortalece a produção rural e reduz impactos ambientais

Uma iniciativa inovadora está transformando resíduos de crustáceos em oportunidade para o fortalecimento da agricultura familiar em Sergipe. Em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), iniciou a implantação de um projeto pioneiro que utiliza cascos de caranguejo e siri, especialmente do caranguejo uçá, para a produção de biofertilizante destinado aos produtores rurais do município.

A diretora de Aquicultura e Pesca da Prefeitura de São Cristóvão, vinculada à Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), Elaine de Jesus, disse que a ação é resultado de diagnóstico feito nas comunidades pesqueiras. “A ação nasceu a partir de um diagnóstico técnico realizado na comunidade do povoado Tinharé, tradicional vila de marisqueiras e marisqueiros de São Cristóvão. Durante as visitas de campo, técnicos identificaram o descarte inadequado dos cascos de caranguejo, resíduo que, além de gerar impactos ambientais, poderia ser reaproveitado de forma produtiva”.

Para o chefe do escritório local da Emdagro em São Cristóvão, engenheiro agrônomo Renato Figueiredo, o projeto demonstra como a extensão rural pode gerar soluções práticas e sustentáveis para desafios enfrentados pelas comunidades. “A partir dessa demanda da própria comunidade, a equipe técnica da Emdagro, em parceria com a Semagri, desenvolveu uma alternativa sustentável: a produção de um biofertilizante foliar orgânico. O processo começa com a trituração dos cascos, que são transformados em farinha e posteriormente submetidos a um processo de fermentação biológica utilizando esterco bovino fresco”.

O engenheiro agrônomo Renato Figueiredo explicou que o diferencial do produto está na composição, rica em nutrientes, microrganismos benéficos e, principalmente, na presença de quitina, substância natural encontrada nos exoesqueletos de crustáceos. “Durante a fermentação, a quitina é convertida em quitosana, composto reconhecido por estimular os mecanismos naturais de defesa das plantas. Esse processo contribui para a prevenção de doenças, aumenta a resistência das culturas a pragas e favorece o desenvolvimento vegetativo das plantas. A quitosana também melhora a absorção de nutrientes pelas lavouras e potencializa a resposta imunológica das culturas, podendo reduzir a necessidade do uso de insumos químicos e tornar a produção mais sustentável e economicamente viável. Aplicado por pulverização, o biofertilizante foliar proporciona nutrição rápida às plantas e reforça a produtividade das lavouras. O tempo médio de preparo do produto varia entre 30 e 60 dias, e a expectativa é de que a iniciativa beneficie cerca de quatro mil produtores locais”, detalhou o engenheiro.

A experiência piloto foi aplicada na propriedade de uma moradora da comunidade, a produtora Andréia Cristina Lima dos Santos. “Coloquei minha propriedade à disposição dos demais moradores da comunidade, porque vi que essa iniciativa resolve dois problemas. Estamos aproveitando um resíduo abundante da atividade das marisqueiras para gerar um insumo agrícola de alto valor, que fortalece a agricultura familiar e promove a sustentabilidade”, destacou.

O representante da Associação do Povoado Tinharé, José Valmiro Alves dos Santos, afirmou que a iniciativa ainda visa amenizar o impacto da atividade ao ambiente e na saúde dos moradores locais. “Para a comunidade, essa poluição não é benéfica, porque grande parte das cascas de mariscos acumula água, favorecendo a reprodução de mosquitos da dengue. Além disso, há uma grande quantidade de lixo nos quintais, com mau cheiro, e tudo isso prejudica a saúde”. Ele acrescenta que a inovação será positiva, pois eliminará esse descarte irregular, que será transformado em biofertilizante, beneficiando outras pessoas, como os agricultores familiares.

Meio ambiente agradece

De acordo com as instituições parceiras, Emdagro e Semagri, o projeto ainda fortalece a inclusão social ao integrar marisqueiras, pescadores e agricultores familiares em uma cadeia produtiva circular, na qual o resíduo de uma atividade passa a ser insumo estratégico para outra. Como política pública estruturada, o biofertilizante produzido será adquirido pela Prefeitura de São Cristóvão e destinado aos produtores rurais cadastrados no município, garantindo acesso a um insumo sustentável, de baixo custo e com respaldo técnico, ampliando as condições para uma produção agrícola mais eficiente e ambientalmente responsável.

 

Emdagro inicia Campanha de Atualização Cadastral de Rebanhos em Sergipe

A partir de 1º de abril, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) estará condicionada à regularização cadastral


O Governo de Sergipe, por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), dará início, no próximo dia 1º de abril, à Campanha de Atualização Cadastral de Rebanhos, que seguirá até 31 de maio em todo o estado.

A atualização cadastral já é uma exigência legal há mais de dois anos. No entanto, durante o período da campanha, a Emdagro reforça a obrigatoriedade da atualização para todas as espécies de interesse pecuário, incluindo bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, caprinos, equinos, asininos, muares, aves, animais aquáticos e abelhas.

“A campanha é uma oportunidade de reforçar junto aos produtores a importância da atualização cadastral, que já é obrigatória, mas que agora ganha ainda mais relevância. Esses dados são fundamentais para garantir a segurança sanitária dos rebanhos, orientar políticas públicas e dar mais eficiência às ações de defesa agropecuária no estado”, destacou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

O procedimento consiste na atualização das informações pessoais do produtor, dados da propriedade rural, além do saldo e da estratificação dos rebanhos. A responsabilidade é do proprietário ou de quem detenha a posse ou guarda dos animais.

O produtor que não realizar a atualização dentro do prazo será considerado inadimplente e poderá sofrer penalidades previstas na Lei nº 9.309, de 23 de outubro de 2023.

Outro ponto importante destacado pela Emdagro é que, a partir de 1º de abril, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) estará condicionada à regularização cadastral das propriedades envolvidas, tanto de origem quanto de destino.

Para realizar o procedimento, o produtor pode acessar o site da Emdagro ou utilizar o sistema SIAPEC3. Também há a opção de envio das informações via WhatsApp, pelo número (79) 99982-3828, ou pelo e-mail atualizacaorebanho@emdagro.se.gov.br. O atendimento presencial segue disponível nos escritórios da empresa em todo o estado.

A Emdagro orienta que os produtores não deixem para a última hora, garantindo a regularidade da propriedade e evitando restrições na emissão de documentos essenciais para a atividade pecuária.

Produtores recebem sementes de palma forrageira para fortalecer pecuária no semiárido

No acumulado entre 2023 e 2026, o programa soma mais de 1,08 milhão de raquetes distribuídas, beneficiando 857 produtores em 38 municípios

Cerca de 144 produtores em oito municípios do semiárido sergipano estão recebendo sementes de palma forrageira. A ação é realizada pelo Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), que iniciou no último dia 26 de março, a entrega de 138.520 raquetes, por meio do Programa Sementes do Futuro – Palma. As ações iniciaram, nas Comunidade Lagoa Grande e na Colônia Agrícola Nossa Senhora de Lourdes, no município de Nossa Senhora da Glória, e se estenderão para os demais municípios.

A iniciativa tem como principal objetivo estimular a formação de campos de multiplicação de palma forrageira, além do plantio direto, ampliando a reserva estratégica de alimento para o rebanho bovino, especialmente em períodos de estiagem prolongada. O programa se consolida como uma importante ferramenta de fortalecimento da pecuária leiteira no semiárido sergipano.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro, Jean Carlos Nascimento Ferreira, a ação representa um avanço concreto no apoio ao produtor rural. “Estamos investindo em uma tecnologia simples, mas extremamente eficiente para a convivência com o semiárido. A palma forrageira garante segurança alimentar para o rebanho e reduz os impactos da seca, dando mais estabilidade à produção e à renda do agricultor”, destacou.

Para o presidente da Associação de Produtores do povoado Lagoa Grande, Adalto Conrado, a iniciativa chega em um momento decisivo para o campo. “A gente só tem a agradecer ao Governo do Estado por esse apoio. A palma chega num momento crucial pra gente, principalmente por causa da seca. É o que vai garantir alimento pro nosso rebanho e dar mais segurança ao produtor”, afirmou.

A agricultora do povoado Lagoa Grande, Carla dos Santos, também destacou a importância da ação. “Essa distribuição chega em boa hora. A gente precisa desse apoio para continuar produzindo e alimentando nossos animais, principalmente em tempos difíceis como os de seca”, ressaltou.

Evolução do programa

Desde sua implementação, o programa vem mantendo a entrega de sementes sem interrupção. Em 2023, foram distribuídas 286 mil raquetes da variedade Orelha de Elefante Mexicana, beneficiando 190 produtores em sete municípios. Já em 2024, houve crescimento expressivo, com a distribuição de 362.600 raquetes da variedade IPA Sertânia, alcançando 259 produtores em 14 municípios. Para 2025, foram entregues 295.680 raquetes para 264 produtores em 17 municípios, enquanto agora em 2026 estão sendo distribuídas 138.520 raquetes para 144 produtores em oito municípios.

No acumulado entre 2023 e 2026, o programa soma mais de 1,08 milhão de raquetes distribuídas, beneficiando 857 produtores em 38 municípios, com investimento superior a R$ 500 mil. Cada produtor contemplado recebe 14 sacos, contendo 70 unidades de raquete de palma, garantindo condições adequadas para implantação das áreas produtivas.

Adaptando às necessidades

Uma das mudanças estratégicas do programa foi a substituição da variedade Orelha de Elefante Mexicana pela IPA Sertânia, a partir de 2024, atendendo a uma demanda dos próprios produtores. Embora resistente à cochonilha do carmim, a variedade mexicana apresenta espinhos que dificultam o manejo. Já a IPA Sertânia mantém alta produtividade, resistência à praga e melhor aceitação pelos animais, além de não possuir espinhos, facilitando o trabalho no campo e aumentando a segurança dos agricultores.

 

Seagri atende população de Japoatã com diversos serviços durante a 70ª edição ‘Sergipe é aqui”

Município da região do Baixo São Francisco recebeu ações e serviços da Seagri e suas vinculadas

O município de Japoatã, distante 93 quilômetros de Aracaju, recebeu, nesta quinta-feira, 26, a 70ª edição do programa itinerante ‘Sergipe é aqui’, com ações realizadas no entorno do Centro de Excelência Josino Menezes. Localizado na região do Baixo São Francisco, o município possui uma economia baseada na agricultura e pecuária, com destaque para a produção de frutas, abrangendo grande parte do Platô de Neópolis. Durante o evento, o Governo do Estado transferiu simbolicamente a sua sede para a cidade e ofertou um leque de serviços para a população local, contando mais uma vez com a participação da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), juntamente com suas vinculadas: Coderse, Emdagro e Pronese.

A ação realizada no estande da Agricultura promoveu a distribuição de 60 mudas de árvores frutíferas e a entrega de 40 amostras de solo para análise pelo Instituto Tecnológico e de Pesquisas de Sergipe (ITPS). Também no local foram disponibilizados os atestados de vacinação contra a Brucelose aos produtores responsáveis pelos 32 animais imunizados, somente nesses primeiros meses de 2026. Além disso, 40 agricultores inscritos no Cadastro de Agricultor Familiar (CAF), em Japoatã, puderam receber seu certificado no estande e serem atendidos pela equipe técnica da Emdagro.

Como foi o caso de Luciene Rezende dos Santos que foi até o local para receber seu CAF e buscar orientações sobre como poderia cadastrar também o seu filho de 18 anos. Moradora do Acampamento Maria Lindaura, ela saiu cedo de casa para poder aproveitar ao máximo o dia de atividades em Japoatã. “Toda a minha vida vivi da roça, onde criei meus cinco filhos e sei da importância desse documento. Agora, quero cadastrar meu filho, também, para ele ter os mesmos benefícios”, contou a agricultora que planta milho, mandioca, macaxeira e amendoim, entre outras culturas, com a ajuda da família.

O técnico em Enfermagem Márcio Ricardo Silva visitou o estande da Agricultura onde conseguiu uma muda de jambo, para plantar em seu sítio. “No terreno de minha família, temos muitas fruteiras, como coqueiro, pés de siriguela, de cajá e de manga, mas não tínhamos o jambo e, agora, vou cultivar com cuidado para termos essa fruta que gosto muito”, relatou Márcio que também atua como conselheiro tutelar em Japoatã.

O lavrador Manoel dos Santos Medeiros vive da agricultura e além de plantar mandioca, milho e feijão, gosta de cultivar árvores frutíferas para seu consumo e de sua família. “Tenho muitas espécies em meu sítio mas a carambola já tinha tentado antes e não consegui. Agora, vou plantar essa muda que ganhei e confiar que dessa vez vai dar certo”, afirmou satisfeito.

Coderse

Na 70ª edição do ‘Sergipe é aqui’, a Coderse levou o atendimento para demandas de infraestrutura hídrica de Japoatã, onde já foram perfurados 34 poços tubulares profundos. A companhia também apresentou à população o seu trabalho no Programa Água Doce. Por meio de uma maquete foi demonstrada aos visitantes a importância dos 32 sistemas de abastecimento de água dessalinizada implantados em localidades de nove municípios sergipanos do semiárido.

Japoatã também é um dos quatro municípios com áreas irrigadas pelo Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis. Toda a infraestrutura de captação, distribuição de água e os 41 lotes empresariais, pertencem à companhia estadual. A associação dos concessionários administra o polo irrigado e a Coderse gerencia os contratos, fiscalizando a operação. O platô é responsável pela produção anual de quase 300 mil toneladas de frutas e hortaliças. São mais de 84,5 milhões de cocos verdes e 2.100.000 m² de grama ornamental e esportiva, gerando cerca de 3,2 mil empregos diretos na região.

 

Última atualização: 9 de abril de 2026 10:03.