Emdagro, em parceria com a PRF, atua contra irregularidades no transporte de laranjas

Os caminhões interceptados foram autuados e obrigados a retornar a seu estado de origem

 


No dia de ontem (10), a Equipe da Defesa Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em colaboração com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou uma operação que resultou na interceptação e atuação de caminhões oriundos do Estado da Bahia, transportando cargas de laranja em desacordo com a legislação vigente.

 

Durante a operação, os veículos foram devidamente multados, e as multas já foram pagas. Além disso, as cargas irregulares foram lacradas e obrigadas a retornar ao estado de origem. Uma ação adicional realizada pela equipe envolveu a apreensão e destruição de 1.500 mudas de murta que estavam em desacordo com as regulamentações vigentes.

 

A ação da equipe da Defesa Vegetal e da PRF é parte dos esforços contínuos da Emdagro para proteger o patrimônio cítricola do estado. O objetivo principal é garantir que a produção de citros em Sergipe seja preservada e que as normas sanitárias e fitossanitárias sejam estritamente cumpridas, evitando possíveis ameaças ao setor.

 

“A atuação conjunta da Emdagro e da PRF é essencial para manter a integridade do setor cítricola em Sergipe. Estamos comprometidos em garantir que as regulamentações sejam respeitadas e que qualquer ameaça à produção de citros seja devidamente controlada”, afirmou a Diretora de Defesa Animal de Vegetal da empresa, Aparecida Andrade.

 

A operação demonstra o compromisso das autoridades com a proteção da agricultura e da economia local, ressaltando a importância da cooperação interinstitucional para preservar a qualidade e a segurança dos produtos agrícolas em Sergipe.

 

 

Emdagro realiza visita técnica à Embrapa Algodão para impulsionar o Programa do Algodão Agroecológico

Plano de ação estadual deverá operacionalizar programa em Sergipe

 


A equipe técnica da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou uma visita técnica à Embrapa Algodão, localizada em Campina Grande, na Paraíba, para participar de uma reunião relacionada ao Programa do Algodão Agroecológico. O programa, uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Embrapa Algodão, tem como objetivo revitalizar a cultura do algodão em sistemas de base sustentável no Nordeste.

Durante a visita, a equipe da Emdagro, composta pelo Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Jean Carlos Nascimento, a Engenheira Agrônoma Elizabeth Denise Campos, membro da Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica, além dos técnicos em agroecologia Waltenis Braga e Marize de Campos Lima  recebeu da Embrapa Algodão sementes de quatro variedades de algodão, bem como sementes de gergelim e amendoim. Essas sementes serão multiplicadas no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Emdagro, localizado em Itabaiana, Sergipe, e cultivadas em consórcio nas Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa (UAP) da região.

O Programa do Algodão Agroecológico em consórcios agroalimentares está programado para ser lançado no próximo mês de novembro e tem como foco promover práticas sustentáveis na produção de algodão, visando a redução do uso de agrotóxicos e a preservação do meio ambiente. “O Programa representa um passo importante na busca por soluções agrícolas mais sustentáveis e na preservação dos recursos naturais, e a colaboração entre a Emdagro e a Embrapa Algodão é fundamental para o sucesso desse empreendimento no nordeste brasileiro”, ressaltou o Diretor de Ater, Jean Carlos.

Além disso, a visita proporcionou uma rica troca de experiências com outros estados do nordeste, permitindo à equipe da Emdagro adquirir conhecimentos valiosos para a implementação bem-sucedida do Programa do Algodão Agroecológico em Sergipe. “Voltamos com a missão de discutir e elaborar um Plano de Ação Estadual, com a determinação de contribuir para o fortalecimento da produção de algodão agroecológico no estado e promover práticas agrícolas sustentáveis em benefício dos agricultores e do meio ambiente”, frisou o diretor.

 

 

Manejo Sustentável dos Citros é tema de encontro no município de Boquim

Evento marca mais uma ação do Governo do Estado em direção à revitalização da citricultura sergipana

Nesta quarta-feira, 27, o município de Boquim, no sul de Sergipe, foi cenário de um evento de grande relevância para a agricultura sustentável na região. O I Encontro sobre Manejo Sustentável dos Citros aconteceu na sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) em Boquim, com organização conjunta do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), e parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Embrapa e Banco do Nordeste.
O presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, abriu o encontro destacando os investimentos que a Secretaria de Agricultura tem direcionado ao órgão para o desenvolvimento das ações de assistência técnica e extensão rural em Sergipe. “Sabemos que, para que existam avanços na agricultura, têm que existir investimentos. A Emdagro recentemente teve um concurso público, e nos próximos dias estaremos somando novos engenheiros agrônomos, médicos veterinários e técnicos agrícolas à nossa equipe de extensionistas. Também foram adquiridos novos veículos, para que nossos profissionais cheguem com mais facilidade até o produtor rural, ao citricultor, para melhor atendê-los em suas necessidades”, disse.
O presidente também destacou a importância das parcerias para que as ações junto ao homem do campo avancem ainda mais rápido. “É importante frisar que, no mundo de hoje, é preciso que existam cooperações. Exemplo disso são os acordos de cooperação técnica com a Embrapa, com o Banco do Nordeste e com o Sebrae, para que a gente avance rápido e entregue aos produtores uma agricultura e uma citricultura mais produtiva, com menos custos”, pontuou Gilson.
O evento reuniu especialistas, pesquisadores e agricultores dedicados ao cultivo de citros, com o objetivo de discutir práticas e estratégias para tornar a citricultura mais sustentável e eficiente. A programação do encontro contou com apresentações e palestras que versaram sobre as ações da Emdagro no setor agropecuário, apresentado pelo diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jean Carlos Nascimento. Também tratou sobre o levantamento das práticas sustentáveis adotadas, do manejo sustentável dos pomares dos citros, do controle biológico das pragas dos laranjais, do uso e aplicação do pó de rocha e os avanços e inovações relacionados aos porta-enxertos para citros.
Segundo o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas/BA, Walter Soares, sua palestra demonstrou a importância da variação de porta-enxertos para o controle de pragas e doenças. “Se o agricultor tiver uma variação de porta-enxertos, ele vai ter o que chamamos variabilidade genética, ou seja, uma condição segura de que determinadas doenças características de apenas uma variedade não afete todo o pomar”, explicou.
Momento prático
Após o almoço, a programação continuou com a parte prática, dividida em quatro estações de trabalho: Controle Microbiano das Pragas dos Citros, o Uso de Insetos Predadores e Preparo de Biofertilizantes. Finalizando o evento, foi realizada uma visita à quadra com novos porta-enxertos.
O agricultor Flávio Bispo, do município de Salgado, participou do evento e destacou a importância do encontro. “Para nós, agricultores, é de suma importância poder resgatar as origens da citricultura e trabalhar com essa temática tão importante, o controle biológico e o manejo sustentável”, ressaltou.
Participaram como palestrantes o engenheiro agrônomo da Emdagro, Renato Figueiredo, o pesquisador e engenheiro agrônomo Marcelo Mendonça, e o engenheiro agrônomo Glauco de Andrade Antunes, da Mibasa. Também estiveram presentes os técnicos e chefes de escritórios locais e regionais da Emdagro.

Foto: Vieira Neto – Ascom/Seagri

 

Inauguração de novo laticínio em Nossa Senhora da Glória reforça segurança alimentar em Sergipe

Com o selo de inspeção estadual (SIE) a agroindústria Nalmilk Laticínios passa a ofertar produtos de qualidade comprovada
No dia 21 de setembro, o município de Nossa Senhora da Glória, localizado no sertão sergipano, celebrou a inauguração do Nalmilk Laticínios, mais uma agroindústria dedicada ao processamento de leite no Estado de Sergipe. Com uma capacidade de processar 40 mil litros de leite, esta nova empreitada será responsável pela produção de diversos produtos lácteos, incluindo manteiga, queijos coalho e muçarela, além de requeijão manteiga.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da diretora de Defesa Animal e Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida Andrade, que representou o presidente do órgão, Gilson dos Anjos, que se encontrava em Brasília no momento. Também estiveram presentes membros da equipe do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal da Emdagro.
Essa inauguração representa um passo significativo para o Estado de Sergipe, uma vez que mais um estabelecimento sai da clandestinidade e se regulariza de acordo com as normas estaduais que regulam o setor. “A obtenção da inspeção estadual, selo SIE/SE, é um marco importante para garantir aos consumidores produtos de qualidade, livres de contaminantes e resíduos que possam afetar a saúde”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.
A agroindústria Nalmilk Laticínios é uma empresa 100% familiar, o que demonstra o compromisso das famílias locais com a produção de alimentos de alta qualidade. O empreendimento emprega diretamente 30 funcionários e contribui com a geração de renda de 150 produtores de leite da região ao adquirir seu produto. O Serviço de Inspeção da Emdagro já regularizou 9 laticínios em Sergipe, e outros 10 estão em processo de regularização no órgão.
“O processo de legalização levou um tempo porque a gente precisava tomar consciência da importância de se regularizar. Então levamos mais ou menos 5 anos para chegarmos a conseguir o que conseguimos hoje, que foi o selo da Emdagro”, disse Messias de Jesus, que largou a escola onde lecionava para ajudar seu pai, José Hunaldo de Jesus, na queijaria que já aumentava sua demanda ano após ano.
Segundo ele, “a equipe da Emdagro foi bastante parceria no processo, que orientou a todo o momento como deveria ser feito” e sabe agora que, com chegada do selo SIE, as responsabilidades aumentam muito. “Estou feliz em trabalhar dentro da legalidade”, concluiu.
A segurança alimentar é uma preocupação essencial para os consumidores, e um dos principais indicativos de qualidade é a presença do selo de fiscalização no rótulo dos produtos. Em Sergipe, o Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado (SIE/SE), pertencente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), é responsável por garantir as condições adequadas de manipulação e armazenamento de alimentos. Consumir produtos clandestinos pode representar riscos à saúde.
Somente este ano, os fiscais agropecuários já realizaram 356 inspeções, resultando no fechamento temporário de um estabelecimento laticínio para adequação. Os estabelecimentos que passam pelas etapas de controle do SIE recebem o selo de inspeção, o que permite a comercialização dos produtos no estado. Os produtores interessados em fazer o registro podem encontrar a lista de documentos necessários no site www.emdagro.se.gov.br.
O SIE realiza vistorias técnicas em estabelecimentos sergipanos de carnes, pescados, ovos, leite, mel e seus derivados, além de analisar produtos não comestíveis e projetos para construção de estabelecimentos de armazenagem. É o SIE que emite os laudos que autorizam a comercialização nos municípios sergipanos, garantindo ao consumidor final alimentos de alta qualidade. Em conjunto com outras instituições, como a Vigilância Sanitária e o Ministério Público, o SIE fiscaliza o comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal e participa das análises documental e técnica das amostras.
A diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Maria Aparecida Andrade, ressaltou a importância do selo de inspeção na garantia da segurança alimentar: “Fazemos um apelo aos consumidores: adquiram apenas produtos cuja origem seja conhecida! Aprendam a ler o rótulo, verifiquem quem fabricou e quais órgãos fiscalizaram a manipulação desses produtos.” Garantir a procedência dos alimentos é essencial para proteger a saúde dos consumidores e fortalecer a economia local em Sergipe.
Com a inauguração do Nalmilk Laticínios e o trabalho contínuo do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado, a segurança alimentar e a qualidade dos produtos lácteos em Sergipe estão em destaque, contribuindo para o bem-estar dos consumidores e o crescimento da economia local.

29ª Oficina sobre a Sustentabilidade Ambiental dos Sistemas de Dessalinização encerra ciclo de capacitação em Sergipe

Cerca de 2.400 famílias são atendidas diretamente pelo programa Água Doce
No dia 20 de setembro, no projeto de assentamento Carlos Lamarca, localizado em Simão Dias, Sergipe, foi realizada a 29ª Oficina sobre a Sustentabilidade Ambiental dos sistemas de dessalinização implantados pelo Programa Água Doce – PAD. Esse evento marcou o encerramento de mais um ciclo de capacitação das famílias beneficiadas com água de qualidade na região semiárida do estado.
O Programa Água Doce, coordenado pelo Governo Federal em parceria com os governos estaduais e executado por equipes técnicas multidisciplinares, tem como objetivo fornecer água dessalinizada de excelente qualidade, livre de contaminantes, para as famílias que vivem nas áreas áridas e semiáridas do Nordeste, incluindo Minas Gerais. Em Sergipe, o programa é conduzido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) em colaboração com suas vinculadas a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse).
Cerca de 2.400 famílias, o que corresponde a aproximadamente 9.800 pessoas, são atendidas diretamente pelo programa, que fornece diariamente uma média de 17.400 litros de água dessalinizada. Antes da implantação desses sistemas, as comunidades dependiam principalmente de carros-pipa contratados pelas prefeituras ou pela Defesa Civil, além de cisternas, barreiros e açudes locais, o que frequentemente expunha a população a riscos de contaminação.
O sistema de dessalinização utilizado é considerado uma tecnologia de ponta, baseada na osmose reversa por meio de membranas. Três caixas de 5.000 litros cada são usadas no processo, com a água bruta obtida do poço sendo armazenada em uma delas. Após a dessalinização, parte da água é direcionada para abastecer um chafariz utilizado pela população, enquanto a parte restante, conhecida como rejeito devido à alta concentração de sal, é encaminhada para um tanque protegido por lona, onde ocorre a evaporação.
Além do abastecimento de água para consumo humano, a água bruta é utilizada para dessedentação animal e limpeza das casas. Algumas comunidades aproveitam o tanque de concentrado para a criação de peixes e irrigação da erva sal, que serve como forrageira para caprinos e ovinos.
O PAD adota uma metodologia específica, iniciando com diagnósticos para a seleção das comunidades, identificando potencialidades e dificuldades locais. Durante a implantação dos sistemas, é estabelecido um Acordo de Gestão em conjunto com as famílias beneficiadas, definindo direitos e deveres, horários de funcionamento, quantidade de água por família, entre outros detalhes, que são discutidos e aprovados em reuniões com os grupos de beneficiários. Três operadores por sistema são eleitos e capacitados, além de um grupo gestor responsável pela administração dos sistemas e resolução de conflitos.
“As oficinas de sustentabilidade são realizadas para sensibilizar e orientar as famílias sobre a importância de preservar a qualidade da água dessalinizada, abordando cuidados com a limpeza e vedação das caixas d’água, transporte e armazenamento adequados, e esclarecendo dúvidas sobre o uso da água dessalinizada”, explicou a Engenheira Agrônoma da Emdagro, Elisabeth Denise Campos.
Segundo ela, o Programa Água Doce desempenha um papel fundamental na vida das famílias do semiárido sergipano, não apenas garantindo o acesso a água de qualidade, mas também promovendo o diálogo, organização comunitária e preservação da saúde e do meio ambiente na região. “É um exemplo concreto de como a tecnologia e a colaboração entre entidades governamentais podem transformar a vida das populações em áreas desafiadoras”, concluiu Elisabeth.

Evento sobre Sanidade Vegetal reúne especialistas para discutir desafios e regulamentações no setor agropecuário

O evento aconteceu no auditório da Emdagro e contou com representantes de toda a cadeia produtiva da citricultura
Na busca por promover a saúde e a qualidade das plantas que alimentam o Brasil, o treinamento sobre sanidade vegetal, que aconteceu nesta quarta-feira (20), no auditório da Emdagro, em Aracaju, reuniu especialistas renomados para abordar temas cruciais no universo agrícola. O evento contou com a participação de profissionais de assistência técnica e extensão rural, comerciantes de insumos, atacadistas, varejistas, emissores de CFO’s (Certificado Fitossanitário de Origem), Responsáveis Técnicos e Produtores rurais.

A programação incluiu controle de pragas quarentenárias dos citros e banana, legislação sobre produção e comercialização de mudas, sistema informatizado de rastreabilidade de agrotóxicos e Plano Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes com ênfase na produção e comercialização vegetal. “Esse é um treinamento importante, porque tratamos de uma questão relevante que é o controle de pragas na agricultura e, como em Sergipe o que representa a nossa agricultura é a citricultura, a gente vai dar ênfase a esse controle de pragas que assegura ao estado o status de zone livre de várias doenças”, disse.

Na ocasião, o treinamento, que é uma parceria entre a Emdagro e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), buscou passar o alerta a toda a cadeia produtiva do citros, desde técnicos, produtores e comerciantes no tocante à pragas e doenças, sobretudo o Greening, uma praga quarentenária de altíssima periculosidade do citros. “É um alerta grande que estamos fazendo para com o cuidado de todo o processo de formação dos pomares, porque não adianta investir na sua produção se não tiver um cuidado no controle de pragas. Além disso, discutimos no treinamento a questão dos resíduos e contaminantes, que é a qualidade desse produto produzido no campo. Por isso, dois palestrantes do Mapa abordaram tanto o alerta do controle de pragas quanto à qualidade dos alimentos produzidos no campo”, destacou Aparecida.

Para o palestrante do treinamento, o Auditor Fiscal Federal e Coordenador de Controle de Pragas do Ministério da Agricultura, Ricardo Hilman, o estado de Sergipe tem todas as condições de desenvolver sua citricultura nos próximos anos diante da ausência de doenças quarentenárias, como o Greening. “Nos próximos anos, Sergipe tem toda a condição de aumentar sua citricultura, não só em produtividade, mas em competitividade. Então, é fundamental o conhecimento, alertar sobre os riscos e também uma oportunidade, porque o estado pela sua condição sanitária, sem a praga do Greening é fundamental para o crescimento e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, frisou.

Segundo o coordenador, essa condição sanitária de Sergipe abre perspectivas de novos convênios para o desenvolvimento das ações que visam à sanidade vegetal do Estado. “Nós trouxemos aqui conhecimento e possibilidade de futuros convênios nessa área para que, em conjunto com o setor público e o setor privado, a gente possa manter essa condição de ser livre da doença e ter condições de desenvolvimento a citricultura local”, acrescentou.

Preocupado por ter vivenciado a tragédia da cadeia produtiva da citricultura de estados como São Paulo causada pelo Greening, o representante da indústria de suco Maratá, Luciano Andreazza, viu no treinamento um momento importante para se debater as consequências dessa doença em Sergipe. “Esse treinamento é muito importante, porque você ver uma doença como o Greening dizimar os pomares de citros de São Paulo, com 80 milhões de árvores arrancadas, não vai querer que ela chegue aqui em Sergipe, por isso que a Emdagro e o Governo do Estado têm que estar bastante atentos, porque se entrar aqui a gente vai sofrer e a citricultura, não só para o Estado de São Paulo como para o Estado de Sergipe, representa muito para a economia, para o aspecto social e ambiental, de sustentabilidade. Então é importantíssimo um evento realizado como esse aqui”, considerou.

O Citricultor Hugo Albuquerque de Rezende, acha importante a discussão sobre o tema, e reforça a participação do de toda a cadeia produtiva, especialmente, o próprio produtor na proteção da cultura no Estado. “É muito importante participar desse evento porque nós vamos saber sobre todo o trânsito na produção da laranja, evitando assim trazer as pragas de fora para nosso estado. Da mesma forma, entendo de suma importância a participação do produtor nesse processo. Que, ao comprar suas mudas, compre em viveiristas certificados, porque ele saberá que é uma muda confiável e de qualidade”.

Programação Abrangente

O treinamento trouxe também uma ampla gama de tópicos críticos para a sanidade vegetal e a agricultura sustentável. A programação incluiu palestras informativas e esclarecedoras sobre a legislação que rege a produção e comercialização de mudas. O Auditor Fiscal Federal, Engenheiro Agrônomo Carlos Alexsahander Macêdo Borges, especialista no assunto, apresentou as regulamentações vigentes e abordou as melhores práticas para garantir a qualidade das mudas e a conformidade legal.

Em seguida, a Coordenadora Estadual de Insumos Agropecuários da Emdagro, Aglênia Araújo, trouxe uma perspectiva essencial sobre o sistema informatizado de rastreabilidade de agrotóxicos. Em uma era em que a transparência e a segurança dos produtos agrícolas são fundamentais, a apresentação de Araújo foi fundamental para os participantes entenderem como essa tecnologia pode ser implementada de forma eficaz.

Encerrando o evento, o Auditor Fiscal Federal, Engenheiro Agrônomo Adriano da Anunciação Pimentel, compartilhou informações valiosas sobre o Plano Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes, com ênfase na produção e comercialização vegetal. Pimentel discutiu os desafios e as estratégias para garantir que os produtos vegetais atendam aos mais altos padrões de segurança alimentar.

 

Greening: A ameaça silenciosa que paira sobre os citros brasileiros

Em Sergipe não há registro da doença, mas Emdagro segue vigilante.

 

No Brasil, a citricultura enfrenta uma batalha silenciosa e destrutiva conhecida como Huanglongbing (HLB) ou Greening dos citros. Esta é considerada a doença mais grave que assola as plantações de citros no país, representando uma ameaça global para a indústria citrícola. Em Sergipe, até o momento, não há registro do HLB. Contudo, os citricultores devem permanecer vigilantes, inspecionando regularmente seus pomares e relatando quaisquer sintomas semelhantes ao HLB imediatamente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), órgão responsável pelas ações de defesa vegetal no estado.

A Emdagro atua estrategicamente em Sergipe para retardar a entrada da doença na citricultura. Isso inclui inspeções fitossanitárias, monitoramento em áreas comerciais, armadilhamento em pontos-chave e fiscalização rigorosa do trânsito de cargas nas barreiras sanitárias. “Nós atuamos adotando estratégias de controle que envolvem o planejamento cuidadoso do plantio e da renovação dos pomares, a utilização de mudas saudáveis, monitoramento constante do vetor e inspeção regular para detectar plantas sintomáticas”, destacou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A doença já está presente em vários estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, e está sob controle oficial nesses locais. “A citricultura em Sergipe é particularmente vulnerável, pois possui os principais hospedeiros do HLB (Citros e Murta) e o vetor, o psilídeo Diaphorina citri, embora ainda não tenha sido detectada a presença da bactéria Candidatus Liberibacter nas plantas. A disseminação ocorre principalmente por meio do inseto vetor e mudas contaminadas”, alertou a diretora.

Segundo Aparecida, a indústria de citros do Brasil enfrenta uma batalha contínua contra o HLB, e a colaboração de todos é essencial para proteger essa parte vital da nossa agricultura. “A conscientização dos técnicos e produtores é fundamental para enfrentar essa ameaça. A aquisição cuidadosa de material básico de citros, como sementes, borbulhas e mudas, é uma medida crucial para proteger nossos citricultores”, orientou.

Os Sintomas Alarmantes

A HLB não poupa nenhuma espécie cítrica e, até o momento, não há cura para as plantas doentes. Seus sintomas são inconfundíveis: folhas de ramos afetados apresentam um padrão mosqueado, com variações de verde que se misturam sem delimitações claras. As folhas se tornam opacas, com uma nervura central engrossada. Os frutos sofrem deformações, com a columela desviada e o albedo (parte branca sob a casca) engrossado, afetando o sabor da fruta. As árvores afetadas perdem prematuramente seus frutos e, em última instância, acabam morrendo. Mesmo quando são mudas, as plantas podem ser afetadas, muitas vezes sem apresentar sintomas visíveis.

Vetor e Hospedeiro

A propagação do HLB é atribuída ao psilídeo Diaphorina citri, um inseto de cor branca-acinzentada com manchas escuras nas asas. Este pequeno inseto é comum nos pomares durante as épocas de brotação das plantas e é o vetor responsável por transmitir a bactéria causadora do HLB. Além dos citros, a planta ornamental Murta também serve como hospedeira para o patógeno.

A Murta (Murraya paniculata), uma planta comum em Sergipe, é hospedeira do patógeno e frequentemente utilizada em cercas vivas e decoração. Devido a esse risco, é proibido o plantio ou manutenção de Murta em locais públicos e áreas citrícolas em Sergipe, bem como em lojas de paisagismo e plantas ornamentais.

 

Agricultores e pescadores aprovam serviços e informações ofertadas no ‘Sergipe é aqui’ em Santo Amaro das Brotas

Análises de solo, regularização de CAF, solicitação para manutenção de poços e reunião do setor pesqueiro marcaram participação da Agricultura na 11ª edição do Governo Itinerante

 

O município de Santo Amaro das Brotas se tornou a capital do Estado nesta sexta-feira, 15, e a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) marcou presença, juntamente com suas vinculadas na 11ª edição do ‘Sergipe é aqui’. A partir da iniciativa do Governo do Estado, mais de 150 serviços foram oferecidos à comunidade local.

Dentro da programação do ‘Sergipe é aqui”, a Seagri mobilizou um encontro com secretários municipais de Nossa Senhora do Socorro, Santo Amaro das Brotas, Barra dos Coqueiros e representantes das colônias e federações de pesca e aquicultura. Participaram também representantes da Superintendência Federal da Pesca, da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

A superintendente da Seagri, Ana Patrícia Guimarães, informou que o objetivo principal do diálogo foi mostrar para todos os representantes do setor a necessidade de levantamento de dados. “A reunião foi muito produtiva, visto que conseguimos explicar sobre a importância do censo e de como precisamos do comprometimento da população pesqueira e aquicultora do estado de Sergipe, para obtermos os dados e conseguirmos políticas públicas específicas e eficazes. Todos concordaram e firmamos o compromisso para atingir o nosso objetivo”, avaliou Ana Patrícia.

Durante o encontro, o secretário Municipal da agricultura de Nossa Senhora do Socorro, David Lopes, falou da experiência de realização do censo da aquicultura e pesca. “Somos o primeiro município sergipano a fazer o censo. Os desafios são enormes, em termos de manter a equipe de pesquisadores, conquistar a confiança dos produtores e de tabulação dos dados. Mas a mensagem que eu deixo para os colegas secretários é a de que não desistam. Estes dados são fundamentais para avançarmos em termos de políticas públicas”, destacou.

Serviços para a população

No estande montado para a ocasião, a Seagri, por meio da Emdagro, ofereceu o cadastro e a coleta de 30 amostras de solo, que foram posteriormente encaminhadas ao Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) para análise. Além disso, foram distribuídas mudas frutíferas, entregues Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) e fornecidas orientações técnicas aos agricultores locais.

“Essa iniciativa reforça o compromisso do governo em levar serviços essenciais e apoio à agricultura familiar diretamente às comunidades, fortalecendo o setor agrícola e promovendo o desenvolvimento sustentável em todo o estado de Sergipe”, destacou o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da Emdagro, Jean Carlos Nascimento.

Beneficiada com mudas de árvores frutíferas, a agricultora Marilene Demésio Pereira não escondeu a alegria em ganhar mudas de qualidades produzidas pela Emdagro. “Eu ganhei mudas de manga e pitanga e estou apostando que vou chupar frutas de qualidade”, disse a agricultora, que aproveitou o estande para tirar dúvidas sobre o CAF.

O agricultor José Neri da Cruz, da comunidade Caio Prado, em Santo Amaro das Brotas, veio buscar o resultado da análise de solo da sua propriedade. “Estou aqui hoje para pegar minha análise de solo que fiz com o apoio da Emdagro. Com essa análise, eu vou poder planejar melhor meu plantio e evitar perdas e desperdícios”.

Água para Todos

O diretor de Infraestrutura Hídrica da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), Ernan Sena, destacou a importância em participar desse projeto. “É o Governo do Estado, por meio da Coderse, hoje em Santo Amaro das Brotas, presente em mais um ‘Sergipe é aqui’. Para nós, uma cidade muito importante, porque nós temos o programa ‘Água para Todos’ sendo efetivado, por meio da perfuração de poços nos povoados Branquinha e Areias”, destacou.

Ernan Sena explica que são comunidades onde não há o abastecimento da Deso e, para fazer essa complementação, a Coderse vem atuando em todo estado. “Tivemos aqui, no dia de hoje, alguns atendimentos relativos à manutenção de poços na região. Como em todas as edições do Governo Itinerante, seguimos sempre à disposição da população sergipana”, completou o diretor.

Curso capacita extensionistas rurais para implementação do programa Ater Mulher em Sergipe

Serão cinco dias de treinamento sobre temas essenciais para as mulheres rurais

De 11 a 15 de setembro, a sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) será palco de um evento inovador que marcará a história das políticas públicas brasileiras para o meio rural: o Curso Instrumental Ater Mulheres. Promovido pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com a Emdagro, esse curso tem como objetivo capacitar extensionistas rurais que trabalharão com o empoderamento das 600 mulheres rurais beneficiadas pelo programa, proporcionando-lhes ferramentas para uma vida saudável e produtiva no campo.

O Curso faz parte do Programa Ater Mulheres do MDA, uma iniciativa que visa fortalecer o papel das mulheres no desenvolvimento rural, reconhecendo a importância vital que desempenham nas comunidades agrícolas. O público-alvo deste curso são as extensionistas da Emdagro, mulheres que desempenham um papel fundamental na assistência técnica às agricultoras familiares do estado de Sergipe.

Durante os cinco dias do curso, serão abordados diversos temas essenciais para as mulheres rurais, incluindo políticas públicas voltadas para elas, metodologias de assistência técnica e extensão rural específicas, inovação e tecnologias sociais, e atividades relacionadas ao edital Ater Mulher, onde 630 mulheres rurais sergipanas serão capacitadas, fortalecendo a produção e a representatividade feminina no meio rural.

“O curso representa um passo significativo na valorização das mulheres rurais, promovendo uma vida saudável e empoderando-as para que possam desempenhar papéis ainda mais relevantes no desenvolvimento do meio rural brasileiro”, comentou o Presidente da Emagro, Gilson dos Anjos. Segundo ele, essa é uma iniciativa inédita no Brasil e representa uma conquista de oito anos de luta das mulheres rurais.

Gilson destaca ainda que a Emdagro não se limitará apenas à assistência técnica, mas também abordará questões sociais, como a violência doméstica e o feminicídio, durante os dezessete meses de vigência do contrato com a Anater. “O programa Ater Mulheres inclui palestras, oficinas, dias de campo, seminários, rodas de conversa e orientações técnicas, todos com o propósito de fortalecer e empoderar as mulheres agricultoras sergipanas”, frisou o presidente.

Camilo Daniel, coordenador do Escritório Estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), ressalta que, após sete anos de desmonte das políticas públicas, o Brasil retoma a assistência técnica e extensão rural, agora com um foco especial nas mulheres. Ele enfatiza a importância desse fortalecimento das mulheres rurais, que desempenham papéis cada vez mais relevantes na agricultura familiar e em programas sociais como o Bolsa Família.

Para a agricultora e líder do Quilombo Caraíbas, localizado no município de Canhoba, Xifroneze dos Santos, sua expectativa é bastante positiva em relação ao curso, que promete valorizar o trabalho das mulheres e abrir novas oportunidades de mercado para a produção rural. “É importante destacar a relevância desse programa para as mulheres quilombolas, que agora poderão levar seus produtos ao mercado, gerando renda e fortalecendo suas comunidades”, disse.

Ater Mulheres

O primeiro contrato de parceria para a implementação do programa Ater Mulheres foi assinado entre a Emdagro e a Anater no último mês de agosto. Com ele, Sergipe sai na vanguarda ao ser o pioneiro na assistência técnica específica para mulheres, beneficiando 630 mulheres em diversos municípios do estado.

O Ater Mulheres também priorizará o desenvolvimento de sistemas produtivos agroecológicos e práticas sustentáveis de uso e manejo dos recursos naturais, além de apoiar a organização de grupos produtivos de mulheres e facilitar o acesso delas ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e a políticas de crédito produtivo e comercialização.

 

Governo de Sergipe distribui sementes de palma forrageira para criadores das regiões sul e centro sul do estado

O cultivo da palma é uma opção estratégica de alimentação animal que visa fortalecer a atividade pecuária, e assim contribuir para um futuro sustentável para os produtores e criadores

O Governo de Sergipe realiza mais uma etapa do Programa Sementes do Futuro. Desta vez, com a entrega de ‘raquetes’ ou sementes de palma forrageira. Ao todo, serão distribuídas 286 mil raquetes de palma para as regiões sul e centro sul de Sergipe. O lançamento da entrega de sementes de palma aconteceu, nesta terça-feira, 5, às 9 horas, na Praça Adolfo Tavares de Andrade, no Povoado Bomfim, em Riachão do Dantas.

Hoje, 60 produtores de Riachão do Dantas foram contemplados com a entrega. Ao todo, cada um recebeu 25 sacos com 60 de sementes, o equivalente a 1.500 unidades. De acordo com o secretário de Estado Agricultura interino, Marival Santana, o material propagativo (raquetes semente de palma) é resistente às pragas, procedentes de áreas isentas de pragas e doenças, também muito mais produtiva e resistente a excesso de água, períodos de seca e tem boa aceitação pelos animais.

“As ações desse projeto serão desenvolvidas em oito municípios das regiões sul e central sul: Riachão do Dantas, Tomar de Geru, Nossa Senhora das Dores, Lagarto, Tobias Barreto, Boquim, Pedrinhas e Arauá. Estamos entregando 286 mil raquetes sementes de palma, atendendo 190 criadores, onde cada um recebe 1.500 raquetes”, explicou Marival Santana.

A prefeitura de Riachão do Dantas, Simone Andrade, agradeceu em nome dos produtores da região serrana do município a chegada do benefício. “Já temos uma parceria forte com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Emdagro, que trouxe o programa de inseminação artificial, melhorando a qualidade genética do rebanho. Agora estamos trazendo a palma para complementar a alimentação animal. São duas ações e serviços que se complementam para fortalecer a bacia leiteira de nossa região que cresce em quantidade e qualidade a cada dia “, ressaltou a prefeita Simone.

O produtor José da Silva Viana disse que costumava comprar palma para complementar a alimentação de seu rebanho bovino, mas com essa oportunidade criada pelo Governo do Estado iria fazer o plantio de uma tarefa da planta forrageira. “Com o plantio de palma vou diminuir os custos com ração e garantir uma semente sadia para continuar plantando”, disse José.

A palma forrageira é uma planta de grande importância para as regiões áridas e semiáridas, devido, principalmente, a sua rusticidade, resistência à seca e elevada capacidade de produção de massa. A palma é uma planta cultivada principalmente para produção de forragem e segurança alimentar dos rebanhos.

Qualidade da semente

De acordo com o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, nos últimos anos, tem-se observado um desequilíbrio entre a produção e consumo dessa forrageira, gerando sua super utilização e consequente déficit estratégico das áreas cultivadas. “Portanto, o cultivo da palma é uma opção estratégica de alimentação animal que visa fortalecer a atividade pecuária, contribuindo para um futuro sustentável para os produtores e criadores”, destacou.

Para suprir o déficit de área plantada, faz-se necessário atenção especial no sentido de fomentar  o plantio, disponibilizando material propagativo de uma variedade de alta produtividade, resistente a estresse hídrico, e a pragas (tal como a cochonilha do carmim) e bem mais tolerante a águas, a exemplo do que está sendo feito pelo Governo de Sergipe.

O diretor de assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Jean Nascimento, explica que, em Sergipe, o cultivo da variedade “Orelha de Elefante Mexicana” já foi testada pela Emdagro, em municípios do alto sertão sergipano e tem contribuído com a sustentabilidade da pecuária de leite nas pequenas propriedades. “Nossa orientação é de que os criadores e pecuaristas que estão recebendo estas sementes sigam as recomendações técnicas de plantio e terão sucesso. Para cada hectare plantado o produtor irá colher dez hectares, ou seja, 80% do que colher pode ir para o consumo dos animais e os demais 20% pode ser replantado”, orienta o diretor técnico.

Texto/Foto: Ascom Seagri

Última atualização: 19 de janeiro de 2024 09:26.