Emdagro e Conselho Regional de Medicina Veterinária reforçam parceria para a fiscalização de queijarias

Objetivo é conscientizar produtores sobre a importância do registro no CRMV-SE para adequação à legislação e oferecer mais segurança na qualidade do produto que chega ao consumidor


Visando dar celeridade ao processo de regularização dos laticínios de pequeno porte, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), através da Diretoria de Defesa Animal e Vegetal, discutiu com a Comissão de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária – Sessão Sergipe (CRMV-SE), o papel dos profissionais médicos veterinários como responsáveis técnicos e o registro de estabelecimentos de laticínios, ambos pelo Conselho.

A reunião foi realizada na última segunda-feira (04), e contou com presença do presidente da Comissão do CRMV-SE, Urias Fagner Santos Nascimento, a diretora da Didav (Diretoria de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Maria Aparecida Andrade, o coordenador de Inspeção, Ronaldo Cavalcante, o coordenador de Defesa Animal, Emerson Sales, e o coordenador de Desenvolvimento Rural, Ary Bomfim.

Atualmente, 52 projetos de construção ou regularização de queijarias já foram aprovados pela Coordenadoria de Inspeção da Emdagro, mas, em que pese esse quantitativo até o momento, se tem verificado um número razoável de queijeiros que não deram continuidade ao processo de construção ou adequação dos seus empreendimentos. “Por isso, se faz necessário esse trabalho de parceira da Emdagro e o CRMV-SE na fiscalização desses outros estabelecimentos para que haja a conscientização de seus proprietários sobre a importância do registro do estabelecimento no referido Conselho, considerado como procedimentos básicos na instalação e funcionamento dos laticínios”, destacou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A diretora enfatizou ainda que esse envolvimento institucional entre os dois órgãos dará mais segurança na produção de um produto de qualidade na mesa dos sergipanos. “A Emdagro é o órgão responsável pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), que atesta a qualidade dos produtos de origem animal que é consumido pela população, e é em nome dessa responsabilidade que nós vamos intensificar as fiscalizações dessas queijarias que ainda não estão regularizadas, no sentido de dar celeridade ao processo de regularização, uma vez que todos os meios e oportunidades já foram dados aos pequenos laticínios informais”, alertou Aparecida.

Segundo o presidente da Comissão de Fiscalização do CRMV-SE, Urias Fagner, a parceria entre Emdagro e o Conselho de Medicina Veterinária é muito importante no cumprimento da legislação pertinente aos laticínios de pequeno porte que não se ajustaram às leis. “É de grande importância essa parceria da Emdagro e o Conselho, no acompanhamento e fiscalização conjunta, buscando o cumprimento da regulamentação e legislação sanitária desses empreendimentos”, concluiu.

Emdagro, Mapa e Faese discutem estratégias do Plano Estratégico do Programa de Vigilância para Febre Aftosa

Reunião reforça integração entre órgãos e setor produtivo na manutenção do status de zona livre da Febre Aftosa


Em reunião ocorrida na última terça, dia 05, entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Federação da Agricultura de Sergipe (Faese) foram discutidos os resultados obtidos na primeira está da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa, ocorrida em maio deste ano. A análise faz parte das ações do Plano Estratégico do Programa de Vigilância para a doença e tem como objetivo avaliar a evolução do programa sanitário no estado e indicar quais os municípios que apresentam baixos índices de vacinação, tanto no rebanho quanto nas propriedades rurais.

De acordo com os dados apresentados pela Coordenadoria do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa da Emdagro, referente a primeira etapa da campanha contra a Febre Aftosa, alguns municípios ainda precisam melhorar o índice de vacinação. “Todos os envolvidos na no setor produtivo da pecuária em Sergipe, ou seja, todos os criadores, tem responsabilidade pela manutenção do status zona livre da Febre Aftosa do Estado. Já estamos há 26 anos sem a presença da doença em Sergipe e precisamos manter nosso índice vacinal acima dos 95% do rebanho, como preconiza o Ministério da Agricultura”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A diretora ressaltou ainda a importância do engajamento de todos para que o Estado possa reivindicar, num futuro próximo, o reconhecimento como status de zona livre da doença sem vacinação. “É fundamental o alinhamento de estratégias em conjunto com o setor produtivo e o comprometimento desse setor com uma maior participação nas ações de Defesa Sanitária, através de ações como o cadastro agropecuário, emissão de guia de trânsito animal, a importância da notificação de doenças, concurso público, fundo de emergência, dentre outros assuntos, como também estratégias para implantação de nova ações da Defesa Agropecuária em Sergipe”, enfatizou.

Segundo o Superintendente Federal de Agricultura em Sergipe, Haroldo Araújo Filho, que também participou da reunião, as ações de fiscalização têm o foco na defesa do produtor rural, garantindo segurança ao rebanho. Já o presidente do Sistema Faese/Senar, Ivan Sobral, reconhece que a vacinação, assim como sua declaração junto à Emdagro, por parte de todos os produtores, é a única ferramenta capaz de atingir as exigências dos órgãos de fiscalização de forma a garantir o status de área livre da Febre Aftosa sem vacinação”.

O evento contou, também, com a participação do Coordenador de Defesa Animal da Emdagro, Émerson Sales, a responsável pelo PNEFA/Emdagro Adriana Frias, representantes da Superintendência Federal de Agricultura em Sergipe, Vera Minan e André Barreto, dos técnicos da Faese Célio Dantas e Samara Fagundes, e o representante do Senar, Dênio Leite.

Governo implanta unidade de observação de variedades de banana

Além de contribuir para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a pragas e mais produtivas, vai contribuir para a diversificação da fruticultura

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), implantou, em Boquim, uma unidade demonstrativa da cultura da banana. São cinco variedades em observação com objetivo de alcançar plantas mais produtivas e que sejam tolerantes a doenças.

A área experimental instalada equivale a 1,1 hectare e está localizada no povoado Punga, distante sete quilômetros da sede do município na propriedade do produtor Jéferson Júnior dos Santos. São 1.408 plantas distribuídas entre as variedades Banana Princesa, Banana da Terra Pacova, Banana Prata Pacoua, Banana Prata Gurutuba, Banana Prata Catarina.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, essa ação do Governo de Sergipe também contribui para a diversificação da fruticultura na região sul e para aumentar a produção do fruto. “Além de contribuir para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a pragas e mais produtivas, essa iniciativa importante, implementada pela Emdagro, vai contribuir para a diversificação da fruticultura, visto que com a redução da área cultivada com laranja na região sul, esta pode ser mais uma alternativa econômica para os produtores”, pontua o secretário.

A responsabilidade técnica de implementação da unidade experimental é da Emdagro, que fornece as mudas e faz orientação técnica desde o plantio, aplicação de adubos e outros insumos, passando pelo desenvolvimento da planta até a colheita. A área é acompanhada de perto pelo engenheiro agrônomo e chefe da unidade regional da Emdagro em Boquim, Luiz Fernando de Oliveira, e pelo técnico e chefe local da empresa, Joetôneo Ferreira Neves. “É importante destacar que as variedades de banana têm um bom material genético que foram fornecidos pela Biofábrica do Sergipetec. A implantação de uma unidade produtiva com mudas de boa qualidade é um passo importante para se obter resultados positivos”, disse o técnico.

“A grande expectativa da Emdagro é de que ao longo de 18 meses, período de observação até a colheita, a área deixe de ser uma unidade de observação e passe a ser uma área de demonstração, replicando a experiência para centenas de produtores em todo o estado. O objetivo é doar as mudas de melhor qualidade, aprovadas na resistência às pragas e com boa produtividade e levar a tecnologia para o maior número de produtores”, complementou Ferreira Neves.

O produtor de bananas, José Cardoso da Hora, com o plantio de três tarefas de bananeiras no povoado Olhos D’água, em Boquim, é um dos que querem receber as novas variedades de banana. Ele conta que foi beneficiado pelo governo Estadual com o Programa de Avaliação da Fertilidade de Solos, que visa elevar a capacidade da produção agropecuária de forma sustentável ao pequeno produtor. “Os técnicos da Emdagro estiveram aqui, levaram amostra do solo e já me orientaram como fazer a adubação correta e como corrigir a acidez do solo. Isso vai ajudar muito na minha produção e, mais ainda, quando receber as novas mudas de bananeira”, contou José Cardoso.

Ele acrescentou que tem preferência pela variedade de Banana da Terra por ter melhor valor comercial. “Mesmo com essa variedade que já planto há muitos anos, consigo vender cerca de 400 bananas por semana, e tiro R$ 50,00 por um cento da Banana da Terra, já a Prata de R$ 8,00 a R$ 10,00 o cento. A banana-maçã também é bastante valorizada”, explica o produtor.

Produção de banana em Sergipe

Segundo dados do “Perfil da Agricultura em Sergipe 2019”, publicado pelo Observatório de Sergipe, a cultura da banana está entre os dez produtos agrícolas mais importantes do estado. Segundo esse documento, entre 2018 (22.859 toneladas) e 2019 (25.032 toneladas) houve um crescimento de 10% na produção. Com crescimento de 12% no valor de produção no comparativo de 2018 (R$ 27.952.000,00) e 2019 (R$ 31.205.000,00) dentre as culturas permanentes. Mesmo assim, a produção não atende à demanda estadual do fruto, necessitando comprar em outros estados do Nordeste.

Matéria produzida pela ASCOM/SEAGRI

Parceria entre Emdagro e Unit viabiliza vagas de estágios e acesso a cursos de graduação

Na manhã da última segunda feira (27), representantes da Universidade Tiradentes (Unit) estiveram reunidos com o diretor administrativo financeiro Anderson Defon, com o coordenador do setor de recursos humanos, Carlos Alberto Torres e assessores. Na pauta estava a assinatura de um convênio de cooperação mútua de difusão de oportunidade de estágio e emprego para alunos e egressos, além de proporcionar aos funcionários e seus agregados o acesso a curso de graduação e pós graduação com descontos que variam dos 5% acumulativos na modalidade graduação e 15% na modalidade pós graduação.

“Essa parceria entre a Emdagro e a Universidade Tiradentes permite aos estagiários adquirirem experiências no campo que escolheram para sua formação profissional e aos nossos servidores o acesso à cursos de graduação e pós-graduação, podendo, assim, seguirem no caminho da sua qualificação profissional”, frisou o Diretor Administrativo e Financeiro da Emdagro, Anderson Defon, que, na ocasião, recebeu em nome da Emdagro o Certificado de Empresa Conveniada.









Governo de Sergipe investe na recuperação de pomares cítricos

Com capacidade de produzir 500 mil borbulhas por ano, os viveiros instalados pelo governo vão atender os 14 municípios da região citrícola


Visando beneficiar a cadeia produtiva da citricultura, o Governo de Sergipe realizou a recuperação de viveiros para produção da borbulha de citros. A tecnologia aplicada utiliza pequenos brotos retirados de galhos de frutas cítricas isentas de doenças para produzir mudas de alta qualidade com certificação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. A unidade produtiva fica no Centro de Treinamento da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), localizado no município de Boquim. A produção de mudas e posterior distribuição aos citricultores atenderá os 14 municípios que compõem a região citrícola estadual: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Itaporanga, Indiaroba, Itabaianinha, Lagarto, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Salgado, Santa Luzia, Tomar do Geru e Umbaúba.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, a ação do governo estadual é importante para manter Sergipe entre os cinco maiores produtores nacionais de laranja. “A renovação dos pomares cítricos é um passo fundamental para aumentarmos a produtividade, produzindo frutas de qualidade com viabilidade econômica. Acredito que é uma ação importante para manter Sergipe entre os maiores Estados produtores nacionais. Nossos produtores têm expertise e o governo está ajudando na revitalização dos pomares. Estamos investindo R$ 150 mil agora em 2021 na recuperação de viveiros telados para produção de borbulhas visando atender os produtores dos municípios da região citrícola. Além disso, estes municípios estão incluídos no Programa de Avaliação de Análise de Solo, no qual o Governo do Estado também injetou R$ 126 mil, com o objetivo de identificar a capacidade que o solo tem de prover os nutrientes para plantas, garantindo a melhoria da produtividade das culturas”, destacou o secretário.

Material genético selecionado
Os viveiros telados instalados pelo governo medem 90 metros (m) de comprimento, 12 m de largura e 4 m de altura, com capacidade de fornecer 500 mil borbulhas por ano para viveiristas. Segundo o chefe da Unidade Regional da Emdagro de Boquim, engenheiro agrônomo Luiz Fernandes de Oliveira Silva, o principal benefício desta ação é garantir que os produtores tenham mudas produzidas com material genético de qualidade. Todas as borbulhas produzidas aqui são livres de pragas e fungos, com material genético pesquisado e selecionado pela Embrapa e que terá validação do Ministério da Agricultura”, diz o engenheiro.


O Engenheiro da Emdagro explica ainda que, com maior ciclo de períodos quentes, Sergipe leva vantagem em relação aos estados do sul do Brasil no processo de produção de mudas cítricas. “Enquanto eles passam por um ciclo de um ano e meio para produzir mudas, nós produzimos em 300 dias. Isso porque no período de enxertia da planta precisa de água e calor, então como aqui no Nordeste a incidência de calor é maior, levamos vantagem”. O técnico agrícola e coordenador local da Emdagro, Joetôneo Ferreira Neves, explica o processo de produção das mudas. “Nós fornecemos para o produtor tanto a semente de Limão Cravo Santa Cruz para produção do porta-enxerto como também agora com as borbulhas para produção das mudas, tudo com certificação do Ministério da Agricultura”.

O exemplo do viveirista
O produtor e viveirista, José Oliveira Fontes, conhecido como Zezé de Jairo, do povoado Colônia 13, município de Lagarto, trabalha há mais de 30 anos com a produção de mudas. Ele conta que já recebeu apoio e orientação do governo por meio da Emdagro. “Aqui no meu viveiro eu faço todo o processo, desde a semeadura com a semente do Limão Cravo nos tubetes para fazer o porta-enxerto, seleciono as melhores plantas que brotaram, passo para as bolsas apropriadas com substrato e adubo, até fazer a enxertia com o citro que desejar. Aqui a procura maior é pela muda de Laranja Pera, mas faço também a muda do Limão Taiti, Limão Galego e Tangerina. Agora, com essa ajuda do governo nas borbulhas vai ser melhor porque diminui a despesa de produção e temos uma planta sadia”, diz o produtor.

Sobre a citricultura em Sergipe
Sergipe é o menor Estado da federação em área, mas ainda ocupa uma posição importante como 5º lugar na produção nacional de laranja, atrás apenas dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. A estimativa de safra da laranja para 2021 é de 371.769 toneladas (3,3% maior que a safra 2020) numa área plantada equivalente a 32.255 hectares e produtividade de 11.939 toneladas por hectares, segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola publicado pelo IBGE no último dia 9 de setembro.


Texto: Ednilson Barbosa – Ascom/Seagri
Foto: Vieira Neto

Estado elabora diagnóstico sobre casas de farinha

Objetivo é apoiar a elaboração de políticas públicas voltadas para esse ramo de atividade


Mapear os principais aspectos que permeiam as atividades das casas de farinha, esse foi o objetivo da reunião, ocorrida no início da semana, em Aracaju, entre técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) para a elaboração de um diagnóstico on-line preciso sobre as formas de organização para a produção e comercialização, gestão e controle social, participação do gênero feminino nas atividades de produção e na organização social, seguridade social prestada aos trabalhadores e a utilização de equipamentos de proteção individual de trabalhadores das casas de farinha.

A execução do diagnóstico vai envolver 42 comunidades rurais de 18 municípios das 4 regiões do estado. Ao todo serão 47 casas de farinhas que fazem parte das áreas de atuação da Emdagro. “O diagnóstico rápido participativo (Drp) é uma ferramenta metodológica que terá como objetivo apoiar a elaboração de programas, projetos, planos e as diferentes políticas públicas que respondam as expectativas de trabalhadores rurais”, explicou a assessora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social, Abeaci dos Santos.

O trabalho de organização do diagnóstico percorreu as fases de elaboração de questões norteadoras que compõem o documento, a seleção das casas de farinha a serem contempladas, a escolha da equipe com 18 técnicos, definição da metodologia de aplicação e, por último, discussão e legitimação do diagnóstico com previsão para concluir no final de novembro deste ano. “Após a aplicação, entraremos na fase de desdobramento do diagnóstico rápido participativo, com as fases de organização das informações coletadas, sistematização, restituição da sistematização para os trabalhadores rurais, elaboração de planos de ação e, ainda, construção de um artigo para publicação, considerando todas as fases e resultados do processo”, frisou Abeaci.

Para a assessora de Comunicação da Emdagro, Suzana Leite, é importante destacar que a forma de aplicação do diagnóstico será on-line, levando-se em consideração o contexto pandêmico. “Apresentamos o formulário do diagnóstico elaborado através da plataforma Google Forms, que elimina o uso de papel. De maneira automática, os resultados serão captados em tempo real, de forma on-line, e os técnicos poderão fazer uma análise mais precisa. Contudo, não será descartado a forma presencial, com assessoria das equipes técnicas durante a aplicação, para evitar problemas de falta de acesso à internet por parte dos trabalhadores das casas de farinha”.

Participaram da reunião as equipes técnicas da Emdagro das regiões de Nossa Senhora da Glória (Rita Selene Quixadá Bezerra, Luís Fernando  Piedade, Eliana Alves Rodrigues, Gilberto Luiz Araújo Santana, Adalmir Alves de Jesus e  José Hamilton Santana); da região de Propriá (Gildete Rozendo de Cerqueira, Josenildes Oliveira de Menezes e Izaque Santos de Jesus), da região de Lagarto (Dilma Maria dos Santos Tavares, Agenor Antônio do Nascimento e Maria da Conceição Góes Oliveira) e das técnicas do escritório central da empresa, Abeaci dos Santos e Tabita Evangelista Reis de Araújo (Assessoria do Programa de Organização e Desenvolvimento Social), Aryosvaldo Ribeiro Bomfim (Coordenadoria de Desenvolvimento Rural) e Maria Suzana Leite de Oliveira (Assessoria de Comunicação).

Emdagro capacita técnicos e agricultores familiares sobre agroecologia

Ao todo 20 pessoas participaram do treinamento.


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, nos dias 21 e 23, no Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Agricultura Sustentável de Itabaiana, agreste sergipano, um curso de atualização em agroecologia e agricultura orgânica destinado a agricultores familiares que já trabalham na linha orgânica ou que estão dando os primeiros passos na produção sustentável. O curso faz parte de um convênio entre a Emdagro a o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que prevê, além desse, mais 17 cursos de capacitação até novembro, beneficiando ao todo 221 técnicos da empresa e 160 agricultores familiares no estado.

O curso foi aberto pelo Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Antônio Reis, que cumprimentou a todos e destacou a retomada das capacitações após o período de pandemia do Coronavírus (Covid-19). “Esse é um momento importante depois que passamos praticamente 1 ano e meio afastados devido à pandemia da Covid-19. Estamos retomando nossas capacitações presenciais de técnicos e agricultores familiares na área de agroecologia para que possamos difundir melhor essas inovações a fim de possibilitar ao produtor o acesso às informações de forma a consolidar, no campo, uma forma sustentável de produção”, ressaltou o diretor.

Para o agricultor de orgânico do Povoado Junco, em Areia Branca, Carlos César dos Santos, que trabalha na linha agroecológica há mais de 14 anos, todo começo é bem difícil, mas vale a pena se o agricultor tiver o apoio da Emdagro. “Quando adquiri minha propriedade, passei uns 6 anos descontaminando o solo para poder trabalhar com produção orgânica. A maior dificuldade para quem trabalha nessa linha orgânica é adquirir os insumos, mas a gente produz tudo isso na propriedade. Graças às orientações dos técnicos da Emdagro passamos a produzir de forma agroecológica e hoje estamos aguardando a certificação da propriedade”, disse.

Iniciando a transição da produção convencional para a agroecológica, o jovem agricultor da comunidade Garangau, em Campo do Brito, diz que sofreu influência de seu tio, que sempre trabalhou com a produção orgânica. “Tenho um tio que já trabalha com o orgânico e vejo que dá muito certo, daí estou tentando convencer meu pai a fazer a transição do cultivo tradicional para o agroecológico, porque o uso de agrotóxicos é muito prejudicial para a nossa saúde e para a população que consome, e neste curso de agroecologia que a Emdagro está promovendo vim aprender novos manejos, sobre como mudar a forma de cultivo para uma produção mais sustentável e sobre os insumos orgânicos”, reforçou.

Programação
Nos dois dias de curso os participantes tiveram dois momentos de aprendizagem: o primeiro abordou os aspectos sobre a agricultura orgânica e agroecologia, biodiversidade e controle biológico, a importância da interação e integração animal/vegetal, que apresentados pelo Técnico da Emdagro, Waltenis Braga, do escritório local de Itabaiana. A seguir, os pesquisadores da Emdagro, Marcelo Mendonça e Eliana Passos trataram sobre bioinsumos: classificação dos agentes biológicos, microbiológicos e macrobiológicos, fazendo, ao final do dia, uma prática de reconhecimento de fungos e bactérias patogênicas e benéficas retiradas do solo e, ainda, apresentando para os presentes os organismos micro e macrobiologicos utilizados no controle de pragas, a prática de aplicação e liberação, as fases de produção, predadores e parastóides, a fim de que sejam diferenciados e preservados devido ao papel de controle de pragas das lavouras que exercem na natureza.

Os produtores também puderam ver a criação de crisopídeos e as fases do ciclo biológico. No segundo dia de Curso o Engenheiro Agrônomo do Mapa em Sergipe, Guilherme Coda, fez uma exposição dialogada sobre os tipos de Certificação (por auditoria, certificação participativa e organizações de controle social), legislação de orgânicos e as garantias da qualidade de produtos orgânicos. Pela tarde, o técnico Waltenis discorreu sobre as experiências na região com a criação da OCS, da Cooperativa COOPERSUS e a respectiva criação do SPG /OPAC em processo de reconhecimento pelo MAPA. A participação e o envolvimento do público foi notável, o que demonstrou a satisfação de todos com os conteúdos e a troca de conhecimentos durante os dois dias. Ao final, foram entregues certificados a todos e servido um lanche de confraternização e encerramento.









Governo de Sergipe dialoga com gestores do Alto Sertão sobre o Mão Amiga Pró-Sertão Bacia Leiteira

Nova modalidade visa mitigar os efeitos da seca para pequenos criadores; primeira parcela será paga em dezembro.


O Governo de Sergipe já começou as tratativas com os municípios do Alto Sertão Sergipano para o planejamento e execução do Programa Amiga – Pró-Sertão Bacia Leiteira, que terá início em dezembro deste ano. Nesta segunda-feira (20), a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social – SEIAS e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe – Emdagro reuniram-se, em Nossa Senhora da Glória, com gestores municipais de Agricultura e da Assistência Social dos municípios do território. O Pró-Sertão tem o intuito de mitigar os efeitos da seca na cadeia produtiva do leite e deve beneficiar até 3.700 famílias sergipanas.

A programa consiste no pagamento do benefício no valor de R$ 1.000, dividido em quatro parcelas de R$ 250, a serem pagas nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março de cada ano, período de estiagem, com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza – Funcep, através da SEIAS. O programa é direcionado às famílias pequenas criadoras de bovinos leiteiros, com rebanho de até dez cabeças de gado, com ao menos uma fêmea.

O diretor de Inclusão Produtiva e Cidadania da SEIAS, Ricardo Mascarello, destacou que a reunião teve o objetivo de apresentar a execução do programa e ouvir os gestores municipais. “Este momento foi de aproximação com os municípios que farão parte desta primeira edição do programa. Como é um programa novo, estamos debatendo sobre a melhor forma de desenvolvimento, e por isso viemos escutar as sugestões dos gestores. A nossa expectativa é, nas próximas edições, conseguir ampliá-lo para abranger também o Médio Sertão”.

O coordenador de Desenvolvimento Rural da Emdagro, Aryosvaldo Bomfim, reforçou a parceria com a SEIAS, que já vem de outros programas. “A Emdagro irá basicamente executar o Mão Amiga nos municípios e, por isso, estamos contando com todas as equipes de técnicos e funcionários locais, bem como das prefeituras e os profissionais da Agricultura e de Assistência Social. Este é mais um benefício por meio da parceria com a SEIAS, assim como também acontece com o Programa de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e o Programa de distribuição de Raquetes de Palma Forrageira”.

Para o secretário municipal da Agricultura de Nossa Senhora da Glória, Dijalci Aragão, o programa será um importante auxílio aos pequenos produtores de leite durante o período da seca. “Parabéns ao Governo do Estado por ter olhado a Bacia Leiteira neste momento. Realmente os pequenos produtores precisam de ajuda. Vamos começar um período muito difícil de seca. Neste ano, as chuvas não vieram a contento e, pelas previsões, vamos sofrer com a questão de água, principalmente com os nossos rebanhos. Então, abraçamos esse programa, que chegou numa boa hora. Essa reunião foi importante para pontuarmos o que pode ser melhorado”, disse.

A secretária de Assistência Social de Poço Redondo, Elizânia Cardozo, destacou a vulnerabilidade social agravada pela pandemia. “Ainda vivemos os efeitos da pandemia, que automaticamente afetam a economia e, sobretudo, as pessoas que estão no campo, tentando produzir. Poço Redondo concentra uma grande produção de leite pela agricultura familiar. Este é um momento de extrema importância para nós, unindo forças junto ao Governo do Estado e governos municipais, para levarmos esses benefícios aos pequenos produtores que atendem os critérios para serem contemplados com o programa”, concluiu.


Texto: Ascom SEIAS
Foto: Pritty Reis

Programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo entra em fase final

Exames de ultrassonografia serão realizados nas 885 vacas contempladas no projeto


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) deu início, nesta semana, à quarta etapa do Programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com a realização de diagnósticos de gestação das mais de 885 vacas leiteiras. Os exames acontecem em cinco municípios (Poço Redondo, Monte Alegre e N.S. da Glória, Feira Nova e Gararu) de um total de quinze contemplados com o programa, que é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), para o fortalecimento da pecuária leiteira e melhoramento genético do rebanho sergipano.

O trabalho vem sendo realizado por técnicos contratados pela Emdagro no intuito de verificar o índice de prenhez das vacas que foram inseminadas no último dia 13 de setembro deste ano, quando do início do projeto nos respectivos municípios. As etapas consistem em diagnóstico ginecológico e protocolo hormonal, retirada das esponjas com hormônio, inseminação propriamente dita e diagnóstico de gestação, esta última representando a quarta etapa do processo. “Nesta quarta fase o exame é feito através de ultrassonografia, cujo diagnóstico efetuado nestes 5 municípios apontou um índice de gestação de 42,2 %, o que é considerado satisfatório por representar que as vacas responderam muito bem ao processo de inseminação dos sêmens dos touros selecionados geneticamente”, comentou a coordenadora de Pecuária da Emagro, Izildinha Aparecida de Carvalho Dantas.

Segundo ela, com o IATF, o Governo de Sergipe cumpre um papel de indutor de desenvolvimento da cadeia produtiva economicamente importante para o estado, que é a cadeia do leite. “Os projetos visam dar mais sustentabilidade à cadeia do leite em Sergipe, com o aumento da produção de leite e da produtividade. Em consequência da participação de animais provados geneticamente, através do uso de uma tecnologia mais avançada para o pequeno produtor (IATF), assim como a oferta de palma forrageira para garantir o suporte forrageira ao rebanho, que é outro programa desenvolvido pelo Governo do Estado dentro dessa cadeia do leite”, comentou.

IATF
O projeto de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) está no seu terceiro ano e em 2021 tem contribuído com a inseminação de 885 matrizes leiteiras, beneficiando pequenos criadores em 15 municípios sergipanos. Ele dispõe para o pequeno produtor uma tecnologia que promove o aumento da produtividade do rebanho leiteiro e, consequente, aumento de renda para aqueles que não têm condições financeiras de usar esta ferramenta reprodutiva mais avançada. Para a implementação desse projeto neste ano, o Governo está investindo R$ 200.000,00 do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), gerido pela Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (Seias).

Caderneta Agroecológica auxilia agricultoras no registro da produção agrícola

Ferramenta metodológica revela a importância da contribuição da mulher do campo na renda familiar


A caderneta agroecológica é uma ferramenta metodológica que tem por objetivo dar maior visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e valorizar os quintais produtivos através de registros de sua produção agrícola ou não agrícola – como é o caso da produção artesanal. Nesta semana, técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) promoveram uma roda de conversa com as trabalhadoras rurais do Assentamento Florestan Fernandes, do Município de Canindé de São Francisco, Alto Sertão sergipano, para apresentar a ferramenta e iniciar a implementação da metodologia na comunidade.

Importante instrumento político-pedagógico, criado em 2012 pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, as Cadernetas Agroecológicas demostram o valor do trabalho feito pelas mulheres do campo. Implantadas inicialmente em 12 comunidades rurais atendidas pelo Projeto Dom Távora em oito municípios sergipanos, elas demonstram a relevância da participação econômica das mulheres na renda mensal familiar e na segurança alimentar e nutricional das famílias. A metodologia utilizada pela assistência técnica do projeto mostrou-se capaz de revelar o impacto econômico monetário e não monetário produzido pelas agricultoras, que utilizam a Caderneta para anotar diariamente tudo que trocam, doam, consomem e vendem. “Ela é o processo de sistematização das anotações efetuadas pelas mulheres, pois é a partir dessa ação que serão demandadas ações articuladas que permitirão a formação de uma base mais sustentável de desenvolvimento no campo”, explicou a assessora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos.

Segundo ela, foi nessa perspectiva que a equipe da Emdagro realizou a roda de conversa e a visita aos quintais produtivos, a fim de conhecer o potencial em termos de produtos existentes, buscando formas de apoiar as agricultoras a partir de diversas conexões e ações demandadas no desenvolvimento da metodologia das cadernetas agroecológicas. “Esses quintais produtivos em geral estão sob os cuidados das mulheres que cultivam frutas, ervas finas, verduras e ainda criam pequenos animais, como aves para a produção de ovos; e cada agricultora faz o registro em sua caderneta de tudo o que consome, doa e vende, avaliando seu esforço como trabalhadora rural e a importância econômica do seu trabalho para a família, como fruto da exploração dos quintais produtivos que são entendidos como sistemas de produção de diversas espécies”, detalhou Abaeci.

Ainda na propriedade visitada, em Canindé, foi possível perceber que a produção artesanal é bastante significativa na comunidade, como a produção de cestaria, bordados e confecção, quando algumas peças produzidas possuem como matéria prima fibras das folhas de bananeiras e outras da região. “Além disso, tem sido muito comum, o beneficiamento da produção obtida nos quintais, e mesmo em propriedades maiores, em diferentes tipos de bolos, doces e sucos, demonstrando uma criatividade e visão econômica considerável, que com certeza vão potencializar os trabalhos orientados para as cadernetas agroecológicas”, afirmou Tabita Evangelista Reis de Araújo, também assessora do Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro.

Também participaram da roda de conversa a gestora regional da Emdagro em Nossa Senhora da Glória, Rita Selene Quixadá Bezerra; a técnica extensionista da Emdagro em Monte Alegre, Maria das Graças Silva; de Poço Redondo, Janete Trindade Marques; de Canindé de São Francisco, Lucia Maria Andrade.

Sobre as Cadernetas
A iniciativa de implementação das Cadernetas Agroecológicas tem o incentivo e apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Programa Semear Internacional, que têm levado com sucesso a metodologia a outros projetos no Nordeste, como Pró-Semiárido (Bahia), Paulo Freire (Ceará) e Viva o Semiárido (Piauí). Em Sergipe, foi estabelecida pelo Projeto Dom Távora, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (SEAGRI), em parceria com a Emdagro. O trabalho com as mulheres sergipanas começou em setembro de 2019, com apenas dois grupos, que depois se multiplicaram, chegando a 118 o número de agricultoras utilizando as cadernetas. Após um ano de monitoramento de 587 cadernetas agroecológicas das 118 mulheres participantes da experiência, a coordenação de Desenvolvimento de Capacidades do Projeto Dom Távora constatou que o valor médio da produção de cada agricultora chegou a R$ 431,00/mês, representando o quanto, aproximadamente, cada uma contribui economicamente com sua família, ao longo de um mês.

Última atualização: 20 de setembro de 2021 08:25.