Prazo para vacinação contra a febre aftosa termina nesta terça-feira dia 30

Mas o prazo para a declaração de vacinação foi prorrogado para o dia 30 de dezembro


A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa termina nesta terça-feira, dia (30). Os criadores que ainda não vacinaram seu rebanho deverão adquirir as vacinas nas lojas agropecuárias credenciadas na Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) até hoje e declarar seu rebanho presencialmente nos escritórios da empresa ou encaminhando o formulário preenchido via e-mail em codea@emdagro.se.gov.br ou pelo aplicativo WhatsApp através do número 79 9 9191-4341.

Excepcionalmente nessa segunda fase da campanha, o prazo para declaração de vacinação foi prorrogado até o dia 30 de dezembro que, anteriormente, era de dez dias após a vacinação. Segundo a Emdagro, a vacinação se encerra, impreterivelmente, nesta terça-feira dia 30 de novembro, mas o produtor terá seu prazo para apresentar sua declaração de vacinação prorrogado. “Veja bem, não estamos falando em prorrogar a vacinação. Pelo contrário, as revendedoras de produtos agropecuários só poderão vender as vacinas até hoje 30 de novembro. O que está sendo prorrogado aqui é o prazo para declarar que vacinou seu rebanho”, alertou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Segundo ela, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) atendeu a uma solicitação da Emdagro e demais parceiros, a exemplo da Federação de Agricultura de Sergipe, para que prorrogasse o prazo da entrega diante do baixo índice de declarações. “É perceptível, através do sistema que registra a venda das vacinas nas casas agropecuárias que o produtor tem comprado os imunizantes, mas também temos verificado no Siapec3 – Sistema de Integração Agropecuáriola da Emdagro – o baixo índice de declarações, então, diante disso, a Emdagro pediu e o MAPA entendeu a necessidade de prorrogar para o dia 30 de dezembro a entrega da declaração de vacinação”, explicou Adriana Frias.

Segundo a Responsável Pelo Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, Adriana Frias, a vacinação contra a febre aftosa é obrigatória por lei. “O criador que não vacinar seu rebanho estará sujeito a multa R$ 3,40 por animal. Lembrando que a vacina só poderá ser comprada nas lojas credenciadas com autorização do órgão, emitida apenas nos escritórios da Emdagro e após pagamento de multa”, reforçou.

A segunda etapa da campanha teve início no dia 1º de novembro com o objetivo de imunizar os mais de 450 mil bovinos e bubalinos de Sergipe, com até dois anos de idade. Após a vacinação, o criador deverá declarar junto aos escritórios da Emdagro, sendo obrigatória a apresentação do documento de identificação do proprietário dos animais ou de seu representante, neste último caso, mediante procuração assinada em duas vias e reconhecida em cartório, no momento da declaração de vacinação.

Ainda segundo a responsável pelo programa, após vacinar o rebanho, o criador deverá preencher formulário de declaração que se encontra do site da empresa, através do endereço eletrônico: https://www.emdagro.se.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/DECLARACAO-AFTOSA.pdf e encaminhar ao um dos escritórios da Emdagro mais próximo ou, se preferir, enviar por e-mail ou pelo WhatsApp.

Encontro reúne agricultores orgânicos para discutir produção agroecológica em Sergipe

Setenta agricultores estiveram presentes para debater produção, comercialização e certificação de produtos orgânicos


Aconteceu em Itabaiana, região Agreste do Estado, o Encontro de Produtores Orgânicos de Sergipe, que contou com a participação de aproximadamente 70 agricultores familiares de todas as regiões do Estado que trabalham na linha agroecológica. O evento foi uma realização da Emdagro e aconteceu no Sest/Senat de Itabaiana, e contou com a parceria do Mapa, Cporg e Sebrae e a Secretaria Municipal de Agricultura e o apoio da equipe do Escritório Local da Emdagro de Itabaiana.

Na abertura do encontro, o Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Antônio Reis, cumprimentou a todos os presentes e destacou a importância do cultivo orgânico na produção de um alimento de qualidade, valor de uma vida mais saudável e o apoio que a Emdagro vem dando a todos os agricultores que trabalham na linha orgânica. “Quero dar as boas-vindas a todos os presentes. Dizer que hoje é um dia importante para a agroecologia do Estado, porque, nesse encontro, a gente está discutindo os assuntos mais importantes da cadeia produtiva agroecológica, de forma a criar uma estratégia para o próximo ano a gente fortalecer toda a cadeia, sobretudo, a comercialização desses produtos orgânicos”, disse o Diretor.

Ao longo do dia, os participantes contaram com uma palestra sobre “Estratégias para a reestruturação da produção orgânica”, ministrada pela Engenheira Agrônoma da Rede Borborema de Agroecologia da Paraíba, Maria Amélia da Silva Marques, e também de uma Roda de Experiências sobre a influência das organizações de Controle Social (OCS) no avanço no processo da produção e comercialização de orgânicos.

Para o agricultor orgânico da Comunidade Garangal, em Campo do Brito, José Adelson da Fonseca, que também participa da Organização de Controle Social, o encontro reúne as melhores experiências na produção orgânica. “Esse encontro é muito bom porque reúne todos os agricultores orgânicos para essa troca de conhecimentos. Todos só têm a ganhar!”, afirmou o agricultor, que não esconde sua satisfação em vem como a atividade agroecológica vem ganhando espaço tanto no campo, como na sociedade que passa a se ter na sua mesa um alimento de qualidade.

Entendimento semelhante é do produtor orgânico Carlos César, do Povoado Junco em Areia Branca. Ele considera o encontro muito rico e destaca o papel da Emdagro nesse trabalho da agricultura orgânica em Sergipe. “Esse evento é muito rico porque aqui estão reunidos todos os agricultores de todas as regiões do estado, numa troca de saberes que só quem tem a ganhar é agroecologia sergipana.

Pesquisa

No encontro, os participantes conheceram também as ações da Emdagro, no âmbito da pesquisa, voltadas para a agricultura orgânica, a exemplo dos inimigos naturais como forma de substituição do uso de agrotóxicos. “A pesquisa vem buscando desenvolver métodos de controles alternativos e métodos de controle biológico, no sentido de atender essas demandas agroecológicas e no sentido de abolir o uso de agrotóxicos na agricultura. Temos produzidos em nosso laboratório microrganismos biológicos e insetos que são predadores, a fim de disponibilizar esses produtos para que sejam usados no dia a dia do agricultor”, explicou o Pesquisador da Emdagro, Marcelo Mendonça.

Emdagro capacita agricultores sobre uso correto de agrotóxico

Treinamento contou com aulas teórica e prática, e foi promovido como pena alternativa, após autuação pela Emdagro de algumas propriedades na região


Agricultores e trabalhadores nas lavouras de laranja da região de Santa Luzia do Itanhy e Umbaúba, no sul do estado, participaram de um curso sobre o uso correto de agrotóxicos, promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), através da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Realizado nos dias 10 e 11 de novembro, na Fazenda Sapezinho, no povoado Progresso, em Santa Luzia do Itanhy, o treinamento contou com aulas teórica e prática, e foi promovido como pena alternativa, após autuação pela Emdagro de algumas propriedades na região.

De acordo com a engenheira agrônoma, Aglênia Araújo, coordenadora de insumos agropecuários da Emdagro, funcionários da empresa responsável pela venda dos agrotóxicos foram chamados para realizar a capacitação prática, a fim de ensinar as técnicas de aplicação do produto e esclarecer as dúvidas do público presente, formado por 34 pessoas, entre produtores e aplicadores de agrotóxicos. “Em nossas fiscalizações às propriedades rurais, realizamos um trabalho educativo e punitivo, e com essa capacitação esperamos que os produtores entendam o que está errado e aprendam a fazer de forma correta”, observou.

No primeiro dia do curso, com aulas teóricas realizadas pela equipe da Emdagro, os participantes puderam obter informações sobre legislação, de como adquirir o agrotóxico de forma correta, exigindo a nota fiscal, sobre o transporte e armazenamento correto do produto, de não reutilizar as embalagens vazias e como descartá-las adequadamente, bem como a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), entre outros assuntos.

Já no segundo dia foram observados aspectos práticos, através da apresentação de slides e simulação prática na lavoura, utilizando água. “Ao adquirir o produto é importante identificar o risco de classificação toxicológica e observar todos os cuidados de manuseio, desde a preparação do agrotóxico para uso na plantação, até as recomendações de quando será possível colher os frutos dessa lavoura”, ressaltou o agrônomo Vinícius Santos, assistente técnico da empresa que comercializa os agrotóxicos e palestrante do segundo dia.

Conforme a engenheira agrônoma da Emdagro, Aldira Beatriz Barroso, esse é o terceiro curso que a empresa promove neste ano. Os dois primeiros foram realizados em propriedades rurais dos municípios de Areia Branca e Umbaúba. “Ainda este ano vamos fazer mais um em Lagarto, em data a ser programada”, observou ao destacar sobre a importância da participação de todos que utilizam o agrotóxico em suas lavouras e, principalmente, dos trabalhadores que manuseiam o produto. “É importante que todos estejam cientes sobre as consequências na saúde e também no meio ambiente, pelo uso incorreto dos agrotóxicos”, reforçou.

Para o proprietário da Fazenda Sapezinho, Ariel Oliveira de Menezes, foi importante participar do treinamento e aprender mais. “O conhecimento nunca é demais e quando esses cursos vêm até a gente é bom porque eles nos dão uma orientação melhor. O pessoal da Emdagro tem dado uma boa assistência pra gente do campo. Eles estiveram aqui em minha propriedade e sentiram falta de algumas coisas, como o uso correto dos equipamentos de proteção, então sugeriram a realização desse curso que não só atendeu a minha propriedade como a outros produtores da região. Tenho certeza que a partir de agora vamos utilizar melhor os agrotóxicos em nossa lavoura”, afirmou o produtor de laranja.

O agricultor Manoel Francisco Barbosa, que há 20 anos planta laranja e milho no povoado Limoeiro, em Arauá, saiu satisfeito do treinamento. “Confesso que eu não conhecia bem como funcionava a aplicação do agrotóxico e sobre as consequências de armazenar embalagens vazias. A partir de agora, quando eu contratar alguém para aplicar o produto em minha lavoura, vou ficar ainda mais atento e cobrar que só faça o serviço se aceitar utilizar o kit de proteção completo”, disse. “Vou exigir tudo que foi orientado no curso, é melhor pra mim, pra não ser multado e importante pra quem trabalha comigo, para que não venha ter problemas de saúde no futuro”, afirmou.


Ascom Seagri





Queijeiros sergipanos participam de intercâmbio em Minas Gerais

Técnicos e pequenos produtores conheceram as experiências na produção de queijo artesanal mineiro


O queijo artesanal de Sergipe tem conseguido se destacar como uma importante fonte de renda de pequenos produtores rurais ligados à pecuária leiteira no estado. Pensando em estimular ainda mais uma produção de qualidade do derivado, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), promoveu, na última semana, um intercâmbio interestadual de técnicos e produtores ao Estado de Minas Gerais com o fito de conhecerem as políticas públicas do governo mineiro de incentivo à produção artesanal de queijos, com foco na regularização das pequenas queijarias.

Ao todo, 9 técnicos da Emdagro e 6 queijeiros do estado estiveram participando do intercâmbio para conhecerem as experiências exitosas de assistência técnica e extensão rural (ATER), na Inspeção para legalização das queijarias, na produção de leite e queijo com qualidade e na forma de comercialização do queijo Minas Artesanal e do Queijo Artesanal de Minas. O grupo foi recepcionado pelo Presidente da EMATER-MG – órgão responsável pela assistência técnica e extensão rural – Otávio Maia, e toda sua equipe que trabalha com agroindústria, além dos representantes da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais (EPAMIG) e do Instituto Mineiro de Agropecuárias (IMA), órgão responsável pelo Serviço de Inspeção.

Ao longo da semana, a comitiva de Sergipe se reuniu com o Prefeito de São Roque de Minas, município polo da região da Serra da Canastra – composto por 9 municípios – que foi a primeira região a ter a Indicação Geográfica de Origem – IG do queijo Minas Artesanal, percebendo a forte participação dos municípios no processo de valorização do queijo artesanal, inclusive, com a formação de consórcios municipais para garantir o serviço de inspeção das queijarias.

O grupo visitou cinco queijarias nos municípios de São Roque de Minas, Bambuí e Vargem Bonita, onde observaram, na prática, as instalações adequadas para a produção do queijo artesanal e as formas de produção e maturação do queijo. “Esse foi um trabalho bastante importante, porque conhecemos o papel da Extensão Rural no processo de produção do queijo, das boas práticas de produção de leite, o papel da Defesa Agropecuária no controle da Brucelose e Tuberculose garantindo a qualidade sanitária do lácteo e seu derivado, bem como a organização dos agricultores através da associação e da cooperativa com papel relevante na organização e evolução dos queijeiros”, comentou a Coordenadora de Pecuária da Emdagro, Izildinha Dantas.

No município de Medeiros, também localizado região da Serra da Canastra, os técnicos e produtores visitaram um entreposto de maturação coletivo de queijos, para pequenos queijeiros que não têm condições de instalações para este processo e finalizaram o intercâmbio visitando o mercado de Belo Horizonte. “O intercâmbio foi uma experiência muito proveitosa para o grupo de técnicos e queijeiros e a intenção é apresentar uma proposta de um programa estadual de apoio as pequenas queijarias do Estado”, frisou a Coordenadora.

“Quero agradecer à Emdagro pela oportunidade de conhecer a cadeia produtiva do queijo artesanal da Serra Canastra, em Minas Gerais, conhecer o dia a dia dos daqueles produtores de queijos, a diversidade e qualificação desses empreendedores”, destacou a Presidente da Associação de Queijeiros do Alto Sertão, Maria Joseane da Costa.




Emdagro capacita extensionistas em produção de pequenos animais

Atualizar técnicos e extensionistas sobre práticas de produção, bem-estar animal e comercialização para melhor atender os produtores de aves caipiras, porcos e ovelhas, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, no período de 03 a 05 de novembro, em Aracaju, um curso sobre Produção de Pequenos Animais: Ovinocultura, Avicultura Caipira e Suinocultura. O curso é fruto do convênio entre a Emdagro e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que visa, dentre outras coisas, a capacitação de 25 profissionais da área de extensão rural. Cada tema foi trabalhado em dias diferentes.

O conteúdo abordou questões importantes como raças, sanidade, manejo e alimentação dos animais, comercialização e instalações. A abordagem dos temas ficou a cargo de técnicos da empresa e parceiros, a exemplo da coordenadora de agricultura da Emdagro, Izildinha Dantas, que trabalhou o tema sobre sanidade de ovinos, e dos Consultores Roberis Cordeiro e Reginaldo Souza, que trataram sobre comercialização e produção, respectivamente. Na área da Suinocultura, o Zootecnista do Instituto Federal de Sergipe (IFS/S. Cristóvão), Wilians Gomes Santos trabalhou o tema do aspecto da produção, como manejo, nutrição e instalação e as Médicas Veterinárias da Emdagro Isabelli Leal e Rita Selene abordaram sobre a sanidade dos suínos. Por fim, sobre a avicultura caipira o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Claudson Brito abordou sobre a produção e o Médico Veterinário da Emdagro, Emerson Sales, falou sobre sanidade avícola

Para o Diretor de Assistência Técnica e Extensão da Emdagro, Antônio Oliveira Reis, as capacitações dos extensionistas tem o intuito de levar aos produtores rurais orientações e informações precisa sobre a produção de pequenos animais. “A Emdagro está retomando, após quase um ano e meio de isolamento social por conta da pandemia da COvid-19, sua agenda de cursos e treinamentos. E estamos iniciando as capacitações dos nossos técnicos com tema sobre criação de pequenos animais, já que essa é uma demanda crescente em nossos escritórios no interior” frisou.

O chefe do escritório local da Emdagro em Poço Verde, Luis Alberto Souza, que participou do evento, disse que o curso é uma forma de manter a qualidade dos serviços prestados pela da empresa. “Foi de suma importância por proporcionar conhecimentos técnicos que vão me possibilitar prestar uma ATER de melhor qualidade para o nosso público beneficiário, haja vista que os instrutores que ministraram o referido curso possuem amplos conhecimentos teóricos e práticos nos seus ramos de atividade, que a suinocultura, avicultura e ovinocultura”, destacou.

“A capacitação foi um marco para nós extensionistas melhorarmos e aprimorarmos a nossa assistência aos agricultores familiares e suas organizações, como grupos, associações e cooperativas. Ao mesmo tempo possibilitar contribuir de forma decisiva na melhoria de vida e do bem-estar social dos agricultores familiares, o qual é o nosso foco principal”, ressaltou Luiz Alberto.






Suinocultores participam de curso promovido pela Emdagro

Ao todo 30 suinocultores participaram do treinamento


Seguindo a linha de capacitações de produtores rurais, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, no último mês e outubro, no município de Nossa Senhora de Lourdes, um curso de produção de suínos destinado a 30 produtores da região, que compõem a Cooperativa de Suinocultores do Estado de Sergipe, que receberam orientações sobre produção, renda e qualidade dos suínos.

Produtores dos municípios de Itabi, N. S. da Glória, Muribeca, N.S. de Lurde e Gararu receberam do professor da Universidade Federal de Sergipe, Wilians Gomes, informações sobre cria, recria, raças e cruzamentos, instalações, bem-estar animal, e alimentação. Já as Médicas Veterinárias da Emdagro Isabelli Leal e Rita Selene, abordaram os aspectos do programa de sanidade suídea e doenças e prevenção, respectivamente.

“Importante esse curso de suinocultura para que o pessoal se informe das novidades sobre a suinocultura, porque se não renovar os conhecimentos, se não reciclar eles vão ficar para trás e essa área é muito dinâmica, sempre tem coisas novas para aprenderem”, comentou o chefe do Escritório Local da Emagro em Itabi, Sérgio Carlisson.

O Secretário de Agricultura do Município de Nossa Senhora de Lourdes, Michel de Lima Farias, destacou a importância do curso. “Esse curso veio na hora certa, onde a gente tem discutido muito sobre a suinocultura, principalmente, no alto sertão sergipano, onde temos uma demanda muito grande de suinocultores. Daí solicitamos esse curso à Emdagro que nos atendeu prontamente”.

Segundo ele, a suinocultura na região é muito forte. “Todo mundo que produz leite aqui no município praticamente cria suíno, de forma ordenada ou de forma desordenada, mas cria. Hoje a região ribeirinha possui mais e 200 suinocultores e é a região que mais exporta suínos, principalmente, para o Estado de Alagoas”, destacou o secretário.

Para o Professor do Instituto Federal de Sergipe (IFS), Wilians Gomes, o curso tá sendo de grande valia para esses pequenos produtores, porque traz noções básicas de criação de suínos. “Nesse curso os produtores estão recebendo informações sobre técnicas adequadas para a produção, entre elas manejo reprodutivo, nutrição e escolha de reprodutores. Isso é importante para que eles mantenham um nível de reprodução de qualidade melhor do que eles já conseguiram”, frisou.

“A partir desse curso, a tendência é que os produtores crie mais consciência técnica para poder aplicar e melhorar sua produção”, ressaltou o professor Wilians.

Primeiro de novembro tem início a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Sergipe

Segundo a Emdagro, a meta é imunizar todos os animais de até dois anos de idade


A partir do dia 1º de novembro tem início, em todo o Estado de Sergipe, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, coordenada pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca. Nessa etapa, que se encerra no dia 30 de novembro, devem ser vacinados bovinos e bubalinos (búfalos) com até 2 anos de idade, o que contabiliza mais de (aproximadamente) 450 mil animais nessa faixa etária.

De acordo com a coordenadora do Programa de Controle e Erradicação da Febre Aftosa (responsável pelo Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa) da Emdagro, Adriana Frias, a meta nesta etapa de novembro é ultrapassar os 95% de animais imunizados. A primeira etapa, ocorrida em maio, envolveu 40.421 propriedades rurais com 1.045.667 de bovinos e búfalos. Foram imunizados 964.461 animais, em 35.380 estabelecimentos. “A vacinação é obrigatória e indispensável para manter o Estado de Sergipe livre da doença com vacinação, o que já acontece há 26 anos, e o desafio é evoluirmos nosso status sanitário, num futuro próximo, para área livre da aftosa sem vacinação. Para isso precisamos vacinar, no mínimo 90% do rebanho, índice determinado pelo Ministério da Agricultura.

Para essa segunda etapa, o criador deverá ficar atento à Portaria nº 160/2021 da Emdagro, que estabelece a obrigatoriedade da apresentação do documento de identificação do proprietário dos animais ou de seu representante, neste último caso, mediante procuração assinada em duas vias e registrada em cartório, no momento da declaração de vacinação, bem como o preenchimento completo do formulário de declaração que se encontra do site da empresa, através do endereço eletrônico: https://www.emdagro.se.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/DECLARACAO-AFTOSA.pdf

As vacinas podem ser adquiridas em uma das 97 casas agropecuárias credenciadas na Emdagro para a comercialização deste produto. “A imunização ocorre até o dia 30 de novembro e o prazo para declarar vai até 10 de dezembro à empresa, apresentando a classificação do rebanho, por sexo e idade, e a nota fiscal de compra das doses aplicadas”, alertou a Diretora de Defesa Animal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Segundo ela, a declaração poderá ser feita também através do site da empresa em www.emdagro.se.gov.br, ou pelo WathsApp em 79 9 9191-4341 (através do envio do formulário preenchido e assinado junto com cópia do documento de identificação do proprietário dos animais para o email codea@emdagro.se.gov.br ou para o wathsapp 79 9 9191-4341) ou ainda presencialmente em um dos escritórios da Emdagro mais próximo.

Emdagro intensifica fiscalizações em comércios e propriedades rurais sobre venda e o uso de agrotóxicos

Fiscais agropecuários seguem orientando trabalhadores rurais sobre EPI´s e descarte de embalagens vazias


Visando coibir a venda e o uso indiscriminado de agrotóxicos, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) segue intensificando as fiscalizações em comércios de agrotóxicos e propriedades rurais cujo produtores fazem uso desses produtos em suas lavouras. A atuação dos fiscais da Coordenadoria de Insumos Agropecuários da empresa se dá, sobretudo, no combate à venda clandestina, ao comércio do produto sem receita agronômica e de produtos fracionados, em pontos identificados.

Nos últimos três meses, numa ação de rotina, a equipe de fiscalização foi a campo e verificou que algumas casas agropecuárias ainda insistem em descumprir a legislação “Nos estabelecimentos comerciais encontramos irregularidades que vão desde a comercialização de agrotóxicos sem notas fiscais e receituários agronômicos, o acondicionamento incorreto até a presença de produtos vencidos na área de comercialização. Nas propriedades rurais, verificamos que agricultores e trabalhadores também insistem em manipular e aplicar os agrotóxicos sem o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ausência da receita agronômica dos produtos encontrados e descartar embalagens vazias sem os devidos cuidados”, contou a Coordenadora de Insumos Agrícolas da Emdagro, Aglênia Araújo.

“Essas condutas ferem diretamente à legislação vigente e atingem em cheio a saúde dos consumidores finais. Nessa situação, tanto as casas agropecuárias, quanto produtores e trabalhadores rurais são autuados e esses autos de infração são encaminhados à Comissão Técnica de Agrotóxicos, que tem a devida competência para julgá-los. Para se ter uma ideia, a comercialização de agrotóxicos sem o receituário agronômico, por exemplo, é considerada infração grave com multas que variam de 1.490,00 UFP´s a 30.000,00 UFP´s”, frisou.

Orientações
Reconhecendo a importância de um trabalho amplo de conscientização sobre o uso adequado dos agrotóxicos, a Emdagro vem dando continuidade ao Programa Saúde no Campo com a realização de capacitações voltadas para aplicadores de agrotóxicos. Foi o que aconteceu no Povoado Serra Comprida, município de Areia Branca, no final do mês de setembro, onde 30 trabalhadores rurais participaram do curso, que teve como objetivo a sensibilização e orientação sobre os riscos e os cuidados no uso desses produtos.



Técnicos da Emdagro e agricultores familiares participam de intercâmbio sobre agroecologia na Bahia

Com o objetivo de conhecer as experiências bem sucedidas de Sistemas Produtivos Participativos de Garantias e trocar conhecimentos sobre atividades de produção agroecológica, beneficiamento e comercialização, sete pequenos produtores rurais e seis técnicos da Empresa de Desenvolvimentos Agropecuário de Sergipe (Emdagro) embarcaram, na manhã desta terça-feira (19), rumo ao município de Amargosa, Centro-Sul do Estado da Bahia, para participarem de um intercâmbio sobre agroecologia.

O intercâmbio, que é fruto do Convênio entre Emdagro e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocorre no período de 19 a 23 deste mês. O grupo sergipano será recepcionado por agricultores da Associação Agroecológica Jaqueira que apresentará toda a expertise desenvolvida na área da produção orgânica. Na programação, farão visitas à propriedades rurais, ao Centro de Distribuição de Jaqueira, à Produção Agroflorestal Açai e participarão de palestras sobre energia solar e agroecologia natural, de rodas de conversas sobre certificação participativa e de uma oficina sobre o plantio de árvores.

“Esse intercâmbio faz parte do trabalho que a Emdagro já vem desenvolvendo junto a esses agricultores orgânicos no Estado, como forma de ampliar seus conhecimentos e verificarem na prática as experiências exitosas que vem sendo desenvolvidas em outros estados, além de cursos sobre agroecologia e a própria assistência técnica e extensão rural que a empresa faz junto aos agricultores que optaram em trabalhar na linha agroecológica”, frisou o Assessor da Presidência e Gestor do Convênio, Godofredo Albuquerque.

Para o chefe do escritório local da Emdagro em Monte Alegre de Sergipe, Márcio Conceição de Santana, o intercâmbio é uma ótima oportunidade de renovar conhecimentos. “A expectativa é muito boa de podermos trocar experiências com agricultores que vem tendo sucesso no cultivo agroecológico. Principalmente, porque conosco estão indo agricultores que já cultivam na linha orgânica a um bom tempo e outros que estão dando os primeiros passos e lá em Amargosa,, na Bahia, conheceremos plantios agroecológicos, visitaremos feiras, debateremos sobre produção e comercialização desses produtos. Será enriquecedor esse intercâmbio”, definiu ele.

Dia de campo sobre mecanização agrícola aborda manejo do uso sustentável do solo

O projeto visa a capacitação de 100 produtores, 60 tratoristas e técnicos de 8 municípios do semiárido sergipano


Responsável pelo aumento da produtividade, eficiência e qualidade do plantio, a mecanização agrícola tem proporcionado ao agricultor maior facilidade na hora do manejo e manutenção das lavouras. Com esse foco, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem promovendo, desde o mês de setembro, Dias de Campo sobre Mecanização Agrícola, utilizando técnicas de conservação de solo. As ações são fruto do Projeto BRA/14/G32 – Manejo do uso sustentável da terra no semiárido do Nordeste brasileiro – Sergipe, financiado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – sigla em inglês), que prevê a implementação de ações de reversão da degradação da terra (DT) no estado, replicáveis para a região do Semiárido nordestino.

Os eventos de capacitação vêm ocorrendo em várias propriedades de agricultores do alto sertão sergipano. Em uma delas, a do agricultor José Alves Santos, localizada no município de Poço Redondo, a 174 km distante da capital Aracaju, contou com a participação de 23 “treinandos” produtores, técnicos e tratoristas. Ao todo, o Projeto vai contemplar a realização de 7 capacitações de dois dias cada. Já foram realizados dois desses eventos e estão por vir mais 5 Dias de Campo, totalizando a capacitação de 100 produtores, 60 tratoristas e 20 técnicos nos municípios de Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre, N. S. da Glória, Gararu, Itabi e N.S. de Lourdes e Canindé.

“Será realizado, ainda, o preparo mecanizado de solo num total de 100 hectares utilizando práticas conservacionistas nas propriedades dos 100 produtores capacitados, com fornecimento de insumos (fertilizantes químicos e raquetes de palma) e o plantio de 50 hectares de palma da variedade orelha de elefante mexicana nas áreas preparadas, na perspectiva de mitigar os processos de erosão e de desertificação iniciados, incentivando, assim, a mudança de comportamento através da adoção das práticas sustentáveis, contribuindo para a conservação do solo e a sustentabilidade da região”, comentou a Assessora de Agroecologia da Emdagro, Elizabeth Denise Campos.

Ainda, segundo ela, as propriedades beneficiadas serão acompanhadas posteriormente pelos técnicos da Emdagro da região, a fim de avaliar os efeitos e impactos das práticas conservacionistas sobre a produção agrícola ao longo do tempo, bem como o nível de adoção e de replicação dessas práticas pelos produtores e tratoristas da região.

Para o agricultor José Roberto de Souza, que participou do Dia de Campo, o pequeno e médio produtor só tem a ganhar. “A gente só tem a ganhar com esse curso, porque além do conhecimento adquirido a gente já recebe a terra arada, cultivada com plantio da palma, tudo por conta da Emdagro. Para a gente só vai ter melhoras. Estou aprendendo muito sobre linha de nível e o terraço, isso é novo para a gente. Também estou aprendendo como represar a água no solo, dela não bater e escorrer, mas bater e segurar, que só será possível com a técnica do terraço”, afirmou.

Última atualização: 22 de outubro de 2021 11:17.