+PECUÁRIA BRASIL: a revolução genética chega ao Sergipe, 6º maior produtor de leite do Brasil

A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER) e o Estado do Sergipe assinaram Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para levar o maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar aos pecuaristas sergipanos. Sergipe tem um dos principais rebanhos bovinos do Nordeste, e uma tradição em programas de inseminação artificial. Mas agora com o +Pecuária Brasil, um grande salto de qualidade é esperado com as 3 mil prenhezes previstas para acontecer em 30 cidades diferentes. Nesta segunda-feira, 31 de janeiro, o secretário da Agricultura, Zeca Silva, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, e Aparecida Andrade, diretora de Defesa Animal e Vegetal, estiveram na sede da Confederação, em Brasília, para assinatura do ACT. Eles foram recebidos pelo secretário geral e vice-presidente da Confederação, Tiago Lopes, quando foram apresentados os detalhes do +Pecuária para dar sequência no plano de trabalho a ser executado. Os representantes do governo de Sergipe concederam entrevistas para falar das expectativas e dos benefícios em receber o programa, que irá favorecer 30 municípios, a partir da celebração desta parceria.

Os programas de melhoramento genético por inseminação artificial de rebanhos bovinos fazem parte da cultura pecuarista do Sergipe, e são promovidos, há mais de 15 anos, pelo governo do Estado. Agora com o +Pecuária Brasil, amplia-se muito este trabalho diretamente com os pequenos pecuaristas, contemplando uma parcela significativa de produtores agrofamiliares, foco do +Pecuária.

Para Zeca da Silva, secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca (Seagri), “é uma satisfação muito grande. Estamos aqui, presentes na Cofaner, sendo bem recebidos pelo seu vice-presidente, Tiago Lopes, que nos recebeu de braços abertos, para podermos assinar esse convênio, que é de grande valia, de grande importância para o estado de Sergipe. Já é uma prática bastante difundida no estado a inseminação artificial, mas este projeto, que é o +Pecuária Brasil, que é promovido pela Cofaner, realmente teremos um grande salto, e nos dará um grande impulso para o melhoramento genético no estado de Sergipe.

Segundo o secretário Zeca da Silva, “pelo convênio que foi assinado hoje serão 3 mil prenhezes, ou seja, na prática serão 3 mil animais em situação de prenhez, e isso nos dará um ganho muito significativo. Então, através da Emdagro, que é um braço da secretaria que participa efetivamente, com toda a sua expertise, com todo o seu conhecimento, por conta de exercer há bastante tempo esta atividade de assistência técnica, fará o acompanhamento dos 30 municípios já pré-determinados a serem atendidos, contemplando principalmente aquele produtor da agricultura familiar, aquele pequeno produtor, que já possui capacidade na atividade, mas que terá uma melhoria muito grande com esse convênio, a partir desta data de hoje. Queremos agradecer, e dizer que o estado de Sergipe está de braços abertos, e será um parceiro cada vez mais efetivo da Cofaner”.

O presidente da Emdagro, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, Jefferson Feitoza, falou da Emdagro, do perfil dos pecuaristas familiares que vão receber o +Pecuária e qual o papel da Emdagro junto com a Seagri no cumprimento do acordo de cooperação. Jefferson Feitoza afirmou que “este ACT é um dos maiores presentes que o estado de Sergipe poderia ganhar. Apesar de ser um trabalho histórico dentro da Emdagro, nós estamos fazendo todo ano, de certa forma, esse trabalho com inseminação, mas com um alcance menor. A Cofaner veio nos presentear e valorizar ainda mais a nossa pecuária, não só a pecuária leiteira, em que temos um plantel já razoável, quanto à nossa pecuária de corte. Então, esse programa vem dar um salto de qualidade, nós vamos sair de uma certa produtividade para outra bem maior. Nós utilizamos o critério de agricultura familiar, que é muito bem definido, e que nós temos alguns programas já prontos, basicamente, nós trabalhamos com 60 a 70 mil agricultores, selecionando aqueles que se apresentam com possibilidade para o alcance do resultado ser melhor, para que possamos ir ampliando. Neste primeiro momento, são 3 mil animais a serem trabalhados, sendo feita uma seleção bastante criteriosa”.

Feitoza lembrou que a Emdagro “é uma empresa de 60 anos de experiência em Assistência Técnica e Extensão Rural de Defesa Agropecuária, então, nós temos uma história de metas a perseguir e entre elas está fortalecer a agricultura familiar. A Confaner vem se juntar ao estado de Sergipe, à secretaria de Agricultura e com a Emdagro para que a gente possa ter os melhores resultados. Este programa, esse acordo de cooperação, que foi firmado hoje aqui, eu tenho certeza do sucesso, que será bom para a Confaner, bom para o estado de Sergipe e bom, principalmente, para os agricultores e pecuaristas que labutam já há algum tempo, precisando dessa melhoria que agora chega às mãos deles, e o onde eles não vão ter custos. E esse acordo de cooperação dá possibilidades de você, justamente, avançar. Você sair daquela condição de ser um agricultor familiar que não tem melhorias, para você melhorar, ter um produto final que a gente espera que seja bem melhor”.

A diretora de Defesa Animal e Vegetal de Sergipe, Aparecida Andrade, “em Sergipe, nós temos mais de 1,2 milhão de cabeças de bovinos. A gente já vem trabalhando há alguns anos em relação a questão da febre aftosa, que é um programa importante não só para o Sergipe, mas para o Brasil inteiro. O último índice de vacinação nosso foi de mais de 95% de animais imunizados. 70% dos criadores têm até dez cabeças. Então, ele se enquadra no perfil de agricultor familiar. Estamos trabalhando nisso, como também a questão da vacinação da brucelose. Atuamos juntos aos novos criadores, sensibilizando para a importância de campanhas também para que ele cumpra toda essa questão sanitária. O estado está bem organizado com relação a isso. Também tem a questão da tuberculose, que é um dos exames que nós exigimos também. Vamos realizar agora um inquérito de tuberculose para que possamos saber esse índice, garantindo a sanidade do rebanho sergipano.”

+PECUÁRIA BRASIL é o salto de qualidade da pecuária agrofamiliar brasileira
Em parceria com a líder mundial na tecnologia de inseminação artificial, a Alta Genetics, a Confaner criou o programa + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo decisivamente para o crescimento socioeconômico dos pecuaristas agrofamiliares brasileiros.

O programa tem a duração de 4 anos para ocorrer o efetivo melhoramento genético. Neste período, a Confaner fará a doação de sêmen aos pequenos pecuaristas de estados e municípios, atingindo milhares de produtores em todo o território nacional.

Os benefícios ao produtores
A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma propriedade com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.

Qualidade no rebanho
O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da Alta Genetics, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

Lucro no negócio
Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

Tecnologia na produção
A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

Sustentabilidade no campo
O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

Desenvolvimento para estados e municípios
O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios, que tem a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.


Por Wilson Ribeiro/Secom CONAFER

Emdagro segue regularizando queijarias em Sergipe

Laticínios de pequeno porte regularizados poderão comercializar em todo o Estado


O Governo do Estado, através do Serviço de Inspeção Estadual da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), segue regularizando os laticínios de pequeno porte no Estado. Desta foi o Laticínio Quero Mais, localizado no povoado Tanque de Pedra, município de Nossa Senhora da Glória, região sertão sergipano, que recebeu das mãos do presidente e da Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho e Aparecida Andrade, respectivamente, em Aracaju, seu Certificado do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Com ele o Laticínio Quero Mais recebe o reconhecimento de qualidade na produção de queijos e manteigas.

Com a certificação do Laticínio Quero Mais, da produtora Regina Cardoso dos Santos, já são duas queijarias de pequeno porte a receber seu certificado em menos de uma semana. “Isso demonstra o compromisso dos queijeiros com a qualidade de seus produtos e do Serviço de Inspeção Estadual que segue diuturnamente contribuindo com a regularização das queijarias de pequeno porte em Sergipe”, destacou o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza.

“O Laticínio Quero Mais já pode comercializar seus produtos para todo o Estado com a chancela da inspeção estadual da Emdagro, já que conseguiu se adequar às exigências sanitárias e atender os padrões estabelecidos em relação às boas práticas de higiene. Com isso, ele já pode expandir seu mercado em nível estadual com a garantia de um produto seguro”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A proprietária do Laticínio Quero Mais, Regina Cardoso dos Santos, não esconde sua felicidade diante da Certificação do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). “Eu quase não consegui dormir de tão feliz que estou com esse reconhecimento. Foi uma luta muito grande e graças ao apoio da Emdagro, hoje vejo surgir uma nova oportunidade de vender meus produtos em todo o estado sem a preocupação com a fiscalização. Estou muito feliz!”, comemorou a produtora.

Última semana
Na semana passada, a Emdagro também entregou o Certificação do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ao Laticínio Aragão, localizado no município de Aquidabã. Com esse, reduz para 51 o números de projetos que se encontram na no serviço de inspeção da empresa para regularização.

Reunião discute ações de organização e desenvolvimento social

Equipe técnica esteve reunida para avaliar as ações de 2021 e planejar 2022


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) reuniu, na última semana de janeiro, em Aracaju, a equipe técnica responsável pela execução das ações da área de desenvolvimento social da empresa. Ao todo, 26 profissionais de 13 escritórios do órgão estiveram presentes e receberam as boas vindas do Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

Dentre os conteúdos compartilhados foram destaques a retrospectiva das ações executadas pela Emdagro, na operacionalização as atividades voltadas para o Programa de Organização e Desenvolvimento Social. Na oportunidade, foram destacados os 15 projetos de artesanatos financiados pelo Projeto Dom Távora e outros, com acompanhamento de técnicos da empresa, a articulação com entidades e instituições envolvidas com os movimentos sociais, a participação na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o nivelamento de conhecimento nas áreas de políticas de saúde, assistência social, previdência social e direitos trabalhistas de trabalhadores do campo.

Também foram destaques na reunião o assessoramento às organizações rurais, a formação continuada, a participação da Emdagro nos espaços sociais e a assistência técnica e extensão rural aos quilombolas. Além da retrospectiva, o grupo discutiu ainda os indicadores de planejamento para 2022 na execução do Projeto Dom Hélder, Dom Távora, Cadernetas Agroecológicas e PNAE.

“O encontro mostrou o quanto é importante a construção coletiva de um planejamento, principalmente, quando consideramos que nesse planejamento estamos tentando responder as expectativas de homens e mulheres do campo, com suas demandas, e que são seus projetos de vida”, observou a responsável pelo Programa de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos.

Na oportunidade, participaram do evento as técnicas que atuam nos municípios de Salgado, Simão Dias, Itabaiana, Colônia Treze, Tobias Barreto, Ribeirópolis, Frei Paulo, Lagarto, Poço Redondo, Canindé de São Francisco, Japaratuba, gestor regional de Boquim, gestor local de Simão Dias, Coordenadoria de Desenvolvimento rural (Cooder), Coordenadoria Planejamento (Asplan), Técnica da Coasan, equipe estadual do Programa de Organização de Desenvolvimento Social e as Engenheiras Florestais estão fazendo residência na Emdagro.










Governo do Estado regulariza mais uma queijaria de pequeno porte do alto sertão


*Ao todo 52 projetos encontram-se na Emdagro em vias de regularização.


Com o objetivo de legalizar as queijarias de pequeno porte em Sergipe, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou, no último dia 12, a entrega do Certificado do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) para o Laticínio Aragão, localizado no município de Aquidabã. Com a certificação, o laticínio já pode comercializar seus produtos em supermercados, delicatessen, mercearias e pizzarias pois os consumidores passam a ter mais um atestado da qualidade dos produtos. A entrega foi realizada pelo Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, juntamente com a Diretora de Defesa Animal e Vegetal, Aparecida Andrade, dos Coordenadores de Desenvolvimento Rural e de Inspeção Agropecuária, Ary Osvaldo Bomfim e Francisco Ronaldo Teles Cavalcanti, respectivamente.
Durante a entrega, o presidente destacou a importância da certificação, que garante ao queijeiro novos horizontes comerciais, e o trabalho da Emdagro nesse processo de regularização. “Essa é a consolidação de todo um processo de trabalho que a Emdagro vem desenvolvendo em relação à regularização das queijarias em Sergipe. A assistência técnica e extensão rural contribuiu desde o início do processo com orientação de como fazer a planta e de como pedir a licença simplificada junto a Adema, além do acompanhamento dos procedimentos legais para essa regularização, das boas práticas de fabricação, da articulação com os fornecedores de leite da região, onde se busca agora assegurar a qualidade dos produtos que ele produz. O laticínio Aragão, a partir dessa certificação, já pode concorrer com outros laticínios, inclusive, os de grande porte”.
Para o empreendedor José Aragão Santos Júnior o segredo é dedicação e acreditar que sempre é possível. “Esse certificado é um troféu em minha vida. Quero agradecer muito o empenho da Emdagro e dizer que hoje estou dando um novo rumo em meu negócio porque muitas portas serão abertas para o comércio e a oportunidade de oferecer um produto de qualidade para os consumidores. Muitos me diziam que não conseguiria essa certificação e eu acreditei e segui em frente com o apoio da Emdagro para muitos verem que o sonho é possível”, disse.
O Serviço de Inspeção Estadual (SIE) busca legalizar as agroindústrias no estado. Por meio da certificação, os pequenos produtores passam a negociar o produto com certificado de garantia de sanidade, e que pode ser vendido em qualquer estabelecimento, agregando valor e qualidade de procedência.
“Todo laticínio que não tem o Serviço de Inspeção Estadual é considerado clandestino, irregular e fica passível de ser abordado a qualquer momento pelos fiscais agropecuários, podendo ser fechado e seus produtos apreendidos, porque essa situação é de saúde pública e a venda de produtos sem inspeção é terminantemente proibida em qualquer local, diferentemente dos demais que ainda não estão regularizados, porque são passíveis de interferências do próprio Ministério Público, Vigilância Sanitária, da Emdagro podendo ser fechado a qualquer momento”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.
Segundo ela, “existem 52 laticínios que já se encontram com seus projetos aprovados na Emdagro, ou seja, estão em fase de regularização, principalmente, no município de Glória e Aquidabã, e faltam apenas os queijeiros executarem suas obras. Em seguida, eles deverão fazer o pedido de certificação de regularização aqui na Emdagro, assim como fez o Laticínio Aragão. E o fato dele ter recebido o certificado de inspeção vai estimular cada vez mais outros queijeiros que ainda não se regularizaram que venham se regularizar”, ressaltou a Diretora.

Sergipe teve 95,32% do seu rebanho imunizado contra a Febre Aftosa

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) concluiu, no último dia 30 de dezembro, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa. Segundo o órgão, 95,32% de todo o rebanho de bovinos do estado, com idade entre zero a dois anos, foram imunizados contra a doença. A campanha ocorreu no mês novembro, porém o prazo de declaração de vacinação havia sido prorrogado para o penúltimo dia do ano de 2021, em razão do baixo índice de declarações por parte dos criadores.

“Concluímos com grande êxito essa segunda etapa da campanha de vacinação contra Febre Aftosa com 439.638 animais vacinados de um total de 461.454 bovinos de zero a dois anos de idade. Esse mérito deve ser compartilhado não somente com os criadores, mas com todos os profissionais da Emdagro, desde os médicos veterinários, coordenadores estaduais, coordenadores regionais, supervisores e técnicos e técnicas do escritórios locais, administrativos, guardas sanitários e todos que, direta ou indiretamente, participaram efetivamente para o sucesso de mais uma campanha”, comemorou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Ainda segundo a diretora, com o índice de animais imunizados, o Estado de Sergipe se prepara cada vez mais para uma possível retirada da obrigatoriedade da vacinação num futuro próximo. “Nosso Estado tem superado o índice mínimo exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) graças aos esforços de todos e isso coloca Sergipe num nível importante caso o ministério entenda que poderemos passar de status de zona livre da Aftosa com vacinação para o sem vacinação”, concluiu Aparecida.

Emdagro recebe nota 9,8 em transparência

O órgão é um dos mais bem avaliados pelo TCE-SE entre todos os órgãos do governo

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) foi um dos órgãos do Governo do Estado a atingir nota máxima na avaliação da transparência pública nas ações de 2021. A avaliação, realizada pelo Tribunal de Conta do Estado de Sergipe (TCE-SE), ocorreu no último dia 29 de novembro e foi publicado na última semana, trazendo o órgão do governo entre os principais que receberam nota 9.8 no conjunto de critérios definidos pelo órgão de controle.

O período compreendido da avaliação foi de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021 e foi realizada por técnicos do TCE-SE, os quais acessaram os 47 sites institucionais/portais de transparência ligados ao Governo do Estado de Sergipe e verificaram o atendimento aos 10 critérios do questionário padrão. A lista preliminar divulgada pelo TCE-SE – com a nota de todos os órgãos – está disponível no link https://www.tce.se.gov.br/SitePages/resultadoavaliacoes.aspx?RootFolder=%2FIndicadores%2F%C3%93RG%C3%83OS%20ESTADUAIS%202021&FolderCTID=0x012000A8F1FBDF3811E14D84A4643CF952BDAA&View=%7B94FDA00C%2D16A5%2D4F56%2D9046%2D480660609413%7D

Para atender os critérios do TCE-SE, a Emdagro desenvolveu seu site oficial com foco na transparência pública, o qual é atualizado diariamente com informações sobre licitações e contratos, receitas e despesas, estrutura organizacional, recursos humanos e relatórios, estes denominados de Transparência Ativa, os serviços de informação ao cidadão e pessoas jurídicas, denominado de Transparência Passiva, e as boas práticas de transparência.

O Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, destacou a importância do resultado do TCE-SE e parabenizou a todos os servidores da empresa envolvidos no levantamento das informações e à Assessoria de Comunicação pela compilação dos dados. “Esse resultado do Tribunal de Contas só demonstra que estamos no caminho certo na transparência de nossas ações, o que não podia ser diferente. E aproveito para parabenizar aos nossos servidores, sobretudo, a nossa Ascom pelo excelente trabalho na atualização diária do nosso portal”.

Emdagro prorroga para o dia 30 de dezembro o prazo da declaração de vacinação contra a febre aftosa

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) prorrogou o prazo de entrega da declaração de vacinação da segunda etapa da campanha contra a febre aftosa para o próximo dia 30 de dezembro de 2021. A decisão teve a autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que atendeu ao pedido do órgão de defesa diante do baixo índice de declaração no final da campanha, que se encerrou na última terça-feira, dia 30 de novembro.

Como todos os anos, o prazo para a declaração de vacinação é de até dez dias após a realização da campanha. Segundo a Emdagro, a campanha de vacinação se encerrou no último dia 30 de novembro, mas o produtor poderá apresentar sua declaração de vacinação até o dia 30 de dezembro. “Veja bem, não estamos falando em prorrogar a vacinação. Pelo contrário, o que está sendo prorrogado aqui é o prazo para declarar que vacinou seu rebanho”, alertou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Segundo ela, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) atendeu a uma solicitação da Emdagro e demais parceiros, a exemplo da Federação de Agricultura de Sergipe, para que prorrogasse o prazo da entrega diante do baixo índice de declarações. “É perceptível, através do sistema que registra a venda das vacinas nas casas agropecuárias que o produtor tem comprado os imunizantes, mas também temos verificado no Siapec3 – Sistema de Integração Agropecuária da Emdagro – o baixo índice de declarações, então, diante disso, a Emdagro pediu e o MAPA entendeu a necessidade de prorrogar para o dia 30 de dezembro a entrega da declaração de vacinação”, explicou Adriana Frias.

A segunda etapa da campanha teve início no dia 1º de novembro e se encerrou no dia 30, com o objetivo de imunizar os mais de 450 mil bovinos e bubalinos de Sergipe, com até dois anos de idade. Após a vacinação, o criador deverá declarar junto aos escritórios da Emdagro, sendo obrigatória a apresentação do documento de identificação do proprietário dos animais ou de seu representante, neste último caso, mediante procuração assinada em duas vias e reconhecida em cartório, no momento da declaração de vacinação.

Ainda segundo a diretora de Defesa Animal e Vegetal,  após vacinar o rebanho, o criador deverá preencher formulário de declaração que se encontra do site da empresa, através do endereço eletrônico: https://www.emdagro.se.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/DECLARACAO-AFTOSA.pdf e encaminhar ao um dos escritórios da Emdagro mais próximo ou, se preferir, enviar por e-mail ou pelo WhatsApp.

Agricultores da Colônia Treze recebem apoio da Emdagro na comercialização da produção de orgânicos e convencionais

Programas como o PAA e PNAE garantem a geração de renda para agricultores convencionais


Agricultores familiares da Colônia Treze, em Lagarto, têm sentido cada vez mais a presença da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) nos diversos momentos de sua produção agrícola, onde podem contar com assistência técnica e extensão rural desde o preparo do solo, passando pelo plantio das sementes, manejo da lavoura, colheita, organização em cooperativas e associações e na comercialização da produção de produtos orgânicos e convencionais. Hoje eles percebem que todo o trabalho desenvolvido reflete na alta produção e na comercialização de seus produtos.

Exemplo desse trabalho é da Associação de Desenvolvimento Agropecuário do Povoado Juarena e Adjacências, que trabalha com dois canais de comercialização: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Juntos, os dois programas rendem à entidade pouco mais de 345 mil reais em produtos convencionais, como macaxeira, mamão, alface, batata doce, laranja, quiabo, tomate, pimentão, maracujá, acerola, repolho, banana, tangerina, etc. “Esse ano, graças ao apoio dos técnicos da Emdagro nós conquistamos o PNAE e o PAA”, afirmou a presidente da Associação Valmira de Carvalho Santos.

Segundo o Assessor Técnico da Área de comercialização da Emdagro, o economista Wagner de Aragão Brito, a empresa desempenha um importante papel nesse processo de comercialização para pequenos agricultores. “Sabemos que o extensionista ao orientar o agricultor no aspecto inerente a produção (da porteira para dentro), necessariamente ele orienta também sobre a questão da comercialização (da porteira para fora). E nos sentimos muito gratificados quando vemos que nossos assistidos conquistaram novos horizontes com nosso apoio”, frisou. Segundo ele, o trabalho junto aos agricultores vem sendo realizados pelos técnicos da Emdagro do escritório local da Colônia Treze, em Lagarto, José Raimundo Pereira de Matos, Francisco de Paula e Maria Edileide.

Além dos agricultores da Associação de Desenvolvimento Agropecuário do Povoado Juarena e Adjacências, o povoado conta também com uma Organização de Controle Social para Venda Direta de Produto Orgânico sem Certificação (OCS Colônia Treze), constituída também com o apoio do órgão de assistência técnica e extensão rural. Já os agricultores da OCS, que trabalha na produção da linha agroecológica, utilizam como canal de comercialização a feira de produtos orgânicos, que acontece todas às quartas-feiras na Praça Santa Luzia, das 14h às 18h, além da entrega em domicílio.

“São ações que a Emdagro vem contribuindo decisivamente com o desenvolvimento no setor agrícola sergipano, enfatizando o trabalho voltado para o fortalecimento da agricultura familiar com viés na linha agroecológica, com isso, levando ao consumidor alimentos produzidos com qualidade e respeito ao meio ambiente”, ressaltou Wagner Brito.

Para o agricultor de orgânico e membro da OCS, Rosivaldo Antônio dos Santos, a Emdagro tem sido um importante parceiro no desenvolvimento da organização. “Graças à Emdagro, nas pessoas dos técnicos Paulo Alves, Agenor, Waltenis, José Raimundo, dentre outros, nós conseguimos produzir nessa linha agroecológica e estamos conseguindo escoar nossa produção através da feira de produtos orgânicos e entrega em domicílio”, disse o agricultor.








Chip em equinos facilita o trabalho da inspeção agropecuária em Sergipe

As diversas tecnologias têm auxiliado o homem em todos os ramos de atividades e não poderia ser diferente na agropecuária brasileira. Dentre os avanços tecnológicos votados para o campo, a implantação de microchips em equinos tem garantido maior precisão e segurança das informações nele contidas. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) tem se utilizado dessa tecnologia e realizado a leitura dos chips no momento da entrada dos animais nos eventos agropecuários no Estado.

Foi o que aconteceu na vaquejada ocorrida na última semana, em Lagarto. No momento da chegada dos animais para participarem do evento, a equipe de fiscalização sanitária da Emdagro realizou a leitura dos dados do chip em animais, os quais apresentavam dúvida na leitura da resenha dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo, impedindo, inclusive, que esses animais participassem do evento. “Nosso trabalhado de fiscalização é obrigatório em todo e qualquer evento agropecuário, e quando essas tecnologias nos são apresentadas elas facilitam muito o nosso trabalho. A exemplo do chip em cavalos, é possível identificar o nome do animal, pelagem e outras características importantes na identificação do animal. É, sem dúvida, uma excelente ferramenta para ajudar na identificação sem riscos para o animal”, comentou a Médica Veterinária da Emdagro, Lucyla Flor.

Para o criador Celso Júnior, da Fazenda São Francisco, Município de Cabaceiras do Paraguaçu, Bahia, que tem seus animais “chipados”, vê na tecnologia uma aliada contra competidores mal intencionados. “A gente sabe que muitos maus competidores tentam a todo custo inscrever um animal pra competir e na hora ‘H’ tentam entrar com outro. Com o chip isso não acontece, porque a identificação fica mais confiável e mais fácil”, disse.

Iniciativa da ABQM

Os chips implantados nos equinos é uma iniciativa da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM) a qual recomenda a todos os criadores associados e que participam de eventos agropecuários fazerem uso em seus animais. O chip ou microchip é um dispositivo do tamanho de um grão de arroz. Colocado sob a pele do animal, ele apresenta o seu código por meio de um leitor específico que contém informações sobre o indivíduo. Os dados contidos nos dispositivos ficam armazenados em bancos de dados online.

Agricultores de Arauá recebem apoio da Emdagro na comercialização da produção

Mercados institucionais garantem renda para organização de agricultores do município





Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

A agricultura familiar é responsável por grande parte da produção agropecuária de Sergipe. Ela garante que 70% dos alimentos produzidos cheguem às mesas das pessoas. Entretanto, os caminhos percorridos, desde a produção até o consumidor final, não são nada fáceis se não houver um apoio qualificado que possa direcionar a caminhada. É nesse contexto, dentre tantos outros, que a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), órgão de assistência técnica e extensão rural vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Rural e da Pesca, vem desempenhando um papel fundamental nesse processo de comercialização ao auxiliar os pequenos produtores desde o plantio da semente até o acesso aos diferentes mercados consumidores.

É o que acontece com agricultores familiares do município de Arauá, região Sul do Estado, que, com o apoio dos técnicos do escritório da Emdagro no município, buscaram acessar os principais canais de comercialização. “Nós, extensionistas rurais, ao orientar o agricultor no tocante à produção – da porteira para dentro – orientamos também sobre a comercialização dessa produção, ou seja, da porteira para fora. Esse é um trabalho que vem sendo muito bem conduzido pelos técnicos da Emdagro do município de Arauá que orientam os




Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

agricultores sobre a venda em feiras livres, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entrega em domicílio, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e pontos de venda”, enfatizou o Assessor Técnico em Comercialização da Emdagro, o economista Wagner de Aragão Brito.

O assessor detalha como vem sendo realizada a comercialização no município, além dos canais de venda em feiras livres, que possuem uma característica interessante por ser uma modalidade mais popular e democrático que existe. “Por isso, incentivamos os nossos agricultores a participarem desse tipo de mercado, buscando inibir a figura do intermediário e, consequentemente, fazendo com que o agricultor familiar, ao vender sua produção diretamente na feira livre, consiga agregar mais valor aos seus produtos”, reforçou Wagner.

Nos mercados institucionais, por exemplo, o Assessor explica que ao acessar o PNAE, os agricultores familiares e suas organizações podem vender seus produtos para a merenda escolar, respeitando-se as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura e a tradição alimentar da localidade, pautado na sustentabilidade e diversificação agrícola da região, na alimentação saudável e adequada. “Já o PAA é um programa que tem a finalidade




Produtor José Tertuliano Pov. Sucupira venda em feira livre


de incentivar a agricultura familiar, compreendendo ações vinculadas a distribuição de produtos agropecuários para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional”, detalhou.

Tanto em um programa (PNAE) como no outro (PAA), o assessor da Emdagro destaca uma organização fornecedora de produtos, que é o Grupo de Jovens Cooperativista da Colônia Sucupira (COOPERJOS), em Arauá, que viabilizaram projetos que, somados, ultrapassam o valor de mais de meio milhão de reais. “Com o PAA, o projeto é de 296 mil reais, beneficiando 37 agricultores com a comercialização de Laranja, mamão, maracujá, melancia, milho verde, macaxeira a vaco, banana, inhame e tangerina. Com o PNAE, no valor aproximado de 250 mil reais, 48 produtores beneficiados comercializam pimentão, quiabo, milho verde, pão de macaxeira, tangerina, macaxeira a vaco, mamão, melancia, cebolinha, laranja, coentro, couve, abacaxi, abóbora, banana e batata doce”, detalhou Wagner Brito.

Para o agricultor familiar e membro do grupo de jovens COOPERJOS, Pedro Oliveira, a Emdagro tem tido uma participação importante nesse processo de comercialização. “A




Produtor Aristeu Pureza – Comunidade Sucupira

Emdagro é muito importante para nós, porque, além de nos prestar assistência técnica individual e coletiva, ela assessora a cooperativa com a elaboração de projetos da agricultura familiar também. Agradecemos muito esse apoio dos técnicos da Emdagro de Arauá, o Elizaldo, Luiz e o Anselmo que não nos deixa na mão, sempre nos apoiando. Graças à Emdagro pudemos tirar nossa Declaração de Aptidão do Produtor (DAP), que é o documento essencial para acessarmos esses mercados institucionais”, reconheceu o agricultor.

Outras formas de comercialização que os agricultores familiares têm são a venda direta em domicílio, que é modalidade de mercado que consiste em entregar os produtos produzidos pelo produtor na localidade que o freguês escolher. Nessa modalidade, a produção é toda da propriedade para garantir a qualidade. E a outra forma de comercialização são os pontos de vendas, que é um local estratégico onde os produtos são vendidos.

Última atualização: 1 de dezembro de 2021 13:42.