Fórum Sergipano discute a retirada da vacina contra a Febre Aftosa

Em evento online, Emdagro promove debate sobre cuidados e benefícios da retirada da vacinação

 

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (Mapa), realizará, no próximo dia 18 de maio, o 3º Fórum Sergipano Sobre a Febre Aftosa: Cuidados e benefícios da retirada da vacinação contra a Febre Aftosa. Por conta da pandemia de Covid-19, o evento acontecerá virtualmente, das 10h às 12h, e será transmitido online, através do Canal da Emdagro no YouTube. O Fórum é destinado a toda a sociedade, em especial, profissionais, criadores e estudantes da área de ciências agronômicas.

 

A programação terá seu conteúdo divido em três palestras: A palestra 1 trará o tema: “A importância da rápida notificação de Febre Aftosa”, e terá como palestrante o Chefe da Divisão de Febre Aftosa em Brasília/MAPA, Diego Viali dos Santos. A segunda palestra abordará os “Desafios e benefícios da retirada da vacinação contra Febre Aftosa”, e traz como palestrantes o Médico Veterinário e Diretor-Geral da Indústria de Laticínios Natville, Flávio Dantas; e o Diretor Sócio-Proprietário do Frigoserrano Agroindustrial Ltda, Manoel Moacir Souza. Já na terceira e última palestra, os participantes conhecerão os “Aspectos Clínicos e Epidemiológicos da Febre Aftosa e outras doenças confundíveis com Febre Aftosa”, através da abordagem que será feita pelo professor da Universidade Federal de Sergipe, Edisio Oliveira.

 

Segundo a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, o Fórum sobre a Febre Aftosa é o momento oportuno para se discutir as metas estabelecidas pelo MAPA para a retirada da obrigatoriedade da vacina contra a doença. “O Fórum tem como objetivo discutir as 43 metas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura para a retirada da vacina, com previsão para acontecer em 2023. É importante essa discussão para que todos os envolvidos, seja o poder público ou o setor produtivo, tenham consciência do seu papel”, disse.

 

Exemplo disso é que, de acordo com ela, a retirada da obrigatoriedade da vacina fará a Emdagro intensificar ainda mais as fiscalizações nas barreiras fixas e móveis, bem como as vigilâncias em propriedades rurais. “Além dessas intensificações, o setor produtivo deverá ter a consciência de que toda a movimentação de animal deverá ser feita obedecendo as exigências legais, a exemplo da Guia de Trânsito Animal (GTA), e ficar atento para uma notificação eficaz em caso de suspeitas da doença em sua propriedade”, alertou a Diretora.

Governo de Sergipe investirá mais de R$ 1 milhão na bacia leiteira do Alto Sertão e região citrícola

Cooperação entre Emdagro, Seagri e Seias garante investimentos em inseminação, palma forrageira, análise de solo e recuperação de viveiros

 

Um termo de cooperação técnica entre a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e as Secretarias de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (SEAGRI), assinado na última semana, vai garantir a execução de quatro relevantes projetos para o fortalecimento de duas importantes cadeias produtivas e econômicas para o Estado: do leite e da citricultura. Com um investimento de 1 milhão e duzentos mil reais, o Governo de Sergipe retomará os projetos de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF); Incentivo ao Cultivo de Palma Forrageira; Análise de Solo; e Recuperação de Viveiros Telados, visando à produção de borbulhas de citros. Serão beneficiados 33 municípios de Sergipe.

 

Os projetos terão início ainda neste mês de abril e se estenderão até dezembro deste ano. De acordo com o convênio, a execução dos projetos será feita pela Emdagro, com recursos do FUNCEP [Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza], gerido pela SEIAS. “Com esses projetos, o Governo de Sergipe cumpre um papel de indutor de desenvolvimento de duas cadeias produtivas economicamente importantes para o estado, que são a citricultura e a cadeia do leite. Cada projeto terá como especificidade a alta qualidade na base da produção, tanto do leite – com o melhoramento genético de bovinos através do IATF e o cultivo de palma forrageira para alimentação animal – quanto da citricultura, através da análise solo e produção de borbulhas”, destacou o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza.

 

Para Cadeia do Leite
No fortalecimento da cadeia produtiva do leite, o projeto de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) trabalhará com o melhoramento genético do rebanho, através da inseminação de 1.110 matrizes leiteiras, beneficiando 250 pequenos criadores em 22 municípios sergipanos. Serão R$ 200 mil em recursos empregados neste projeto, em quatro etapas: diagnóstico de gestação, vacinação específica, aplicação de kit vitamínico e a inseminação propriamente dita. “A ideia é constituir 150 núcleos de inseminação, onde haverá um agrupamento de vacas leiteiras nas proximidades, de propriedades em condições de manejo dos animais”, explicou o coordenador de Desenvolvimento Rural da Emdagro, Ary Osvaldo Bomfim.

 

O incentivo ao cultivo da palma forrageira é outro projeto de grande importância para o melhoramento genético do rebanho. Segundo o coordenador, serão investidos R$ 723 mil para a aquisição de 1.900 milheiros de raquetes de palma semente, beneficiando 940 criadores em 14 municípios do semiárido sergipano. “Este é um incentivo à produção de forrageira para suprir a reserva estratégica de alimentos para o rebanho bovino. Isso contribui para a sustentabilidade da pecuária de leite, através da palma forrageira da variedade orelha de elefante mexicano, que é mais produtiva, mais resistente à seca e à cochonilha do carmim, além do fornecimento de fertilizantes químicos”, disse Ary Osvaldo.

 

Para Citricultura
A cadeia do citros também será contemplada pela parceria Emdagro, SEIAS e SEAGRI. Ao todo, serão investidos R$ 276 mil na execução dos Programas de Avaliação de Fertilidade do Solo (R$ 126 mil) e de Recuperação de Viveiros Telados (R$ 150 mil). No Programa de Avaliação do Solo, o objetivo é identificar a capacidade que o solo tem de prover os nutrientes para plantas, garantindo a melhoria da produtividade das culturas. O programa acontecerá em 2 mil propriedades, localizadas em 28 municípios sergipanos, sendo 14 na região citrícola e 14 no semiárido, com a realização de aproximadamente 4 mil amostras de solo.

Já o Programa de Recuperação de Viveiros Telados tem o foco na produção da borbulha de citros – tecnologia que utiliza pequenos brotos retirados de galhos de frutas cítricas isentas de doenças para produzir mudas de alta qualidade. O Governo do Estado vai disponibilizar 500 mil borbulhas para viveiristas, para a produção de mudas e posterior distribuição aos citricultores dos 14 municípios que compõem a região citrícola. “Essas borbulhas serão produzidas em dois viveiros telados instalados no Centro de Treinamento da Emdagro, em Boquim. São provenientes de materiais selecionados e produzidos em ambiente protegido, com o melhor vigor genético e isentos de pragas e doenças, proporcionando maior produtividade”, completou o coordenador de Desenvolvimento Rural da Emdagro, Ary Osvaldo Bomfim.

 

 

 

 

24 de Abril de 1962: quando tudo começou.

A história de Assistência Técnica e Extensão Rural, em Sergipe, começou em 24 de abril de 1962 com a assinatura de convênio entre o Governo de Sergipe, a ANCAR, o Banco do Nordeste e a Arquidiocese de Sergipe.

Nesses 59 anos, a nossa instituição passou por várias mudanças e, hoje 2021, chegamos como Emdagro – Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, responsável não só pela ATER, mas também pela Defesa Animal e Vegetal, Pesquisa Agropecuária e Ações Fundiárias.

Estamos presentes no meio rural através dos nossos 36 escritórios locais, 4 unidades regionais e uma Unidade Central. Nossa empresa é feita por profissionais que, apesar da pandemia, estão trabalhando de forma presencial e on-line por acreditar que a produção de alimentos é essencial e que os agricultores precisam de uma assistência que contribua com a dignidade de quem vive no campo.

O trabalho da Emdagro é sinônimo de oportunidade, aprendizado, desenvolvimento e qualidade de vida para os agricultores, bem como para a sociedade que consome os produtos da agricultura sergipana.

Assista ao Vídeo Comemorativo aos 59 anos da EMDAGRO

Emdagro prepara o Estado para o início da primeira etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa

Criadores que estão com seus cadastros na Emdagro suspensos ou cancelados não poderão comprar as vacinas

 

O Estado de Sergipe se prepara para entrar no seu 26º ano como área livre da Febre Aftosa, com vacinação, a partir do dia 1º de maio, quando inicia a primeira etapa da campanha contra a doença. Diante disso, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, e responsável pela implementação da Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), já trabalha as estratégias da campanha que deverá imunizar mais de 1 milhão e 200 mil bovinos – de mamando a caducando – em todo território sergipano – superando, assim, os 96,4% dos animais vacinado em 2020.

 

Dentre as estratégias está a elaboração de uma Carta Aviso aos criadores que ressalta a importância da atualização do cadastro junto à Emdagro antes de adquirir a vacina, a qual começará a ser vendida a partir do dia 1º de maio, bem como, verificar se as revendedoras possuem autorização do órgão para comercializarem as vacinas. Da mesma forma, além de destacar a importância da declaração de vacinação, traz o formulário no verso que pode ser utilizado pelo criador para declarar nos escritórios da empresa ou pelos meios digitais, a exemplo do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), no site da Emdagro (www.emdagro.se.gov.br) ou pelo WathsApp, através do número 79 9 9191-4341 ou, se preferir, pelo e-mail: codea@emdagro.se.gov.br

 

A cartilha também traz orientações quanto à compra da vacina e dicas de como deve ser aplicada nos animais. “No momento da compra, é importante optar por lojas registradas no Mapa e certificar que as vacinas estão armazenadas na temperatura correta: entre 2º C e 8º C. O criador deverá comprar a vacina de acordo com a quantidade de animais do seu rebanho. Antes da aplicação, ele deve agitar o frasco e aplicar a dosagem certa de 2 ml em cada um dos seus animais, lembrando que tanto as seringas quanto às ampolas das vacinas deverão estar armazenadas em caixa térmica, e as agulhas devem ser novas, adequadas e limpas”, orientou a Médica Veterinária e responsável pelo Pnefa em Sergipe, Adriana Frias.

 

Ainda segundo a Veterinária, caso o criador adquira as vacinas e, após utilizar seu rebanho ainda reste sobra do produto, ele poderá ceder a outras pessoas. “Cada frasco da vacina vem com 15 ou 50 doses. Se o produtor comprar suas vacinas, que deverá ser de acordo com a quantidade de animais que possui, e mesmos assim ainda houver sobra de doses após a imunização de todo o seu rebanho, ele poderá ceder a um vizinho ou familiar esse excedente, desde que todos estejam cadastrados, e que, no momento de realizarem as suas respectivas declarações, deverão fazê-la utilizando o número da Nota Fiscal daquele produtor que comprou inicialmente”, explicou.

 

“Criamos uma cartilha que chamamos Carta Aviso, onde buscamos antecipar essas e outras orientações aos criadores para que não deixem para a última hora. Mas, o mais importante nesse momento, é que aqueles que estão com seus cadastros desatualizados na Emdagro, procurem um escritório da empresa para fazer sua essa atualização, porque, caso contrário, ele não poderá comprar a vacina e não comprando a vacina não poderá imunizar seu rebanho, ficando à mercê das penalidades que a lei traz”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

 

“As revendas veterinárias já estão se preparando para atualizarem seus estoques e garantirem aos criadores vacina a partir de 1° de maio de 2021, e a equipe de veterinários da Emdagro está em campo fiscalizando as condições de armazenamento das vacinas e orientado as revendas sobre atualização de inventário no SIAPEC3, para que o criador seja cada vez mais favorecido com a facilitação na hora de realizar sua declaração”, concluiu a Diretora.

FORTALECIMENTO DO CAMPO: Emdagro divulga levantamento de ações realizadas na pandemia para o fortalecimento da agropecuária

Esta semana, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emagro) publicou uma nova edição do informativo “Emdagro em Números 2020 – Apesar da Pandemia”. A publicação traz um panorama de ações realizadas, em suas diversas áreas de atuação, para atendimento a pequenos produtores rurais e fomento a políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do setor agropecuário de Sergipe, especificamente, no período da pandemia de Covid-19.

 

Segundo o levantamento, na área de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), a Emdagro realizou mais de 88 mil atendimentos a agricultores familiares, com repetição, ao longo de 2020. Os dados são relevantes porque evidenciam a grande demanda dos produtores rurais por apoio da Ater pública, sobretudo diante das restrições impostas pela pandemia e das consequentes dificuldades enfrentadas na geração de emprego e renda para sobrevivência do homem do campo. Outro levantamento trazido no documento aponta que programas de transferência de renda, a exemplo do Mão Amiga da Cana-de-açúcar e da Citricultura, executado pela Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seias) em parceria com a Emdagro, Banese, Sindicatos de Trabalhadores Rurais e municípios, beneficiaram mais de 7.800 trabalhadores rurais de 35 municípios em 2020, com o pagamento de um benefício de R$ 760 dividido em quatro parcelas, durante os meses da entressafra da cana e da laranja.

 

Também teve destaque o Projeto Dom Távora, que contribuiu fortemente para o combate à pobreza e o apoio ao desenvolvimento rural sustentável de milhares de agricultores familiares com a implantação de projetos agropecuários e não agropecuários fortalecendo, dessa maneira, os principais arranjos produtivos do Estado. Ainda segundo a publicação, q Emdagro emitiu 7.424 Declarações de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, garantindo o acesso desses agricultores às principais políticas públicas. “É evidente que a Pandemia limitou muito nossa atuação no campo, mas mesmo assim, os dados apresentados nesse relatório demonstram os esforços que a Emdagro vem envidando para não deixar os trabalhadores e trabalhadoras rurais desassistidos”, avalia o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Ele exemplifica, mencionando a realização de 278 eventos de capacitação realizados no período, como palestras, cursos, intercâmbios e oficinas, que beneficiaram 3.560 produtores rurais, profissionais de diversas áreas e público em geral. “Também foram promovidas 4.306 visitas técnicas a propriedades, nas 440 comunidades rurais visitadas regularmente nos 75 municípios do Estado, e a assistência a 170 organizações rurais, a exemplo de associações, cooperativas, grupos de produtoras e produtores, conselhos comunitários, escolas e sindicatos. Além disso, assistimos 1.119 produtores, estudantes, professores, público em geral, através das plataformas e canais virtuais da empresa”, contabilizou o presidente.

 

Na área de Defesa Animal e Vegetal, ao longo de 2020, a Emdagro registrou ações significativas no combate e controle de pragas e doenças, inclusive, com a utilização de drones, bem como nas fiscalizações de cargas, estabelecimentos comerciais e propriedades. “A campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa, por exemplo, garantiu um índice de imunização de 96,09% de todo o rebanho de bovinos e bubalinos, e manteve Sergipe com o status de área livre da doença conquistado há 25 anos. Também, foram emitidas 129.906 certificações de transporte de animais, realizada a fiscalização de 8.013 cargas de produtos vegetais e a assistência a 829 produtores em Defesa Sanitária Animal e Vegetal. Outra atuação de relevância é o nosso serviço de Inspeção Animal, que não parou nessa pandemia, e fiscalizou os três frigoríficos do Estado, garantindo a qualidade da carne que vai para a mesa do sergipanos”, afirma a diretora Aparecida Andrade.

Ao longo da pandemia, o trabalho também envolveu a área de Regularização Fundiária, segundo conta o presidente da Emdagro. “Realizamos um trabalho significativo, que culminou com a entrega de 703 títulos de propriedade a produtores rurais. O documento garante às famílias que ocupam terras a se tornarem seus verdadeiros proprietários, garantindo que tenham acesso a uma infinidade de benefícios, como a aposentaria rural, o acesso a políticas públicas, ao crédito rural, dentre outros”, concluiu Jefferson Feitoza.

Emdagro alerta agricultores familiares para prorrogação da Declaração de Aptidão do Pronaf

Portaria do Ministério da Agricultura estende vigência das DAPs até 30 de setembro

 

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) alerta produtores rurais sergipanos para a prorrogação, até 30 de setembro, da vigência da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A prorrogação por seis meses foi definida pela Secretaria de Agricultura Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria SAF/MAPA nº 121, de 19 de março de 2021, levando em consideração o estado de calamidade pública provocado pela pandemia de Covid-19.

 

Assim, terão sua validade prorrogada, as Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – DAPs Ativas que expirarão a partir de 31 de março de 2021, até 30 de setembro de 2021. “A prorrogação do prazo de validade de que trata a portaria do MAPA publicada nesta segunda se refere aos tipos de DAP Ativa, ou seja, as que possibilitam o acesso dos agricultores familiares às políticas públicas dirigidas às suas respectivas categorias de produtores, desde que seja a última versão e que esteja válida”, explicou o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele, o Ministério da Agricultura tem sido sensível aos apelos dos Estados sobre as dificuldades encontradas pelos agricultores familiares na renovação das suas DAPs. “O Ministério tem levado em consideração as medidas emergenciais e temporárias de prevenção ao contágio pela Covid-19 determinadas pelos Estados e Municípios, no que tange às restrições de locomoção e à prestação de serviços públicos, especialmente os presenciais, que devem ser observadas para conter a proliferação do vírus”, destacou Jefferson.

 

Ainda de acordo com o presidente da Emdagro, a Portaria veio em boa hora, considerando a necessidade de adoção de medidas que possibilitem minimizar os impactos econômicos e sociais da Covid-19, especialmente em relação aos agricultores familiares, associações e cooperativas. “Essa prorrogação das DAP´s por seis meses, portanto, dará a esses produtores rurais uma tranquilidade maior, até que o país consiga administrar os efeitos dessa pandemia. Por isso, alertamos aos agricultores que não há necessidade de correrem para os escritórios da Emdagro para renovar suas DAP´s, já que elas tiveram suas vigências prorrogadas”, concluiu.

 

DAP
A Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é o instrumento utilizado para identificar e qualificar as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) da agricultura familiar e suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas. Ela é a porta de entrada do agricultor familiar para acesso às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. Como uma identidade, o documento tem dados pessoais dos donos da terra, dados territoriais e produtivos do imóvel rural e da renda da família. Para acessar uma linha de crédito do Pronaf, por exemplo, é imprescindível a DAP, pois nela constam informações que darão segurança jurídica às transações necessárias aos financiamentos.

Emdagro recebe auditoria do Mapa para avaliar programas de saúde animal

Programa da Febre Aftosa é um dos bons exemplos de Sergipe, mantendo o estado livre da doença há mais de 25 anos

Até a última sexta-feira (19), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) participou de uma auditoria remota, realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os trabalhos tiveram inicio na segunda-feira (15) com o objetivo de aferir a qualidade da Defesa Sanitária Animal, serviço que norteia os rumos da pecuária no Estado e é desenvolvido pela Emdagro, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Rural e da Pesca (Seagri). A auditoria busca avaliar a execução de programas nacionais – destinados a prevenir, controlar ou erradicar doenças – e conta com o envolvimento dos setores da Emdagro, como as diretorias de Defesa Animal e Vegetal, Administrativa e Financeira, e suas respectivas coordenadorias.

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, falou sobre a importância da parceria com o Ministério, durante a saudação aos auditores. “Nos últimos 16 meses, a Emdagro vem passando por uma reestruturação administrativa, sobretudo na área de Defesa Animal e Vegetal, de forma a efetivarmos nossas ações nos 75 municípios sergipanos. Essa reestruturação acontece graças às parcerias entre a Emdagro e o Ministério da Agricultura, para a execução dos principais programas nacionais na área de Defesa Sanitária Animal e Vegetal”, reforçou o presidente da Emdagro. Também participaram da auditoria a diretora de Defesa Animal e Vegetal da empresa, Aparecida Andrade, o diretor Administrativo e Financeiro, Anderson Souza, e coordenadores de áreas e assessores da Emdagro.

A auditoria busca analisar itens referentes aos recursos humanos, físicos e financeiros, estrutura organizacional, gestão de qualidade, capacidade técnica e operacional, e prevenção. No aspecto do controle e erradicação de doenças, os auditores avaliam a execução dos principais programas nacionais de sanidade animal, como explica a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. “É avaliada a execução de programas nacionais, como: de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose; de Controle da Raiva; de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa; Sanidade Avícola; Sanidade dos Suídeos; Sanidade de Caprinos e Ovinos; dentre outros”, especificou Aparecida Andrade.

O secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, participou do início da auditoria, juntamente com os representantes da empresa, e evidenciou programas de destaque em Sergipe. “A auditória é uma oportunidade de estreitar a parceria com o Governo Federal e demonstrar o que o Estado de Sergipe, através da Emdagro, vem fazendo em prol da Defesa Animal, e que contribui também para o nosso país. Um exemplo é o Programa da Febre Aftosa, com Sergipe livre da doença há 25 anos. E, também, é uma oportunidade de colocar as dificuldades que encontramos. Tudo para que possamos, em conjunto, encontrar ações para fortalecer cada vez mais essa importante atividade do nosso país, que é a Defesa Sanitária Animal”, ressaltou André.

Emdagro realiza serviço de desinfecção para combater a covid-19

Na tarde desta terça-feira (16), as dependências da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em Aracaju, passaram por um amplo trabalho desinfecção, como medida preventiva à propagação da Covid-19.

 

A empresa vem buscando cumprir à risca todos os protocolos de biossegurança determinados pelos órgãos de saúde e do Comitê Gestor da Pandemia, bem como o decreto do Governo Estadual, para conter a curva de contaminação pelo novo coronavirus.

 

“Estamos adotando, em toda a empresa, o distanciamento social, O uso de máscara e álcool 70%. Os atendimentos presenciais e as visitas às propriedades rurais estão temporariamente suspensas, e reduzimos à metade o trabalho presencial, adotando o sistema remoto e rodízio de servidores. Agora, por sugestão da Secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, estamos realizando essa desinfecção em todas as dependências da Emdagro”, disse o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele, os serviços essenciais prestados pela empresa se mantém. “Como forma de reduzir o número de servidores nas dependências da empresa, adotamos o trabalho remoto ficando apenas em atividade presencial os serviços essenciais, como a vigilância agropecuária, a emissão da Declaração de Aptidão do Agricultor (DAP), dentre outros”, reforçou o presidente.

 

Quem necessitar de algum serviço da Emdagro, poderá solicitá-lo pelos canais de comunicação com a empresa: (79) 3234-2644 (ouvidoria); (79) 3234-2608 (Whatsapp); (79) 9 9191-4341 (Wathsapp Defesa Animal) ou pelo chat no site www.emdagro.se.gov.br.

 

 

 

 

 

 

 

Emdagro e Polícia Civil flagram indícios de abate clandestino em propriedade de Cedro de São João

Vigilância agropecuária da Emdagro realizou 8.136 fiscalizações de carga animal e 11.051 de carga vegetal em 2020

 

Equipes da fiscalização da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais da Polícia Civil realizaram operação conjunta, na manhã da última quinta-feira (11), em Cedro de São João, para averiguação de denúncia de prática de abate clandestino de gado na propriedade Cajazeira. Nenhum animal vivo ou abatido foi encontrado, mas fiscais e policiais encontraram restos de animais, como ossos e couros, demonstrando a prática do abate no local.

 

Segundo o fiscal agropecuário da Emdagro, Ruy Fernando, o papel da empresa é a verificação documental dos animais. “A nossa parte de fiscalização agropecuária é quanto aos documentos, para saber a origem e a procedência do animal, assim como o seu estado de saúde. O local é clandestino e a procedência das reses é duvidosa, o que pode gerar grandes riscos à saúde das pessoas e à sanidade bovina do Estado”, salientou o fiscal. Para a Polícia, além de a prática ser ilegal, também há indícios de que os animais que abastecem o matadouro clandestino advenham de roubos e furtos, o que será alvo de investigação por parte da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais.

 

Serviço essencial

 

Consideradas como serviço essencial, as ações da vigilância agropecuária da Emdagro não pararam no período de pandemia. Por ser um dos mecanismos mais importantes para a manutenção da saúde pública e do desenvolvimento econômico do Estado, a defesa agropecuária realizou, em 2020, 8.136 fiscalizações de carga animal e 11.051 de carga vegetal. Em Sergipe, as ações regulares e efetivas de controle e fiscalização de animais e produtos agrícolas são desempenhadas pelas equipes do serviço oficial, que atuam nos postos fixos de Cristinápolis, Canindé de São Francisco, Porto da Folha e Propriá; além das fiscalizações realizadas pelas equipes volantes em pontos considerados estratégicos, de forma aleatória e semanalmente, em acessos a feiras, frigoríficos, eventos agropecuários e em situações como a da propriedade Cajazeiras – a partir de denúncias da sociedade.

 

“As ações de vigilância agropecuária têm sido reconhecidas como essenciais pelo Governo Estadual durante a pandemia do novo coronavírus”, segundo afirma a Coordenadora de Controle Agropecuário da Emdagro, Lucyla Flor. De acordo com ela, a manutenção das fiscalizações evita a vulnerabilidade da agropecuária sergipana à ocorrência de doenças e pragas que prejudicariam a economia, criando barreiras para o desenvolvimento do agronegócio, que envolve o comércio de animais, vegetais e seus subprodutos. Além de evitar a entrada de mercadorias com risco zoossanitário, fitossanitário ou sanitário no Estado, a vigilância agropecuária também garante que os produtos brasileiros atendam às exigências do mercado internacional.

 

“Uma praga ou doença como a febre aftosa, por exemplo, acarretaria grandes perdas, como embargos econômicos em nível internacional, sendo este o principal efeito comercial da doença, além das perdas diretas que provocam queda da produção animal e prejuízo para o produtor rural”, analisa a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Ela reforça que é graças ao aprimoramento dos serviços veterinários, a exemplo dos atendimentos emergenciais e da fiscalização, que Sergipe garante o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, e avança para uma próxima etapa de retirada da vacina.

 

Canais de denúncia

 

Para enviar denúncias à Emdagro, qualquer cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria através do telefone (79) 3234-2644; com os canais de Whatsapp (79) 3234-2608 e (79) 99191-4341 (Defesa Agropecuária); através do chat disponível no site www.emdagro.se.gov.br; ou presencialmente, na Av. Carlos Rodrigues da Cruz, s/n, Bairro Capucho, Aracaju/SE.

ITABAIANINHA | Emdagro fiscaliza uso irregular da ‘cama de frango’ na alimentação de bovinos

Ação conjunta com Polícia Militar e Ministério da Agricultura culminou na interdição de três propriedades

 

Ao longo do mês de fevereiro, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou vigilâncias e fiscalizações em propriedades rurais do município de Itabaianinha, região Centro Sul de Sergipe. Com o objetivo de identificar produtores que utilizam a “cama de frango ou de galinha” na alimentação do gado, as ações foram feitas em parceria com a Polícia Militar e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), como parte do Programa Nacional de Controle de Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias (PNCERH). Proibidos pelo MAPA, materiais que tiverem origem animal não podem ser consumidos por ruminantes, pois podem causar doenças nos bovinos, como o Botulismo e a Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como a doença da “Vaca Louca”.

Em Sergipe, ainda há produtores que se utilizam dessa prática perigosa, que pode levar ao sacrifício de animais e trazer prejuízos à produção. Através da Fiscalização Agropecuária, a Emdagro visitou oito propriedades em Itabaianinha, juntamente com o MAPA e a PM/SE. Dessas, três foram interditadas por suspeita do uso da cama de frango, como explica a coordenadora de Controle Agropecuário da Emdagro, Lucyla Flor. “Nesses locais, nossa equipe identificou que os alimentos ofertados no cocho dos bovinos indicavam a presença da cama de aviário, motivo pelo qual foram interditadas até que o resultado final das análises do material colhido no local comprove ou não a existência”, disse a coordenadora.

Ela explica que a ‘cama de frango’ é composta “pelo material usado para forrar o piso dos galpões de aves, onde geralmente fezes, urina, restos de ração e penas das aves se misturam à palha de arroz, maravalha, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, e são ofertados erroneamente na alimentação dos bovinos”. Além da cama de frango, outros produtos que contenham proteína ou gordura de origem animal, como farinha de sangue, de carnes e ossos, de resíduos de açougue, dejetos de suínos, sangue e derivados, entre outros, também são proibidos na alimentação de ruminantes.

As razões pelas quais a utilização desses produtos pode gerar riscos à saúde do animal e do consumidor são destacadas pela responsável pelo Programa Nacional de Encefalopatias Espongiforme Bovina (PNEEB) da Emdagro, Marcella Porto. “Um dos motivos da proibição desses produtos pelo MAPA é o risco que seu uso traz para a sanidade do rebanho, não só por conta da doença da ‘Vaca Louca’ – que é gravíssima – mas também pela possibilidade de veicular agentes infecciosos ou traumáticos, como arames e pregos, além de resíduos de inseticidas e antibióticos, que representam perigo para a alimentação de animais”, explicou.

Ainda segundo Marcella, o Brasil não é considerado um país de risco para o mal da ‘Vaca Louca’. “Entretanto, o Ministério da Agricultura diz que é preciso ficar alerta quanto a essa prática, que pode prejudicar toda a cadeia de bovinocultura do Estado e, por que não dizer, do País. Por isso, uma das medidas preventivas contra a ‘Vaca Louca’ é a não utilização da cama de frango. Nós, da Emdagro, estaremos atentos, fiscalizando e interditando as propriedades que ainda insistem nessa prática”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Última atualização: 17 de março de 2021 08:31.