Emdagro estimula cultivo da ‘moringa’ para agricultores do semiárido em períodos de seca

Consumida nas alimentações humana e animal, a planta tem alto valor nutritivo e tem melhor desenvolvimento em climas secos

 

Para minimizar os efeitos da seca, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) vem estimulando o cultivo da moringa oleífera em propriedades rurais do semiárido sergipano. Isso porque a planta arbórea é tolerante a solos secos e pobres, e possui múltiplas utilidades. As suas folhas, vagens verdes e flores são utilizadas nas alimentações humana e animal pelo seu alto valor nutritivo, servem ainda como hormônio de crescimento para as plantas, e suas sementes são utilizadas para purificação da água. Originária da Índia e muito cultivada nos trópicos, a moringa oleífera possui crescimento rápido, podendo atingir uma altura de até 12 metros, com pouca sombra e madeira mole.

 

No município de Itabi – localizado no Médio Sertão Sergipano e distante 135 km da capital Aracaju – é possível encontrar agricultores assistidos pela Emdagro que produzem a moringa oleífera por entender seus benefícios ao homem, aos animais e às plantas. Nas propriedades que possuem esse tipo de cultivo, os técnicos da empresa dão orientações sobre as práticas culturais, levando em consideração o tipo de solo, clima, produção e plantio, espaçamento entre cultivos, adubação, poda, pragas e doenças e a forma de utilização da moringa.

 

“Em Itabi, por exemplo, cinco propriedades rurais desenvolvem o trabalho com a moringa. Os produtores sabem da importância dessa oleífera para a agricultura no semiárido, que enfrenta fortes períodos de estiagem e a grande escassez de alimentos para os animais. Para ter uma ideia, é visível o rendimento do gado quando a moringa é misturada na sua alimentação, chegando a representar um ganho de 30% ao dia, tanto para a produção de carne como para a de leite”, avaliou o chefe do escritório local da Emdagro em Itabi, Sérgio Carlisson.

 

A cultura é produzida de forma consciente na propriedade do agricultor familiar José Luciano Cardoso de Moraes, localizada no povoado Lagoa Redonda, em Itabi. “Tenho consciência da importância de cultivar a moringa e ela me ajuda muito na alimentação do gado”, destacou. Na última semana, o agricultor recebeu em sua propriedade o presidente da Associação Moringa do Brasil, Artur Begliomini, que esteve em Sergipe para conhece o trabalho de Luciano na produção da planta. A visita contou também com a presença de técnicos da Emdagro.

 

O chefe do escritório local da Emdagro em Itabi, Sérgio Carlisson, ressaltou o alto valor nutricional da planta na alimentação humana. “A moringa é muito rica em proteínas, vitaminas A e B, e em minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas sementes, vagens e flores também podem servir de alimento humano. Outra característica da planta é que ela serve para purificar e limpar a água de beber, onde suas sementes podem eliminar entre 90 e 99% das bactérias existentes na água”, explicou Sérgio.

 

Foto: Asbraer

Mesmo com pandemia, Sergipe teve intensa fiscalização de agrotóxicos em 2020

Emdagro apreendeu 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos, entre outras ações de combate ao uso abusivo dos produtos em alimentos

 

Mesmo com a pandemia, a fiscalização de agrotóxicos em 2020 foi significativa no estado. É o que aponta o balanço feito pela Coordenadoria de Insumos Agropecuários (Codia) da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Responsável por normatizar, monitorar e fiscalizar o uso e comércio de agrotóxicos, a Codia contabilizou 1.354 ações efetivas de combate ao uso abusivo desses produtos no decorrer do ano passado, com apreensão de 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos que estavam sendo comercializados sem registro.

 

As ações vão desde o controle, a exemplo da elaboração de normas e procedimentos para regulação do comércio e uso de agrotóxicos, cadastro, manutenção e alteração do cadastro de produtos, como também a fiscalização em estabelecimentos comerciais, prestadoras de serviços, propriedades rurais, locais de recebimento de embalagens vazias, transporte de defensivos agrícolas, além de reuniões, treinamentos e cursos para aplicadores de agrotóxicos, coleta de material para análise e renovação de certificado de registro.
De acordo com a coordenadora de Insumos Agropecuários da Emdagro, Aglênia Araújo, a fiscalização gerou a apreensão de 4 mil litros e cerca de 400 quilos de agrotóxicos que estavam sendo comercializados sem registro. “O ano de 2020 foi bastante complicado em virtude da pandemia, mas não nos impediu de realizarmos nossas ações no combate ao uso abusivo de agrotóxicos. Nós mantivemos um serviço efetivo no controle de agrotóxicos, com inúmeras fiscalizações em estabelecimentos comerciais sendo alguns deles autuados, multados e seus produtos apreendidos por estarem em desacordo com a lei”.

 

A coordenadora destaca ainda que o papel desenvolvido pela Emdagro é importante para impedir que a população consuma produtos com níveis de agrotóxicos acima do recomendado pela lei. “Esse trabalho é para que, tanto produtores quanto estabelecimentos comerciais, façam o uso moderado desses produtos, de forma a garantir uma alimentação mais saudável na mesa do consumidor. Por isso, nos esforçamos também para, além do trabalho punitivo, trabalhar a parte de educação sanitária através de palestras, treinamentos e cursos de aplicadores junto a toda a cadeia produtiva”, reforçou Aglênia.

Emdagro vai a campo e mapeia impactos da pandemia nos agricultores atendidos

Pesquisa servirá de base para a adaptação dos serviços de assistência técnica e extensão rural

 

A pandemia de Covid-19 tem gerado consequências para todos os setores da economia, e apesar do bom ritmo de recuperação que vem evidenciando a força da agropecuária, impactos também foram registrados entre as populações rurais. E Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Pesquisa, Defesa Agropecuária e Ações Fundiárias ligada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), foi a campo mapear os efeitos da pandemia no cotidiano dos agricultores assistidos, a fim de contribuir para a formulação de ações que possam minimizar os prejuízos sociais e econômicos para esse público, e adequar os serviços de Ater a essas novas necessidades.

 

A pesquisa foi realizada, no período de agosto a setembro deste ano, com 630 agricultores familiares escolhidos aleatoriamente em 324 comunidades rurais de 51 municípios sergipanos, que responderam à sondagem presencialmente nos escritórios da Emdagro ou por telefone. Do perfil do público assistido pesquisado, 68,9% se declararam do sexo masculino e 31,1% do sexo feminino, de faixa etária entre 20 e 49 anos (61%), o que demonstra ser constituído por jovens e adultos com largo potencial para desenvolvimento de suas atividades. Em maioria, são autônomos (79,5 %), sendo que os demais se classificam como cooperados (3%), associados (15%) ou assentados de reforma agrária (2,4%), caracterizando baixa participação nas organizações.

 

O diagnóstico verificou também o sistema de produção dos agricultores: 92,5% dos entrevistados disseram produzir de forma convencional; 4,6% de forma orgânica (certificada) e 2,9% de forma agroecológica – 7,5% dos agricultores familiares adotam o Sistema de Produção Orgânico ou Agroecológico. Quanto à comercialização, a pesquisa identificou aumento do comércio realizado na propriedade rural (24,7%), como também para os intermediários (10,8%), uma vez que as feiras livres se mantiveram suspensas por um período, durante a pandemia. A pesquisa quis saber também quais foram as culturas mais exploradas para a comercialização nesse período e, como destaque, identificou o gado bovino, citado por 45% dos agricultores; seguido da mandioca; galinha caipira; milho e ovinos.

 

“A conclusão que chegamos com essa sondagem é que o agricultor precisa ser cada vez mais estimulado a produzir, com garantias de comercialização e de acesso às políticas públicas voltadas para a agricultura. Percebemos que a pandemia atrapalhou um pouco a comercialização, mas, como é possível constatar, houve um aumento das vendas na propriedade”, avaliou o presidente a Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho.

 

Segundo ele os dados levantados serão levados em consideração para a adoção de ações efetivas em benefício do homem do campo, “Nosso propósito com esse diagnóstico é melhorar os pontos considerados mais vulneráveis das ações junto ao agricultor, reforçar aquelas ações que vêm tendo êxito, e criar alternativas nas cadeias produtivas, desde a produção até a comercialização. Todo esse material fará parte da construção do Plano de Trabalho da Emdagro para o ano de 2021”, garantiu Jefferson.

Segunda etapa da campanha contra Febre Aftosa imuniza cerca de 93% animais em Sergipe

Emdagro informa como criadores de animais que não fizeram vacinação podem regularizar a situação

Após o encerramento do período de declaração da vacinação contra a Febre Aftosa, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) contabiliza resultados exitosos de imunizações realizadas durante a segunda etapa da campanha, promovida em novembro. A empresa registrou 408.578 cabeças de gado vacinadas, representando cerca de 93% do rebanho imunizado, entre bovivos e bubalinos, com faixa etária de até 24 meses. A cobertura vacinal aconteceu em duas etapas.

A primeira etapa foi realizada em junho, com vacinação de 96,1% do rebanho de todas as idades. Inicialmente programada para maio, o período da primeira etapa teve que ser alterado por conta da pandemia. As duas etapas contaram com prorrogação em seus prazos finais para que os criadores de animais de Sergipe pudessem realizar a declaração de vacinação. Após o lançamento das declarações no sistema do Siapec3, a Emdagro constatou que, na segunda etapa, foram imunizados 93% dos bovinos e bubalinos com idade de 24 meses.

“Os produtores de Sergipe estão de parabéns pelo envolvimento na campanha de vacinação contra a Febre Aftosa. Isso demonstra o grau de entendimento e importância que eles dão à sanidade do rebanho no estado, motivo pelo qual mantêm Sergipe com o status de área livre da doença há 25 anos. Outro grupo que também merece o nosso reconhecimento são os técnicos da Emdagro, que não mediram esforços para auxiliar os criadores nessas duas etapas, mesmo em período crítico de pandemia”, destacou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade Nascimento.

A diretora destaca, ainda, que se o estado continuar com o alto índice vacinal, deverá ser retirada a obrigatoriedade da vacina. “Mantendo esse índice de vacinação nos próximos anos, Sergipe vai se credenciando para ter seu status de área livre da doença sem vacinação”, ressaltou Aparecida.

Regularização e Penalidades

Os criadores que não vacinaram e não fizeram a declaração de vacinação junto à Emdagro sofrerão algumas penalidades, em multas. Para regularizar a situação, o criador deve procurar um escritório da Emdagro e resolver a inadimplência, pagando a multa de R$ 3,11 por cabeça para autorização da compra da vacina, e mais R$ 3,11 por cabeça, para regularização da situação. Quem comprou a vacina no prazo, mas não procedeu com a declaração de vacinação junto à Emdagro, deverá pagar apenas R$ 3,11 por cabeça para regularização.

“Se, mesmo assim, o criador não se regularizar, ele ficará impossibilitado de comercializar seu rebanho, por não conseguir emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) – que é emitida pela Emdagro – como também não conseguirá realizar empréstimos bancários que dependam de algum documento que comprove o status sanitário do seu rebanho”, alertou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Agricultores beneficiados pelo Projeto Águas de Sergipe participam de capacitação

Emdagro incentiva uso sustentável da água e técnicas de manejo para melhoria do solo

 A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) ofereceu treinamento a 42 agricultores familiares que recebem sistemas de irrigação localizada, através de recursos do Programa Águas de Sergipe. Na capacitação, eles souberam mais sobre os riscos do uso irracional da rega, a produtividade e economia decorrentes do uso otimizado da água, e a manutenção dos sistemas de irrigação. Também foi reforçada a orientação sobre a importância dos agricultores fazerem análise do solo para correção das carências nutricionais. Ministrada pela Facilita Serviços, Vendas e Assistência Técnica Agroindustrial, empresa contratada pela Emdagro, a capacitação aconteceu nos dias 17 e 18 de dezembro, com produtores rurais beneficiados pelo Águas de Sergipe nos municípios de Moita Bonita, Areia Branca, Riachuelo, Ribeirópolis e Itabaiana.

A assessora da Emdagro, Elizabethe Denise Campos, afirma que se espera, com o treinamento, que os agricultores adotem práticas de manejo sustentável nas propriedades para economia da água, melhoria da capacidade produtiva do solo e oferta de produtos de melhor qualidade para os consumidores. Ela explica, ainda, que a capacitação é um desdobramento do Programa Águas de Sergipe, finalizado em abril, mas que ainda recebe assistência da Emdagro. “No primeiro semestre, a empresa Facilita – contratada pelo Programa – fez a entrega e instalação dos 42 sistemas de irrigação, com treinamento de forma individual em cada uma das propriedades durante a execução dos serviços em campo. Por conta da pandemia, somente agora foi possível agrupar os beneficiários a fim de avaliar a forma de utilização dos sistemas de rega e outras práticas fundamentais para o correto manejo do solo”, explicou. A capacitação seguiu os protocolos de segurança estabelecidos pelos órgãos de Saúde.

O agricultor familiar Hugo Nascimento, da comunidade Várzea Gama, em Itabaiana, participou do treinamento e avaliou o momento como bastante proveitoso. “Temos que agradecer à Emdagro pelo programa Águas de Sergipe, que beneficiou a nós, agricultores, com o kits de irrigação, e dizer também que esse treinamento foi muito bom, por ter nos ensinado a manusear tanto a técnica de irrigação quanto o uso do solo. Projetos assim são muito importante para o agricultor. Por isso, meu desejo é que venham muito mais”, considera o produtor rural.

Presente no treinamento, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da Emdagro, Antônio Reis, destaca que o Programa Águas de Sergipe atingiu o seu objetivo junto aos agricultores. “Não temos dúvida que o Programa foi bastante exitoso. Com treinamentos práticos, utilizando a metodologia do ‘aprender a fazer, fazendo’, os agricultores têm adotado esta e outras práticas, redobrando os cuidados com a estrutura e a fertilidade do solo, aplicando água na medida certa, de modo a evitar processos erosivos e empobrecimento gradativo, trabalhando com economia e eficiência”, comentou o diretor.

Águas de Sergipe

O Programa Águas de Sergipe é fruto do acordo firmado entre o Governo de Sergipe e o Banco Mundial, em 2012, que teve como um dos objetivos a promoção do uso eficiente e sustentável da água na bacia hidrográfica do Rio Sergipe, melhorando as práticas de manejo de solo e a qualidade da água. Através do programa, foram investidos recursos para a estruturação dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, com aquisição de máquinas, veículos, equipamentos, materiais e insumos diversos, além da capacitação de técnicos e agricultores. Um dos investimentos priorizados pelo Programa foi a implantação de projetos de irrigação em propriedades da agricultura familiar.

“Os projetos foram elaborados pelos engenheiros agrônomos da Emdagro, Arnóbio Lima e Valbério Paolilo. Já os serviços de construção das casas de bomba, instalação dos sistemas de irrigação, fornecimento dos materiais, equipamentos e treinamento dos agricultores, foram realizados pela empresa Facilita e custeados pelo Águas de Sergipe. Foram instalados sistemas de irrigação por microaspersão, miniaspersão e gotejamento. A seleção dos agricultores levou em conta os critérios de enquadramento na categoria de agricultor familiar, ter propriedade situada na bacia hidrográfica do Rio Sergipe e dispor de água suficiente e adequada para o funcionamento dos sistemas de rega, entre outros”, finalizou Elizabethe Denise Campos.

Emdagro intensifica ações de combate a pragas quarentenárias

O objetivo principal é manter Sergipe livre de pragas como o Greening, da citricultura.

 

Segundo maior produtor de citros do Nordeste, com mais de 364 mil toneladas produzidas em 2019, Sergipe se encontra na vanguarda quando o assunto é ausência de pragas e doenças em culturas de alto valor econômico para o Estado, como é o caso da citricultura. Pensando nisso, como forma de manter o status de área livre de pragas quarentenárias, a exemplo do Greening, Cancro Cítrico e Pinta Preta, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) tem intensificado suas ações no controle fitossanitário de propriedades visando combater da introdução de novas pragas nessa e em outras culturas.

No plano de ação em execução da equipe da coordenadoria de defesa vegetal da empresa está prevista a realização de mil levantamentos fitossanitários em propriedades rurais de todo o estado. Desse total, 400 serão em propriedades da cultura do citros, 300 da banana, 200 da palma forrageira, 80 de coco e 20 da cultura da manga. “O objetivo desse trabalho sempre foi o de proteger o Estado da introdução de novas pragas nessas culturas. Por isso, a Emdagro vem realizando levantamento fitossanitário nos pomares do estado, onde são inspecionadas plantas para detecção de possíveis focos de pragas que, oficialmente, se encontram ausentes em Sergipe”, comentou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A importância econômica dessas culturas e os riscos para a economia do estado com o aparecimento de um dessas pragas são a preocupação da Emdagro porque, segundo a diretora, os produtores precisam estar atentos para aparecimento de qualquer sintoma estranho nos pomares. “Para que o controle e o combate no início do problema sejam eficazes, é necessária toda a atenção por parte dos agricultores, pois pragas como o Greening, Cancro Cítrico e Pinta Preta da citricultura, a Sigatoka Negra e Moko para a cultura da Banana, o Amarelecimento Letal para a cultura do Coco, Gorgulho do Caroço da Manga, Cochonilha Carmim na Palma forrageira e a Mosca da carambola, têm importância econômica potencial para áreas onde ainda não estejam presentes e a simples presença delas em determinado local pode comprometer a comercialização de produtos, danificar ou destruir cultivos, plantações e colheitas, e ser um empecilho às exportações, como é o caso da laranja”, explicou.

Aparecida faz um apelo a toda cadeia produtiva dessas culturas para que não adquiram insumos ou materiais vegetativos sem procedência. “A proteção do Estado para a introdução de pragas que não existem em Sergipe é de responsabilidade de todos nós, sobretudo, os agricultores para que tenham consciência da real procedência produtos que são adquiridos fora do estado e caso percebam a circulação cagas suspeitas que entrem em contato com a equipe da defesa vegetal Emdagro através do telefone: 79 3234-2693 ou 2327”, alertou a diretora.

 

 

 

 

 

 

 

 

Emdagro capacita profissionais do Serviço Veterinário Oficial em sistema de vigilância

Sistema é importante para a proteção da pecuária em Sergipe.

 

No período de 16 a 26 de novembro, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) treinou e capacitou 16 Médicos Veterinários da equipe da Defesa Animal da empresa para o uso do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias – e-SISBRAVET. O sistema é a ferramenta eletrônica específica para gestão dos dados obtidos na vigilância passiva em saúde animal, desenvolvida para o registro e acompanhamento das notificações de suspeitas de doenças e das investigações realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO).

 

Para a chefe da Divisão de Epidemiologia da Emdagro, Isabelli Leal, o importante é que ao notificar uma doença, o profissional informe o máximo possível de dados. “Dados como a data do provável início da doença, identificação da localização e da origem dos animais doentes ou suspeitos, a síntese da ocorrência (sinais clínicos/lesões, resultados laboratoriais preliminares, espécies envolvidas, doentes, mortos) e, se possível, informações clínicas e epidemiológicas disponíveis, são importantes para o planejamento e gerenciamento da prevenção, detecção e pronta reação às ocorrências zoosanitárias de interesse pecuário nacional e estadual”, frisou.

 

Ainda segundo ela, a notificação imediata de ocorrência de determinadas doenças em animais deverá ser feita junto à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emadgro) ou à Superintendência de Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Sergipe (SFA/MAPA/SE) diante da importância para proteção da pecuária sergipana e da saúde pública. “Muitas doenças podem causar sérios impactos na produção animal e na saúde humana, e o diagnostico rápido e a pronta reação são essenciais para impedir a disseminação e permitir seu controle ou erradicação”, comentou a Isabelli.

 

A notificação poderá ser feita presencialmente ou por telefone em qualquer escritório da Emdagro pelo telefone 79 3234-2624 ou através do site http://agricultura.gov.br/notificação ou diretamente na SFA/SE.

PRORROGAÇÃO: Campanha de vacinação contra a Febre Aftosa tem prazo estendido até 04 de dezembro

  A segunda etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa 2020 foi prorrogada até o próximo dia 04 de dezembro, ficando o prazo para declaração até o dia 15 do mesmo mês. O pedido de ampliação do prazo foi acatado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) – órgão responsável pela campanha no Estado – apresentar informação com as dificuldades de criadores e revendedores para o cumprimento o prazo da campanha, que se encerraria no dia 30 de novembro.

 

Na avaliação da Emdagro, alguns fatores levaram a um baixo índice de vacinação, até o momento. “Além das dificuldades normais, as eleições municipais deste ano contribuíram muito para desviar o foco da campanha da Aftosa, porque, no interior, o envolvimento dos produtores no processo eleitoral é maximizada, dificultando a atenção deles ao prazo de vacinação”, analisa a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Da mesma forma, segundo ela, seria preciso mais tempo para que revendedores atendessem as exigências da nova versão do Sistema de Integração Agropecuária – SIAPEC3, relacionadas ao registro e certificação para a venda de vacinas.

 

De acordo com Aparecida, com a prorrogação, a previsão é que 420 mil animais com idade de até 24 meses, entre bovinos e bubalinos, sejam vacinados, mantendo o índice de 96% do rebanho imunizado. Ela reforça a importância da declaração. “O criador deverá ficar atento ao novo prazo para a declaração de vacinação, que será até o dia 15 de dezembro. Nesse período, ele deverá preencher a declaração, que está disponível no site da Emdagro; ou comparecer nos escritórios locais da empresa; ou ainda utilizar as ferramentas de acesso disponíveis, como o Whatsapp (79) 9 9191 4341, o e-mail codea@emdagro.se.gov.br e o Sistema SIAPEC3, que pode ser acessado diretamente, pela internet”, orientou.

 

Emdagro presta Assistência Técnica a comunidades quilombolas de cinco municípios

Em Sergipe, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) também presta Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) a povos e comunidades tradicionais. O acesso às políticas públicas leva melhorias ao desenvolvimento da agricultura de seis comunidades quilombolas, atendidas nos municípios de Poço Redondo, Amparo do São Francisco, Capela, Porto da Folha e Brejo Grande. Ao todo, mais de 30 ações foram planejadas e desenvolvidas nessas comunidades por técnicos da empresa.

A gestora da Divisão de Organização e Desenvolvimento Social da Emdagro, Abeaci dos Santos, conta que as comunidades quilombolas que recebem assessoria técnica e extensão rural da Emdagro estão entre as 44 reconhecidas pela Fundação Palmares em Sergipe. “A conquista dos seus territórios abriu uma porta de acesso dessas famílias às políticas públicas, colocando em relevo a necessidade de Ater exclusiva e diferenciada, com presença sistemática das equipes técnicas junto às comunidades da Serra da Guia (Poço Redondo), Lagoa dos Campinhos (Amparo do São Francisco), Pirangi (Capela), Mocambo (Porto da Folha), Batateiras e Resina (Brejo Grande)”, ressaltou Abeaci.

A gestora conta que a assistência às comunidades quilombolas é fruto de acordo firmado entre a empresa e o Ministério Público Federal, em 2016. “As comunidades quilombolas assistidas vêm conseguindo superar alguns desafios, para transformar sua condição de insegurança social. Isso só foi possível com a convergência de instituições/entidades, o apoio do Movimento Estadual, da Federação dos Quilombolas e do Ministério Público Federal, em Sergipe, bem como a convergência de ações governamentais aliadas à conquista dos seus territórios, para acesso às políticas públicas”, avaliou Abeaci.

Entre as ações desenvolvidas pela Emdagro junto às comunidades, estão: reuniões técnicas; capacitação e fomento; dias de campo; elaboração de projetos de arranjos produtivos voltados para o Projeto Dom Hélder Câmara e para o Projeto Dom Távora; inseminação artificial; Garantia Safra, Programa Água Doce; projetos orientados para diversificação da produção; disponibilização de linhas de crédito para custeio e investimentos orientados para homens, mulheres e jovens; auxilio emergencial por conta pandemia; cadastro no programa Bolsa Família; dentre outras.

Emdagro capacita Médicos Veterinários para a emissão de GTA em eventos agropecuários

Objetivo é treinar profissionais para a emissão de GTA em eventos agropecuários

De forma online e presencial, uma capacitação para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) está sendo realizada para Médicos Veterinários Responsáveis Técnicos (RTs) autônomos, nesta quarta e quinta-feira (18 e 19). O treinamento é oferecido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

De acordo com a programação, nesta quarta-feira (18) o treinamento estará acontecendo de forma virtual (online), das 19h às 22h. Já na quinta-feira (19), a capacitação será presencial, das 08h30 às 12h, no auditório da sede da empresa, em Aracaju. Para obter mais informações, os interessados podem entrar em contato com a Emdagro através do e-mail transito.animal@emdagro.se.gov.br, ou através do whatsapp (75) 9958-2092.

O objetivo do treinamento é capacitar os profissionais para emitirem a GTA virtual na saída de animais em eventos agropecuários, como feiras, exposições e provas equestres. Após o treinamento, os Responsáveis Técnicos estarão aptos a realizar a emissão do documento através do novo Sistema de Integração de Defesa Agropecuária – Siapec3 da Emdagro, como conta a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

“Geralmente, diversos eventos agropecuários acontecem em períodos muito próximos, e a capacidade do Estado de estar em todos esses lugares é reduzida. Então, colocaremos em prática a Instrução Normativa 022 (de 20/06/2013) do Ministério da Agricultura, que admite que os Responsáveis Técnicos (RTs) autônomos sejam capacitados para a emissão de GTA de saída de eventos agropecuários, garantindo maior agilidade e eficiência nesses eventos”, destacou a diretora da Emdagro.

Entretanto, os profissionais não poderão emitir a GTA de animais que tenham destino para outros estados da federação, como explica a coordenadora de Trânsito Animal da Emdagro, Lucyla Maia de Albuquerque. “Nesse caso, os médicos veterinários RTs deverão orientar os criadores para que se dirijam ao escritório mais próximo da Emdagro, para que seja emitida a saída desses animais”, alertou Lucyla.

Última atualização: 30 de novembro de 2020 12:39.