SAÚDE NO CAMPO: Vacinação de bezerras e vacas contra brucelose bovina beneficia pequenos produtores em Sergipe


A preocupação com a saúde dos rebanhos bovinos e a qualidade do leite para o consumidor são pautas prioritárias em todo o país. Em Sergipe, o Projeto Saúde no Campo, desenvolvido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), está empenhado em melhorar a produtividade e a qualidade sanitária dos rebanhos, com um foco especial nos pequenos produtores que possuem até 10 vacas. Pensando nisso, nesta quinta-feira (19), aconteceu o lançamento oficial do projeto, na Colônia Penha, em Riachuelo.

 

A brucelose bovina é uma doença altamente infectocontagiosa, que pode ser transmitida aos seres humanos através do leite não pasteurizado e produtos derivados produzidos com leite não submetido a tratamento térmico adequado. Além disso, a brucelose provoca aborto nas vacas, prejudicando a produtividade dos rebanhos e a renda do produtor. Uma das ações centrais do projeto é a vacinação de bezerras e vacas contra a brucelose bovina, uma doença que afeta não apenas a produção de leite, mas também representa um risco de zoonose para a população rural e urbana.

 

O Projeto Saúde no Campo não apenas visa garantir a saúde dos animais, mas também a segurança alimentar da população e o cumprimento das exigências legais de vacinação. “A vacinação será realizada com a vacina RB51, seguindo as diretrizes da Instrução Normativa Federal nº 10/2017 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Importante ressaltar que a imunização deve ser realizada por profissionais médicos veterinários cadastrados na Emdagro”, disse a Coordenadora de Agropecuária da Emdagro, Med. Veterinária Izildinha Dantas.

 

Ainda segundo a coordenadora, além de promover a saúde dos rebanhos, o projeto também colabora com o Programa Mais Pecuária Brasil para Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), uma  parceria do Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Agricultura e CONAFER – Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e os Empreendedores Rurais Familiares, com execução a cargo da Emdagro. O Programa exige a vacinação dos rebanhos participantes da IATF.

 

O Projeto Saúde no Campo tem como meta imunizar 2.500 animais em todo o estado. Ele representa um passo importante na busca pela saúde dos animais, na segurança alimentar da população e no fortalecimento da produção pecuária no Estado de Sergipe.

 

Com apoio da assistência técnica, agricultor de Indiaroba tem financiamento aprovado para desenvolvimento da cultura do cacau

Parceria entre Emdagro e Banco do Nordeste visa fortalecer a cultura em Sergipe

 

O Banco do Nordeste reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da região sul do estado ao aprovar um novo financiamento no valor de R$ 81 mil reais para impulsionar a Cultura do Cacau no Estado de Sergipe. O beneficiário desse investimento é o José Alexandrino, um produtor do município de Indiaroba, que conta com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Com os Recursos do programa Credi Amigo do Banco do Nordeste completa o financiamento de diversos aspectos da produção de cacau, incluindo a aquisição de um sistema de irrigação moderno, mudas de Clones de Cacau de alta produtividade e de fertilizantes.

 

A Cultura do Cacau tem se mostrado maias uma alternativa valiosa para a diversificação de cultivos, especialmente para os pequenos agricultores na região citrícola do estado. Esse é o segundo financiamento contatado pelo Banco no valor de R$ 81 mil reais, com um prazo de pagamento de 10 anos e dois anos de carência, fato esse que representa um marco significativo nesse processo de diversificação. “Quando apoiada com a assistência técnica adequada, o financiamento se torna uma fonte promissora de oportunidades para os pequenos produtores de Sergipe”, destacou o Diretor de Ater da Emdagro, Jean Carlos Nascimento.

 

O objetivo deste investimento do Banco do Nordeste é duplo. Além de fortalecer a produção local de cacau, ele também visa promover o desenvolvimento sustentável e a geração de renda para os agricultores familiares da região sul do estado. Espera-se que ele seja o catalisador de uma nova era para a Cultura do Cacau em Sergipe, criando oportunidades de crescimento, emprego e renda para a população local, enquanto promove a riqueza agrícola do estado.

 

A Emdagro tem um compromisso sólido em prestar assistência técnica continua de qualidade aos agricultores e produtores rurais de Sergipe, e este financiamento é um testemunho inconteste desse compromisso. “Estamos comprometidos em fornecer uma assistência técnica ao Sr. José Alexandrino e outros agricultores produtores de Cacau envolvidos neste programa, fornecendo conhecimento técnico e melhores práticas agrícolas para otimizar a produção de cacau, tornando-a o seu plantio mais eficiente e sustentável”, disse o Diretor.

 

Já o produtor José Alexandrino expressou seu otimismo em relação ao financiamento, destacando que isso permitirá que sua produção de cacau atinja todo o seu potencial. “Este financiamento do Banco do Nordeste é um divisor de águas para nós agricultores familiares. Com a ajuda da Emdagro e as melhores práticas de cultivo, tenho certeza de que poderemos produzir cacau de alta qualidade que não só beneficiará a minha família, mas toda a comunidade de Indiaroba”, disse ele.

 

Reunião técnica destaca a expansão da cultura do cacau no estado

Na ocasião foi anunciada a visita técnica da SEPLAC fruto do acordo de Cooperação Técnica entre a Emdagro e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira

 


A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) tem estado na vanguarda do desenvolvimento da Cultura do Cacau em Sergipe. Recentemente, no último dia em 10 de outubro deste ano, a Emdagro realizou uma reunião técnica em seu escritório central, em Aracaju, para avaliar as Unidades de Observação da cultura do Cacau instaladas em cinco municípios do estado. Essa iniciativa demonstra o compromisso da empresa em impulsionar o setor de cacau na região.

 

Durante a reunião, foram planejadas ações para o aperfeiçoamento e melhor uso dessas unidades na difusão de tecnologias, evidenciando o compromisso contínuo da Emdagro em fornecer assistência técnica de alta qualidade aos produtores de cacau.

 

Além disso, foi anunciada a primeira ação do acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Agricultura do Estado de Sergipe (Seagri), a Emdagro e a Comissão Executiva da do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPALC), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com a chegada da primeira missão técnica da CEPLAC planejada para o período de 20 a 25 do mês de novembro. Essa colaboração ressalta a importância da cultura do cacau no estado e destaca o papel da Emdagro na promoção do seu crescimento.

 

Jean Carlos do Nascimento Ferreira, Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da Emdagro, enfatizou: “Esta será mais uma cadeia produtiva que se firmará em nosso estado com a participação efetiva da Emdagro.” Essa afirmação ilustra o compromisso do órgão em impulsionar o desenvolvimento da Cultura do Cacau e estabelecê-la como uma atividade econômica sólida e sustentável em Sergipe.

 

 

Emdagro, em parceria com a PRF, atua contra irregularidades no transporte de laranjas

Os caminhões interceptados foram autuados e obrigados a retornar a seu estado de origem

 


No dia de ontem (10), a Equipe da Defesa Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em colaboração com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou uma operação que resultou na interceptação e atuação de caminhões oriundos do Estado da Bahia, transportando cargas de laranja em desacordo com a legislação vigente.

 

Durante a operação, os veículos foram devidamente multados, e as multas já foram pagas. Além disso, as cargas irregulares foram lacradas e obrigadas a retornar ao estado de origem. Uma ação adicional realizada pela equipe envolveu a apreensão e destruição de 1.500 mudas de murta que estavam em desacordo com as regulamentações vigentes.

 

A ação da equipe da Defesa Vegetal e da PRF é parte dos esforços contínuos da Emdagro para proteger o patrimônio cítricola do estado. O objetivo principal é garantir que a produção de citros em Sergipe seja preservada e que as normas sanitárias e fitossanitárias sejam estritamente cumpridas, evitando possíveis ameaças ao setor.

 

“A atuação conjunta da Emdagro e da PRF é essencial para manter a integridade do setor cítricola em Sergipe. Estamos comprometidos em garantir que as regulamentações sejam respeitadas e que qualquer ameaça à produção de citros seja devidamente controlada”, afirmou a Diretora de Defesa Animal de Vegetal da empresa, Aparecida Andrade.

 

A operação demonstra o compromisso das autoridades com a proteção da agricultura e da economia local, ressaltando a importância da cooperação interinstitucional para preservar a qualidade e a segurança dos produtos agrícolas em Sergipe.

 

 

Emdagro realiza visita técnica à Embrapa Algodão para impulsionar o Programa do Algodão Agroecológico

Plano de ação estadual deverá operacionalizar programa em Sergipe

 


A equipe técnica da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) realizou uma visita técnica à Embrapa Algodão, localizada em Campina Grande, na Paraíba, para participar de uma reunião relacionada ao Programa do Algodão Agroecológico. O programa, uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Embrapa Algodão, tem como objetivo revitalizar a cultura do algodão em sistemas de base sustentável no Nordeste.

Durante a visita, a equipe da Emdagro, composta pelo Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Jean Carlos Nascimento, a Engenheira Agrônoma Elizabeth Denise Campos, membro da Coordenadoria de Agroecologia e Produção Orgânica, além dos técnicos em agroecologia Waltenis Braga e Marize de Campos Lima  recebeu da Embrapa Algodão sementes de quatro variedades de algodão, bem como sementes de gergelim e amendoim. Essas sementes serão multiplicadas no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Emdagro, localizado em Itabaiana, Sergipe, e cultivadas em consórcio nas Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa (UAP) da região.

O Programa do Algodão Agroecológico em consórcios agroalimentares está programado para ser lançado no próximo mês de novembro e tem como foco promover práticas sustentáveis na produção de algodão, visando a redução do uso de agrotóxicos e a preservação do meio ambiente. “O Programa representa um passo importante na busca por soluções agrícolas mais sustentáveis e na preservação dos recursos naturais, e a colaboração entre a Emdagro e a Embrapa Algodão é fundamental para o sucesso desse empreendimento no nordeste brasileiro”, ressaltou o Diretor de Ater, Jean Carlos.

Além disso, a visita proporcionou uma rica troca de experiências com outros estados do nordeste, permitindo à equipe da Emdagro adquirir conhecimentos valiosos para a implementação bem-sucedida do Programa do Algodão Agroecológico em Sergipe. “Voltamos com a missão de discutir e elaborar um Plano de Ação Estadual, com a determinação de contribuir para o fortalecimento da produção de algodão agroecológico no estado e promover práticas agrícolas sustentáveis em benefício dos agricultores e do meio ambiente”, frisou o diretor.

 

 

Manejo Sustentável dos Citros é tema de encontro no município de Boquim

Evento marca mais uma ação do Governo do Estado em direção à revitalização da citricultura sergipana

Nesta quarta-feira, 27, o município de Boquim, no sul de Sergipe, foi cenário de um evento de grande relevância para a agricultura sustentável na região. O I Encontro sobre Manejo Sustentável dos Citros aconteceu na sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) em Boquim, com organização conjunta do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), e parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Embrapa e Banco do Nordeste.
O presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, abriu o encontro destacando os investimentos que a Secretaria de Agricultura tem direcionado ao órgão para o desenvolvimento das ações de assistência técnica e extensão rural em Sergipe. “Sabemos que, para que existam avanços na agricultura, têm que existir investimentos. A Emdagro recentemente teve um concurso público, e nos próximos dias estaremos somando novos engenheiros agrônomos, médicos veterinários e técnicos agrícolas à nossa equipe de extensionistas. Também foram adquiridos novos veículos, para que nossos profissionais cheguem com mais facilidade até o produtor rural, ao citricultor, para melhor atendê-los em suas necessidades”, disse.
O presidente também destacou a importância das parcerias para que as ações junto ao homem do campo avancem ainda mais rápido. “É importante frisar que, no mundo de hoje, é preciso que existam cooperações. Exemplo disso são os acordos de cooperação técnica com a Embrapa, com o Banco do Nordeste e com o Sebrae, para que a gente avance rápido e entregue aos produtores uma agricultura e uma citricultura mais produtiva, com menos custos”, pontuou Gilson.
O evento reuniu especialistas, pesquisadores e agricultores dedicados ao cultivo de citros, com o objetivo de discutir práticas e estratégias para tornar a citricultura mais sustentável e eficiente. A programação do encontro contou com apresentações e palestras que versaram sobre as ações da Emdagro no setor agropecuário, apresentado pelo diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jean Carlos Nascimento. Também tratou sobre o levantamento das práticas sustentáveis adotadas, do manejo sustentável dos pomares dos citros, do controle biológico das pragas dos laranjais, do uso e aplicação do pó de rocha e os avanços e inovações relacionados aos porta-enxertos para citros.
Segundo o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas/BA, Walter Soares, sua palestra demonstrou a importância da variação de porta-enxertos para o controle de pragas e doenças. “Se o agricultor tiver uma variação de porta-enxertos, ele vai ter o que chamamos variabilidade genética, ou seja, uma condição segura de que determinadas doenças características de apenas uma variedade não afete todo o pomar”, explicou.
Momento prático
Após o almoço, a programação continuou com a parte prática, dividida em quatro estações de trabalho: Controle Microbiano das Pragas dos Citros, o Uso de Insetos Predadores e Preparo de Biofertilizantes. Finalizando o evento, foi realizada uma visita à quadra com novos porta-enxertos.
O agricultor Flávio Bispo, do município de Salgado, participou do evento e destacou a importância do encontro. “Para nós, agricultores, é de suma importância poder resgatar as origens da citricultura e trabalhar com essa temática tão importante, o controle biológico e o manejo sustentável”, ressaltou.
Participaram como palestrantes o engenheiro agrônomo da Emdagro, Renato Figueiredo, o pesquisador e engenheiro agrônomo Marcelo Mendonça, e o engenheiro agrônomo Glauco de Andrade Antunes, da Mibasa. Também estiveram presentes os técnicos e chefes de escritórios locais e regionais da Emdagro.

Foto: Vieira Neto – Ascom/Seagri

 

Inauguração de novo laticínio em Nossa Senhora da Glória reforça segurança alimentar em Sergipe

Com o selo de inspeção estadual (SIE) a agroindústria Nalmilk Laticínios passa a ofertar produtos de qualidade comprovada
No dia 21 de setembro, o município de Nossa Senhora da Glória, localizado no sertão sergipano, celebrou a inauguração do Nalmilk Laticínios, mais uma agroindústria dedicada ao processamento de leite no Estado de Sergipe. Com uma capacidade de processar 40 mil litros de leite, esta nova empreitada será responsável pela produção de diversos produtos lácteos, incluindo manteiga, queijos coalho e muçarela, além de requeijão manteiga.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da diretora de Defesa Animal e Vegetal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida Andrade, que representou o presidente do órgão, Gilson dos Anjos, que se encontrava em Brasília no momento. Também estiveram presentes membros da equipe do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal da Emdagro.
Essa inauguração representa um passo significativo para o Estado de Sergipe, uma vez que mais um estabelecimento sai da clandestinidade e se regulariza de acordo com as normas estaduais que regulam o setor. “A obtenção da inspeção estadual, selo SIE/SE, é um marco importante para garantir aos consumidores produtos de qualidade, livres de contaminantes e resíduos que possam afetar a saúde”, comentou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.
A agroindústria Nalmilk Laticínios é uma empresa 100% familiar, o que demonstra o compromisso das famílias locais com a produção de alimentos de alta qualidade. O empreendimento emprega diretamente 30 funcionários e contribui com a geração de renda de 150 produtores de leite da região ao adquirir seu produto. O Serviço de Inspeção da Emdagro já regularizou 9 laticínios em Sergipe, e outros 10 estão em processo de regularização no órgão.
“O processo de legalização levou um tempo porque a gente precisava tomar consciência da importância de se regularizar. Então levamos mais ou menos 5 anos para chegarmos a conseguir o que conseguimos hoje, que foi o selo da Emdagro”, disse Messias de Jesus, que largou a escola onde lecionava para ajudar seu pai, José Hunaldo de Jesus, na queijaria que já aumentava sua demanda ano após ano.
Segundo ele, “a equipe da Emdagro foi bastante parceria no processo, que orientou a todo o momento como deveria ser feito” e sabe agora que, com chegada do selo SIE, as responsabilidades aumentam muito. “Estou feliz em trabalhar dentro da legalidade”, concluiu.
A segurança alimentar é uma preocupação essencial para os consumidores, e um dos principais indicativos de qualidade é a presença do selo de fiscalização no rótulo dos produtos. Em Sergipe, o Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado (SIE/SE), pertencente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), é responsável por garantir as condições adequadas de manipulação e armazenamento de alimentos. Consumir produtos clandestinos pode representar riscos à saúde.
Somente este ano, os fiscais agropecuários já realizaram 356 inspeções, resultando no fechamento temporário de um estabelecimento laticínio para adequação. Os estabelecimentos que passam pelas etapas de controle do SIE recebem o selo de inspeção, o que permite a comercialização dos produtos no estado. Os produtores interessados em fazer o registro podem encontrar a lista de documentos necessários no site www.emdagro.se.gov.br.
O SIE realiza vistorias técnicas em estabelecimentos sergipanos de carnes, pescados, ovos, leite, mel e seus derivados, além de analisar produtos não comestíveis e projetos para construção de estabelecimentos de armazenagem. É o SIE que emite os laudos que autorizam a comercialização nos municípios sergipanos, garantindo ao consumidor final alimentos de alta qualidade. Em conjunto com outras instituições, como a Vigilância Sanitária e o Ministério Público, o SIE fiscaliza o comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal e participa das análises documental e técnica das amostras.
A diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Maria Aparecida Andrade, ressaltou a importância do selo de inspeção na garantia da segurança alimentar: “Fazemos um apelo aos consumidores: adquiram apenas produtos cuja origem seja conhecida! Aprendam a ler o rótulo, verifiquem quem fabricou e quais órgãos fiscalizaram a manipulação desses produtos.” Garantir a procedência dos alimentos é essencial para proteger a saúde dos consumidores e fortalecer a economia local em Sergipe.
Com a inauguração do Nalmilk Laticínios e o trabalho contínuo do Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado, a segurança alimentar e a qualidade dos produtos lácteos em Sergipe estão em destaque, contribuindo para o bem-estar dos consumidores e o crescimento da economia local.

29ª Oficina sobre a Sustentabilidade Ambiental dos Sistemas de Dessalinização encerra ciclo de capacitação em Sergipe

Cerca de 2.400 famílias são atendidas diretamente pelo programa Água Doce
No dia 20 de setembro, no projeto de assentamento Carlos Lamarca, localizado em Simão Dias, Sergipe, foi realizada a 29ª Oficina sobre a Sustentabilidade Ambiental dos sistemas de dessalinização implantados pelo Programa Água Doce – PAD. Esse evento marcou o encerramento de mais um ciclo de capacitação das famílias beneficiadas com água de qualidade na região semiárida do estado.
O Programa Água Doce, coordenado pelo Governo Federal em parceria com os governos estaduais e executado por equipes técnicas multidisciplinares, tem como objetivo fornecer água dessalinizada de excelente qualidade, livre de contaminantes, para as famílias que vivem nas áreas áridas e semiáridas do Nordeste, incluindo Minas Gerais. Em Sergipe, o programa é conduzido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) em colaboração com suas vinculadas a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse).
Cerca de 2.400 famílias, o que corresponde a aproximadamente 9.800 pessoas, são atendidas diretamente pelo programa, que fornece diariamente uma média de 17.400 litros de água dessalinizada. Antes da implantação desses sistemas, as comunidades dependiam principalmente de carros-pipa contratados pelas prefeituras ou pela Defesa Civil, além de cisternas, barreiros e açudes locais, o que frequentemente expunha a população a riscos de contaminação.
O sistema de dessalinização utilizado é considerado uma tecnologia de ponta, baseada na osmose reversa por meio de membranas. Três caixas de 5.000 litros cada são usadas no processo, com a água bruta obtida do poço sendo armazenada em uma delas. Após a dessalinização, parte da água é direcionada para abastecer um chafariz utilizado pela população, enquanto a parte restante, conhecida como rejeito devido à alta concentração de sal, é encaminhada para um tanque protegido por lona, onde ocorre a evaporação.
Além do abastecimento de água para consumo humano, a água bruta é utilizada para dessedentação animal e limpeza das casas. Algumas comunidades aproveitam o tanque de concentrado para a criação de peixes e irrigação da erva sal, que serve como forrageira para caprinos e ovinos.
O PAD adota uma metodologia específica, iniciando com diagnósticos para a seleção das comunidades, identificando potencialidades e dificuldades locais. Durante a implantação dos sistemas, é estabelecido um Acordo de Gestão em conjunto com as famílias beneficiadas, definindo direitos e deveres, horários de funcionamento, quantidade de água por família, entre outros detalhes, que são discutidos e aprovados em reuniões com os grupos de beneficiários. Três operadores por sistema são eleitos e capacitados, além de um grupo gestor responsável pela administração dos sistemas e resolução de conflitos.
“As oficinas de sustentabilidade são realizadas para sensibilizar e orientar as famílias sobre a importância de preservar a qualidade da água dessalinizada, abordando cuidados com a limpeza e vedação das caixas d’água, transporte e armazenamento adequados, e esclarecendo dúvidas sobre o uso da água dessalinizada”, explicou a Engenheira Agrônoma da Emdagro, Elisabeth Denise Campos.
Segundo ela, o Programa Água Doce desempenha um papel fundamental na vida das famílias do semiárido sergipano, não apenas garantindo o acesso a água de qualidade, mas também promovendo o diálogo, organização comunitária e preservação da saúde e do meio ambiente na região. “É um exemplo concreto de como a tecnologia e a colaboração entre entidades governamentais podem transformar a vida das populações em áreas desafiadoras”, concluiu Elisabeth.

Evento sobre Sanidade Vegetal reúne especialistas para discutir desafios e regulamentações no setor agropecuário

O evento aconteceu no auditório da Emdagro e contou com representantes de toda a cadeia produtiva da citricultura
Na busca por promover a saúde e a qualidade das plantas que alimentam o Brasil, o treinamento sobre sanidade vegetal, que aconteceu nesta quarta-feira (20), no auditório da Emdagro, em Aracaju, reuniu especialistas renomados para abordar temas cruciais no universo agrícola. O evento contou com a participação de profissionais de assistência técnica e extensão rural, comerciantes de insumos, atacadistas, varejistas, emissores de CFO’s (Certificado Fitossanitário de Origem), Responsáveis Técnicos e Produtores rurais.

A programação incluiu controle de pragas quarentenárias dos citros e banana, legislação sobre produção e comercialização de mudas, sistema informatizado de rastreabilidade de agrotóxicos e Plano Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes com ênfase na produção e comercialização vegetal. “Esse é um treinamento importante, porque tratamos de uma questão relevante que é o controle de pragas na agricultura e, como em Sergipe o que representa a nossa agricultura é a citricultura, a gente vai dar ênfase a esse controle de pragas que assegura ao estado o status de zone livre de várias doenças”, disse.

Na ocasião, o treinamento, que é uma parceria entre a Emdagro e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), buscou passar o alerta a toda a cadeia produtiva do citros, desde técnicos, produtores e comerciantes no tocante à pragas e doenças, sobretudo o Greening, uma praga quarentenária de altíssima periculosidade do citros. “É um alerta grande que estamos fazendo para com o cuidado de todo o processo de formação dos pomares, porque não adianta investir na sua produção se não tiver um cuidado no controle de pragas. Além disso, discutimos no treinamento a questão dos resíduos e contaminantes, que é a qualidade desse produto produzido no campo. Por isso, dois palestrantes do Mapa abordaram tanto o alerta do controle de pragas quanto à qualidade dos alimentos produzidos no campo”, destacou Aparecida.

Para o palestrante do treinamento, o Auditor Fiscal Federal e Coordenador de Controle de Pragas do Ministério da Agricultura, Ricardo Hilman, o estado de Sergipe tem todas as condições de desenvolver sua citricultura nos próximos anos diante da ausência de doenças quarentenárias, como o Greening. “Nos próximos anos, Sergipe tem toda a condição de aumentar sua citricultura, não só em produtividade, mas em competitividade. Então, é fundamental o conhecimento, alertar sobre os riscos e também uma oportunidade, porque o estado pela sua condição sanitária, sem a praga do Greening é fundamental para o crescimento e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, frisou.

Segundo o coordenador, essa condição sanitária de Sergipe abre perspectivas de novos convênios para o desenvolvimento das ações que visam à sanidade vegetal do Estado. “Nós trouxemos aqui conhecimento e possibilidade de futuros convênios nessa área para que, em conjunto com o setor público e o setor privado, a gente possa manter essa condição de ser livre da doença e ter condições de desenvolvimento a citricultura local”, acrescentou.

Preocupado por ter vivenciado a tragédia da cadeia produtiva da citricultura de estados como São Paulo causada pelo Greening, o representante da indústria de suco Maratá, Luciano Andreazza, viu no treinamento um momento importante para se debater as consequências dessa doença em Sergipe. “Esse treinamento é muito importante, porque você ver uma doença como o Greening dizimar os pomares de citros de São Paulo, com 80 milhões de árvores arrancadas, não vai querer que ela chegue aqui em Sergipe, por isso que a Emdagro e o Governo do Estado têm que estar bastante atentos, porque se entrar aqui a gente vai sofrer e a citricultura, não só para o Estado de São Paulo como para o Estado de Sergipe, representa muito para a economia, para o aspecto social e ambiental, de sustentabilidade. Então é importantíssimo um evento realizado como esse aqui”, considerou.

O Citricultor Hugo Albuquerque de Rezende, acha importante a discussão sobre o tema, e reforça a participação do de toda a cadeia produtiva, especialmente, o próprio produtor na proteção da cultura no Estado. “É muito importante participar desse evento porque nós vamos saber sobre todo o trânsito na produção da laranja, evitando assim trazer as pragas de fora para nosso estado. Da mesma forma, entendo de suma importância a participação do produtor nesse processo. Que, ao comprar suas mudas, compre em viveiristas certificados, porque ele saberá que é uma muda confiável e de qualidade”.

Programação Abrangente

O treinamento trouxe também uma ampla gama de tópicos críticos para a sanidade vegetal e a agricultura sustentável. A programação incluiu palestras informativas e esclarecedoras sobre a legislação que rege a produção e comercialização de mudas. O Auditor Fiscal Federal, Engenheiro Agrônomo Carlos Alexsahander Macêdo Borges, especialista no assunto, apresentou as regulamentações vigentes e abordou as melhores práticas para garantir a qualidade das mudas e a conformidade legal.

Em seguida, a Coordenadora Estadual de Insumos Agropecuários da Emdagro, Aglênia Araújo, trouxe uma perspectiva essencial sobre o sistema informatizado de rastreabilidade de agrotóxicos. Em uma era em que a transparência e a segurança dos produtos agrícolas são fundamentais, a apresentação de Araújo foi fundamental para os participantes entenderem como essa tecnologia pode ser implementada de forma eficaz.

Encerrando o evento, o Auditor Fiscal Federal, Engenheiro Agrônomo Adriano da Anunciação Pimentel, compartilhou informações valiosas sobre o Plano Nacional de Controle de Resíduos Contaminantes, com ênfase na produção e comercialização vegetal. Pimentel discutiu os desafios e as estratégias para garantir que os produtos vegetais atendam aos mais altos padrões de segurança alimentar.

 

Greening: A ameaça silenciosa que paira sobre os citros brasileiros

Em Sergipe não há registro da doença, mas Emdagro segue vigilante.

 

No Brasil, a citricultura enfrenta uma batalha silenciosa e destrutiva conhecida como Huanglongbing (HLB) ou Greening dos citros. Esta é considerada a doença mais grave que assola as plantações de citros no país, representando uma ameaça global para a indústria citrícola. Em Sergipe, até o momento, não há registro do HLB. Contudo, os citricultores devem permanecer vigilantes, inspecionando regularmente seus pomares e relatando quaisquer sintomas semelhantes ao HLB imediatamente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), órgão responsável pelas ações de defesa vegetal no estado.

A Emdagro atua estrategicamente em Sergipe para retardar a entrada da doença na citricultura. Isso inclui inspeções fitossanitárias, monitoramento em áreas comerciais, armadilhamento em pontos-chave e fiscalização rigorosa do trânsito de cargas nas barreiras sanitárias. “Nós atuamos adotando estratégias de controle que envolvem o planejamento cuidadoso do plantio e da renovação dos pomares, a utilização de mudas saudáveis, monitoramento constante do vetor e inspeção regular para detectar plantas sintomáticas”, destacou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

A doença já está presente em vários estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, e está sob controle oficial nesses locais. “A citricultura em Sergipe é particularmente vulnerável, pois possui os principais hospedeiros do HLB (Citros e Murta) e o vetor, o psilídeo Diaphorina citri, embora ainda não tenha sido detectada a presença da bactéria Candidatus Liberibacter nas plantas. A disseminação ocorre principalmente por meio do inseto vetor e mudas contaminadas”, alertou a diretora.

Segundo Aparecida, a indústria de citros do Brasil enfrenta uma batalha contínua contra o HLB, e a colaboração de todos é essencial para proteger essa parte vital da nossa agricultura. “A conscientização dos técnicos e produtores é fundamental para enfrentar essa ameaça. A aquisição cuidadosa de material básico de citros, como sementes, borbulhas e mudas, é uma medida crucial para proteger nossos citricultores”, orientou.

Os Sintomas Alarmantes

A HLB não poupa nenhuma espécie cítrica e, até o momento, não há cura para as plantas doentes. Seus sintomas são inconfundíveis: folhas de ramos afetados apresentam um padrão mosqueado, com variações de verde que se misturam sem delimitações claras. As folhas se tornam opacas, com uma nervura central engrossada. Os frutos sofrem deformações, com a columela desviada e o albedo (parte branca sob a casca) engrossado, afetando o sabor da fruta. As árvores afetadas perdem prematuramente seus frutos e, em última instância, acabam morrendo. Mesmo quando são mudas, as plantas podem ser afetadas, muitas vezes sem apresentar sintomas visíveis.

Vetor e Hospedeiro

A propagação do HLB é atribuída ao psilídeo Diaphorina citri, um inseto de cor branca-acinzentada com manchas escuras nas asas. Este pequeno inseto é comum nos pomares durante as épocas de brotação das plantas e é o vetor responsável por transmitir a bactéria causadora do HLB. Além dos citros, a planta ornamental Murta também serve como hospedeira para o patógeno.

A Murta (Murraya paniculata), uma planta comum em Sergipe, é hospedeira do patógeno e frequentemente utilizada em cercas vivas e decoração. Devido a esse risco, é proibido o plantio ou manutenção de Murta em locais públicos e áreas citrícolas em Sergipe, bem como em lojas de paisagismo e plantas ornamentais.

 

Última atualização: 29 de setembro de 2023 10:50.