Sergipe intensifica medidas de prevenção contra Influenza Aviária de Alta Patogenicidade

Ações educativas e fiscalizações em propriedades avícolas visam proteger a avicultura e a saúde pública no estado

Em meio às preocupações com a disseminação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a equipe de Defesa Sanitária Animal da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) tem intensificado suas ações de prevenção e vigilância nos municípios do estado. Essas medidas são respaldadas pelo Decreto n°358 de 24 de julho de 2023, que declara Emergência Zoossanitária por Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em Sergipe, como medida preventiva.

Até o momento, fiscalizações e vigilâncias já foram realizadas em diversos municípios, incluindo Areia Branca, Aquidabã, Estância, Indiaroba, Itaporanga, Japaratuba, Nossa Senhora de Lourdes e São Cristóvão. Durante essas inspeções, foram realizadas vistorias de registro e vigilância zoossanitária, com o objetivo de garantir que as propriedades avícolas estejam em conformidade com as normas de biossegurança.

Além das ações de fiscalização, a Emdagro está intensificando as atividades educativas junto aos produtores rurais e à população em geral. Um exemplo disso foi o Dia de Campo realizado no município de Riachão do Dantas, que contou com a participação de 107 produtores rurais. O evento teve como objetivo fornecer informações detalhadas sobre a IAAP, capacitando a população para agir de maneira rápida e eficiente em caso de um surto da doença. Treinamentos teóricos e práticos, bem como reuniões, foram realizados com a equipe de médicos veterinários da Emdagro.

“As iniciativas educativas se estendem também às redes sociais, com postagens semanais no Instagram da Emdagro e grupos de WhatsApp que envolvem produtores rurais e técnicos. Essas plataformas permitem a disseminação contínua de informações importantes sobre a IAAP”, frisou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Segundo ela, em caso de suspeita da doença, a população deverá entrar em contato com a Emdagro mais próxima ou ligar para os telefones 3234-2624 (Coordenadoria de Defesa Animal) e 3234-2644 (Ouvidoria) durante o horário comercial. Além disso, o atendimento pelo WhatsApp está disponível nos números 99191-4341/3234-2608.

A estratégia central dessas ações é a prevenção da ocorrência do vírus da influenza aviária H5N1, com o objetivo de salvaguardar o desenvolvimento econômico e social da população sergipana. Todas as medidas estão alinhadas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

“É importante ressaltar que a Influenza Aviária é uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), sendo altamente contagiosa e afetando várias espécies de aves domésticas e silvestres, além de, ocasionalmente, mamíferos. Os principais fatores que contribuem para a sua transmissão incluem aves migratórias/silvestres, a globalização e comércio internacional, bem como mercados e feiras de vendas de aves vivas”, destacou a diretora.

No Brasil, já foram detectados 88 focos da doença em seis estados, com apenas dois casos em aves de criação doméstica, demonstrando a importância das medidas de prevenção em Sergipe para evitar a disseminação da IAAP.

Serviço de Inspeção Estadual garante segurança alimentar aos sergipanos

Autoridades sanitárias fazem apelo para que o consumidor adquira apenas produtos com o selo de controle no rótulo

A segurança alimentar é uma das preocupações do consumidor na hora de levar os itens da lista de compras para casa. Uma das recomendações dos especialistas é conferir sempre o selo de fiscalização no rótulo dos produtos. Em Sergipe, o Serviço de Inspeção Agroindustrial, Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal do Estado (SIE/SE), setor da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), é o encarregado por validar as condições em que os alimentos são manipulados e armazenados. O consumo de alimentos clandestinos pode resultar em riscos à saúde.

Ainda que não haja conhecimento técnico suficiente para ler com precisão as informações do rótulo, a conferência do selo SIE na embalagem assegura a qualidade de como o produto foi processado. “Não é minha área de formação, mas entendo que a fiscalização é fundamental para garantir a nossa própria saúde. O selo comprova que os alimentos foram testados quanto à presença de contaminantes. A fiscalização contribui para que os produtores e fabricantes sigam as normas estabelecidas de higiene. Além disso, as informações sobre o produto nos ajuda a não consumir falsificações”, opinou a professora aposentada Maria Ramos.

Lucas Aragão é dono de uma fábrica de laticínios na bacia leiteira de Nossa Senhora da Glória, no alto sertão sergipano, e adquiriu o selo  do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), que possibilita a comercialização da produção em todo país. O processo foi meticuloso, mas lhe trouxe o benefício de ter a possibilidade de ter colocado seus produtos à venda nos supermercados e padarias sem disputar com a temida clandestinidade, sem falar da ampliação do mercado que adquiriu. “Para conseguir o selo eu tive de passar por várias etapas e trâmites de exigências legais. Mas o Estado, principalmente a Emdagro [Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe], sempre nos ajudou e mostrou os caminhos para chegar ao resultado mais rápido”, disse o empresário.

Inspeção por meio de exames laboratoriais, saúde e educação continuada dos seus colaboradores são exemplos de atividades que toda empresa que possui o selo de inspeção no seu produto passa.

Fiscalização

Somente este ano, os fiscais agropecuários já fizeram 356 inspeções e uma delas resultou no fechamento temporário de um estabelecimento laticínio para adequação. Os locais que passam pelas etapas de controle do SIE recebem o selo de inspeção e, a partir daí, os produtos são liberados para comercialização no estado. Esta é a razão pela qual os produtores devem fazer o registro. Lista de documentos necessários está disponível no endereço www.emdagro.se.gov.br

Existem quatro tipos de serviço de inspeção: na esfera municipal está o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), na estadual o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e na federal o Serviço de Inspeção Federal (SIF). O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) é uma espécie de intermediário entre o Estadual e o Federal, que permite a comercialização tanto no estado quanto no resto do país. Cada estabelecimento comercializa dentro de sua esfera de competência (SIM, SIE ou SIF).

O que é

O SIE realiza vistorias técnicas em estabelecimentos sergipanos de carnes, pescados, ovos, leite, mel e seus derivados, além de analisar produtos não comestíveis e projetos para construção de estabelecimentos de armazenagem. É o SIE que emite os laudos que autorizam a comercialização nos municípios sergipanos, atestando ao consumidor final um alimento de qualidade. Em conjunto com outras instituições, como Vigilância Sanitária e Ministério Público, o SIE fiscaliza o comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal e participa das análises documental e técnica das amostras.

“A grande importância do selo é a garantia da segurança alimentar que o consumidor tem. Fazemos um apelo ao consumidor: só adquira produtos que ele saiba a origem! Que ele aprenda a ler no rótulo, ver quem fabricou, quais foram os órgãos que fiscalizaram essa manipulação”, alertou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Maria Aparecida Andrade.

O Decreto 41.039/21 e a Lei estadual 8887/21 regulamentam o SIE. Para obter o registro, o produtor deve requerer visita prévia ao diretor-presidente da Emdagro e apresentar a documentação exigida. A lista com os documentos necessários está disponível no endereço www.emdagro.se.gov.br. Entre os requisitos estão a conformidade da planta e equipamentos e o principal, que é a permanência de um médico veterinário responsável técnico da produção no local da fabricação.

“Sabemos que tem muitos produtos comercializados sem a devida inspeção. O que observamos é muito comercialização nas praças públicas, principalmente de queijo. É simples, se não tem selo, não sabemos a origem. Então é um risco muito grande para a saúde do consumidor. Tanto a manteiga quanto o queijo são produtos sensíveis, que podem deteriorar com facilidade”, alertou a diretora.

Segurança

 

Comprar produtos inspecionados é a garantia que o consumidor tem de que o alimento foi processado e armazenado de maneira adequada. A cultura de conferir o selo no rótulo é fortemente encorajada por profissionais da área de saúde. Segundo a nutricionista Flávia Freire, o produto certificado é um alimento seguro em termos sanitários. Ou seja, antes da certificação, a empresa passou por análise de boas práticas de manipulação de alimentos e foi analisado todo o processo, desde a matéria-prima, produção e distribuição, até a mesa do consumidor.

“A certificação aumenta a credibilidade e confiabilidade de todas as informações que estão ali no produto, tanto em termos do valor nutricional quanto na garantia de que sua saúde não será posta em risco. Todas as medidas higiênico-sanitárias foram levadas em consideração, o que reduz o risco de contaminação”, explicou.

De acordo com a especialista, um dos maiores problemas do consumo de produtos sem inspeção é a toxinfecção alimentar, em razão de contaminação por bactérias ou toxinas, que, inclusive, podem levar à morte. “Um alimento não seguro em termos nutricionais e sanitários pode levar indivíduos a quadros de diarreia, infecção e internação. Um alimento que não obedece normas de manipulação e conservação aumenta o risco de está contaminado por salmonella e escherichia coli, bactérias de origem fecal, levando a enfermidades que podem ser fatais, principalmente em grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

Programa de inseminação artificial atinge 67% de taxa de prenhez em Boquim

A IATF é uma técnica reprodutiva que envolve a administração controlada de hormônios para sincronizar o ciclo reprodutivo das fêmeas bovinas, permitindo a inseminação em massa, em um curto período de tempo

O programa do Governo do Estado de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) tem se consolidado como uma técnica eficiente para a reprodução bovina, em diversas regiões do Estado. No município de Boquim, localizado na região centro sul de Sergipe, o programa tem obtido resultados notáveis, com uma taxa de prenhez de 67%. Isso indica o sucesso e a viabilidade da técnica, contribuindo para o aumento da produtividade e qualidade do rebanho bovino na região. A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), tem se destacado no incremento e implementação de programas de IATF, com o intuito de melhorar a eficiência reprodutiva das vacas leiteiras e de corte.

O alto índice de taxa de prenhez alcançado em Boquim por meio da IATF traz benefícios significativos para a pecuária local e a economia da região. “Com mais fêmeas prenhes, a expectativa é de que haja um aumento no número de bezerros nascidos, o que por sua vez contribui para a renovação e o crescimento do rebanho. Além disso, a introdução de características genéticas superiores nos animais resulta em bovinos mais produtivos e saudáveis, gerando valor tanto para os criadores, quanto para os consumidores. E a utilização de tecnologias avançadas fortalece a reputação da Emdagro, como uma instituição comprometida com a inovação e a melhoria contínua da cadeia produtiva da pecuária”, destacou o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos.

A detecção precoce da gestação é crucial para a administração adequada do rebanho. “Ela permite identificar vacas que não conceberam, possibilitando uma rápida reação com novos protocolos reprodutivos ou intervenções veterinárias. Além disso, a confirmação da gestação possibilita a separação de vacas gestantes para um manejo diferenciado, garantindo o bem-estar das mães e dos fetos, e contribuindo para o sucesso geral do programa de reprodução”, explicou a coordenadora de Pecuária da Emdagro, a médica veterinária Izildinha Dantas.

Para ela, a precisão do diagnóstico gestacional aumentou significativamente, permitindo uma identificação mais rápida e confiável das vacas prenhes e vazias. Isso resulta em uma melhor administração do rebanho, redução de custos com repetições de inseminação e otimização dos recursos disponíveis. “A integração de métodos tecnológicos, como ultrassonografia e exames hormonais, tem se mostrado uma abordagem eficaz para aumentar a precisão e a eficiência da detecção gestacional”, disse.

O produtor rural Gilvan Santos Silva, do povoado Pimenteira, em Boquim, não esconde sua satisfação pelo resultado apresentado. “Aqui na minha propriedade eu obtive 50% de vacas prenhas. Sei que em outras propriedades esse número ultrapassou os 60%. Atribuo o resultado à qualidade do material fornecido pela Emdagro e também ao manejo que faço das minhas vacas, com ração de qualidade pela manhã e à noite. Estou muito feliz com o programa e espero continuar inseminando minhas outras dez vacas”, comemorou

IATF

A IATF é uma técnica reprodutiva que envolve a administração controlada de hormônios para sincronizar o ciclo reprodutivo das fêmeas bovinas, permitindo a inseminação em massa, em um curto período de tempo. Essa abordagem oferece uma série de vantagens, como aumentar a taxa de concepção, otimizar o uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reduzir o intervalo entre partos. Além disso, ela permite maior planejamento e organização para os criadores, resultando em uma produção mais eficiente.

O sucesso desse programa contribui para o fortalecimento da pecuária local e serve como exemplo para outras regiões, interessadas em adotar essa abordagem moderna e eficiente para a reprodução de bovinos.

Secretaria da Agricultura estuda aplicação de citricultura sustentável

Foi feita uma reunião com a equipe técnica para tratar do assunto

A poucos dias da realização do primeiro Citros Show Nordeste, evento que reuniu pesquisadores, técnicos e grandes produtores, com exposição do que existe de melhor em tecnologia para a cultura dos citros, a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) avança na proposição de uma citricultura sustentável. Nesta quarta-feira, 23, o secretário reuniu a equipe técnica para tratar do assunto.

“Estamos cumprindo o compromisso feito com os produtores no sentido de fazer nossa citricultura desenvolver”, disse o Secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, durante encontro com diretores e técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) para propor uma política de revitalização sustentável para a citricultura sergipana.

A reunião foi o momento de apresentar o diagnóstico, realizado pela Emdagro, sobre a cultura do citros no estado com dados estatísticos oficiais, informações colhidas entre produtores e viveiristas.

Após o diagnóstico, o secretário da Agricultura, Zeca da Silva, comentou a importância do diálogo sobre o assunto.  “Neste encontro com a equipe técnica, estamos dando continuidade ao que foi discutido com os produtores no sentido de criarmos as condições para um citricultura sustentável”, disse o secretário.

O presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, falou sobre a proposta que o estado tem para o assunto. “A proposta inclui a capacitação permanente de técnicos e citricultores, compra de sementes para a produção de porta-enxertos para pequenos produtores e a continuidade do programa de borbulhas de citros”, afirmou.

Agricultores familiares começam a colher milho das sementes doadas pelo Governo do Estado

As sementes têm se destacado pela qualidade do grão e produtividade na hora da colheita

O agricultor Joeliton Ferreira de Araújo, da comunidade Carro Quebrado, em Nossa Senhora de Lourdes, tem tido muito trabalho nos últimos dias. É que ele e sua família estão empenhados em colher três tarefas de milho, provenientes das sementes doadas gratuitamente pelo Governo do Estado. A doação aconteceu por meio do Programa Sementes do Futuro, realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da sua vinculada, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

Com a chegada das sementes de milho dentro da janela de plantio, que ocorre no período de abril a junho, os agricultores beneficiados estão começando a colher sua produção que, na sua grande maioria, é destinada à composição de silagem, como reserva estratégica na alimentação animal, no período de estiagem. “É a primeira vez que recebo as sementes da Emdagro e a experiência está sendo ótima. Plantei os 10 kg de sementes da variedade cruzeta que recebi e hoje estou colhendo pouco mais de três tarefas de milho. Com essa produção eu faço canjica, cuscuz, pamonha e a silagem para a alimentação do gado. As sementes são de boa qualidade. Ano que vem espero receber de novo”, comemorou o agricultor familiar Joeliton Ferreira Araújo.

O programa Sementes do Futuro tem o objetivo de apoiar a produção de grãos dos agricultores familiares sergipanos, mas não é só isso que o programa promove, ele é também responsável pela geração de emprego e renda de muitos trabalhadores rurais que aguardam o momento do plantio e da colheita para tirarem um trocado e ajudar nas despesas da casa, como é o caso do trabalhador rural José Wesley dos Santos “Está sendo uma coisa boa essa doação das sementes, porque está gerando um emprego para nós, além de formar uma ração para o gado, e assim gerar uma renda para a cidade, já que a gente precisa comprar comida para se manter”, contou ele.

O chefe do escritório local de Itabi, que atende os agricultores de Nossa Senhora de Lourdes, Sérgio Carlson, explicou que 400 agricultores foram beneficiados no município, com 10kg de sementes de milho certificadas. “Nós entregamos na hora certa quatro mil quilos de sementes aos agricultores de Lourdes. Eles plantaram bem na época do inverno e, graças a Deus, nós estamos tendo uma grande produção de milho aqui na região, para garantir a silagem, que é uma reserva estratégica para o próximo ano”, ressaltou o técnico.

Segundo a chefe do Escritório Regional de Nossa Senhora da Glória, Rita Celene, o Governo do Estado distribuiu 115 toneladas de sementes de milho certificadas para 11,5 mil famílias de todo o estado, com um investimento total de R$ 1,5 milhão. “Só na região do alto sertão sergipano foram 80 mil quilos entregues, beneficiando a oito mil produtores. Foram sementes de qualidade e muito elogiadas pelos agricultores beneficiados”, frisou ela.

Governo do Estado assina convênio com Anater para assistir a 630 trabalhadoras rurais em Sergipe

O contrato foi assinado pela Emdagro no último dia 15, no auditório do Incra, em Brasília

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) firmou, na última terça-feira (15), em Brasília, contrato de parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para que o órgão preste assistência técnica e extensão rural a 630 trabalhadoras rurais de todo o estado, dentro do programa nacional de Ater Mulher. O contrato foi assinado pelo presidente da Emdagro Gilson dos Anjos e pelo Presidente e pela Diretora Técnica Agência Jefferson Coriteac e Loroana Coutinho.

Esse é o primeiro contrato de assistência técnica no governo Lula fruto da chamada pública Ater Mulher, que recebeu propostas de 22 estados brasileiros, incluindo Sergipe, que teve a sua proposta aprovada. “Sergipe sai na frente sendo o pioneiro nessa assistência técnica específica para mulheres. Nesse primeiro momento, serão beneficiadas 630 mulheres distribuídas nos municípios de Japaratuba, Capela, Pirambu, Barra dos Coqueiros, Aquidabã, Canhoba, Capela e Indiaroba”, comentou o Presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos.

Segundo ele, ações previstas no Ater Mulher consistem em a Emdagro realizar vistas técnicas em propriedades rurais, oficinas, dias de campo, rodas de conversa, capacitação, orientações técnicas voltadas para as trabalhadoras rurais de Sergipe e deverão ser implementadas pelo órgão no período de 19 meses. “A assistência técnica deverá apoiar também o desenvolvimento de atividades produtivas (agrícolas e não agrícolas) geradoras de renda para as mulheres, de forma a estimular a diversificação, a integração, o uso de insumos locais e a não dependência de insumos externos do grupo familiar”, detalhou o presidente.

Gilson explicou ainda que também deverão ser observados o desenvolvimento de sistemas produtivos agroecológicos e a adoção de práticas sustentáveis de uso e manejo dos recursos naturais, além do estimulo e apoio a organização de grupos produtivos de mulheres e a viabilização do acesso delas ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), às políticas de crédito produtivo, em especial o Pronaf Mulher, às políticas de fomento, e às políticas de comercialização, como o PAA e o PNAE.

Esteve acompanhando o presidente da Emdagro no ato da assinatura do convênio o Diretor de Ações Fundiárias, Marcelo Silva.

Emdagro e Fundação Renascer formam parceria para implantação de hortas orgânica

Ao todo 15 hortas foram implantadas em escolas, associações e fundações

Na manhã desta terça-feira (15) a equipe técnica da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) se reuniu com a direção e profissionais da Fundação Renascer do Estado de Sergipe para construir uma parceria para a implantação do “Programa Cultivando Horta: Alimento mais saudável na mesa” nas cinco unidades da Fundação. A reunião contou também com as presenças de socioeducandos.

A reunião foi aberta pelo presidente da Fundação Renascer, Samuel Barreto que agradeceu a parceria com a Emdagro e reforçou a importância do conhecimento para a transformação da vida social. “Quero agradecer à Emdagro e seus técnicos, bem como ao Sebrae por essa parceria e dizer que conhecimento é tudo e que a educação é a chave para o futuro de qualquer jovem, de qualquer sociedade”, destacou ele.

“Hoje está programada a apresentação do nosso projeto horta alimentação saudável,.onde estamos querendo atingir as escolas, associações, fundações dentre outros, e aqui na Fundação Renascer a gente está dando essa pontapé inicial em fundações, trazendo mudas e sementes e entrar nessa parte educacional, alimentar para fazer um trabalho de conscientização de quenl devemos buscar uma alimentação mais saudável que vai culminar com a implantação de uma horta orgânica aqui na unidade”, relatou o Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Jean Carlos Nascimento.

O programa Cultivando Hortas foi lançado pela Emdagro no início do ano e já implantou 15 delas no interior dle na capital do Estado, em associações, comunidade rurais, escolas.

Participaram da reunião o Diretor de Ater da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, o Coordenador de Desenvolvimento Rural, Ary Osvaldo Bomfim, da Coordenadora do Programa Hortas Orgânica, Abeaci dos Santos, das Assessoras Tabita Evangelista e a Engenheira Agrônoma Laila Beatriz Maciel, os Diretores do Case 1 e 2, Antônio Milton e Gladstone Santos, respectivamente, do Diretor Operacional, Cleber Ponto, da Coordenadora de Educação Alessandra Conceição, da Consultora do Sebrae Mirian Córdoba e do Diretor Financeiro Marcos Araújo.

Emdagro capacita técnicos sobre cultura do milho

Hoje a cultura do milho coloca Sergipe em quarto lugar do nordeste na produção do grão.

 

Cada vez mais crescente em Sergipe, a cultura do milho tem chegado a regiões sem nenhuma tradição com o plantio e hoje já desempenha uma papel importante na economia do Estado. Diante dos novos desafios que envolve a atividade, a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) promove, no período de 14 a 16 de agosto, em Aracaju, um curso de capacitação sobre produção de milho, interpretação de análise de solo e recomendação de adubação da cultura que hoje coloca o estado como 4 maior produtor do Nordeste.

Voltado para 25 técnicos da empresa, o curso acontece no hotel Primme Hotel, na Orla de Atalaia, e foi aberto pelo presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, que destacou a importância da capacitação. “A cultura do milho tem se expandido muito aqui em Sergipe e, por isso, vem tendo uma importância econômica muito grande para o nosso estado. Então, estamos promovendo essa reciclagem dos nossos técnicos sobre novas tecnologias, novas variedades do milho, para que eles possam atender da melhor forma os agricultores assistidos”, reforçou o presidente.

A programação prever aulas teóricas sobre condições edafoclimáticas e fisiologia do milho, população, plantabilidade, posicionamento de híbridos, manejo de herbicidas, adubação e controle de pragas de pragas. “Nossa proposta é fazer um bate papo numa grande troca de experiências e que eles saiam daqui com novas atualizações sobre a cultura, porque manter-se atualizado é muito importante.
Por isso, espero que os técnicos da Emdagro saiam daqui muito mais preparados para, por exemplo, sanar algumas dúvidas dos produtores e acabar com muitos mitos sobre a cultura”, destacou o instrutor Wallace Borges, Engenheiro Agrônomo da empresa Santa Helena BioMatrix.

Segundo o Diretor de Assistência Técnica da Emdagro, Jean Carlos Nascimento, Sergipe, nesse trecho SEALBA (Sergipe, Alagoas e Bahia), representa mais de 50% da produção de milho. “A gente está vendo o crescimento da cultura do milho em todas as regiões do Estado e percebemos a necessidade dessa reciclagem, dessa capacitação dos nossos técnicos para que o agricultor lá na ponta tenha a melhor assistência técnica”, comentou.

Para o técnico e chefe do escritório local da Emdagro em Carira, Ananias Rezende, o curso é importante para orientação do produtor. “Hoje tem muitas informações sobre a cultura do milho que é preciso que a gente se atualize e nós, que temos um conhecimento a mais, temos a responsabilidade de orientar o agricultor da melhor forma”, disse.

Outras culturas

A Emdagro tem observado o crescimento de outras cadeias produtivas que, assim como o milho, tem mostrado uma grande opção para o pequeno produtor. “Começamos realizando diagnóstico na cultura das plantas ornamentais, que tá crescendo muito e que dá um bom rendimento por área para o produtor, o do café que foi uma cultura muito forte no Estado e está voltando, a do próprio milho, e a do açaí que é uma atividade extremamente rentável e vamos captanear as ações, inclusive, na questão do zoneamento agrícola dessas culturas como fizemos com a batata doce”, disse o Coordenador de Agricultura da Emdagro, Eduardo Cabral.

Sergipe particiapa do Semiárido Show, em Permambuco

Evento ocorrido em Petrolina/PE é a maior feira de inovação tecnológica voltada para a agricultura familiar do semiárido brasileiro

Com objetivo possibilitar e facilitar o acesso aos conhecimentos, informações e tecnologias desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições parceiras, uma comitiva de técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Companhia de Desenvolvimento de Sergipe (Coderse) participou, no período de 1° a 4 deste mês, do Semiárido Show, que ocorreu em Petrolina, no estado de Pernambuco. O evento é considerado a maior feira de inovação tecnológica voltada para a agricultura familiar do semiárido brasileiro.

A programação contou com cerca de 50 palestras, dez seminários e atividades gratuitas, além de dia de campo, oficinas, workshop, encontros e cursos. No primeiro dia, a comitiva sergipana participou da abertura com uma palestra sobre reúso de água e sobre o projeto Dom Távora, de apoio aos pequenos produtores rurais. Ao longo da semana, houve a feira de agricultores familiares, com exposição de produtos e serviços voltados para agricultura familiar. Ainda foram abordados temas como o sistema de produção da palma forrageira; as alternativas forrageiras para o rebanho do semiárido; o reúso de águas cinzas para produção de alimentos; as potencialidades e limitações de solos da caatinga; e as estratégias para o melhoramento genético de caprinos e ovinos de corte no semiárido.

Na ocasião, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, Jean Carlos Ferreira, em articulação com técnicos da Embrapa, viabilizou variedades e cultivares de batata doce e outros produtos para realizar uma demonstração de métodos e observação, buscando a multiplicação para repasse aos agricultores familiares. “Também visitamos a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), onde conhecemos toda história e formas de extrativismo sustentável, o que culturalmente proporciona uma estabilidade a todos os seus cooperados dentro do bioma caatinga”, detalhou o diretor.

A comitiva também visitou a agroindústria multinacional Argo, que produz uvas e exporta 85% de sua produção para Europa e Estados Unidos. A visita teve o objetivo de conhecer todo o processo de produção e comercialização da fruta em uma região com poucas chuvas.

Participaram da comitiva o diretor Administrativo e Financeiro, Fernando André, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Jean Carlos Ferreira, os técnicos e assessores Izildinha Dantas, Ary Osvaldo Bomfim, Eduardo Cabral, Godofredo Albuquerque, Sérgio Valtemberg, o engenheiro civil, Hugo Monteiro Rocha, o coordenador da Asplan da Secretaria de Estado da Agricultura, Arlindo Nery, a zootecnista da Seagri, Annelise Aragão, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), Paulo Sobral, e o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite.

Produtores de arroz estimam alta produção com as sementes doadas pelo governo

A distribuição das sementes teve início nesta segunda-feira, 31 de julho, no povoado Serrão, município de Ilha das Flores, baixo São Francisco

 

É tempo de semeadura para cultivo do arroz na região norte do estado, às margens do Rio São Francisco. A rizicultura é a principal atividade econômica da região e que coloca Sergipe como o terceiro maior produtor de arroz do Nordeste. Para a safra 2023, que inicia agora e vai até final de setembro, o Governo de Sergipe está distribuindo 120 toneladas de sementes certificadas para 1100 irrigantes e parceleiros dos perímetros irrigados de Cotinguiba/Pindoba, Betume e Propriá, no Baixo São Francisco. O programa constitui-se em uma política de governo como forma de apoiar a produção de grãos dos agricultores familiares sergipanos, principalmente aqueles em condições mais vulneráveis. A distribuição das sementes teve início nesta segunda-feira, 31 de julho, no povoado Serrão, município de Ilha das Flores.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, essa é mais uma etapa do programa de distribuição de sementes certificadas, denominado ‘Sementes do Futuro’. “Estamos cumprindo a determinação feita pelo governador Fábio Mitidieri de atender àqueles produtores que mais precisam, o agricultor familiar, e este ano ampliamos de 90 toneladas para 120 toneladas, em relação ao ano passado. Até maio deste ano de 2023 o governo já distribuiu 115 toneladas de sementes de milho para 11.500 famílias de agricultores de 31 municípios, com investimentos de R$ 1,5 milhão. Com esta ação de apoio aos produtores são mais de R$ 900 mil investidos. O estado totaliza nesse período de seis meses valores da ordem de R$ 2,4 milhões, na compra e distribuição de sementes de milho e arroz. Uma ação que tem reflexos grandiosos sobre a produção e produtividade do grão e consequentemente na melhoria da renda familiar e da economia da região”, destacou o secretário.

O presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Gilson dos Anjos, destacou a qualidade das sementes. “A qualidade é excelente. São sementes certificadas com uma produtividade estimada de 7.654 kg/ha. A distribuição é feita por meio da Emdagro, com apoio da cooperativa local, onde os produtores estão cadastrados. Cada produtor recebe 100 quilos de sementes (quatro sacos de 25 kg)”, observou. O representante da Emdagro explica que dos 1.100 rizicultores beneficiados, 715 são do Perímetro Betume (que abrange os municípios Pacatuba, Ilha das Flores e Neópolis); 260 em Cotinguiba Pindoba (Propriá e parte de Neópolis); e 125 do Perímetro Propriá (Propriá, Telha e Cedro de São João).

Agricultor de Ilha das Flores desde os 18 anos, Jailton dos Santos, conhecido como Chaleira, planta quatro hectares e está muito animado para iniciar o plantio. “Começo a plantar dia 20 de agosto, então essa semente chegou num momento muito bom. A gente espera que o resultado seja muito bom, porque a semente é de qualidade, que rende bastante. Eu começo a plantar no próximo dia 20 de agosto e devo colher em dezembro, perto de 38 mil quilos de arroz e já temos comprador certo, que é o Grupo Coringa”, afirmou.

Retomada

O presidente da cooperativa Cooperflores, Cairo Castro, falou da importância das sementes e destacou a retomada do plantio em outras áreas, como o povoado Resina, em Brejo Grande. “Hoje é um dia de muita alegria. O Governo do Estado está aqui fazendo essa ação de entrega das sementes, beneficiando também o povoado Resina, onde serão distribuídos  dez mil quilos de arroz para o pequeno produtor, garantindo uma semente de qualidade, que vai ser colocada no campo para que ele possa produzir o seu arroz e comercializar da melhor forma possível. É o Governo do Estado sempre nos apoiando e nossa cooperativa só tem a agradecer ao governador Fábio”, enfatizou.

O jovem agricultor Alexandro dos Santos recebeu as sementes das mãos do secretário Zeca da Silva. “Estou muito satisfeito em ter recebido essas sementes, que nos ajudarão muito, porque o valor tá muito elevado para a gente comprar e no início da safra a gente precisa reduzir os gastos para que mais na frente a gente possa ter um lucro maior, afirmou.

Para Maria José Bezerra dos Santos, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Brejo Grande, foi de grande importância essa ação do Governo do Estado. “Tem muita gente que volta a plantar agora e não tem recursos para comprar as sementes. Muito importante receber esse benefício do governo. Eu mesma planto, colhi esta semana 40 tarefas de arroz e vou começar a preparar o solo para plantar novamente, já usando essas sementes que recebi”, comemorou.

Dados da produção

Sergipe é o terceiro maior produtor de arroz do Nordeste, depois do Maranhão e Piauí, segundo o IBGE. Em 2022, foram produzidas 39.932 toneladas de arroz em uma área de 5.132 hectares, perfazendo um rendimento médio de 7.654 Kg/ha. A previsão do IBGE para 2023 é de uma safra de 38 550 toneladas, -3,5% em relação ao ano passado.

Última atualização: 16 de agosto de 2023 12:37.